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Foram encontradas 49 questões.

795949 Ano: 2013
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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As Despesas de Custeio fazem parte das chamadas Despesas
 

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795937 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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TEMPOS MODERNOS

Prazeres na “nuvem”

Por Ruy Castro, em 02/10/2012, na edição 7

CDs, DVDs, câmeras digitais, telefones fixos, controle remoto e até PCs de mesa com

teclado, mouse e disco rígido̶ pelo que li há dias no “Globo”, tudo isso tende a ser história nos

próximos anos. Por história, entenda-se o grande lixão a que se destinam os cadáveres da

eletrônica. Parece que, na próxima década, só os maiores de 30 anos ainda terão uma vaga

lembrança de para que serviam esses equipamentos, aos quais ficamos hoje atracados o dia

inteiro.

A ideia é a de que as mídias físicas, palpáveis, irão literalmente para o espaço. Tudo

estará na chamada “nuvem” ̶ que, até agora, ninguém conseguiu me explicar onde fica, como

funciona e se fecha quando chove. O acesso aos conteúdos se dará por smartphones, downloads

ou com o usuário plantando bananeira contra a parede e se concentrando.

A “nuvem” é infinita e conterá tudo o que puder ser exibido, alugado, vendido,

emprestado ou copiado, e isso dispensará as cidades de manter museus, galerias, cinemas,

bibliotecas, livrarias, sebos, arquivos públicos etc. Quer dizer, os acervos destes continuarão

existindo, mas “na nuvem”, sem despesas com funcionários, material de limpeza ou energia

elétrica.

Cá entre nós, não estou com a menor pressa de aderir à “nuvem”. Ainda gosto de

manusear, apalpar, acariciar. Hoje, por exemplo, minha coleção de LPs, em edições raras,

originais, lindíssimas, é a melhor que já tive (vitrolas e agulhas não faltam̶ estou estocado). O

mesmo quanto às coleções de CDs e DVDs que acumulei̶ só espero que não interrompam logo

a fabricação dos aparelhos para tocá-los. E continuo a frequentar sebos, bibliotecas e arquivos -

gosto até do cheiro de mofo.

Meu consolo é que, um dia, quando tudo isso tiver acabado e só estiver disponível na

“nuvem”, eu também estarei nas proximidades̶ em alguma nuvem

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed714_prazeres_na_nuvem Acesso em 22 abr. 20

Julgue as afirmações abaixo com base nas noções de níveis de língua e funções da linguagem.

I. A expressão “cá entre nós” (linha16) é característica do registro coloquial.

II. Há desvio quanto ao padrão culto em “aos quais ficamos hoje atracados o dia inteiro” (linhas 5-6).

III. Na passagem “Por história, entenda-se o grande lixão a que se destinam os cadáveres da eletrônica” (linhas 19-21), predomina a função metalinguística.

IV. A função expressiva é evidenciada no seguinte fragmento de texto “não estou com a menor pressa de aderir à ‘nuvem’. Ainda gosto de manusear, apalpar, acariciar” (linhas 16-17).

Está correto o que se afirma em
 

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795936 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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TEMPOS MODERNOS

Prazeres na “nuvem”

Por Ruy Castro, em 02/10/2012, na edição 7

CDs, DVDs, câmeras digitais, telefones fixos, controle remoto e até PCs de mesa com

teclado, mouse e disco rígido̶ pelo que li há dias no “Globo”, tudo isso tende a ser história nos

próximos anos. Por história, entenda-se o grande lixão a que se destinam os cadáveres da

eletrônica. Parece que, na próxima década, só os maiores de 30 anos ainda terão uma vaga

lembrança de para que serviam esses equipamentos, aos quais ficamos hoje atracados o dia

inteiro.

A ideia é a de que as mídias físicas, palpáveis, irão literalmente para o espaço. Tudo

estará na chamada “nuvem” ̶ que, até agora, ninguém conseguiu me explicar onde fica, como

funciona e se fecha quando chove. O acesso aos conteúdos se dará por smartphones, downloads

ou com o usuário plantando bananeira contra a parede e se concentrando.

