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O direito à água e o dever de preservá-la
O último dia 22 marcou o Dia Mundial da Água, e a abertura da Conferência da Água, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A conferência acontece na metade da Década Internacional de Ação pela Água (2018-2028), um compromisso da ONU para mobilizar ações de sustentabilidade. A conferência terminou na última sexta (24) com a adoção de uma agenda ambiciosa com mais de 700 itens para promover a preservação.
O acesso à água potável e ao saneamento foi declarado como direitos humanos pela ONU em 2010 e 2015, respectivamente. Ainda assim, em 2020 cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo (25% da população) não tinham acesso a água e 3,6 bilhões (46% da população) não tinham acesso a saneamento adequado.
No Brasil, segundo o Ranking do Saneamento, 35 milhões de pessoas não têm acesso a água e cerca de 100 milhões não possuem acesso à coleta de esgoto. Apenas 51% do esgoto gerado é tratado e cerca de 37% da água produzida é perdida na distribuição. Cada um desses indicadores apresenta desigualdades regionais. Por exemplo, dentre as capitais, Porto Velho apresenta os piores indicadores: apenas 26% e 6% da população tem acesso a água e coleta de esgoto, respectivamente.
O consumo global de água tem crescido cerca de 1% ao ano nos últimos 40 anos e é esperado que esse crescimento se mantenha até 2050 devido ao aumento populacional, desenvolvimento econômico e padrões de consumo. Entretanto, esse crescimento enfrenta o desafio da escassez devido à poluição e ao desperdício. Além disso, eventos climáticos extremos podem causar seca em algumas áreas e alagamento em outras.
A poluição da água ocorre devido à eliminação do esgoto não tratado, de produtos químicos e resíduos industriais e domésticos, uso de fertilizantes na agricultura e uso de mercúrio no garimpo. No Brasil, o processo desordenado de urbanização, as práticas agrícolas e o garimpo ilegal na Amazônia contribuem para a poluição da água.
Além de comprometer as reservas de água potável, a poluição acarreta várias doenças, como diarreia, disenteria e cólera, dentre outras. Segundo o Atlas do Saneamento, somente essas três doenças representaram 85% das internações e 41% dos óbitos por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado entre 2008 e 2019, desproporcionalmente concentradas nas regiões Norte e Nordeste.
Quanto aos eventos climáticos extremos, o Brasil já observa intensificação de períodos de escassez e excesso sazonal de água. Neste momento, famílias em várias cidades do Acre e Maranhão estão desabrigadas por causa das chuvas, enquanto parte do Rio Grande do Sul enfrenta uma seca excepcional, a categoria mais intensa segundo o Monitor de Secas.
Aqui destaco a importância da floresta amazônica nessa discussão. O desmatamento afeta o padrão de chuvas e a emissão e armazenamento de carbono. Em 2021, o Brasil observou o maior aumento de emissões em duas décadas, principalmente devido ao desmatamento, e foi estimado que a Amazônia emitiu mais carbono do que retirou da atmosfera. Além disso, áreas desmatadas recebem menos chuva e a duração da estação seca na Amazônia já é mais longa do que a média histórica.
As consequências desse processo não se restringem à Amazônia. São globais!
A água é essencial para a vida e o desenvolvimento sustentável. Ela representa cerca de 70% do nosso planeta. Parece muito, mas apenas 3% da água do planeta é doce; cerca de dois terços está congelada ou indisponível para uso e parte está poluída.
A visão de um planeta sustentável em que habitantes vivam de forma saudável não existe sem água e sem a floresta. Se o acesso à água é um direito, a preservação é um dever de cada um de nós.
(Marcia Castro. Professora de demografia e chefe do Departamento de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública de Harvard. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcia-castro/2023/03/odireito- a-agua-e-o-dever-de-preserva-la.shtml. 26.mar.2023)
Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.
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O direito à água e o dever de preservá-la
O último dia 22 marcou o Dia Mundial da Água, e a abertura da Conferência da Água, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A conferência acontece na metade da Década Internacional de Ação pela Água (2018-2028), um compromisso da ONU para mobilizar ações de sustentabilidade. A conferência terminou na última sexta (24) com a adoção de uma agenda ambiciosa com mais de 700 itens para promover a preservação.
