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A questão refere-se ao texto a seguir.
O aprendizado da angústia
Marcia Tiburi
Acha-se num dos contos de Grimm uma narrativa sobre um
moço que saiu a aventurar-se pelo mundo para aprender a
angustiar-se. Deixemos esse aventureiro seguir o seu caminho,
sem nos preocuparmos em saber se encontrou ou não o terrível.
Ao invés disso, quero afirmar que essa é uma aventura pela qual
todos têm de passar: a de aprender a angustiar-se, para que não
venham a perder, nem por jamais terem estado angustiados nem
por afundarem na angústia; por isso, aquele que aprender a
angustiar-se corretamente, aprendeu o que há de mais elevado.
Soren Kierkegaard – O conceito de Angústia
A angústia nos coloca [...] a questão de nossa presença no mundo. Não
se trata apenas da pergunta pelo que somos, ou o que fazemos, mas
o que estamos experimentando. O que recebemos, damos e “levamos”
dessa vida? O que é realmente importante? O que realmente pode
ou deve ser vivido? Como vivemos diante do fato de que estamos
necessariamente relacionados a nós mesmos, além de estarmos
relacionados aos outros e à alteridade como lugar da diferença?
Bem vivida, a angústia é a chance de estabelecer uma relação
autêntica com a gente mesmo. Com o que somos. Ela envolve uma
autopedagogia pessoal. Nela é que podemos nos perguntar “como me
relaciono comigo mesmo?”, que é algo bem mais complexo do que a
crença em um “autoconhecimento”. É a angústia que pode nos dar as
condições de fazer a pergunta “como me torno quem eu sou?”.
E me faz saber que não posso responder a ela se não avaliar as
demandas, as imposições, as ordens e os modismos que me afastam
de mim. É a angústia, portanto, que me devolve a mim mesmo. Que
evita a alienação à qual nos convida o nosso tempo sombrio.
TIBURI, Marcia. O aprendizado da angústia. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/oaprendizado-da-angustia/. Acesso em 28 abr. 2022.
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- MorfologiaPronomes
- MorfologiaVerbos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros Textuais
A questão refere-se ao texto a seguir.
Redação do Enem anuncia que vem aí um país muito mal escrito
Ademais, eu sempre quis escrever um texto que começasse com
“ademais” e faço isso agora não por um capricho, não para imitar João
Ubaldo que começou outro com “Aliás”, mas porque acabou de sair o
resultado das provas de redação do Enem 2021. De novo deu o mesmo
pão com ovo – uma das palavras favoritas dos estudantes que tiraram
a nota mil do concurso foi justo o “ademais”.
“Ademais” transpira afetação ultrapassada e todo ano, masoquista
que sou, procuro por ele no vestibular que define os futuros líderes do
país. O tadinho está sempre lá em seu brilhareco constrangedor, um
tantinho espantado com a súbita lembrança por gente tão jovem.
O resultado é aborrecidíssimo, mas quem segue a ordem unida da
introdução, do desenvolvimento e da conclusão, a marcha militar
ensinada nas apostilas, é consagrado com o mil da nota mil. As
redações parecem iguais, “ademais” ribombando orgulho para tudo
que é lado, polissílabos gigantescos – tudo indicando para o futuro de
um país muito mal escrito.
(Joaquim Ferreira dos Santos. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 19 abr. 2022)
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A questão refere-se ao texto a seguir.
Redação do Enem anuncia que vem aí um país muito mal escrito
Ademais, eu sempre quis escrever um texto que começasse com
“ademais” e faço isso agora não por um capricho, não para imitar João
Ubaldo que começou outro com “Aliás”, mas porque acabou de sair o
resultado das provas de redação do Enem 2021. De novo deu o mesmo
pão com ovo – uma das palavras favoritas dos estudantes que tiraram
a nota mil do concurso foi justo o “ademais”.