A “nuvem” é infinita e conterá tudo o que puder ser exibido, alugado, vendido,

emprestado ou copiado, e isso dispensará as cidades de manter museus, galerias, cinemas,

bibliotecas, livrarias, sebos, arquivos públicos etc. Quer dizer, os acervos destes continuarão

existindo, mas “na nuvem”, sem despesas com funcionários, material de limpeza ou energia

elétrica.

Cá entre nós, não estou com a menor pressa de aderir à “nuvem”. Ainda gosto de

manusear, apalpar, acariciar. Hoje, por exemplo, minha coleção de LPs, em edições raras,

originais, lindíssimas, é a melhor que já tive (vitrolas e agulhas não faltam̶ estou estocado). O

mesmo quanto às coleções de CDs e DVDs que acumulei̶ só espero que não interrompam logo

a fabricação dos aparelhos para tocá-los. E continuo a frequentar sebos, bibliotecas e arquivos -

gosto até do cheiro de mofo.

Meu consolo é que, um dia, quando tudo isso tiver acabado e só estiver disponível na

“nuvem”, eu também estarei nas proximidades̶ em alguma nuvem

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed714_prazeres_na_nuvem Acesso em 22 abr. 20

Analise os enunciados abaixo com base nos fatos da língua.
I. Os termos “o mesmo” e “que” (linhas 18-19) têm o mesmo referente.

II. O vocábulo “até” (linha 1) destaca o elemento menos importante da enumeração.

III. A presença da preposição “para” explica-se pela regência do verbo “servir” (linha 5).

IV. O pronome “destes” (linha 13) retoma e resume todos os elementos da enumeração presente na oração anterior.

V. A forma verbal “faltam” (linha 18) está flexionada no plural para concordar com seu sujeito “vitrolas e agulhas”.

Está correto o que se afirma em
 

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795934 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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REDES SOCIAIS

Antissocial

Por Ruy Castro, em 22/05/20

No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me

tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis,

endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar

de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo. Sempre que recebo esses

convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais

a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por

exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma

carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele

me convidou a me juntar à sua “rede”.

Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior,

temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou

deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar

passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu

“amigo” ou juntar-me à sua “rede”. O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo”

deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para

pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada

do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de

vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam

que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão,

um brilho no olhar.

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed695_antissocial Acesso em 22 abr. 20

Da leitura do texto, depreende-se que um dos propósitos de Ruy Castro é
 

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795933 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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TEMPOS MODERNOS

Prazeres na “nuvem”

Por Ruy Castro, em 02/10/2012, na edição 7

CDs, DVDs, câmeras digitais, telefones fixos, controle remoto e até PCs de mesa com

teclado, mouse e disco rígido̶ pelo que li há dias no “Globo”, tudo isso tende a ser história nos

próximos anos. Por história, entenda-se o grande lixão a que se destinam os cadáveres da

eletrônica. Parece que, na próxima década, só os maiores de 30 anos ainda terão uma vaga

lembrança de para que serviam esses equipamentos, aos quais ficamos hoje atracados o dia

inteiro.

A ideia é a de que as mídias físicas, palpáveis, irão literalmente para o espaço. Tudo

estará na chamada “nuvem” ̶ que, até agora, ninguém conseguiu me explicar onde fica, como

funciona e se fecha quando chove. O acesso aos conteúdos se dará por smartphones, downloads

ou com o usuário plantando bananeira contra a parede e se concentrando.

A “nuvem” é infinita e conterá tudo o que puder ser exibido, alugado, vendido,

emprestado ou copiado, e isso dispensará as cidades de manter museus, galerias, cinemas,

bibliotecas, livrarias, sebos, arquivos públicos etc. Quer dizer, os acervos destes continuarão

existindo, mas “na nuvem”, sem despesas com funcionários, material de limpeza ou energia

elétrica.

