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Foram encontradas 184 questões.

Em determinada fazenda, foram plantadas 325 mudas de eucaliptos. Poucos anos mais tarde, as 237 árvores mais antigas foram cortadas. Neste momento do reflorestamento, a fazenda ficou com 1.093 árvores. Então, pode-se afirmar que, antes do reflorestamento, a fazenda tinha

 

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A Volta

Da janela do trem o homem avista a velha cidadezinha que o viu nascer. Seus olhos se enchem de lágrimas. Trinta anos. Desce na estação – a mesma do seu tempo, não mudou nada – e respira fundo. Até o cheiro é o mesmo! Cheiro de mato e poeira. Só não tem mais cheiro de carvão, porque o trem agora é elétrico. E o chefe da estação, será possível? Ainda é o mesmo. Fora a careca, os bigodes brancos, as rugas e o corpo encurvado pela idade, não mudou nada.

O homem não precisa perguntar como se chega ao centro da cidade. Vai a pé, guiando-se por suas lembranças. O centro continua como era. A praça. A igreja. A prefeitura. Até o vendedor de bilhetes na frente do Clube Comercial parece o mesmo.

— Você não tinha um cachorro?

— O Cusca? Morreu, ih, faz vinte anos.

O homem sabe que subindo a Rua Quinze vai dar num cinema. O Elite. Sobe a Rua Quinze. O cinema ainda existe. Mas mudou de nome. Agora é o Rex. Do lado tem uma confeitaria. Ah, os doces da infância... Ele entra na confeitaria. Tudo igual. Fora o balcão de fórmica, tudo igual. Ou muito se engana ou o dono ainda é o mesmo.

— Seu Adolfo, certo?

— Lupércio.

— Errei por pouco. Estou procurando a casa onde nasci. Sei que ficava ao lado de uma farmácia.

— Qual delas, a Progresso, a Tem Tudo ou a Moderna?

— Qual é a mais antiga?

— A Moderna.

— Então é essa.

— Fica na Rua Voluntários da Pátria.

Claro. A velha Voluntários. Sua casa está lá intacta. Ele sente vontade de chorar. A cor era outra. Tinham mudado a porta e provavelmente emparedado uma das janelas. Mas não havia dúvida, era a casa da sua infância. Bateu na porta. A mulher que abriu lhe parecia vagamente familiar. Seria...

— Titia?

— Puluca!

— Bem, meu nome é...

— Todos chamavam você de Puluca. Entre.

Ela lhe serviu licor. Perguntou por parentes que ele não conhecia. Ele perguntou por parentes de que ela não se lembrava. Conversaram até escurecer. Então ele se levantou e disse que precisava ir embora. Não podia, infelizmente, demorar se

em Riachinho. Só viera matar a saudade. A tia parecia intrigada.

— Riachinho, Puluca?

— É, por quê?

— Você vai para Riachinho?

Ele não entendeu.

— Eu estou em Riachinho.

— Não, não. Riachinho é a próxima parada do trem. Você está em Coronel Assis.

— Então eu desci na estação errada! Durante alguns minutos os dois ficaram se olhando em silêncio. Finalmente a velha pergunta:

— Como é mesmo o seu nome? Mas ele estava na rua, atordoado. E agora? Não sabia como voltar para a estação, naquela cidade estranha.

(Luís Fernando Veríssimo. A mulher do Silva. Porto Alegre. L&PM).

Considere o trecho abaixo:

Mas ele estava na rua, atordoado.

Assinale a alternativa que substitui o termo em destaque, sem alteração de sentido.

 

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1812836 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: CPTM

Assinale a alternativa correta em relação à ortografia.

 

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1812542 Ano: 2017
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: RBO
Orgão: CPTM

Assinale a alternativa que apresenta a altura máxima em que podem ser fixados os extintores.

 

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Atenção às frases a seguir:

I. De eletrônica, apenas ele entende. / De eletrônica apenas, ele entende.

II. Não, aguardarei seu contato até amanhã. / Não aguardarei seu contato até amanhã.

III. Beatriz, a atendente, quer conversar mais tempo com seu cliente. / Beatriz, a atendente quer conversar mais tempo com seu cliente.