“Ademais” transpira afetação ultrapassada e todo ano, masoquista
que sou, procuro por ele no vestibular que define os futuros líderes do
país. O tadinho está sempre lá em seu brilhareco constrangedor, um
tantinho espantado com a súbita lembrança por gente tão jovem.
O resultado é aborrecidíssimo, mas quem segue a ordem unida da
introdução, do desenvolvimento e da conclusão, a marcha militar
ensinada nas apostilas, é consagrado com o mil da nota mil. As
redações parecem iguais, “ademais” ribombando orgulho para tudo
que é lado, polissílabos gigantescos – tudo indicando para o futuro de
um país muito mal escrito.
(Joaquim Ferreira dos Santos. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em 19 abr. 2022)
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A questão refere-se ao texto a seguir.

QUINHO. Fake news. Disponível em: https://www.em.com.br/app/charge/2022/04/10/interna_ charge,1358984/fake-news.shtml. Acesso em 28 abr. 2022.
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A questão refere-se ao texto a seguir.

QUINHO. Fake news. Disponível em: https://www.em.com.br/app/charge/2022/04/10/interna_ charge,1358984/fake-news.shtml. Acesso em 28 abr. 2022.
I- A charge critica o comportamento gregário e pouco reflexivo do homem moderno.
II- A disseminação de informações falsas na contemporaneidade motiva o discernimento da população.
III- A sociedade moderna tem acesso a uma enxurrada de informações.
IV- As fake news são usadas como estratégia de convencimento das massas.
Estão corretas apenas as afirmativas
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A questão refere-se ao texto abaixo.
DIA DA EDUCAÇÃO: ter ensino superior amplia chances de
crescimento salarial, revela pesquisa
Mercado de trabalho busca profissionais com diploma
Hoje, 28 de abril, é o Dia da Educação. A data convida a sociedade
a refletir sobre a importância do tema. Dentre as muitas formas de
educar, o consenso atribui a essa palavra o ato de desenvolver um
indivíduo para a formação cidadã.
A longo prazo, a educação é capaz de assegurar oportunidades e
competividade na conquista e manutenção de um emprego, com
melhores salários e cargos. Para a pedagoga e coordenadora do curso
de Pedagogia da Anhanguera, Camila Fortuna, à medida que a taxa
de escolaridade da população aumenta é natural que o mercado de
trabalho também amplie seu nível de exigência na qualificação da mão
de obra. “Os cargos disponíveis no mercado de trabalho exigem um
diploma de nível superior. Com isso, a busca por uma carreira estável
e bem-sucedida está atrelada à qualificação profissional oferecida em
uma faculdade”, afirma.
Estado de Minas, Educação, 28/04/2022. Acesso em 01 mai. 2022 (adaptado).
I- As aspas presentes em “Os cargos disponíveis no mercado de trabalho exigem um diploma de nível superior. Com isso, a busca por uma carreira estável e bem-sucedida está atrelada à qualificação profissional oferecida em uma faculdade” indicam o discurso de um locutor distinto do autor do texto.
II- O texto mescla, em sua composição, discurso direto e indireto.
III- A notícia publicada no jornal Estado de Minas foi escrita usando, predominantemente, o tipo textual injuntivo.
IV- O gênero notícia tem por objetivo principal refutar uma tese.
Estão corretas apenas as afirmativas
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A questão refere-se ao texto a seguir.
Embora tenha construído uma carreira artística com obras muito
mais apreciadas e debatidas por adultos, Tarsila do Amaral é ainda
hoje dona de uma popularidade que a faz ser conhecida inclusive
por crianças em estágios iniciais da educação. De 1928, Abaporu
provavelmente é a pintura mais reproduzida pelos pequenos em suas
primeiras experiências em aulas de Artes. É para este público que é
feito “Tarsilinha”, animação em longa-metragem com direção da dupla
Celia Catunda e Kiko Mistrorigo, a mesma de “Peixonauta: O Filme”.
