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Os Conselhos Regionais de Administração, de
acordo com a Lei nº 4769/65, têm por finalidade dar
execução às diretrizes formuladas pelo Conselho
Federal de Administração, fiscalizar o exercício da
profissão de Administrador em sua jurisdição e mais,
dentre outras, a seguinte:
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A renda do Conselho Federal de Administração é
constituída por doações e legados, subvenções,
rendimentos patrimoniais e mais a seguinte, recebida
dos Conselhos Regionais:
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A penalidade aplicada ao profissional de
Administração que for reincidente na mesma
infração, das previstas no Art. 16º da Lei nº 4769/65,
praticada dentro do prazo de cinco anos após a
primeira infração, será a seguinte:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os desafios da conservação da água no Brasil
Um dos países com maior disponibilidade de
recursos hídricos do mundo, o Brasil tem problemas
com seus indicadores de água. O acesso à água
tratada e à coleta e tratamento de esgoto no país é
desigual. As áreas urbanas tendem a ter índices
melhores, enquanto áreas irregulares e afastadas
são mais prejudicadas. Além de políticas públicas que
assegurem o atendimento, que é dificultado pela
distribuição desequilibrada da água e da população
no território brasileiro, outro imbróglio é a
conservação do próprio recurso, que enfrenta
desafios.
Falta de saneamento
Um dos maiores vilões da qualidade da água no
Brasil é a oferta de saneamento básico. Pouco mais
da metade da população brasileira, 52,4%, tinha
coleta de esgoto em 2017, e apenas 46% do esgoto
total é tratado, de acordo com o Sistema Nacional de
Informação sobre Saneamento.
Dessa forma, um grande volume de esgoto não
coletado ou não tratado é despejado em corpos
d'água, provocando problemas ambientais e de
saúde. "Essa falta de infraestrutura de saneamento
básico tem um impacto brutal na qualidade das águas
de todo o país”, diz o especialista Carlos.
Não só a carência de coleta e de tratamento de
esgoto é problemática, mas também a poluição
causada por indústrias e pela agricultura, como o
lançamento de agrotóxicos.
Desmatamento, em especial no Cerrado
O desmatamento de matas ciliares, que acontece
em todas as bacias hidrográficas do Brasil, altera a
quantidade e a qualidade dos corpos hídricos. Essa
vegetação protege o solo, ajuda na infiltração da água
da chuva e na alimentação do lençol freático e
permite a recarga dos aquíferos.
Sua retirada aumenta o assoreamento, a perda
do solo, a erosão e a taxa de evaporação da água.
Segundo José Francisco Gonçalves Júnior, professor
do Departamento de Ecologia da Universidade de
Brasília (UnB), todos esses impactos reunidos podem
levar a uma indisponibilidade natural de recursos
hídricos.
Em outra frente, o desmatamento do Cerrado,
considerado a "caixa d'água do Brasil" por causa de
sua posição estratégica na formação de bacias
hidrográficas, vem sendo devastado pela expansão
da fronteira agrícola. "Qualquer alteração no Cerrado
pode levar a uma degradação de inúmeras bacias hidrográficas de extrema relevância para obtenção
de recursos hídricos brasileiros", afirma Gonçalves.
Para o professor, o uso do solo do bioma teve um
efeito positivo na produtividade agrícola, mas a falta
de uma regulação mais firme tem levado a uma
superexploração, com vários danos. "Perda de
território, de recarga de aquíferos, uma perda muito
grande de nascentes e uma degradaçãoediminuição
da disponibilidade de água", enumera.
(Disponível em
https://www.dw.com/pt-br/os-desafios-daconserva%C3%ATH%C3%A30-da-%C3%A1 gua-no-brasil/a-47996980)
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os desafios da conservação da água no Brasil
Um dos países com maior disponibilidade de
recursos hídricos do mundo, o Brasil tem problemas
com seus indicadores de água. O acesso à água
tratada e à coleta e tratamento de esgoto no país é
desigual. As áreas urbanas tendem a ter índices
melhores, enquanto áreas irregulares e afastadas
são mais prejudicadas. Além de políticas públicas que
assegurem o atendimento, que é dificultado pela
distribuição desequilibrada da água e da população
no território brasileiro, outro imbróglio é a
conservação do próprio recurso, que enfrenta
desafios.
Falta de saneamento
Um dos maiores vilões da qualidade da água no
Brasil é a oferta de saneamento básico. Pouco mais
da metade da população brasileira, 52,4%, tinha
coleta de esgoto em 2017, e apenas 46% do esgoto
total é tratado, de acordo com o Sistema Nacional de
Informação sobre Saneamento.