A supressão ou movimentação da vírgula na segunda frase de cada item altera o sentido do trecho em

 

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1778902 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: CPTM

“Trem invertido” é o mais rápido da China e já começa a ser testado

Os “aerotrens” já são uma realidade na China, mas uma nova linha férrea, suspensa, que começou a ser testada por engenheiros recentemente, promete levá-los a outro nível. Batizada de Skytrain, ela deve abrigar trens capazes de viajar até 70km/h, tornando-se a mais veloz do país.

A nova linha pertence à cidade de Qingdao, na província litorânea de Shandong. Capaz de transportar até 510 passageiros em três ou cinco vagões, ele ainda é adaptável ao uso urbano e em áreas montanhosas. Além disso, já quebrou recordes de velocidade em sua etapa de testes, afirmam engenheiros.

“Esse monotrilho usa a mais recente tecnologia de motor magnético (que emprega ímãs para anular o atrito e potencializar a velocidade), o que permite ter grandes vantagens com maior potência, menor volume físico, um nariz mais baixo e menos peso, realizando assim uma operação mais eficiente”, explicou Liu Yuwen, diretor técnico do projeto, ao Sputnik News.

A nova linha férrea suspensa é a segunda modalidade em Qingdao, depois que outro “aerotrem” sustentado por baterias de lítio foi completado em Chengdu, no ano passado. Lá, os trens chegam à velocidade máxima de 60km/h.

A China é o terceiro país no mundo a desenvolver linhas férreas suspensas, onde os trens são “invertidos” e se movem com o trilho na parte de cima do carro. Antes, Alemanha e Japão já tinham investido nessa modalidade de transporte.

A primeira da história veio do país germânico, na cidade de Wuppertal, em 1901. Ela segue operante até hoje. Já o Japão abriga a linha férrea suspensa mais longa do mundo. A Chiba Urban Monorail, construída em 1988, engloba duas linhas que totalizam 15,2km de extensão.

Disponível em: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimasnoticias/ 2017/07/23/trem-invertido-e-o-mais-rapido-da-china-e-jacomeca- a-ser-testado.htm

De acordo com o texto, é correto afirmar que

 

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1746166 Ano: 2017
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: RBO
Orgão: CPTM

As margens no desenho são limitadas pelo contorno externo da folha e quadro. A margem da esquerda serve para ser perfurada e utilizada no arquivamento. Para isso, a margem da esquerda deve ter, para todos os formatos de papel,

 

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1745747 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: CPTM

Cena de trem com moça e jovem de batina

De todas as comparações sobre o amor, feitas ao longo de 8.000 anos, a mais próxima da essência do sentimento que, segundo Dante, "move o Sol e as outras estrelas", é a de dois trens parados na mesma estação, mas com destinos diferentes.

Eu em muito criança, nem sabia o que podia ser o amor, li uma pequenina novela de Turgueniev que caíra da estante de livros de meu pai. A capa era atraente: o rosto de uma jovem na janela de um trem. Naquela época, eu era louco por trens, queria ser maquinista da Central do Brasil. Fiquei olhando aquela capa, não por causa da moça, mas por causa do trem.

Até que li a novela. Para a minha idade, não era grande coisa. Contudo, uma cena ficou marcada dentro de mim, foi talvez a única que entendi realmente - e ela atravessou comigo esses anos todos, nunca a esqueci. Pior: muitas vezes a revivi em causa própria. É talvez a situação mais recorrente de uma vida que pode merecer tudo, menos a classificação de novela.

Turgueniev conta a história de dois jovens que se enamoram. Um deles é casado. Por isso ou aquilo se separam, nunca mais se veem. Passa o tempo e, um dia, o jovem está num trem que para numa estação. Na plataforma ao lado, há outro trem parado. Após alguns minutos, os dois trens começam a andar, lentamente, em sentido contrário.

De repente, o jovem vê, na janela do outro trem, a jovem que amou e que também olha para ele. São breves, fugazes, os poucos segundos em que se olham, sem surpresa, sem dor. Ele não sabe para onde vai o trem dela. A recíproca é verdadeira: ela também não sabe para onde o jovem vai. Somente uma coisa é certa: eles se olharam e se compreenderam. Eles se amaram e se amarão sempre. Não importa o destino de cada um. O amor se realiza naquela troca de olhares, que poderá ser a última, nem por isso deixa de ser a mais amargamente doce.