Ainda assim, os responsáveis adultos que acompanharão os rebentos
nas sessões de cinema e futuras exibições em streaming de alguma
forma serão contemplados. A premissa inclusive sinaliza para aquele
que é um dos grandes temores de indivíduos em um estágio avançado
da vida, sendo a perda progressiva da memória. A pequena Tarsilinha
(na voz de Alice Barion) passa a maior parte do dia aos cuidados de sua
mãe (voz de Maira Chasseroux), que repentinamente tem um “apagão
mental” ao perder objetos pessoais de grande importância emocional.
A aventura começa quando Tarsilinha parte por conta própria em uma
viagem para reaver os souvenires, parando em destinos que reproduzem
um sem número de cenários e personagens eternizados nas telas de
Tarsila do Amaral. Apesar da ideia original e da valorização de uma
matéria-prima nacional, falta a “Tarsilinha” um roteiro que fosse capaz
de ir além de frases feitas e diminutivos. Além do mais, fãs da Tarsila do
Amaral podem não ser conquistados em cheio pela técnica animada
aqui aplicada, uma junção de 2D e 3D que não confere vivacidade e
contraste à concepção minimalista.
Entrevista com os diretores Célia Catunda e Kiko Mistrorigo sobre “Tarsilinha” (Disponível em:
https://cineresenhas.com.br/2022/03/21/resenha-critica-tarsilinha-2021/. Acesso em 02 mai.2022)
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A questão refere-se ao texto a seguir.
Embora tenha construído uma carreira artística com obras muito
mais apreciadas e debatidas por adultos, Tarsila do Amaral é ainda
hoje dona de uma popularidade que a faz ser conhecida inclusive
por crianças em estágios iniciais da educação. De 1928, Abaporu
provavelmente é a pintura mais reproduzida pelos pequenos em suas
primeiras experiências em aulas de Artes. É para este público que é
feito “Tarsilinha”, animação em longa-metragem com direção da dupla
Celia Catunda e Kiko Mistrorigo, a mesma de “Peixonauta: O Filme”.
Ainda assim, os responsáveis adultos que acompanharão os rebentos
nas sessões de cinema e futuras exibições em streaming de alguma
forma serão contemplados. A premissa inclusive sinaliza para aquele
que é um dos grandes temores de indivíduos em um estágio avançado
da vida, sendo a perda progressiva da memória. A pequena Tarsilinha
(na voz de Alice Barion) passa a maior parte do dia aos cuidados de sua
mãe (voz de Maira Chasseroux), que repentinamente tem um “apagão
mental” ao perder objetos pessoais de grande importância emocional.
A aventura começa quando Tarsilinha parte por conta própria em uma
viagem para reaver os souvenires, parando em destinos que reproduzem
um sem número de cenários e personagens eternizados nas telas de
Tarsila do Amaral. Apesar da ideia original e da valorização de uma
matéria-prima nacional, falta a “Tarsilinha” um roteiro que fosse capaz
de ir além de frases feitas e diminutivos. Além do mais, fãs da Tarsila do
Amaral podem não ser conquistados em cheio pela técnica animada
aqui aplicada, uma junção de 2D e 3D que não confere vivacidade e
contraste à concepção minimalista.
Entrevista com os diretores Célia Catunda e Kiko Mistrorigo sobre “Tarsilinha” (Disponível em:
https://cineresenhas.com.br/2022/03/21/resenha-critica-tarsilinha-2021/. Acesso em 02 mai.2022)
Considerando as características do gênero resenha, esse trecho exerce a função de:
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A questão refere-se ao texto a seguir.
A gente é a língua que a gente fala
Às vezes a gente não se dá conta, mas o mal-estar fica ali, triangulando entre cérebro, estômago e boca: quer dizer que falamos errado? O
idioma que aprendemos no berço não passa de uma versão bastarda
de certa língua para sempre estrangeira?
Me refiro ao estrago que a brigada de guardiães da “norma curta” faz
à nossa autoestima cultural e à qualidade do ensino de português em
nossas escolas.
