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TEXTO 1
A crise na saúde pública do Brasil
A Constituição Federal de 1988 põe a vida como sendo o bem maior dos direitos fundamentais, preceituando que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado e prevendo, em seu art. 198, III, a participação popular como uma das diretrizes do Sistema Único de Saúde.
Entretanto, em que pesem os louváveis diplomas legais criados para garantir e viabilizar a efetivação do direito à saúde no Brasil, enquanto direito fundamental de todos e dever do Estado, é observada, atualmente, pela sociedade, a decadência da saúde pública em todos os Estados brasileiros e o consequente sucateamento do SUS.
É que a crise na saúde pública do Brasil deve ser considerada sob três aspectos básicos: a deficiência na estrutura física, a falta de material-equipamento-medicamentos e a carência de recursos humanos.
As condições das estruturas físicas dos hospitais são lastimáveis, pois se encontram sem manutenção preventiva e corretiva, funcionando, às vezes, em prédios inadequados, com instalações elétricas, sanitárias e hidráulicas precárias.
(...) As péssimas condições de atendimento à população na Atenção Primária de Saúde, porta de entrada do SUS, também é retratada pela falta de equipamentos médicos, mobílias, exames laboratoriais e até de medicamentos básicos. (...) A dificuldade no acesso e a ineficácia dos serviços prestados na Atenção Primária têm contribuído para a superlotação dos hospitais públicos, onde milhares de brasileiros padecem nas filas, mendigando por uma consulta, um exame diagnóstico ou uma cirurgia eletiva. (...) Tal situação fere não só a dignidade do povo, mas também a dos profissionais de saúde que são obrigados a conviverem diariamente com cenas tão fortes. A precariedade dessa situação leva ao retardo no diagnóstico de doenças e a uma piora em prognósticos, podendo ocasionar a própria morte, antes mesmo do atendimento.
Na área dos recursos humanos, tome-se como exemplo o Município de Fortaleza, (...) onde foi constatado que cerca de 60% dos profissionais da saúde são contratados com vínculo precário, através de empresas terceirizadas. (...) Impõe-se ainda lembrar que, na periferia das grandes cidades, a ausência de segurança na realização das visitas aos moradores em área de risco, acaba, muitas vezes, inviabilizando o trabalho domiciliar das equipes de saúde.
Estudo demográfico médico realizado no Brasil pelo CFM e CREMESP, entre 1970 e 2011, demonstrou que o número de médicos no Brasil passou de 58.994 para 371.778, já tendo atingido hoje a 400 mil médicos. (...) Assim, o Brasil é o quinto país do mundo com o maior número de médicos, porém com uma grande desproporcionalidade no que se refere à distribuição entre as regiões brasileiras.
Daí que a primeira preocupação deveria ser incentivar o profissional médico a iniciar sua carreira nas zonas rurais, dando-lhe a expectativa de promoções aos centros urbanos. Na verdade, há muito tempo, impõe-se uma reforma na carreira de médicos e de outros profissionais da saúde, pela contratação de profissionais somente por concurso, pondo fim às práticas do nepotismo e do clientelismo. (...)
A questão está longe de ser um problema apenas de carência de médicos. O que se tem na verdade é, sobretudo, a displicência das autoridades governamentais, que, para se esquivar de sua responsabilidade ante a caótica situação do belíssimo direito universal e gratuito à saúde, querem macular a imagem do médico perante a sociedade mais carente, pois é o profissional médico quem está na linha de frente junto a essa população que pensa que o ‘doutor’ poderia resolver tudo se quisesse.
Os médicos, sim, são forçados a trabalhar numa estrutura precária, improvisada e, muitas vezes, expondo a sua integridade física, moral e ética. Seus sonhos de realizar o bem maior através do compromisso de oferecer assistência ao próximo, após anos de estudo e sacrifícios pessoais, estão oprimidos pela realidade do atual sistema público de saúde brasileiro.
A população e os profissionais de saúde pedem socorro! Só não sabem a quem!
MADEIRO, Ricardo C. V. http://oabce.org.br/2013/08/artigo-crisena-
saude-publica - Acessado em 28/10/14.
Observe a composição do texto: “A população e os profissionais de saúde pedem socorro! Só não sabem a quem!”.
Nesse trecho:
1) concretamente na segunda oração, ocorreu a elipse do sujeito do verbo ‘saber.’