Dessa forma, um grande volume de esgoto não
coletado ou não tratado é despejado em corpos
d'água, provocando problemas ambientais e de
saúde. "Essa falta de infraestrutura de saneamento
básico tem um impacto brutal na qualidade das águas
de todo o país”, diz o especialista Carlos.
Não só a carência de coleta e de tratamento de
esgoto é problemática, mas também a poluição
causada por indústrias e pela agricultura, como o
lançamento de agrotóxicos.
Desmatamento, em especial no Cerrado
O desmatamento de matas ciliares, que acontece
em todas as bacias hidrográficas do Brasil, altera a
quantidade e a qualidade dos corpos hídricos. Essa
vegetação protege o solo, ajuda na infiltração da água
da chuva e na alimentação do lençol freático e
permite a recarga dos aquíferos.
Sua retirada aumenta o assoreamento, a perda
do solo, a erosão e a taxa de evaporação da água.
Segundo José Francisco Gonçalves Júnior, professor
do Departamento de Ecologia da Universidade de
Brasília (UnB), todos esses impactos reunidos podem
levar a uma indisponibilidade natural de recursos
hídricos.
Em outra frente, o desmatamento do Cerrado,
considerado a "caixa d'água do Brasil" por causa de
sua posição estratégica na formação de bacias
hidrográficas, vem sendo devastado pela expansão
da fronteira agrícola. "Qualquer alteração no Cerrado
pode levar a uma degradação de inúmeras bacias hidrográficas de extrema relevância para obtenção
de recursos hídricos brasileiros", afirma Gonçalves.
Para o professor, o uso do solo do bioma teve um
efeito positivo na produtividade agrícola, mas a falta
de uma regulação mais firme tem levado a uma
superexploração, com vários danos. "Perda de
território, de recarga de aquíferos, uma perda muito
grande de nascentes e uma degradaçãoediminuição
da disponibilidade de água", enumera.
(Disponível em
https://www.dw.com/pt-br/os-desafios-daconserva%C3%ATH%C3%A30-da-%C3%A1 gua-no-brasil/a-47996980)
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Ciência e epidemia, construções coletivas
Vacinas, atuando por meio de agentes
semelhantes ao patógeno da doença, mas incapazes
de causá-la, geram uma memória imunológica que
nos protege da doença, às vezes por toda a vida.
Mais que seu efeito individual, porém, importa seu
efeito comunitário. Se bem utilizadas, podem
proteger até quem não se vacinou.
Epidemias são fenômenos intrinsecamente
sociais: contraímos as doenças infecciosas e as
transmitimos para as pessoas ao redor. E a reação do
grupo determina o curso e a gravidade do surto.
Se boa parte da população já tem imunidade
contra determinada doença, é mais difícil que um
indivíduo infectado contamine outras pessoas. Esse
fenômeno, inicialmente estudado em animais, é
chamado de imunidade de rebanho.
Para a gripe, observa-se a proteção comunitária
quando cerca de 40% da população é imune ao vírus;
para o sarampo, a taxa fica por volta de 95%. Se um
número suficiente de indivíduos for vacinado de modo
a atingir a imunidade de rebanho, então a população
como um todo recebe proteção contra a epidemia.
É nesse contexto que segue a busca por uma
vacina para a Covid-19. Calcula-se que atingiremos a
imunidade de rebanho quando entre 60 e 70% da
população estiver imune ao vírus. Há quem estime
que a taxa seja menor, dada a heterogeneidade da
população.
De um modo ou de outro, várias pesquisas
(inclusive brasileiras) evidenciam que sem a vacina
essas taxas não serão alcançadas no curto prazo.
Para agravar a situação, pairam dúvidas sobre a
imunidade a longo prazo para a doença.
Essa é uma batalha que precisa ser travada com
as armas da ciência. Pela primeira vez na história, o
público acompanha tão de perto e com tanta
expectativa a produção do conhecimento científico. E
esse processo pode às vezes parecer caótico.
A ciência é um processo de construção coletiva,
tão social quanto a epidemia que ela tenta enfrentar.
Esforços colossais foram canalizados para o
enfrentamento da Covid-19 — só de vacinas temos
135 iniciativas, 22 delas sendo testadas em humanos
(duas das quatro que estão no último estágio de
ensaios em humanos estão sendo testadas no
Brasil). Enquanto assistimos ao desenrolar dessa
busca, vemos o fracasso de projetos promissores e o
questionamento de informações antes tidas por favas
contadas.