O acesso à água potável e ao saneamento foi declarado como direitos humanos pela ONU em 2010 e 2015, respectivamente. Ainda assim, em 2020 cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo (25% da população) não tinham acesso a água e 3,6 bilhões (46% da população) não tinham acesso a saneamento adequado.
No Brasil, segundo o Ranking do Saneamento, 35 milhões de pessoas não têm acesso a água e cerca de 100 milhões não possuem acesso à coleta de esgoto. Apenas 51% do esgoto gerado é tratado e cerca de 37% da água produzida é perdida na distribuição. Cada um desses indicadores apresenta desigualdades regionais. Por exemplo, dentre as capitais, Porto Velho apresenta os piores indicadores: apenas 26% e 6% da população tem acesso a água e coleta de esgoto, respectivamente.
O consumo global de água tem crescido cerca de 1% ao ano nos últimos 40 anos e é esperado que esse crescimento se mantenha até 2050 devido ao aumento populacional, desenvolvimento econômico e padrões de consumo. Entretanto, esse crescimento enfrenta o desafio da escassez devido à poluição e ao desperdício. Além disso, eventos climáticos extremos podem causar seca em algumas áreas e alagamento em outras.
A poluição da água ocorre devido à eliminação do esgoto não tratado, de produtos químicos e resíduos industriais e domésticos, uso de fertilizantes na agricultura e uso de mercúrio no garimpo. No Brasil, o processo desordenado de urbanização, as práticas agrícolas e o garimpo ilegal na Amazônia contribuem para a poluição da água.
Além de comprometer as reservas de água potável, a poluição acarreta várias doenças, como diarreia, disenteria e cólera, dentre outras. Segundo o Atlas do Saneamento, somente essas três doenças representaram 85% das internações e 41% dos óbitos por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado entre 2008 e 2019, desproporcionalmente concentradas nas regiões Norte e Nordeste.
Quanto aos eventos climáticos extremos, o Brasil já observa intensificação de períodos de escassez e excesso sazonal de água. Neste momento, famílias em várias cidades do Acre e Maranhão estão desabrigadas por causa das chuvas, enquanto parte do Rio Grande do Sul enfrenta uma seca excepcional, a categoria mais intensa segundo o Monitor de Secas.
Aqui destaco a importância da floresta amazônica nessa discussão. O desmatamento afeta o padrão de chuvas e a emissão e armazenamento de carbono. Em 2021, o Brasil observou o maior aumento de emissões em duas décadas, principalmente devido ao desmatamento, e foi estimado que a Amazônia emitiu mais carbono do que retirou da atmosfera. Além disso, áreas desmatadas recebem menos chuva e a duração da estação seca na Amazônia já é mais longa do que a média histórica.
As consequências desse processo não se restringem à Amazônia. São globais!
A água é essencial para a vida e o desenvolvimento sustentável. Ela representa cerca de 70% do nosso planeta. Parece muito, mas apenas 3% da água do planeta é doce; cerca de dois terços está congelada ou indisponível para uso e parte está poluída.
A visão de um planeta sustentável em que habitantes vivam de forma saudável não existe sem água e sem a floresta. Se o acesso à água é um direito, a preservação é um dever de cada um de nós.
(Marcia Castro. Professora de demografia e chefe do Departamento de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública de Harvard. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcia-castro/2023/03/odireito- a-agua-e-o-dever-de-preserva-la.shtml. 26.mar.2023)
O consumo global de água tem crescido cerca de 1% ao ano nos últimos 40 anos e é esperado que esse crescimento se mantenha até 2050 devido ao aumento populacional, desenvolvimento econômico e padrões de consumo.
A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:
I.
O período é composto por duas orações.
II.
Há um verbo e duas locuções verbais.
III.
Há uma oração coordenada.
Assinale
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O direito à água e o dever de preservá-la
O último dia 22 marcou o Dia Mundial da Água, e a abertura da Conferência da Água, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A conferência acontece na metade da Década Internacional de Ação pela Água (2018-2028), um compromisso da ONU para mobilizar ações de sustentabilidade. A conferência terminou na última sexta (24) com a adoção de uma agenda ambiciosa com mais de 700 itens para promover a preservação.
