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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, senhor Deus!
Se é mentira... se é verdade
Tanto horror perante os céus?
Ó mar, por que não apagas
Co’a esponja de tuas vagas,
De teu manto este borrão?...
Astros! Noites! Tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!”
Castro Alves
Acerca da “Prosa da ‘Geração de 30’”, conhecido como “O ciclo do regionalismo nordestino”, é uma das principais manifestações da prosa dessa geração. Nas obras desse grupo são abordados inúmeros problemas:
1) de um Nordeste decadente, desde que o polo cultural e político do Brasil se transferiu para o Sul do país.
2) provenientes das relações combativas dos habitantes com o poder regional e com os poderosos latifundiários.
3) do meio nordestino submetido, em anos consecutivos, às hostilidades de um meio estéril e ingrato.
4) abordados, em um tom crítico e persuasivo, que mereceram destaque em nossa literatura.
Estão corretas as alternativas:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, senhor Deus!
Se é mentira... se é verdade
Tanto horror perante os céus?
Ó mar, por que não apagas
Co’a esponja de tuas vagas,
De teu manto este borrão?...
Astros! Noites! Tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!”
Castro Alves
A Literatura também versa sobre grandes problemas sociais que afetaram a história brasileira. O poema de Castro Alves, sob a forma de uma prece, (intitulado Tragédia no Mar) refere-se:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora Pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive.
E, como farei ginástica,
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da manhã. Poesia Completa e prosa. Coleção
Bibioteca Luso-brasileira. Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1993.
O contato com a Arte Literária pode acordar em nós sentimentos, emoções e, sobretudo, prazer estético. Os poemas, especialmente, geram tudo isso. No caso concreto desse poema de Bandeira, fica evidente uma forte sensação de:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora Pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive.
E, como farei ginástica,
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da manhã. Poesia Completa e prosa. Coleção
Bibioteca Luso-brasileira. Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1993.
O poema transcrito acima atesta a aceitação das reivindicações da proposta poética do:
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“No Brasil, milhões de crianças trabalham para ajudar a complementar a renda familiar. Esta é, seguramente, a expressão mais profunda e escandalosa do grau de indigência a que chegamos neste país, que faz das suas crianças suas primeiras vítimas, diante da passividade da sociedade.”
O tema abordado no fragmento (texto 5) constitui, um tipo de atestado, ou uma espécie de denúncia em relação:
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“No Brasil, milhões de crianças trabalham para ajudar a complementar a renda familiar. Esta é, seguramente, a expressão mais profunda e escandalosa do grau de indigência a que chegamos neste país, que faz das suas crianças suas primeiras vítimas, diante da passividade da sociedade.”
O tema abordado no trecho acima constitui uma queixa da população brasileira, embora seja reconhecível, publicamente:
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“A Literatura é uma das artes mais complexas. Seu instrumento, a palavra, gera possibilidades infinitas de expressão, já que cada uma delas admite várias flexões e sentidos.”
(Clenir B. de Oliveira. Arte literária Brasileira. São Paulo, Editora
Moderna, 2000, p. 9).
A complexidade da arte literária decorre do fato de que seu instrumento:
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Por essa declaração, fica obviamente declarado que, na constituição e na manutenção de uma língua, o essencial são:
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A obesidade e a fome
Enquanto milhões de pessoas no mundo não têm o que comer, outros comem muito, e mal. A obesidade e a fome são os dois lados da mesma moeda: a de um sistema alimentar que não funciona, e que condena as pessoas à má nutrição. Vivemos, definitivamente, em um mundo de obesos e famélicos. Os números esclarecem isso: 870 milhões de pessoas no mundo passam fome, enquanto 500 milhões têm problemas de obesidade. Um enigma que não afeta só os países subdesenvolvidos. A fome severa e a obesidade são apenas a ponta do iceberg. Como acrescenta a FAO, dois milhões de pessoas no mundo sofrem deficiências de micronutrientes, 26% das crianças têm atraso no crescimento, mas 1,4 bilhão vivem com sobrepeso.
O problema da alimentação não consiste apenas em ‘comer ou não’, mas naquilo que ingerimos, de que qualidade, procedência ou modo de elaborar. Não se trata apenas de comer, mas de comer bem. E quem sai ganhando com este modelo de apenas ‘comer’? A indústria agroalimentar, e a sua distribuição são os principais beneficiários. Precárias condições de trabalho vêm dispensando o campesinato. Temos: alimentos com pouco valor nutritivo, em plantios cultivados com altas doses de pesticidas. Em suma, um sistema que antepõe os interesses particulares do agrobusiness às necessidades alimentares das pessoas. Como afirma Raj Patel, em seu livro Obesos e famélicos (2008): “A fome e o sobrepeso globais são sintomas de um mesmo problema. Os obesos e os famélicos estão vinculados pelas cadeias de produção que levam os alimentos do campo à nossa mesa”. E acrescento: para que todos possam comer bem, é preciso romper com o monopólio das multinacionais em produção, distribuição e consumo de alimentos. Para que acima do afã do lucro, prevaleça o direito à boa alimentação das pessoas.