Esse processo de construção do conhecimento
científico costuma se estender por anos. Mas a
urgência e a intensidade da pesquisa sobre a
Covid-19 têm forçado adaptações e
aperfeiçoamento.
A demanda do público por informação vem
estimulando estudiosos a melhorar o modo de
comunicar seus achados e também as discussões
sobre a construção do conhecimento. É um momento
único: pela primeira vez experimentamos uma
pandemia de tais proporções, com os atuais níveis de
conhecimento científico e recursos de comunicação.
Vamos torcer para que as pessoas, confrontadas
com estudos de resultados conflitantes, descubram
um pouco mais a respeito da formação do
conhecimento científico. E, com sorte, passem a
admirar a beleza e o esforço envolvido na construção
da ciência.
Gabriella Cybis
Folha de São Paulo, 15/07/2020
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Ciência e epidemia, construções coletivas
Vacinas, atuando por meio de agentes
semelhantes ao patógeno da doença, mas incapazes
de causá-la, geram uma memória imunológica que
nos protege da doença, às vezes por toda a vida.
Mais que seu efeito individual, porém, importa seu
efeito comunitário. Se bem utilizadas, podem
proteger até quem não se vacinou.
Epidemias são fenômenos intrinsecamente
sociais: contraímos as doenças infecciosas e as
transmitimos para as pessoas ao redor. E a reação do
grupo determina o curso e a gravidade do surto.
Se boa parte da população já tem imunidade
contra determinada doença, é mais difícil que um
indivíduo infectado contamine outras pessoas. Esse
fenômeno, inicialmente estudado em animais, é
chamado de imunidade de rebanho.
Para a gripe, observa-se a proteção comunitária
quando cerca de 40% da população é imune ao vírus;
para o sarampo, a taxa fica por volta de 95%. Se um
número suficiente de indivíduos for vacinado de modo
a atingir a imunidade de rebanho, então a população
como um todo recebe proteção contra a epidemia.
É nesse contexto que segue a busca por uma
vacina para a Covid-19. Calcula-se que atingiremos a
imunidade de rebanho quando entre 60 e 70% da
população estiver imune ao vírus. Há quem estime
que a taxa seja menor, dada a heterogeneidade da
população.
De um modo ou de outro, várias pesquisas
(inclusive brasileiras) evidenciam que sem a vacina
essas taxas não serão alcançadas no curto prazo.
Para agravar a situação, pairam dúvidas sobre a
imunidade a longo prazo para a doença.
Essa é uma batalha que precisa ser travada com
as armas da ciência. Pela primeira vez na história, o
público acompanha tão de perto e com tanta
expectativa a produção do conhecimento científico. E
esse processo pode às vezes parecer caótico.
A ciência é um processo de construção coletiva,
tão social quanto a epidemia que ela tenta enfrentar.
Esforços colossais foram canalizados para o
enfrentamento da Covid-19 — só de vacinas temos
135 iniciativas, 22 delas sendo testadas em humanos
(duas das quatro que estão no último estágio de
ensaios em humanos estão sendo testadas no
Brasil). Enquanto assistimos ao desenrolar dessa
busca, vemos o fracasso de projetos promissores e o
questionamento de informações antes tidas por favas
contadas.
Esse processo de construção do conhecimento
científico costuma se estender por anos. Mas a
urgência e a intensidade da pesquisa sobre a
Covid-19 têm forçado adaptações e
aperfeiçoamento.
A demanda do público por informação vem
estimulando estudiosos a melhorar o modo de
comunicar seus achados e também as discussões
sobre a construção do conhecimento. É um momento
único: pela primeira vez experimentamos uma
pandemia de tais proporções, com os atuais níveis de
conhecimento científico e recursos de comunicação.
Vamos torcer para que as pessoas, confrontadas
com estudos de resultados conflitantes, descubram
um pouco mais a respeito da formação do
conhecimento científico. E, com sorte, passem a
admirar a beleza e o esforço envolvido na construção
da ciência.
Gabriella Cybis
Folha de São Paulo, 15/07/2020
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Ciência e epidemia, construções coletivas
Vacinas, atuando por meio de agentes
semelhantes ao patógeno da doença, mas incapazes
de causá-la, geram uma memória imunológica que
nos protege da doença, às vezes por toda a vida.