Tudo que poderia ter sido e não é - eis também uma definição do amor. Ele se realiza de maneira integral nesses instantes fugidios em que as palavras não têm tempo de serem ditas, nem precisam. E que tudo se resume numa conspiração de dois seres que se olham e subitamente se entregam um ao outro de forma imaterial e breve - mas para sempre.

Como disse, eu era criança quando li a novela de Turgueniev, que se chama "Ássia" - nome da principal personagem. Eu não amara ninguém, até então. Afinal, estava

indo para um seminário, já superara a ideia de ser maquinista da Central e queria ser sacerdote de Deus.

Viver aquela situação seria impossível. Em matéria de amor, eu não teria futuro nem passado - como os dois jovens da novela de Turgueniev, que ao menos tiveram um passado.

Contudo, ali pela altura dos 18 anos, fui passar férias em Rodeio, uma cidadezinha à beira da estrada de ferro. Todas as manhãs ia à missa no alto de um pequeno morro, tomava café com o vigário. Ele me pedia que descesse à estação para apanhar os jornais que vinham do Rio.

Naquela manhã, quando cheguei à estação, havia um trem parado, esperando que o sinal de acesso ao túnel 12 fosse aberto. Apanhei os jornais e caminhei pela plataforma vazia. Chamava a atenção dos passageiros, que olhavam aquele rapaz de 18 anos, vestido de batina, a faixa de seda azul na cintura, o passo firme e satisfeito de quem sabia o que desejava na vida.

Súbito, numa janela do trem, lá estava a moça que me olhava. Devia ter a minha idade, ou menos. Uma tabuleta do lado de fora do vagão indicava que ela estava indo para Juiz de Fora.

Até hoje, tenho a certeza de que ela olhara antes. Talvez nunca tivesse visto um jovem, da idade dela, de batina. Ainda mais de repente, na plataforma de uma estação perdida na Serra do Mar. Quando senti que ela me olhava, parei de caminhar e enfrentei o seu olhar. De início, parecia apenas espantada ao ver surgir um rapaz, jovem como ela, isolado do mundo pela batina, pela faixa de seda azul que era um estigma da castidade em que vivia.

Quando notou que eu também a olhava, teve pena de mim. Pelo menos foi isso que percebi. Olhei-a mais fundamente e ela compreendeu. Foi uma eternidade estraçalhada em segundos: o trem começou a andar e ela foi se afastando. Afastou-se tanto que nunca mais voltou.

Eu voltei. Segui destino diferente, levei os jornais para o vigário, fiquei ainda dois anos com aquela batina, aquela faixa de seda azul, símbolo de uma castidade que eu não mais amava.

Tomei muitos, infinitos trens pela vida afora, trens, aviões, navios. Volta e meia, continuo vendo por aí um rosto que se detém na minha retina, trazendo-me aquela cena, metade vivida na novela de Turgueniev, metade vivida na plataforma vazia de uma estação, por um jovem que não se julgava com direito ao futuro e à memória.

(Carlos Heitor Cony, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq23079935.htm Acessado em 09/08/2017).

Assinale a alternativa em que o termo destacado apresenta exatamente a mesma classificação morfológica que a palavra em destaque no trecho abaixo.

Até hoje, tenho a certeza de que ela olhara antes.

 

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1743606 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: CPTM

Calvin e Haroldo

Enunciado 3120659-1

Considerando o contexto, na oração “Se está machucado, melhor não mexer”, a palavra “machucado” pertence à mesma classe gramatical da seguinte palavra em destaque na oração:

 

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1742736 Ano: 2017
Disciplina: Matemática
Banca: RBO
Orgão: CPTM

Atualmente, é relativamente comum encontrar nos supermercados cápsulas de café para o preparo de doses únicas de café expresso, através de uma máquina especial de café, compatível com essas cápsulas. Dentro de cada cápsula, tem apenas 6 gramas de café. Depois de avaliar todos os custos embutidos, foi concluído que o preço cobrado por essas 6 gramas de café é R$ 0,84. Sendo assim, o preço do quilograma deste café é

 

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