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Foram encontradas 60 questões.

1500304 Ano: 2009
Disciplina: Redação Oficial
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Sobre normas de redação oficial, assinale a alternativa que contém afirmação incorreta.

 

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1500303 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Leia este poema de Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei um burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’agua

Pra me contar as histórias

Que no tempo de seu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

– Lá sou amigo do rei –

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira. Vou-me embora para Pasárgada. http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=745. Acesso em 11.07.2009.

Quanto ao que se pode inferir do texto acima, analise o que se afirma nas alternativas a seguir, para então marcar a resposta correta.

 

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1500302 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Sobre a classe dos numerais, julgue as proposições a seguir e assinale a única alternativa correta.

I – Numeral é a palavra quantificadora que denota valor definido, porém não são considerados quantificadores numerais, ainda que tenham o mesmo significante, os substantivos que designam os algarismos e os números inteiros positivos. São substantivos, e como tais, admitem gênero e podem ir ao plural. O gênero masculino se explica pela referência à palavra número, que se subentende.

II – A tradição gramatical tem posto a palavra “ ambos” como numeral dual, por sempre aludir a dois seres concretos já mencionados no discurso.

III – Têm emprego como substantivo, e entre estes guardam analogia com os coletivos – mas deles se diferenciam pela indicação de quantidade definida: dezena, década, dúzia, centena, milhar, milheiro, bilhão e trilhão, entre outros.

IV – A tradição da língua estabelece que se o ordinal é de 2.000 em diante, o primeiro numeral usado é cardinal e os seguintes ordinais. A língua moderna, entretanto, parece preferir o primeiro numeral como ordinal se o número é redondo, ou seja, contém dezenas e/ou centenas e/ou milhares exatos, sem unidades.

 

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1500301 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Marque a alternativa incorreta quanto aos grupos oracionais expostos abaixo.

 

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1500300 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Marque a alternativa correta quanto às afirmações sobre as novas regras ortográficas da Língua Portuguesa.

 

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1500299 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Leia as proposições abaixo e julgue como se pede:

I – A figura de linguagem catacrese é uma metáfora que, de tão usada, já assumiu seu sentido figurado como normal. Desta forma, pode-se afirmar que a catacrese indica o abuso na utilização de uma metáfora. Poderia ser um exemplo expressões como “ embarcar num trem” ou “ enterrar a agulha no dedo” .

II – Antonomásia é vulgarmente chamada de trocadilho, e se define como uma figura de linguagem que consiste em aproximar palavras pela semelhança de seus sons. Exemplo disso seriam esses versos de Padre Antônio Vieira “ Dizem que amor com amor se paga, mas eu vos diria antes que amor com amor se apaga” .

III – A paranomásia é uma sinédoque onde a relação de contigüidade se dá pela indicação de algo ou alguém (todo) através de uma característica positiva (parte). Poderia ser um exemplo de antonomásia a expressão “ cidade maravilhosa” em relação ao Rio de Janeiro.

IV – Metáfora é uma figura de linguagem que decorre da comparação; ambas se baseiam em relação de semelhança entre duas coisas. A diferença entre as duas é que a metáfora pode ser caracterizada como uma comparação abreviada. Desta forma, seria exemplo de comparação a sentença “ Seus dentes são como pérolas” e seria exemplo de metáfora “ Seus dentes são pérolas” .

Assinale a alternativa que contém a resposta correta.

 

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1500298 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: a exposição de motivos, o aviso e o ofício. Para uniformizá-los, a Instrução Normativa nº 4 de 6 de março de 1992, da Secretaria da Administração Federal, adotou uma diagramação única denominada “ padrão ofício” . Observadas as alterações introduzidas no Padrão Ofício, na segunda edição do Manual de Redação da Presidência da República, no ano de 2002/03, assinale a única alternativa que contém afirmação incorreta a respeito das partes contidas nesse tipo de documento pertinente às normas da Redação Oficial vigentes no Brasil atualmente.

 

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1500297 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Leia o excerto do texto de Luiz Rodovil Rossi Jr. abaixo para responder à questão.