Mais que seu efeito individual, porém, importa seu
efeito comunitário. Se bem utilizadas, podem
proteger até quem não se vacinou.
Epidemias são fenômenos intrinsecamente
sociais: contraímos as doenças infecciosas e as
transmitimos para as pessoas ao redor. E a reação do
grupo determina o curso e a gravidade do surto.
Se boa parte da população já tem imunidade
contra determinada doença, é mais difícil que um
indivíduo infectado contamine outras pessoas. Esse
fenômeno, inicialmente estudado em animais, é
chamado de imunidade de rebanho.
Para a gripe, observa-se a proteção comunitária
quando cerca de 40% da população é imune ao vírus;
para o sarampo, a taxa fica por volta de 95%. Se um
número suficiente de indivíduos for vacinado de modo
a atingir a imunidade de rebanho, então a população
como um todo recebe proteção contra a epidemia.
É nesse contexto que segue a busca por uma
vacina para a Covid-19. Calcula-se que atingiremos a
imunidade de rebanho quando entre 60 e 70% da
população estiver imune ao vírus. Há quem estime
que a taxa seja menor, dada a heterogeneidade da
população.
De um modo ou de outro, várias pesquisas
(inclusive brasileiras) evidenciam que sem a vacina
essas taxas não serão alcançadas no curto prazo.
Para agravar a situação, pairam dúvidas sobre a
imunidade a longo prazo para a doença.
Essa é uma batalha que precisa ser travada com
as armas da ciência. Pela primeira vez na história, o
público acompanha tão de perto e com tanta
expectativa a produção do conhecimento científico. E
esse processo pode às vezes parecer caótico.
A ciência é um processo de construção coletiva,
tão social quanto a epidemia que ela tenta enfrentar.
Esforços colossais foram canalizados para o
enfrentamento da Covid-19 — só de vacinas temos
135 iniciativas, 22 delas sendo testadas em humanos
(duas das quatro que estão no último estágio de
ensaios em humanos estão sendo testadas no
Brasil). Enquanto assistimos ao desenrolar dessa
busca, vemos o fracasso de projetos promissores e o
questionamento de informações antes tidas por favas
contadas.
Esse processo de construção do conhecimento
científico costuma se estender por anos. Mas a
urgência e a intensidade da pesquisa sobre a
Covid-19 têm forçado adaptações e
aperfeiçoamento.
A demanda do público por informação vem
estimulando estudiosos a melhorar o modo de
comunicar seus achados e também as discussões
sobre a construção do conhecimento. É um momento
único: pela primeira vez experimentamos uma
pandemia de tais proporções, com os atuais níveis de
conhecimento científico e recursos de comunicação.
Vamos torcer para que as pessoas, confrontadas
com estudos de resultados conflitantes, descubram
um pouco mais a respeito da formação do
conhecimento científico. E, com sorte, passem a
admirar a beleza e o esforço envolvido na construção
da ciência.
Gabriella Cybis
Folha de São Paulo, 15/07/2020
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Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os desafios da conservação da água no Brasil
Um dos países com maior disponibilidade de
recursos hídricos do mundo, o Brasil tem problemas
com seus indicadores de água. O acesso à água
tratada e à coleta e tratamento de esgoto no país é
desigual. As áreas urbanas tendem a ter índices
melhores, enquanto áreas irregulares e afastadas
são mais prejudicadas. Além de políticas públicas que
assegurem o atendimento, que é dificultado pela
distribuição desequilibrada da água e da população
no território brasileiro, outro imbróglio é a
conservação do próprio recurso, que enfrenta
desafios.
Falta de saneamento
Um dos maiores vilões da qualidade da água no
Brasil é a oferta de saneamento básico. Pouco mais
da metade da população brasileira, 52,4%, tinha
coleta de esgoto em 2017, e apenas 46% do esgoto
total é tratado, de acordo com o Sistema Nacional de
Informação sobre Saneamento.
Dessa forma, um grande volume de esgoto não
coletado ou não tratado é despejado em corpos
d'água, provocando problemas ambientais e de
saúde. "Essa falta de infraestrutura de saneamento
básico tem um impacto brutal na qualidade das águas
de todo o país”, diz o especialista Carlos.
Não só a carência de coleta e de tratamento de
esgoto é problemática, mas também a poluição
causada por indústrias e pela agricultura, como o
lançamento de agrotóxicos.
