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- Estatística DescritivaMedidas de Tendência CentralMédiasMédia AritméticaMédia Simples (Não Agrupados)
Uma competição esportiva é composta por quatro etapas, das quais três fases eliminatórias é a grande final. Em cada uma dessas etapas, é atribuída a cada atleta uma nota de 0 a 10. Na última competição realizada, exatamente 20 atletas obtiveram nota máxima na primeira fase e, com isso, a média aritmética das notas nessa fase foi de 8,0. Curiosamente, se fossem consideradas apenas as notas inferiores a 10, a média seria 7,0. Sabe-se que nas duas primeiras fases eliminatórias avançam para a fase seguinte a metade dos atletas, classificados em ordem decrescente de nota, mas sem nota de corte. Todavia, para a grande final, avançam apenas os cinco atletas com as maiores notas na terceira fase. Dessa forma, o número de atletas eliminados na terceira fase foi:
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Read text to answer.
Eating well may count more than exercise for weight loss: study
(By Lizette Borreli on 2/12/17 AT 9:10 AM.)
We’ve all heard that to lose weight we need to do two things: eat less, exercise more. This makes sense: Burning more calories than we consume will lead to weight loss. But this exercise-based approach provides only short-term results. Now, researchers at Loyola University of Chicago confirm that a healthy diet, not exercise, is the key to losing weight – and keeping it off.
“Our study results indicate that physical activity may not protect you from gaining weight,” said Lara Dugas, lead author of the study and an assistant professor in the Department of Public Health Sciences of Loyola University Chicago Stritch School of Medicine, in a statement.
Previous research has found exercise does help people lose weight by burning fat. A 10-month study split 141 obese or overweight people into three groups to see how cardio affected them – group 1 had to burn 400 calories doing cardio, 5 days a week; group 2 had to burn 600 calories doing cardio, 5 days a week; and group 3 did no exercise. Most participants lost 4.3 percent of their body weight in group 1; group 2 lost a little more at 5.7 percent; and the control group actually gained 0.5 percent.
The benefits of exercise on weight are notable, but most studies don't take into account its behavioral effects. For example, working out makes people hungrier, which means they are more likely to consume more calories. This suggests how much and what we eat has a bigger impact on our weight than exercise.
In the new study, published in Peer J, Dugas and her colleagues examined about 2,000 adults from the U.S. and four other countries: Ghana, South Africa, Jamaica and Seychelles, to measure their physical activity levels and weight change throughout the course of three years. Participants wore tracking devices – accelerometers – on their waists for a week, to track their energy expenditure and step count. Weight, height and body fat were also measured at baseline, one year and two years after.
In the beginning, Ghana participants had the lowest average weights (139 pounds for both men and women), and Americans the highest weights (202 pounds for women, 206 pounds for men). Ghanaians were more fit han Americans; 76 Ghanaian men and 44 percent Ghanaian women met the U.S. Surgeon General physical activity guidelines, while only 44 percent of American men and 20 percent of American women met the guidelines. Adults need 2 hours and 30 minutes of moderate-intensity aerobic activity, like brisk walking, each week, according to the Centers for Disease Control and Prevention.
Surprisingly, participants with higher rates of physical activity actually gained more weight than those with lower rates. American men who met the guidelines gained a half pound per year, while American men who did not meet the guidelines lost 0.6 pounds. This shows there's no significant relationship between sedentary time at baseline, and subsequent weight gain or weight loss. The only factors that were significantly linked to weight at baseline were age and gender.
“From our study it is not evident that higher volumes of PA [physical activity] alone are protective against future weight gain, and by deduction our data suggest that other environmental factors such as the food environment may have a more critical role”, concluded the researchers.
Exercise-focused weight loss regimens yield low success rates because we tend to poorly estimate calories we consume and calories we burn. For example, a 2010 study found when participants were asked to consume the amount of food they believed they burned in calories, they ended up eating two to three times the amount of calories they burned. This suggests calorie expenditure doesn’t really count for much.
Diet is a major factor in weight control; portion sizes and what we're eating is crucial to maintaining a healthy body weight. To lose weight and improve health, we need to both eat well and find the time to exercise.
