Foram encontradas 120 questões.
INFÂNCIA
Meu pai montava!$ ^{(d} !$ a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala - e nunca mais se
[esqueceu
chamava para o café!$ ^{(a} !$.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu ... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.!$ ^{(b} !$
E dava um suspiro ... que fundo!!$ ^{(e} !$
Lá longe meu pai campeava!$ ^{(c} !$
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé
(Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973. p.53-4.)
Em "era mais bonita que a de Robinson Crusoé" palavra destacada tem valor semântico de Assinale a opção em que a classificação destacada foi feita INCORRETAMENTE, a intensidade. da palavra
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"A partir da Segunda metade do século XIX, uma situação aparece como a principal responsável pelas transformações econômicas, sociais e políticas ocorridas no Brasil trazendo, naquele momento, como conseqüência, aspectos como a reintegração da economia brasileira nos mercados internacionais, a qual contribui, decisivamente, para o incremento de novas relações, nos meios de geração de riqueza, assim como a possibilidade da acumulação de capital que, disponível, passa a ser aplicado em sua própria expansão e em alguns setores urbanos como a indústria, por exemplo. Foi ainda responsável pela inversão na balança comercial brasileira que, depois de uma história de constantes déficits, passou a superavitária entre os anos de 1861 a 1885". Pode-se afirmar que o parágrafo acima refere-se
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Analise a figura ao movimento socioeconômica a CIDADE CAMPO acima e assinale a opção correta migratório decorrente da em relação dinâmica que o país tem passado nas últimas décadas.
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O PORTUGUÊS DE PORTUGAL
(BAHIA,1964 - LÍNGUA PORTUGUESA )
Em Lisboa disseram a Luiz Forjaz Trigueiros que na Bahia o calor, além de tórrido, é constante, jamais faz frio!$ ^{(a} !$. Luiz viaja ao Brasil em missão cultural, pede a Maria Helena que coloque na mala!$ ^{(e} !$ apenas roupas leves, as 5 mais leves. Assim desembarcou desvestido com elegância para o verão feroz.
Ora, em lugar de calor senegalês, uma onda abateu-se sobre a cidade, frio ainda mais difícil de suportar devido à umidade, o escritor sentiu-se enregelar. Dado 10 que o inverno se manteve, não lhe coube opção senão ir à compra de agasalho. Luiz se informou, rumou para a rua Chile, a de comércio fino e caro de prendas de vestir cavalheiros e senhoras. Deteve-se ante uma loja: ali se 15 exibia a peça exata que buscava para com ela resguardar o peito, evitar o resfriado, a gripe, a pneumonia: Luiz Forjaz pretende-se chegado a enfermidades nos brônquios e pulmões, o perigo de gripe o horroriza. De lã, chique, discreta, na cor preferida, estava à sua espera. Luiz 20 adentrou o estabelecimento, o vendedor acorreu solícito, colocou-se a seu serviço.
- Desejo comprar uma camisola - informou o literato luso, sorrindo com a delicadeza que o caracteriza.
Não menos delicado o balconista:
- O cavalheiro se enganou, aqui só vendemos artigos masculinos, mas na loja em frente, de artigos para senhoras, o senhor encontrará variado estoque de camisolas ...
Não tenho entendido, algum engano havia!$ ^{(d} !$, Luiz insistiu:
Eu disse camisola ...
- Já lhe disse que não temos. - O caixeiro elevou a voz desconfiado que o simpático freguês fosse surdo de nascença.
- Como não tem, se acabo de ver na montra uma camisola castanha na medida própria.
- Onde disse ter visto camisola?
O balconista sentiu-se perdido, além de surdo o freguês falava língua desconhecida, nem espanhol, nem francês, 40 menos ainda inglês, dialetos que o rapaz identificava, familiar de sotaques e pronúncias. Não sabendo o que dizer, riu e coçou a cabeça. Um parvo, persuadiu-se Luiz Trigueiros, e, sem mais delongas, tomando-o gentilmente.
pelo braço - aos parvos deve-se tratar com firmeza sem no entanto abandonar a cortesia -, levou-o até a porta de onde, triunfante, mostrou-lhe na montra a camisola castanha:
- Ali está ela,a camisola, quanto vale?
A risada do rapaz não era mal-educada, mas continha uma ponta de deboche:
- Ilustre cavalheiro, fique sabendo que em bom português!$ ^{(b} !$ o senhor quer comprar um pulôver marrom igual ao que está na vitrine, não é isso? Por que não disse logo? Um suéter porreta e o preço é de arrasar ...
Encontrei Luiz no hotel envergando a camisola castanha, ou seja, o pulôver marrom, não sendo ainda o brasileiro competente que viria a ser anos depois devido aos azares da política, o escritor estava indignado:
- O gajo diz-me duas palavras em francês, uma em inglês e afirma estar falando em português, em bom português.