Desmatamento, em especial no Cerrado
O desmatamento de matas ciliares, que acontece
em todas as bacias hidrográficas do Brasil, altera a
quantidade e a qualidade dos corpos hídricos. Essa
vegetação protege o solo, ajuda na infiltração da água
da chuva e na alimentação do lençol freático e
permite a recarga dos aquíferos.
Sua retirada aumenta o assoreamento, a perda
do solo, a erosão e a taxa de evaporação da água.
Segundo José Francisco Gonçalves Júnior, professor
do Departamento de Ecologia da Universidade de
Brasília (UnB), todos esses impactos reunidos podem
levar a uma indisponibilidade natural de recursos
hídricos.
Em outra frente, o desmatamento do Cerrado,
considerado a "caixa d'água do Brasil" por causa de
sua posição estratégica na formação de bacias
hidrográficas, vem sendo devastado pela expansão
da fronteira agrícola. "Qualquer alteração no Cerrado
pode levar a uma degradação de inúmeras bacias hidrográficas de extrema relevância para obtenção
de recursos hídricos brasileiros", afirma Gonçalves.
Para o professor, o uso do solo do bioma teve um
efeito positivo na produtividade agrícola, mas a falta
de uma regulação mais firme tem levado a uma
superexploração, com vários danos. "Perda de
território, de recarga de aquíferos, uma perda muito
grande de nascentes e uma degradaçãoediminuição
da disponibilidade de água", enumera.
(Disponível em
https://www.dw.com/pt-br/os-desafios-daconserva%C3%ATH%C3%A30-da-%C3%A1 gua-no-brasil/a-47996980)
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Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os desafios da conservação da água no Brasil
Um dos países com maior disponibilidade de
recursos hídricos do mundo, o Brasil tem problemas
com seus indicadores de água. O acesso à água
tratada e à coleta e tratamento de esgoto no país é
desigual. As áreas urbanas tendem a ter índices
melhores, enquanto áreas irregulares e afastadas
são mais prejudicadas. Além de políticas públicas que
assegurem o atendimento, que é dificultado pela
distribuição desequilibrada da água e da população
no território brasileiro, outro imbróglio é a
conservação do próprio recurso, que enfrenta
desafios.
Falta de saneamento
Um dos maiores vilões da qualidade da água no
Brasil é a oferta de saneamento básico. Pouco mais
da metade da população brasileira, 52,4%, tinha
coleta de esgoto em 2017, e apenas 46% do esgoto
total é tratado, de acordo com o Sistema Nacional de
Informação sobre Saneamento.
Dessa forma, um grande volume de esgoto não
coletado ou não tratado é despejado em corpos
d'água, provocando problemas ambientais e de
saúde. "Essa falta de infraestrutura de saneamento
básico tem um impacto brutal na qualidade das águas
de todo o país”, diz o especialista Carlos.
Não só a carência de coleta e de tratamento de
esgoto é problemática, mas também a poluição
causada por indústrias e pela agricultura, como o
lançamento de agrotóxicos.
Desmatamento, em especial no Cerrado
O desmatamento de matas ciliares, que acontece
em todas as bacias hidrográficas do Brasil, altera a
quantidade e a qualidade dos corpos hídricos. Essa
vegetação protege o solo, ajuda na infiltração da água
da chuva e na alimentação do lençol freático e
permite a recarga dos aquíferos.
Sua retirada aumenta o assoreamento, a perda
do solo, a erosão e a taxa de evaporação da água.
Segundo José Francisco Gonçalves Júnior, professor
do Departamento de Ecologia da Universidade de
Brasília (UnB), todos esses impactos reunidos podem
levar a uma indisponibilidade natural de recursos
hídricos.
Em outra frente, o desmatamento do Cerrado,
considerado a "caixa d'água do Brasil" por causa de
sua posição estratégica na formação de bacias
hidrográficas, vem sendo devastado pela expansão
da fronteira agrícola. "Qualquer alteração no Cerrado
pode levar a uma degradação de inúmeras bacias hidrográficas de extrema relevância para obtenção
de recursos hídricos brasileiros", afirma Gonçalves.
Para o professor, o uso do solo do bioma teve um
efeito positivo na produtividade agrícola, mas a falta
de uma regulação mais firme tem levado a uma
superexploração, com vários danos. "Perda de
território, de recarga de aquíferos, uma perda muito
grande de nascentes e uma degradaçãoediminuição
da disponibilidade de água", enumera.
(Disponível em
https://www.dw.com/pt-br/os-desafios-daconserva%C3%ATH%C3%A30-da-%C3%A1 gua-no-brasil/a-47996980)
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