Estamos correndo o risco do desmantelamento do setor agrário, estratégico para a nossa economia. Algo que não é novo, mas que, com as atuais medidas, só se agravou. Há países em que menos de 5% da população ativa, no Estado, trabalha na agricultura, e uma parte muito significativa são pessoas maiores de idade. Algo que, segundo padrões atuais, é símbolo de progresso e modernidade. Talvez, teríamos que nos perguntar com que parâmetros se definem ambos os conceitos? A agricultura camponesa é uma prática em extinção. Sobreviver no campo e trabalhar a terra não é tarefa fácil. E quem mais sai perdendo no atual modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos, são aqueles que produzem os alimentos. Seu empobrecimento é claro. Avançamos para uma agricultura sem camponeses. E, se estes desaparecem, nas mãos de quem fica a nossa alimentação?
(Disponível em: https://esthervivas.com/portugues/a-obesidade-e-a-
fome-sao-dois-lados-de-um-sistema-alimentar-que-nao-funciona.
Acesso em 14/06/2021. Adaptado.).
Observe as opções de concordância verbal admitidas nas seguintes alternativas, e assinale aquela que está conforme as normas do português escrito culto.
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A obesidade e a fome
Enquanto milhões de pessoas no mundo não têm o que comer, outros comem muito, e mal. A obesidade e a fome são os dois lados da mesma moeda: a de um sistema alimentar que não funciona, e que condena as pessoas à má nutrição. Vivemos, definitivamente, em um mundo de obesos e famélicos. Os números esclarecem isso: 870 milhões de pessoas no mundo passam fome, enquanto 500 milhões têm problemas de obesidade. Um enigma que não afeta só os países subdesenvolvidos. A fome severa e a obesidade são apenas a ponta do iceberg. Como acrescenta a FAO, dois milhões de pessoas no mundo sofrem deficiências de micronutrientes, 26% das crianças têm atraso no crescimento, mas 1,4 bilhão vivem com sobrepeso.
O problema da alimentação não consiste apenas em ‘comer ou não’, mas naquilo que ingerimos, de que qualidade, procedência ou modo de elaborar. Não se trata apenas de comer, mas de comer bem. E quem sai ganhando com este modelo de apenas ‘comer’? A indústria agroalimentar, e a sua distribuição são os principais beneficiários. Precárias condições de trabalho vêm dispensando o campesinato. Temos: alimentos com pouco valor nutritivo, em plantios cultivados com altas doses de pesticidas. Em suma, um sistema que antepõe os interesses particulares do agrobusiness às necessidades alimentares das pessoas. Como afirma Raj Patel, em seu livro Obesos e famélicos (2008): “A fome e o sobrepeso globais são sintomas de um mesmo problema. Os obesos e os famélicos estão vinculados pelas cadeias de produção que levam os alimentos do campo à nossa mesa”. E acrescento: para que todos possam comer bem, é preciso romper com o monopólio das multinacionais em produção, distribuição e consumo de alimentos. Para que acima do afã do lucro, prevaleça o direito à boa alimentação das pessoas.
Estamos correndo o risco do desmantelamento do setor agrário, estratégico para a nossa economia. Algo que não é novo, mas que, com as atuais medidas, só se agravou. Há países em que menos de 5% da população ativa, no Estado, trabalha na agricultura, e uma parte muito significativa são pessoas maiores de idade. Algo que, segundo padrões atuais, é símbolo de progresso e modernidade. Talvez, teríamos que nos perguntar com que parâmetros se definem ambos os conceitos? A agricultura camponesa é uma prática em extinção. Sobreviver no campo e trabalhar a terra não é tarefa fácil. E quem mais sai perdendo no atual modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos, são aqueles que produzem os alimentos. Seu empobrecimento é claro. Avançamos para uma agricultura sem camponeses. E, se estes desaparecem, nas mãos de quem fica a nossa alimentação?
(Disponível em: https://esthervivas.com/portugues/a-obesidade-e-a-
fome-sao-dois-lados-de-um-sistema-alimentar-que-nao-funciona.
Acesso em 14/06/2021. Adaptado.).
O problema tratado no Texto 2 recebeu uma abordagem mais ampla e mais relevante, pois defende:
1) aspectos sanitários da população nacional e, inclusivamente, mundial.
2) a continuação de boas estratégias de defesa alimentares das pessoas.
3) que os sistemas superem os interesses particulares, em favor de bons resultados do agronegócio.
4) uma produção maior de micronutrientes, dado que a população infantil sofre com a escassez desses subsídios.
5) que, acima do interesse do lucro, estejam as estratégias de garantir a adequada alimentação das pessoas.
Estão corretas, apenas, as alternativas:
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