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672041 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Entre as técnicas de transplante pulmonar mais utilizadas atualmente, indique a opção que representa uma técnica incorreta.

 

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667964 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

O cisto de corpo lúteo normal da gravidez, normalmente, regride entre quais semanas de gestação?

 

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667949 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Restos do carnaval

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate.Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma das minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça – eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável – e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga – talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel – resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.

Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas – à ideia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha – mas ah! Deus nos ajudaria! Não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.

Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.

Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

(Lispector, Clarice. Felicidade clandestina: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998)

Preencha os parênteses com a letra correspondente à classe gramatical das palavras grifadas. Depois assinale a alternativa que contém a sequência correta. (Alguns números poderão não ser usados.)

(1) Adjetivo

(2) Advérbio

(3) Preposição

(4) Substantivo

(5) Verbo

(6) Conjunção “

... fui correndo ( ), correndo, perplexa, atônita ( ), entre ( ) serpentinas, confetes e ( ) gritos ( ) de carnaval.” (9º§)

 

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667938 Ano: 2012
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Ocasionalmente, alguns dos campos ausentes do IPv4 ainda serão necessários; assim, o IPv6 introduziu o conceito de cabeçalho de extensão (opcional). Sobre esses cabeçalhos, relacione a coluna da direita com a da esquerda e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

(1) Hop-by-hop options ( ) lista parcial de roteadores a visitar.

(2) Destination options ( ) informações sobre o conteúdo criptografado.

(3) Routing ( ) verificação da identidade do transmissor.

(4) Fragmentation ( ) informações adicionais para o destino.

(5) Authentication ( ) gerenciamento de fragmentos de datagramas.

(6) Encrypted security payload ( ) informações diversas para os roteadores.

 

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667900 Ano: 2012
Disciplina: Radiologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Preencha as lacunas e, em seguida, assinale a alternativa correta.

Há 4 principais interações em nível atômico dos raios-x com a matéria, entretanto, em radiodiagnóstico, 3 mecanismos devem ser considerados, sendo que na dissipação não modificada, a energia do fóton é _____________ do que a energia de ligação dos elétrons. Já quando há absorção, caracterizando o efeito _____________, a energia do fóton é _____________ do que a energia de ligação do elétron. Na dissipação modificada, a energia do fóton é _____________ do que a energia de ligação do elétron.

 

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667856 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

A anemia é uma patologia em que ocorre a diminuição de hemoglobina na circulação. Associe a coluna da direita com a da esquerda, considerando a classificação morfológica das anemias e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

(1) Macrocíticas

(2) Microcíticas

(3) Normocíticas

( ) são geralmente normocrômicas. Estão incluídas nesse grupo, as anemias hemolíticas e as aplasias medulares ou anemia aplástica.

( ) são caracterizadas pela presença de hemácias de grande volume e geralmente, hipercrômicas. Algumas dessas anemias podem ser megaloblásticas.

( ) têm predomínio de hemácias de pequeno volume que são pobres em hemoglobina ou hipocrômicas. Incluem-se as anemias ferroprivas.

 

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667812 Ano: 2012
Disciplina: Odontologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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São indicações para o uso de bandas ao invés de acessórios colados ao elemento na montagem do aparelho ortodôntico fixo, exceto:

 

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667776 Ano: 2012
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Quanto à concepção estrutural, treliças são sistemas reticulados indeformáveis isostáticos, que podem ser descritas como um conjunto de triângulos que apresentam as seguintes características.

I. Os eixos de todos os elementos são retos e concorrentes nos nós ou juntas.

II. As barras somente são solicitadas por esforços de tração.

III. É carregada somente nas barras.

IV. Os nós apresentam vinculação rotulada.

Estão corretas as afirmativas

 

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667771 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Assinale abaixo os dois sintomas cardinais de Insuficiência Cardíaca (IC).

 

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667747 Ano: 2012
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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O engenheiro austríaco Karl Terzaghi, reconhecido como o pai da Mecânica dos Solos, ao definir o comportamento dos solos saturados quanto à compressibilidade e à resistência ao cisalhamento, salientou que este comportamento depende fundamentalmente da pressão média intergranular, denominada tensão efetiva. Considere o perfil de um solo apresentado e analise as afirmativas abaixo.

Enunciado 667747-1

I. A tensão vertical efetiva no ponto D é 102 kN/m2.

II. No ponto B a tensão vertical total e a efetiva são iguais.

III. A pressão neutra no ponto C é 50 kN/m2.

IV. A tensão vertical total no ponto D é 102 kN/m2.

Estão corretas as afirmativas

 

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