(Available: http://www.newsweek.com/eating-well-count-more-exercise-weight-loss-554821.)
About the text, it is true that: choose the correct alternative.
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De uma urna, a probabilidade de se obter uma bola amarela e uma vermelha, através de uma retirada simultânea de duas bolas, é 5/9. Sabe-se que esta urna contém, no total, nove bolas. Logo, o menor número possível de bolas amarelas contidas na urna é:
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Observe os produtos que são liberados a partir de uma reação de combustão completa do etanol.
I. Gás carbônico.
II. Gás oxigênio.
III. Água.
IV. Carbono.
II. Gás oxigênio.
III. Água.
IV. Carbono.
Estão corretas apenas as alternativas
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Read the comic strip carefully to answer.

(Available: http://www.gocomics.com/calvinandhobbes/. https://cronicasurbanas.wordpress.com/tag/tirinhas/page/4/.)
Read the comic strip. In the context “Resolutions” are
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Um amor conquistado
Encontrei Ivan Lessa na fila de lotação do bairro e estávamos conversando, quando Ivan se espantou e me disse: olhe que coisa esquisita. Olhei para trás e vi, da esquina para a gente, um homem vindo com seu tranquilo cachorro puxado pela correia. Só que não era cachorro. A atitude toda era de cachorro, e a do homem era a de um homem com o seu cão. Este é que não era. Tinha focinho acompridado de quem pode beber em copo fundo, rabo longo e duro – poderia, é verdade, ser apenas uma variação individual da raça. Ivan levantou a hipótese de quati, mas achei o bicho muito cachorro demais para ser quati, ou seria o quati mais resignado e enganado que jamais vi. Enquanto isso, o homem calmamente vindo. Calmamente, não; havia uma tensão nele, era uma calma de quem aceitou luta: seu ar era de um natural desafiador. Não se tratava de um pitoresco; era por coragem que andava em público com o seu bicho. Ivan sugeriu a hipótese de outro animal de que na hora não se lembrou o nome. Mas nada me convencia. Só depois entendi que minha atrapalhação não era propriamente minha, vinha de que aquele bicho já não sabia mais quem ele era, e não podia portanto me transmitir uma imagem nítida.
Até que o homem passou perto. Sem um sorriso, costas duras, altivamente se expondo – não, nunca foi fácil passar diante da fila humana. Fingia prescindir de admiração ou piedade; mas cada um de nós reconhece o martírio de quem está protegendo um sonho.
– Que bicho é esse? Perguntei-lhe, e intuitivamente meu tom foi suave para não feri-lo com uma curiosidade. Perguntei que bicho era aquele, mas na pergunta o tom talvez incluísse: “por que é que você faz isso? que carência é essa que faz você inventar um cachorro? e por que não um cachorro mesmo, então? pois se os cachorros existem! Ou você não teve outro modo de possuir a graça desse bicho senão com uma coleira? Mas você esmaga uma rosa se apertá-la com força!” Sei que o tom é uma unidade indivisível por palavras, sei que estou esmagando uma rosa, mas estilhaçar o silêncio em palavras é um dos meus modos desajeitados de amar o silêncio, e é assim que muitas vezes tenho matado o que compreendo. (Se bem que, glória a Deus, sei mais silêncio que palavras.)
O homem, sem parar, respondeu curto, embora sem aspereza. E era quati mesmo. Ficamos olhando. Nem Ivan nem eu sorrimos, ninguém na fila riu – esse era o tom, essa era a intuição. Ficamos olhando.
Era um quati que se pensava cachorro. s vezes, com seus gestos de cachorro, retinha o passo para cheirar as coisas, o que retesava a correia e retinha um pouco o dono, na usual sincronização de homem e cachorro. Fiquei olhando esse quati que não sabe quem é. Imagino: se o homem o leva para brincar na praça, tem uma hora que o quati se constrange todo: “mas, santo Deus, por que é que os cachorros me olham tanto?” Imagino também que, depois de um perfeito dia de cachorro, o quati se diga melancólico, olhando as estrelas; “que tenho afinal? Que me falta? Sou tão feliz como qualquer cachorro, por que então este vazio, esta nostalgia? Que ânsia é esta, como se eu só amasse o que não conheço?” E o homem, o único a poder livrá-lo da pergunta, esse homem nunca lhe dirá para não perdê-lo para sempre.