“Cresce a confiança depositada nas organizações de um setor em constante e forte expansão no Brasil e no mundo: o chamado terceiro setor. Nesse setor as organizações são privadas e sem fins lucrativos e complementam as iniciativas do setor governamental e do setor privado no atendimento de diversas necessidades da sociedade e na formação de um sistema econômico mais justo e democrático. Nessas organizações se encontram, em sua grande maioria, os indivíduos que valorizam o ser humano de uma maneira intensa e que estão inconformados com as desigualdades sociais e econômicas que a lógica da economia de mercado acaba ignorando, e que o Estado do bemestar social se mostrou incapaz de resolver. O crescimento da consciência comunitária encontra, nessas organizações, um ambiente favorável a sua aplicabilidade. Os valores predominantes, bastante adequados para o desenvolvimento dos que trabalham nessas organizações, são: democracia, transparência, coletividade, flexibilidade e criatividade.”

Luiz Rodovil Rossi Jr. A Gestão para Resultados como Ferramenta Administrativa nas Organizações do Terceiro Setor. Acesso em 19.06.2009.http://integracao.fgvsp.br/ano4/2/admi nistrando.htm

Considerando a sua análise textual sobre o texto acima e seu conhecimento de mundo a respeito do assunto abordado no texto, julgue os argumentos presentes nas proposições abaixo e assinale a alternativa que contém a resposta correta.

I - O Estado do bem-estar social já se mostrou inábil em acolher as necessidades dos cidadãos: Em algumas ocasiões se mostra corrompido; em outras, incapaz; por vezes, as duas coisas. Em contrapartida, as dificuldades sociais se acumulam, como conseqüência automática da economia neoliberal dominante.

II - O envolvimento da comunidade em ações sociais fortalece a consciência a respeito da importância que a coletividade exerce dentro da sociedade e para a sociedade como um todo. Além disso, a democracia se torna real no momento em que todos os cidadãos praticam o exercício dos direitos e dos deveres.

III - A expressão menos glorificada do Terceiro Setor afirma que ele se concretiza à medida que o mercado o recebe e abriga como nova tendência, e que os objetivos legítimos de ação social se abafam nos alvos imediatos de captação de receita e de simpatia do empresariado, tentando aprimorar sua imagem frente ao consumidor e se libertar do fisco de forma nobre, por meio de “obras voluntárias”.

IV – Através das ações do Terceiro Setor, a sociedade pode carregar o fardo da responsabilidade sobre medidas concernentes ao Estado.

 

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1500296 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Leia atentamente o texto seguinte.


Religiosamente, pela manhã, ele dava milho na mão para a galinha cega. As bicadas tontas, de violentas, faziam doer a palma da mão calosa. E ele sorria. Depois a conduzia ao poço, onde ela bebia com os pés dentro da água. A sensação direta da água nos pés lhe anunciava que era hora de matar a sede; curvava o pescoço rapidamente, mas nem sempre apenas o bico atingia a água: muita vez, no furor da sede longamente guardada, toda a cabeça mergulhava no líquido, e ela a sacudia, assim molhada, no ar. Gotas inúmeras se espargiam nas mãos e no rosto do carroceiro agachado junto do poço. Aquela água era como uma bênção para ele. Como água benta, com que um Deus misericordioso e acessível aspergisse todas as dores animais. Bênção, água benta, ou coisa parecida: uma impressão de doloroso triunfo, de sofredora vitória sobre a desgraça inexplicável, injustificável, na carícia dos pingos de água, que não enxugava e lhe secavam lentamente na pele. Impressão, aliás, algo confusa, sem requintes psicológicos e sem literatura.

Depois de satisfeita a sede, ele a colocava no pequeno cercado de tela separado do terreiro (as outras galinhas martirizavam muito a branquinha) que construíra especialmente para ela. De tardinha dava-lhe outra vez milho e água e deixava a pobre cega num poleiro solitário, dentro do cercado.