Cá entre nós, não estou com a menor pressa de aderir à “nuvem”. Ainda gosto de

manusear, apalpar, acariciar. Hoje, por exemplo, minha coleção de LPs, em edições raras,

originais, lindíssimas, é a melhor que já tive (vitrolas e agulhas não faltam̶ estou estocado). O

mesmo quanto às coleções de CDs e DVDs que acumulei̶ só espero que não interrompam logo

a fabricação dos aparelhos para tocá-los. E continuo a frequentar sebos, bibliotecas e arquivos -

gosto até do cheiro de mofo.

Meu consolo é que, um dia, quando tudo isso tiver acabado e só estiver disponível na

“nuvem”, eu também estarei nas proximidades̶ em alguma nuvem

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed714_prazeres_na_nuvem Acesso em 22 abr. 20

Em “Prazeres nas nuvens”, Ruy Castro
 

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795932 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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TEMPOS MODERNOS

Prazeres na “nuvem”

Por Ruy Castro, em 02/10/2012, na edição 7

CDs, DVDs, câmeras digitais, telefones fixos, controle remoto e até PCs de mesa com

teclado, mouse e disco rígido̶ pelo que li há dias no “Globo”, tudo isso tende a ser história nos

próximos anos. Por história, entenda-se o grande lixão a que se destinam os cadáveres da

eletrônica. Parece que, na próxima década, só os maiores de 30 anos ainda terão uma vaga

lembrança de para que serviam esses equipamentos, aos quais ficamos hoje atracados o dia

inteiro.

A ideia é a de que as mídias físicas, palpáveis, irão literalmente para o espaço. Tudo

estará na chamada “nuvem” ̶ que, até agora, ninguém conseguiu me explicar onde fica, como

funciona e se fecha quando chove. O acesso aos conteúdos se dará por smartphones, downloads

ou com o usuário plantando bananeira contra a parede e se concentrando.

A “nuvem” é infinita e conterá tudo o que puder ser exibido, alugado, vendido,

emprestado ou copiado, e isso dispensará as cidades de manter museus, galerias, cinemas,

bibliotecas, livrarias, sebos, arquivos públicos etc. Quer dizer, os acervos destes continuarão

existindo, mas “na nuvem”, sem despesas com funcionários, material de limpeza ou energia

elétrica.

Cá entre nós, não estou com a menor pressa de aderir à “nuvem”. Ainda gosto de

manusear, apalpar, acariciar. Hoje, por exemplo, minha coleção de LPs, em edições raras,

originais, lindíssimas, é a melhor que já tive (vitrolas e agulhas não faltam̶ estou estocado). O

mesmo quanto às coleções de CDs e DVDs que acumulei̶ só espero que não interrompam logo

a fabricação dos aparelhos para tocá-los. E continuo a frequentar sebos, bibliotecas e arquivos -

gosto até do cheiro de mofo.

Meu consolo é que, um dia, quando tudo isso tiver acabado e só estiver disponível na

“nuvem”, eu também estarei nas proximidades̶ em alguma nuvem

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed714_prazeres_na_nuvem Acesso em 22 abr. 20

A ideia de que o armazenamento de dados em discos rígidos e em mídias físicas é coisa do passado não está presente em
 

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795930 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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REDES SOCIAIS

Antissocial

Por Ruy Castro, em 22/05/20

No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me

tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis,

endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar

de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo. Sempre que recebo esses

convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais

a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por

exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma

carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele

me convidou a me juntar à sua “rede”.

Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior,

temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou

deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar

passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu

“amigo” ou juntar-me à sua “rede”. O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo”

deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para

pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada

do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de

vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam

que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão,

um brilho no olhar.