Penso também na iminência de ódio que há no quati. Ele sente amor e gratidão pelo homem. Mas por dentro não há como a verdade deixar de existir: e o quati só não percebe que o odeia porque está vitalmente confuso.
Mas se ao quati fosse de súbito revelado o mistério de sua verdadeira natureza? Tremo ao pensar no fatal acaso que fizesse esse quati inesperadamente defrontar-se com outro quati, e nele reconhecer-se, ao pensar nesse instante em que ele ia sentir o mais feliz pudor que nos é dado: eu...nós... Bem sei, ele teria direito, quando soubesse, de massacrar o homem com o ódio pelo que de pior um ser pode fazer a outro ser – adulterar-lhe a essência a fim de usá-lo. Eu sou pelo bicho, tomo o partido das vítimas do amor ruim. Mas imploro ao quati que perdoe o homem, e que o perdoe com muito amor. Antes de abandoná-lo, é claro.
(LISPECTOR, Clarice. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed.– Rio de Janeiro: José Olympio, 2013.)
“A atitude toda era de cachorro e a do homem era a de um homem com o seu cão. Este é que não era.” (1º§) O termo anterior sublinhado constitui
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Sobre as propriedades consideradas organolépticas, analise:
I. Cor.
II. Ponto de fusão.
III. Maleabilidade.
IV. Odor.
V. Textura.
Estão corretas apenas as alternativas
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Um amor conquistado
Encontrei Ivan Lessa na fila de lotação do bairro e estávamos conversando, quando Ivan se espantou e me disse: olhe que coisa esquisita. Olhei para trás e vi, da esquina para a gente, um homem vindo com seu tranquilo cachorro puxado pela correia. Só que não era cachorro. A atitude toda era de cachorro, e a do homem era a de um homem com o seu cão. Este é que não era. Tinha focinho acompridado de quem pode beber em copo fundo, rabo longo e duro – poderia, é verdade, ser apenas uma variação individual da raça. Ivan levantou a hipótese de quati, mas achei o bicho muito cachorro demais para ser quati, ou seria o quati mais resignado e enganado que jamais vi. Enquanto isso, o homem calmamente vindo. Calmamente, não; havia uma tensão nele, era uma calma de quem aceitou luta: seu ar era de um natural desafiador. Não se tratava de um pitoresco; era por coragem que andava em público com o seu bicho. Ivan sugeriu a hipótese de outro animal de que na hora não se lembrou o nome. Mas nada me convencia. Só depois entendi que minha atrapalhação não era propriamente minha, vinha de que aquele bicho já não sabia mais quem ele era, e não podia portanto me transmitir uma imagem nítida.
Até que o homem passou perto. Sem um sorriso, costas duras, altivamente se expondo – não, nunca foi fácil passar diante da fila humana. Fingia prescindir de admiração ou piedade; mas cada um de nós reconhece o martírio de quem está protegendo um sonho.
– Que bicho é esse? Perguntei-lhe, e intuitivamente meu tom foi suave para não feri-lo com uma curiosidade. Perguntei que bicho era aquele, mas na pergunta o tom talvez incluísse: “por que é que você faz isso? que carência é essa que faz você inventar um cachorro? e por que não um cachorro mesmo, então? pois se os cachorros existem! Ou você não teve outro modo de possuir a graça desse bicho senão com uma coleira? Mas você esmaga uma rosa se apertá-la com força!” Sei que o tom é uma unidade indivisível por palavras, sei que estou esmagando uma rosa, mas estilhaçar o silêncio em palavras é um dos meus modos desajeitados de amar o silêncio, e é assim que muitas vezes tenho matado o que compreendo. (Se bem que, glória a Deus, sei mais silêncio que palavras.)
O homem, sem parar, respondeu curto, embora sem aspereza. E era quati mesmo. Ficamos olhando. Nem Ivan nem eu sorrimos, ninguém na fila riu – esse era o tom, essa era a intuição. Ficamos olhando.
