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Foram encontradas 49 questões.

1492078 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: CODESA

O telefone da residência do chefe não respondeu. Isto porque o chefe:

 

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1492077 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: CODESA

Com a expressão em negrito no trecho "mas as portas mantiveram-se surdas e nada facultativas", o autor quis dizer que, em relação ao esforço de João Brandão, as portas:

 

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1492076 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: CODESA

A presença do gato, como único sinal de vida nos arredores do prédio, reforça, no texto, a idéia de que:

 

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1492075 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: CODESA

No trecho "Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro", a palavra em negrito pode ter a sua significação confundida com a da palavra serradas, por causa da idêntica pronúncia. Nas frases abaixo, as lacunas são sempre preenchidas com a primeira das palavras de idêntica pronúncia apresentadas entre parênteses, exceto em uma delas cuja lacuna tem de ser preenchida com a segunda palavra. Essa última frase é:

 

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1492074 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: CODESA

De acordo com o texto, nas repartições públicas, para que se possa "produzir um bocadinho", é necessário que o número de bons funcionários seja:

 

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1492073 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: CODESA

O texto contém várias passagens com intenso tom de ironia. Dos trechos abaixo extraídos do texto, aquele em que NÃO se pode depreender sentido irônico é:

 

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1492072 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: CODESA

Leia o texto abaixo e responda às perguntas que seguem

FACULTATIVO

Estatuto dos Funcionários, artigo 240: “O dia 28 de outubro será consagrado ao Servidor Público” (com maiúsculas).

Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente, tem um “programa” na pauta para essas emergências. Não, responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é consagrado, mas não é feriado.

É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto facultativo? (Os brasileiros sabem.) É descanso obrigatório, no duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: “céu azul, praia, ponto facultativo”, não lhe apetecendo a casa nem as atividades lúdicas, deliberou usar de sua “faculdade” de assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do domínio público, estuda as causas da inexistência dessa matéria-prima na composição das goiabadas.

Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à vontade. Nossas repartições atingiram tal grau de dinamismo e fragor, que chega a ser desejável o não comparecimento de 90 por cento dos funcionários, para que os restantes possam, na calma, produzir um bocadinho. E o inocente João via no ponto facultativo essa virtude de afastar os menos diligentes, ou os mais futebolísticos, que cediam lugar à turma dos “caxias”.

Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores. Nenhum - a não ser aquele gato que se lambia à sombra de um tinhorão. Era, pela naturalidade da pose, o dono do jardim que orna a fachada do Instituto, mas - sentia-se pela ágata dos olhos - não possuía as chaves do prédio.

João Brandão tentou forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada facultativas. Correu a telefonar de uma confeitaria para a residência do chefe, mas o chefe pescava em Mangaratiba, jogava pingue-pongue em Correias, estudava holandês com uma nativa, na Barra da Tijuca; o certo é que o telefone não respondeu. João decidiu-se a penetrar no edifício, galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes sempre deixam aberta, na previsão de casos como esse, talvez. E começava a fazê-lo, com a teimosia calma dos Brandões, quando um vigia brotou da grama e puxou-o pela perna.

- Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de descansar?

- Perdão, é dia em que se pode ou não descansar, e eu estou com o expediente atrasado.

- Desce - repetiu o outro, com tédio - Olha que te encanam se você começa a virar macaco pela parede acima.

- Mas, e o senhor por que então está vigiando, se é dia de descanso?

- Estou aqui porque a patroa me escaramuçou, dizendo que não quer vagabundo em casa. Não tenho para onde ir, tá bem?

João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom da voz, parecia disposto a tudo, inclusive a trabalhar de braço, a fim de impedir que ele trabalhasse de pena. Era como se o vigia lhe dissesse: “Veja bem, está estragando meu dia. Então não sabe o que quer dizer facultativo?”

João pensava saber, mas nesse momento teve a intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrar palavras cruzadas.

(ANDRADE, C. Drummond. Fala Amendoeira. In Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1979, p. 1088 - 1089.)

Para João Brandão, dia facultativo é aquele em que:

 

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1492071 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: CODESA

No transcurso do texto, o leitor vai conhecendo o caráter do personagem João Brandão. Ele está apresentado, na ordem do texto, com as seguintes características:

 

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1492070 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: CODESA

LÍNGUA PORTUGUESA

Leia o texto abaixo e responda às perguntas que seguem

enunciado 1492070-1

De acordo com o texto, a diferença de interpretação sobre o dia do Servidor Público, entre o escriturário e o Governo, está relacionada:

 

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