Em nosso bom português, Luiz, o do Brasil.
Hoje Luiz Forjaz Trigueiros traça na maciota nosso misturado português de mestiços, mas para escrever sua prosa escorreita, forte, tenra e colorida, conserva-se fiel ao português de Portugal, à língua de Camões.
(Navegação de cabotagem)
Observe as orações abaixo e assinale a opção em que foi feita corretamente a classificação do sujeito dos verbos destacados.
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Qual é a fórmula molecular do composto formado e o tipo de ligação estabelecida quando os elementos X (Z=11) e Y (Z=9) se combinam?
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TEXTO II
INFÂNCIA
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala - e nunca mais se
[esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu ... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro ... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé
(Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973. p.53-4.)
De acordo com o texto, assinale a opção correta.
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A agricultura brasileira possui, em função de sua formação histórica, uma estrutura ainda muito concentrada e parcelada. Assinale a opção correta em relação a este fato.
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° "sal de cozinha" não é o único sal de sódio presente em nosso cotidiano. Os alimentos enlatados contém sulfito de sódio como conservante, e "água sanitária" contém hipoclorito de sódio.
Quais são as fórmulas desses dois sais, respectivamente?
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Qual das opções abaixo representa uma reação de deslocamento?
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O PORTUGUÊS DE PORTUGAL
(BAHIA,1964 - LÍNGUA PORTUGUESA )
Em Lisboa disseram a Luiz Forjaz Trigueiros que na Bahia o calor, além de tórrido, é constante, jamais faz frio. Luiz viaja ao Brasil em missão cultural, pede a Maria Helena que coloque na mala apenas roupas leves, as 5 mais leves. Assim desembarcou desvestido com elegância para o verão feroz.
Ora, em lugar de calor senegalês, uma onda abateu-se sobre a cidade, frio ainda mais difícil de suportar devido à umidade, o escritor sentiu-se enregelar. Dado 10 que o inverno se manteve, não lhe coube opção senão ir à compra de agasalho. Luiz se informou, rumou para a rua Chile, a de comércio fino e caro de prendas de vestir cavalheiros e senhoras. Deteve-se ante uma loja: ali se 15 exibia a peça exata que buscava para com ela resguardar o peito, evitar o resfriado, a gripe, a pneumonia: Luiz Forjaz pretende-se chegado a enfermidades nos brônquios e pulmões, o perigo de gripe o horroriza. De lã, chique, discreta, na cor preferida, estava à sua espera. Luiz 20 adentrou o estabelecimento, o vendedor acorreu solícito, colocou-se a seu serviço.
- Desejo comprar uma camisola - informou o literato luso, sorrindo com a delicadeza que o caracteriza.
Não menos delicado o balconista:
- O cavalheiro se enganou, aqui só vendemos artigos masculinos, mas na loja em frente, de artigos para senhoras, o senhor encontrará variado estoque de camisolas ...
Não tenho entendido, algum engano havia, Luiz insistiu:
Eu disse camisola ...
- Já lhe disse que não temos. - O caixeiro elevou a voz desconfiado que o simpático freguês fosse surdo de nascença.
- Como não tem, se acabo de ver na montra uma camisola castanha na medida própria.
- Onde disse ter visto camisola?
O balconista sentiu-se perdido, além de surdo o freguês falava língua desconhecida, nem espanhol, nem francês, 40 menos ainda inglês, dialetos que o rapaz identificava, familiar de sotaques e pronúncias. Não sabendo o que dizer, riu e coçou a cabeça. Um parvo, persuadiu-se Luiz Trigueiros, e, sem mais delongas, tomando-o gentilmente.
pelo braço - aos parvos deve-se tratar com firmeza sem no entanto abandonar a cortesia -, levou-o até a porta de onde, triunfante, mostrou-lhe na montra a camisola castanha:
- Ali está ela,a camisola, quanto vale?
A risada do rapaz não era mal-educada, mas continha uma ponta de deboche:
- Ilustre cavalheiro, fique sabendo que em bom português o senhor quer comprar um pulôver marrom igual ao que está na vitrine, não é isso? Por que não disse logo? Um suéter porreta e o preço é de arrasar ...
Encontrei Luiz no hotel envergando a camisola castanha, ou seja, o pulôver marrom, não sendo ainda o brasileiro competente que viria a ser anos depois devido aos azares da política, o escritor estava indignado:
- O gajo diz-me duas palavras em francês, uma em inglês e afirma estar falando em português, em bom português.
Em nosso bom português, Luiz, o do Brasil.
Hoje Luiz Forjaz Trigueiros traça na maciota nosso misturado português de mestiços, mas para escrever sua prosa escorreita, forte, tenra e colorida, conserva-se fiel ao português de Portugal, à língua de Camões.
(Navegação de cabotagem)
Assinale a opção correta o processo de formação de em relação à justificativa palavras, respectivamente. para
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