2) faltou explicitar também o complemento do verbo ‘saber’.
3) fica evidente que a não explicitação de certos termos na superfície do texto não prejudica seu sentido.
4) o sujeito elidido na segunda oração pode ser recuperado na primeira.
5) a concisão do parágrafo o faz mais incisivo ainda.
Estão corretas:
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O cigarro compreende cerca de 22% dos casos de câncer no mundo. Os cânceres geralmente produzem tumores, cujas células crescem continuamente de forma desordenada, podendo invadir diferentes tecidos e órgãos. Considerando o processo de divisão celular, é possível afirmar que:
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TEXTO 2
Desde os anos 90, o governo brasileiro, através do Ministério da Saúde, exige que as embalagens de cigarro exibam mensagens sobre os diferentes males que o uso do cigarro pode trazer à saúde. Uma dessas mensagens está expressa da seguinte forma: “O Ministério da Saúde adverte: crianças que convivem com fumantes têm mais asma, pneumonia, sinusite e alergia”.
De um ponto de vista mais global, a linguagem expressa nessa mensagem:
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A Lei imperial, de 5 de maio de 1855, autorizou a presidência da província das Alagoas a contratar, pelo tempo de 15 a 20 anos, a emigração anual de 100 colonos. Sobre tal medida, é correto afirmar que ela foi, entre outros, o reflexo:
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Sendo a Sociologia a ciência humana que objetiva estudar a sociedade, sua organização e os processos que interligam os indivíduos em grupos, instituições e associação, é correto afirmar que tal ciência está intimamente vocacionada para:
1) guiar cada indivíduo nos caminhos da ética e da moral.
2) mostrar quais os itens normativos que controlam o agir humano em sociedade.
3) explorar uma dimensão essencial de todo ser humano que é a sociabilidade.
Está(ão) correta(s) apenas:
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Um grupo de estudantes de Medicina foi encarregado de realizar um estudo de caráter epidemiológico numa ampla área localizada na região brasileira indicada no mapa pela seta. No Relatório conclusivo da pesquisa, fez-se necessária uma caracterização das condições naturais regionais, até porque estas poderiam estar associadas ao fato médico investigado.

Leia as afirmações a seguir e identifique as que estão corretamente formuladas com relação à caracterização referida.
1) Nessa região, existem elevados índices de umidade relativa do ar e precipitações anuais abundantes, típicas de um clima Equatorial.
2) Os solos da área, em decorrência das condições fitogeográficas regionais, são rasos e pobres quanto aos componentes minerais úteis às atividades agrícolas.
3) O relevo regional caracteriza-se pela predominância de planaltos cristalinos, desenvolvidos no Pré-cambriano, que impedem os fluxos de ar livremente na área, o que ocasiona doenças tropicais.
4) As paisagens da região são dominadas por uma vasta floresta latifoliada, perenifólia e subperenifólia, e heteróclita , mas apresenta uma complexa compartimentação em função da rede de drenagem e das feições de relevo.
5) Sobre a área forma-se um importante sistema atmosférico de baixas pressões, elevadas temperaturas, que se expande pela região e até por outras áreas do país; esse sistema é a massa de ar Tropical Continental (mTC), que provoca, anualmente, fortes epidemias de viroses.
Estão corretas apenas:
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Os vermes parasitas humanos causam enfermidades importantes, cuja transmissão se dá principalmente em ambientes com más condições de higiene sanitária.
Quanto aos vermes platelmintos, é correto afirmar que as tênias:
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Um computador portátil consome 6 W de potência elétrica quando se encontra no modo “em espera” ou “stand by”. Na conta de luz, considere que R$ 0,50 (cinquenta centavos de real) são cobrados a cada 3,6 x 106 J de energia elétrica consumida. Quanto deverá ser pago pelo consumo de energia elétrica deste computador, se ele for mantido no modo “em espera” durante 30 dias inteiros?
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El virus que se hizo fuerte al llegar a la ciudad
La crisis del ébola empezó en marzo para la opinión pública occidental, pero en África las desdichas tienen siempre raíces más profundas, signos escritos en un lenguaje críptico y premonitorio. Fue el 6 de diciembre de 2013 cuando un niño de dos años llamado Émile murió en Meliandou, un pueblo situado al sur de Guinea. La muerte de un niño en África es una moneda demasiado corriente como para pararse a investigar, pero poco después siguieron la misma suerte su madre, su abuela y su hermana de tres años, lo que ya no es tan común ni en las zonas rurales de Guinea. Todos habían sufrido fiebre alta, vómitos y diarrea, pero nadie sospechó cuál podía ser la causa de tanta maldición familiar.