O acesso à água potável e ao saneamento foi declarado como direitos humanos pela ONU em 2010 e 2015, respectivamente. Ainda assim, em 2020 cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo (25% da população) não tinham acesso a água e 3,6 bilhões (46% da população) não tinham acesso a saneamento adequado.
No Brasil, segundo o Ranking do Saneamento, 35 milhões de pessoas não têm acesso a água e cerca de 100 milhões não possuem acesso à coleta de esgoto. Apenas 51% do esgoto gerado é tratado e cerca de 37% da água produzida é perdida na distribuição. Cada um desses indicadores apresenta desigualdades regionais. Por exemplo, dentre as capitais, Porto Velho apresenta os piores indicadores: apenas 26% e 6% da população tem acesso a água e coleta de esgoto, respectivamente.
O consumo global de água tem crescido cerca de 1% ao ano nos últimos 40 anos e é esperado que esse crescimento se mantenha até 2050 devido ao aumento populacional, desenvolvimento econômico e padrões de consumo. Entretanto, esse crescimento enfrenta o desafio da escassez devido à poluição e ao desperdício. Além disso, eventos climáticos extremos podem causar seca em algumas áreas e alagamento em outras.
A poluição da água ocorre devido à eliminação do esgoto não tratado, de produtos químicos e resíduos industriais e domésticos, uso de fertilizantes na agricultura e uso de mercúrio no garimpo. No Brasil, o processo desordenado de urbanização, as práticas agrícolas e o garimpo ilegal na Amazônia contribuem para a poluição da água.
Além de comprometer as reservas de água potável, a poluição acarreta várias doenças, como diarreia, disenteria e cólera, dentre outras. Segundo o Atlas do Saneamento, somente essas três doenças representaram 85% das internações e 41% dos óbitos por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado entre 2008 e 2019, desproporcionalmente concentradas nas regiões Norte e Nordeste.
Quanto aos eventos climáticos extremos, o Brasil já observa intensificação de períodos de escassez e excesso sazonal de água. Neste momento, famílias em várias cidades do Acre e Maranhão estão desabrigadas por causa das chuvas, enquanto parte do Rio Grande do Sul enfrenta uma seca excepcional, a categoria mais intensa segundo o Monitor de Secas.
Aqui destaco a importância da floresta amazônica nessa discussão. O desmatamento afeta o padrão de chuvas e a emissão e armazenamento de carbono. Em 2021, o Brasil observou o maior aumento de emissões em duas décadas, principalmente devido ao desmatamento, e foi estimado que a Amazônia emitiu mais carbono do que retirou da atmosfera. Além disso, áreas desmatadas recebem menos chuva e a duração da estação seca na Amazônia já é mais longa do que a média histórica.
As consequências desse processo não se restringem à Amazônia. São globais!
A água é essencial para a vida e o desenvolvimento sustentável. Ela representa cerca de 70% do nosso planeta. Parece muito, mas apenas 3% da água do planeta é doce; cerca de dois terços está congelada ou indisponível para uso e parte está poluída.
A visão de um planeta sustentável em que habitantes vivam de forma saudável não existe sem água e sem a floresta. Se o acesso à água é um direito, a preservação é um dever de cada um de nós.
(Marcia Castro. Professora de demografia e chefe do Departamento de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública de Harvard. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcia-castro/2023/03/odireito- a-agua-e-o-dever-de-preserva-la.shtml. 26.mar.2023)
O pronome ESTE, em “Neste”, desempenha função
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O direito à água e o dever de preservá-la
O último dia 22 marcou o Dia Mundial da Água, e a abertura da Conferência da Água, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A conferência acontece na metade da Década Internacional de Ação pela Água (2018-2028), um compromisso da ONU para mobilizar ações de sustentabilidade. A conferência terminou na última sexta (24) com a adoção de uma agenda ambiciosa com mais de 700 itens para promover a preservação.
O acesso à água potável e ao saneamento foi declarado como direitos humanos pela ONU em 2010 e 2015, respectivamente. Ainda assim, em 2020 cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo (25% da população) não tinham acesso a água e 3,6 bilhões (46% da população) não tinham acesso a saneamento adequado.