Era um quati que se pensava cachorro. s vezes, com seus gestos de cachorro, retinha o passo para cheirar as coisas, o que retesava a correia e retinha um pouco o dono, na usual sincronização de homem e cachorro. Fiquei olhando esse quati que não sabe quem é. Imagino: se o homem o leva para brincar na praça, tem uma hora que o quati se constrange todo: “mas, santo Deus, por que é que os cachorros me olham tanto?” Imagino também que, depois de um perfeito dia de cachorro, o quati se diga melancólico, olhando as estrelas; “que tenho afinal? Que me falta? Sou tão feliz como qualquer cachorro, por que então este vazio, esta nostalgia? Que ânsia é esta, como se eu só amasse o que não conheço?” E o homem, o único a poder livrá-lo da pergunta, esse homem nunca lhe dirá para não perdê-lo para sempre.
Penso também na iminência de ódio que há no quati. Ele sente amor e gratidão pelo homem. Mas por dentro não há como a verdade deixar de existir: e o quati só não percebe que o odeia porque está vitalmente confuso.
Mas se ao quati fosse de súbito revelado o mistério de sua verdadeira natureza? Tremo ao pensar no fatal acaso que fizesse esse quati inesperadamente defrontar-se com outro quati, e nele reconhecer-se, ao pensar nesse instante em que ele ia sentir o mais feliz pudor que nos é dado: eu...nós... Bem sei, ele teria direito, quando soubesse, de massacrar o homem com o ódio pelo que de pior um ser pode fazer a outro ser – adulterar-lhe a essência a fim de usá-lo. Eu sou pelo bicho, tomo o partido das vítimas do amor ruim. Mas imploro ao quati que perdoe o homem, e que o perdoe com muito amor. Antes de abandoná-lo, é claro.
(LISPECTOR, Clarice. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed.– Rio de Janeiro: José Olympio, 2013.)
“Imagino também que, depois de um perfeito dia de cachorro, o quati se diga melancólico, olhando as estrelas: ‘que tenho afinal? que me falta? sou tão feliz como qualquer cachorro, por que então este vazio, esta nostalgia? que ânsia é esta, como se eu só amasse o que não conheço?’” (5º§) O suposto questionamento do quati de que a narradora fala pode acontecer porque ele
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Quanto à profundidade da queimadura, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Primeiro grau.
2. Segundo grau.
3. Terceiro grau.
2. Segundo grau.
3. Terceiro grau.
( ) Afeta somente a epiderme, sem formar bolhas. Apresenta vermelhidão, dor, edema e descama em 4 a 6 dias.
( ) Afeta a epiderme, a derme e estruturas profundas. É indolor. Existe a presença de placa esbranquiçada ou enegrecida. Possui textura coreácea. Não reepiteliza e necessita de enxertia de pele.
( ) Afeta a epiderme e parte da derme, forma bolhas ou flictenas. Superficial: a base da bolha é rósea, úmida e dolorosa. Profunda: a base da bolha é branca, seca, indolor e menos dolorosa (profunda). A restauração das lesões ocorre entre 7 e 21 dias.
A sequência está correta em
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Um amor conquistado
Encontrei Ivan Lessa na fila de lotação do bairro e estávamos conversando, quando Ivan se espantou e me disse: olhe que coisa esquisita. Olhei para trás e vi, da esquina para a gente, um homem vindo com seu tranquilo cachorro puxado pela correia. Só que não era cachorro. A atitude toda era de cachorro, e a do homem era a de um homem com o seu cão. Este é que não era. Tinha focinho acompridado de quem pode beber em copo fundo, rabo longo e duro – poderia, é verdade, ser apenas uma variação individual da raça. Ivan levantou a hipótese de quati, mas achei o bicho muito cachorro demais para ser quati, ou seria o quati mais resignado e enganado que jamais vi. Enquanto isso, o homem calmamente vindo. Calmamente, não; havia uma tensão nele, era uma calma de quem aceitou luta: seu ar era de um natural desafiador. Não se tratava de um pitoresco; era por coragem que andava em público com o seu bicho. Ivan sugeriu a hipótese de outro animal de que na hora não se lembrou o nome. Mas nada me convencia. Só depois entendi que minha atrapalhação não era propriamente minha, vinha de que aquele bicho já não sabia mais quem ele era, e não podia portanto me transmitir uma imagem nítida.