Porque o bico e as unhas não mais catassem e ciscassem, puseram-se a crescer. A galinha ia adquirindo um aspecto irrisório de rapace, ironia do destino, o bico recurvo, as unhas aduncas. E tal crescimento já lhe atrapalhava os passos, lhe impedia de comer e beber. Ele notou essa miséria e, de vez em quando, com a tesoura, aparava o excesso de substância córnea no serzinho desgraçado e querido.

Entretanto, a galinha já se sentia de novo quase feliz. Tinha delidas lembranças da claridade sumida. No terreiro plano ela podia ir e vir à vontade até topar a tela de arame, e abrigar-se do sol debaixo do seu poleiro solitário. Ainda tinha liberdade — o pouco de liberdade necessário à sua cegueira. E milho. Não compreendia nem procurava compreender aquilo. Tinham soprado a lâmpada e acabou-se. Quem tinha soprado não era da conta dela. Mas o que lhe doía fundamente era já não poder ver o galo de plumas bonitas. E não sentir mais o galo perturbá-la com o seu co-có-có malicioso. O ingrato.


João Alphonsus – Galinha Cega. Em MORICONI, Italo, Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século. São Paulo: Objetiva, 2000.

Marque a alternativa correta de acordo com o que se infere do texto acima.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1500295 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CGTEE
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Leia atentamente o texto seguinte.


Religiosamente, pela manhã, ele dava milho na mão para a galinha cega. As bicadas tontas, de violentas, faziam doer a palma da mão calosa. E ele sorria. Depois a conduzia ao poço, onde ela bebia com os pés dentro da água. A sensação direta da água nos pés lhe anunciava que era hora de matar a sede; curvava o pescoço rapidamente, mas nem sempre apenas o bico atingia a água: muita vez, no furor da sede longamente guardada, toda a cabeça mergulhava no líquido, e ela a sacudia, assim molhada, no ar. Gotas inúmeras se espargiam nas mãos e no rosto do carroceiro agachado junto do poço. Aquela água era como uma bênção para ele. Como água benta, com que um Deus misericordioso e acessível aspergisse todas as dores animais. Bênção, água benta, ou coisa parecida: uma impressão de doloroso triunfo, de sofredora vitória sobre a desgraça inexplicável, injustificável, na carícia dos pingos de água, que não enxugava e lhe secavam lentamente na pele. Impressão, aliás, algo confusa, sem requintes psicológicos e sem literatura.

Depois de satisfeita a sede, ele a colocava no pequeno cercado de tela separado do terreiro (as outras galinhas martirizavam muito a branquinha) que construíra especialmente para ela. De tardinha dava-lhe outra vez milho e água e deixava a pobre cega num poleiro solitário, dentro do cercado.

Porque o bico e as unhas não mais catassem e ciscassem, puseram-se a crescer. A galinha ia adquirindo um aspecto irrisório de rapace, ironia do destino, o bico recurvo, as unhas aduncas. E tal crescimento já lhe atrapalhava os passos, lhe impedia de comer e beber. Ele notou essa miséria e, de vez em quando, com a tesoura, aparava o excesso de substância córnea no serzinho desgraçado e querido.

Entretanto, a galinha já se sentia de novo quase feliz. Tinha delidas lembranças da claridade sumida. No terreiro plano ela podia ir e vir à vontade até topar a tela de arame, e abrigar-se do sol debaixo do seu poleiro solitário. Ainda tinha liberdade — o pouco de liberdade necessário à sua cegueira. E milho. Não compreendia nem procurava compreender aquilo. Tinham soprado a lâmpada e acabou-se. Quem tinha soprado não era da conta dela. Mas o que lhe doía fundamente era já não poder ver o galo de plumas bonitas. E não sentir mais o galo perturbá-la com o seu co-có-có malicioso. O ingrato.


João Alphonsus – Galinha Cega. Em MORICONI, Italo, Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século. São Paulo: Objetiva, 2000.

Em relação ao trecho “ Bênção, água benta, ou coisa parecida: uma impressão de doloroso triunfo, de sofredora vitória sobre a desgraça inexplicável, injustificável, na carícia dos pingos de água, que não enxugava e lhe secavam lentamente na pele.” , assinale a alternativa que contém a resposta correta.

 

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