No Brasil, segundo o Ranking do Saneamento, 35 milhões de pessoas não têm acesso a água e cerca de 100 milhões não possuem acesso à coleta de esgoto. Apenas 51% do esgoto gerado é tratado e cerca de 37% da água produzida é perdida na distribuição. Cada um desses indicadores apresenta desigualdades regionais. Por exemplo, dentre as capitais, Porto Velho apresenta os piores indicadores: apenas 26% e 6% da população tem acesso a água e coleta de esgoto, respectivamente.
O consumo global de água tem crescido cerca de 1% ao ano nos últimos 40 anos e é esperado que esse crescimento se mantenha até 2050 devido ao aumento populacional, desenvolvimento econômico e padrões de consumo. Entretanto, esse crescimento enfrenta o desafio da escassez devido à poluição e ao desperdício. Além disso, eventos climáticos extremos podem causar seca em algumas áreas e alagamento em outras.
A poluição da água ocorre devido à eliminação do esgoto não tratado, de produtos químicos e resíduos industriais e domésticos, uso de fertilizantes na agricultura e uso de mercúrio no garimpo. No Brasil, o processo desordenado de urbanização, as práticas agrícolas e o garimpo ilegal na Amazônia contribuem para a poluição da água.
Além de comprometer as reservas de água potável, a poluição acarreta várias doenças, como diarreia, disenteria e cólera, dentre outras. Segundo o Atlas do Saneamento, somente essas três doenças representaram 85% das internações e 41% dos óbitos por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado entre 2008 e 2019, desproporcionalmente concentradas nas regiões Norte e Nordeste.
Quanto aos eventos climáticos extremos, o Brasil já observa intensificação de períodos de escassez e excesso sazonal de água. Neste momento, famílias em várias cidades do Acre e Maranhão estão desabrigadas por causa das chuvas, enquanto parte do Rio Grande do Sul enfrenta uma seca excepcional, a categoria mais intensa segundo o Monitor de Secas.
Aqui destaco a importância da floresta amazônica nessa discussão. O desmatamento afeta o padrão de chuvas e a emissão e armazenamento de carbono. Em 2021, o Brasil observou o maior aumento de emissões em duas décadas, principalmente devido ao desmatamento, e foi estimado que a Amazônia emitiu mais carbono do que retirou da atmosfera. Além disso, áreas desmatadas recebem menos chuva e a duração da estação seca na Amazônia já é mais longa do que a média histórica.
As consequências desse processo não se restringem à Amazônia. São globais!
A água é essencial para a vida e o desenvolvimento sustentável. Ela representa cerca de 70% do nosso planeta. Parece muito, mas apenas 3% da água do planeta é doce; cerca de dois terços está congelada ou indisponível para uso e parte está poluída.
A visão de um planeta sustentável em que habitantes vivam de forma saudável não existe sem água e sem a floresta. Se o acesso à água é um direito, a preservação é um dever de cada um de nós.
(Marcia Castro. Professora de demografia e chefe do Departamento de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública de Harvard. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcia-castro/2023/03/odireito- a-agua-e-o-dever-de-preserva-la.shtml. 26.mar.2023)
Em relação à leitura do texto e as possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I.
Ainda é grande o adoecimento da população brasileira, no geral, por conta de falta de fornecimento de água potável e, principalmente, de incipiência na coleta de esgoto.
II.
O texto dimensiona direitos e deveres e responsabiliza a todos pelos problemas ambientais que não permitem haver maior percentual de água potável disponível.
III.
A poluição das águas no Brasil levou à ocorrência de fenômenos climáticos extremos, o que precisa ser resolvido com a preservação das águas no Amazônia.
Assinale
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Se for para ter horário de verão, que seja permanente
O equinócio de outono passou, segunda-feira (20), e ninguém percebeu. Se o Brasil ainda tivesse horário de verão, hoje seria dia de atrasar os relógios uma hora, voltando ao que seis décadas atrás o padre de Ubatuba – que mantinha inalterados os ponteiros na torre da igreja – chamava de "hora de Deus".
A efeméride astronômica marca a data em que dia e noite têm durações iguais, com o sol incidindo diretamente sobre o equador. No solstício de verão no hemisfério sul (22 de dezembro em 2023), a luz solar baterá perpendicularmente sobre o trópico de Capricórnio, e teremos o dia mais longo do ano.
A efeméride astronômica marca a data em que dia e noite têm durações iguais, com o sol incidindo diretamente sobre o equador. No solstício de verão no hemisfério sul (22 de dezembro em 2023), a luz solar baterá perpendicularmente sobre o trópico de Capricórnio, e teremos o dia mais longo do ano.