Para as patrulhas da norma-padrão, armadas de canetas vermelhas,
o português brasileiro é um coitado sem modos e cheio de vícios que
não consegue largar, por mais cascudos que a gente aplique em sua
cabeça dura.
Usar “a gente” no lugar de “nós”, como fiz na primeira linha da coluna e voltei a fazer na frase anterior, é um dos sinais da suposta deterioração da língua que esses puristas extemporâneos (século 21, oi!)
gostam de apontar.
Na vida real, a gente adora falar “a gente”. Sim, a gente briga, diz tanta
coisa que não quer dizer, mas “a gente” é uma coisa que a gente quase
sempre quer dizer. Porque a gente não tem cara de babaca — ou tem?
Verdade que, quando está escrevendo, a gente costuma se policiar.
Ninguém quer perder ponto na prova, caramba. Às vezes escapa um
“a gente” escrito, mas não era pra escapar. A gente sabe que no fundo
está errado, que isso de “a gente” é um troço informal, tipo uma gíria,
que não cabe na norma culta, certo?
Errado. Ou melhor, a carga de informalidade de “a gente” é obviamente maior que a de “nós”. O que não faz sentido é tentar expulsar da
norma culta tudo o que é informal, como se só coubesse nela o livresco, o empertigado, o que fica distante da fala e se mete arranhando
por ouvidos e almas.
Isso revela imensa ignorância sobre o que é uma língua e em especial
sobre o português brasileiro, dono de uma história que merece respeito.
(Sérgio Rodrigues. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/)
I- A língua modifica-se naturalmente com o tempo.
II- É preciso considerar as diferenças entre o português europeu e o português brasileiro.
III- A relação entre norma culta e informalidade da língua deve ser considerada em termos de graus e não como dicotomias distintas.
IV- A norma culta é um modelo do bem falar e escrever que tem como referência a forma como falam e escrevem as pessoas cultas na época atual.
Estão corretas apenas as afirmativas
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A questão refere-se ao texto a seguir.
A gente é a língua que a gente fala
Às vezes a gente não se dá conta, mas o mal-estar fica ali, triangulando entre cérebro, estômago e boca: quer dizer que falamos errado? O
idioma que aprendemos no berço não passa de uma versão bastarda
de certa língua para sempre estrangeira?
Me refiro ao estrago que a brigada de guardiães da “norma curta” faz
à nossa autoestima cultural e à qualidade do ensino de português em
nossas escolas.
Para as patrulhas da norma-padrão, armadas de canetas vermelhas,
o português brasileiro é um coitado sem modos e cheio de vícios que
não consegue largar, por mais cascudos que a gente aplique em sua
cabeça dura.
Usar “a gente” no lugar de “nós”, como fiz na primeira linha da coluna e voltei a fazer na frase anterior, é um dos sinais da suposta deterioração da língua que esses puristas extemporâneos (século 21, oi!)
gostam de apontar.
Na vida real, a gente adora falar “a gente”. Sim, a gente briga, diz tanta
coisa que não quer dizer, mas “a gente” é uma coisa que a gente quase
sempre quer dizer. Porque a gente não tem cara de babaca — ou tem?
Verdade que, quando está escrevendo, a gente costuma se policiar.
Ninguém quer perder ponto na prova, caramba. Às vezes escapa um
“a gente” escrito, mas não era pra escapar. A gente sabe que no fundo
está errado, que isso de “a gente” é um troço informal, tipo uma gíria,
que não cabe na norma culta, certo?
Errado. Ou melhor, a carga de informalidade de “a gente” é obviamente maior que a de “nós”. O que não faz sentido é tentar expulsar da
norma culta tudo o que é informal, como se só coubesse nela o livresco, o empertigado, o que fica distante da fala e se mete arranhando
por ouvidos e almas.
Isso revela imensa ignorância sobre o que é uma língua e em especial
sobre o português brasileiro, dono de uma história que merece respeito.
(Sérgio Rodrigues. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/)
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