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed695_antissocial Acesso em 22 abr. 20

O fragmento de texto em que o autor não desqualifica os “convites eletrônicos” é
 

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Questão presente nas seguintes provas
795923 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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TEMPOS MODERNOS

Prazeres na “nuvem”

Por Ruy Castro, em 02/10/2012, na edição 7

CDs, DVDs, câmeras digitais, telefones fixos, controle remoto e até PCs de mesa com

teclado, mouse e disco rígido̶ pelo que li há dias no “Globo”, tudo isso tende a ser história nos

próximos anos. Por história, entenda-se o grande lixão a que se destinam os cadáveres da

eletrônica. Parece que, na próxima década, só os maiores de 30 anos ainda terão uma vaga

lembrança de para que serviam esses equipamentos, aos quais ficamos hoje atracados o dia

inteiro.

A ideia é a de que as mídias físicas, palpáveis, irão literalmente para o espaço. Tudo

estará na chamada “nuvem” ̶ que, até agora, ninguém conseguiu me explicar onde fica, como

funciona e se fecha quando chove. O acesso aos conteúdos se dará por smartphones, downloads

ou com o usuário plantando bananeira contra a parede e se concentrando.

A “nuvem” é infinita e conterá tudo o que puder ser exibido, alugado, vendido,

emprestado ou copiado, e isso dispensará as cidades de manter museus, galerias, cinemas,

bibliotecas, livrarias, sebos, arquivos públicos etc. Quer dizer, os acervos destes continuarão

existindo, mas “na nuvem”, sem despesas com funcionários, material de limpeza ou energia

elétrica.

Cá entre nós, não estou com a menor pressa de aderir à “nuvem”. Ainda gosto de

manusear, apalpar, acariciar. Hoje, por exemplo, minha coleção de LPs, em edições raras,

originais, lindíssimas, é a melhor que já tive (vitrolas e agulhas não faltam̶ estou estocado). O

mesmo quanto às coleções de CDs e DVDs que acumulei̶ só espero que não interrompam logo

a fabricação dos aparelhos para tocá-los. E continuo a frequentar sebos, bibliotecas e arquivos -

gosto até do cheiro de mofo.

Meu consolo é que, um dia, quando tudo isso tiver acabado e só estiver disponível na

“nuvem”, eu também estarei nas proximidades̶ em alguma nuvem

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed714_prazeres_na_nuvem Acesso em 22 abr. 20

Julgue os enunciados abaixo com base nas regras de pontuação.

I. É obrigatório o uso das vírgulas na locução “por exemplo” (linha 17).
II. Os parênteses (linha 18) são utilizados para isolar uma digressão.
III. O travessão (linha 23) marca uma interrupção no pensamento do autor.
IV. As aspas em “nuvem” destacam um emprego novo do termo, de sentido não usual.
V. O uso das vírgulas que separam os complementos do verbo “manter” (linhas 12-13) é facultativo.

Está correto o que se afirma em
 

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795922 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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REDES SOCIAIS

Antissocial

Por Ruy Castro, em 22/05/20

No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me

tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis,

endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar

de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo. Sempre que recebo esses

convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais

a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por

exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma

carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele

me convidou a me juntar à sua “rede”.

Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior,

temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou

deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar

passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu

“amigo” ou juntar-me à sua “rede”. O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo”

deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para

pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada

do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de

vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam

que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão,

um brilho no olhar.

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed695_antissocial Acesso em 22 abr. 20

A relação entre a forma verbal e seu sujeito sintático está indicada corretamente em
 

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795921 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: COREN-PA
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REDES SOCIAIS

Antissocial

Por Ruy Castro, em 22/05/20

No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me

tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis,

endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar

de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo. Sempre que recebo esses

convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais

a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por

exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma

carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele

me convidou a me juntar à sua “rede”.

Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior,

temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou

deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar

passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu

“amigo” ou juntar-me à sua “rede”. O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo”

deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para

pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada

do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de

vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam

que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão,

um brilho no olhar.

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed695_antissocial Acesso em 22 abr. 20

Em “Como não sei para que servem essas redes...” (linha 10), o vocábulo “como”
 

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