Até que o homem passou perto. Sem um sorriso, costas duras, altivamente se expondo – não, nunca foi fácil passar diante da fila humana. Fingia prescindir de admiração ou piedade; mas cada um de nós reconhece o martírio de quem está protegendo um sonho.
– Que bicho é esse? Perguntei-lhe, e intuitivamente meu tom foi suave para não feri-lo com uma curiosidade. Perguntei que bicho era aquele, mas na pergunta o tom talvez incluísse: “por que é que você faz isso? que carência é essa que faz você inventar um cachorro? e por que não um cachorro mesmo, então? pois se os cachorros existem! Ou você não teve outro modo de possuir a graça desse bicho senão com uma coleira? Mas você esmaga uma rosa se apertá-la com força!” Sei que o tom é uma unidade indivisível por palavras, sei que estou esmagando uma rosa, mas estilhaçar o silêncio em palavras é um dos meus modos desajeitados de amar o silêncio, e é assim que muitas vezes tenho matado o que compreendo. (Se bem que, glória a Deus, sei mais silêncio que palavras.)
O homem, sem parar, respondeu curto, embora sem aspereza. E era quati mesmo. Ficamos olhando. Nem Ivan nem eu sorrimos, ninguém na fila riu – esse era o tom, essa era a intuição. Ficamos olhando.
Era um quati que se pensava cachorro. s vezes, com seus gestos de cachorro, retinha o passo para cheirar as coisas, o que retesava a correia e retinha um pouco o dono, na usual sincronização de homem e cachorro. Fiquei olhando esse quati que não sabe quem é. Imagino: se o homem o leva para brincar na praça, tem uma hora que o quati se constrange todo: “mas, santo Deus, por que é que os cachorros me olham tanto?” Imagino também que, depois de um perfeito dia de cachorro, o quati se diga melancólico, olhando as estrelas; “que tenho afinal? Que me falta? Sou tão feliz como qualquer cachorro, por que então este vazio, esta nostalgia? Que ânsia é esta, como se eu só amasse o que não conheço?” E o homem, o único a poder livrá-lo da pergunta, esse homem nunca lhe dirá para não perdê-lo para sempre.
Penso também na iminência de ódio que há no quati. Ele sente amor e gratidão pelo homem. Mas por dentro não há como a verdade deixar de existir: e o quati só não percebe que o odeia porque está vitalmente confuso.
Mas se ao quati fosse de súbito revelado o mistério de sua verdadeira natureza? Tremo ao pensar no fatal acaso que fizesse esse quati inesperadamente defrontar-se com outro quati, e nele reconhecer-se, ao pensar nesse instante em que ele ia sentir o mais feliz pudor que nos é dado: eu...nós... Bem sei, ele teria direito, quando soubesse, de massacrar o homem com o ódio pelo que de pior um ser pode fazer a outro ser – adulterar-lhe a essência a fim de usá-lo. Eu sou pelo bicho, tomo o partido das vítimas do amor ruim. Mas imploro ao quati que perdoe o homem, e que o perdoe com muito amor. Antes de abandoná-lo, é claro.
(LISPECTOR, Clarice. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed.– Rio de Janeiro: José Olympio, 2013.)
Acerca da acentuação das palavras, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A palavra “fácil” é acentuada por ser paroxítona terminada em “l”.
( ) As palavras “carência” e “ódio” recebem acento porque são paroxítonas terminadas em ditongo.
( ) A mesma regra de acentuação que vale para “já” vale também para “até”.
( ) A palavra “juiz” deve receber acento no “i” porque é a 2ª vogal do hiato.
( ) As palavras “carência” e “ódio” recebem acento porque são paroxítonas terminadas em ditongo.
( ) A mesma regra de acentuação que vale para “já” vale também para “até”.
( ) A palavra “juiz” deve receber acento no “i” porque é a 2ª vogal do hiato.
A sequência está correta em
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