Los entierros en esta zona del mundo implican a menudo un contacto directo con los cadáveres, y este fue justo el caso de la ceremonia fúnebre de la abuela, donde uno de los asistentes se contagió y se llevó consigo la desgracia al pueblo cercano donde vivía. Poco después, un trabajador sanitario se contaminó y sirvió como foco secundario para extender la enfermedad a otros lugares. Era febrero para entonces, y el peor brote de ébola de la historia caminaba con paso firme por África occidental, una región donde nadie esperaba que pudiera suceder algo así.
Émile es lo que los epidemiólogos llaman el “caso índice” del actual brote. No es necesariamente el origen exacto de la epidemia, pero es lo más cerca que la investigación ha podido acercarse a él. Para finales de marzo, cuando se reconoció la naturaleza del virus y la alerta de Médicos Sin Fronteras llegó a la Organización Mundial de la Salud (OMS), se habían dado ya 111 casos en cuatro prefecturas de Guinea, con 79 muertes. El último informe de la OMS recoge 8.376 casos y 4.033 muertes. La enfermedad se ha extendido de Guinea a otros países africanos, sin contar los dos casos aislados de Estados Unidos y España de los que todos hemos hablado sin cesar esta semana. Desde 1976, el virus ha matado a más de 4.200 personas.
¿Qué tiene de especial este brote para haberse convertido en el peor de la historia? Lo realmente diferente de este brote es que ha ocurrido en el oeste de África, y no solo en zonas rurales como los anteriores, sino en ciudades, donde la densidad de población es más alta; el virus actual no tiene una capacidad de contagio de persona a persona mayor de lo habitual; lo que hay ahora es más gente alrededor susceptible de ser infectada.
El virus debe su nombre al Ébola, un humilde afluente del río Mongala, y que solo aparecería en los tomos más gruesos de geografía de no ser por el agente infeccioso que surgió allí en 1976 y que hoy supera en fama incluso al virus de la gripe aviar y al mal de las vacas locas. La epidemia de África occidental es la peor de la historia, y está causando una masacre. Lo que falta no es tanto dinero, sino recursos humanos; es muy difícil conseguir técnicos que viajen allí: nadie ha inventado todavía el turismo virológico.
A propósito del género de la palabra “ébola”, es correcto afirmar que:
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In Europe, Fear of Ebola Exceeds the Actual Risks
After more than a decade working as a charity director setting up schools in West Africa, Miriam Mason-Sesay got an unpleasant surprise recently when she returned to Britain and could not find a school willing to teach her own 9-yearold son.
Ms. Mason-Sesay said, her son, Kofi, had always enrolled for short periods at a primary school near Manchester, in northern England, but this year the school refused to take him because the parents of other pupils were frightened: They did not want their children sharing classes with a boy who had spent time in Sierra Leone, one of the three countries hardest hit by the Ebola epidemic.
Across Europe, as in the United States, a virus that, outside Africa, has infected only a handful of people, all of them medical workers in hospitals treating Ebola patients, has stirred a wave of alarm that doctors and psychologists say reflects the insecurities of the modern mind far more than any significant danger to public health.
The result has been a string of unfounded Ebola scares, which in some parts of Europe have led to entire buildings being sealed off and the people inside being held so they could be examined for symptoms.
“People think that Ebola is lurking behind every tree and bush and waiting to get them,” said Ms. Mason-Sesay, the British charity director. She added that the banishment of her son — who had been certified healthy by doctors — pointed to a disturbing mood of fear fueled by ignorance and misinformation.
In a statement, Elizabeth Inman, the principal of St. Simon’s Catholic Primary School, said she had made a “pragmatic decision” not to admit Ms. Mason-Sesay’s son.
Adaptado de: <
http://www.nytimes.com/2014/10/18/world/europe/in-europe-fear-ofebola-
far-outweighs-the-true-risks.html?ref=health> Acessado em
18 de outubro de 2014.
Elizabeth Inman, the principal of St. Simon’s Catholic Primary School, thinks her decision was
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