Até que Bolsonaro detonasse o horário de verão, em outubro todos adiantavam os relógios em uma hora. A maioria comemorava a chance de deixar o trabalho ainda de dia, poder jogar bola, ir à praia ou deitar conversa fora no bar por mais tempo.
Uma minoria, porém, não via e não vê sentido em interferir tanto nos processos biológicos regulados pela luz (ritmos circadianos). Afeta o sono de modo brusco, com consequências mensuráveis na saúde e no desempenho de tarefas cotidianas, como dirigir um automóvel.
Há estatísticas mostrando aumento de acidentes de trânsito nos dias após o vaivém de ponteiros. Avolumam-se infartos, acidentes vasculares cerebrais e casos de depressão sazonal – para nada dizer do mau humor de quem foi obrigado a dormir e acordar na hora que os outros decidiram, ainda que democraticamente.
Ocorre que não há só estatísticas epidemiológicas, mas também as saídas de pesquisas de opinião pública. E estas indicam que há maioria a favor do horário de verão.
Com isso em vista, alguns legisladores fora do Brasil propõem que ele se torne permanente. Adiantar os relógios uma hora e nunca mais voltar atrás. Adotada a medida por aqui, durante o inverno sudestino as crianças iriam para escola no escuro, tresnoitadas.
Dá até medo de que algum parlamentar brasileiro siga o exemplo de Marc Rubio nos EUA. O senador trompista do "sunshine state" (Flórida) conseguiu apoio unânime de colegas para aprovar, em 2022, a adoção definitiva do "daylight savings time", alusão à diminuta economia de eletricidade que serve de pretexto para o atentado contra biorritmos.
A Academia Americana de Medicina do Sono esbravejou, deplorando a legislação que acabou fora da pauta da Câmara no ano passado. Embora aplaudindo o fim da dança dos ponteiros, os especialistas defendem que permanente se torne o horário padrão, em sua avaliação mais adequado ao ciclo circadiano na espécie humana.
Rubio voltou à carga reativando sua proposta no Senado. Há legislação similar tramitando na Câmara e, uma vez aprovada também pelos deputados, irá para sanção de Joe Biden. O presidente terá então de decidir se fica a favor ou contra os 53% de americanos que preferem o horário de verão permanente.
Pesquisa Datafolha de 2021 constatou que um número parecido de brasileiros, 55%, prefere seu retorno. É de supor que sejam também favoráveis a torná-lo definitivo, pois adiantar e atrasar relógios todo ano não agrada a ninguém.
Eis aí um caso clássico de divergência entre a racionalidade de base científica e a preferência do público. As pessoas dão mais peso para vantagens perceptíveis pela maioria, em prejuízo de danos mensuráveis, ainda que marginais, à vida e à saúde.
Dos males o menor: se for para ter horário de verão, que ao menos fiquemos livres de mudar o relógio duas vezes por ano. E que se aproveite para alterar também os horários de entrada na escola, essa insanidade madrugadora que tanto prejudica o aprendizado das crianças e adolescentes.
(Marcelo Leite. Jornalista de ciência e ambiente, autor de “Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira”. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2023/03/se-for-parater- horario-de-verao-que-seja-permanente.shtml.)
Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.
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Se for para ter horário de verão, que seja permanente
O equinócio de outono passou, segunda-feira (20), e ninguém percebeu. Se o Brasil ainda tivesse horário de verão, hoje seria dia de atrasar os relógios uma hora, voltando ao que seis décadas atrás o padre de Ubatuba – que mantinha inalterados os ponteiros na torre da igreja – chamava de "hora de Deus".
A efeméride astronômica marca a data em que dia e noite têm durações iguais, com o sol incidindo diretamente sobre o equador. No solstício de verão no hemisfério sul (22 de dezembro em 2023), a luz solar baterá perpendicularmente sobre o trópico de Capricórnio, e teremos o dia mais longo do ano.
A efeméride astronômica marca a data em que dia e noite têm durações iguais, com o sol incidindo diretamente sobre o equador. No solstício de verão no hemisfério sul (22 de dezembro em 2023), a luz solar baterá perpendicularmente sobre o trópico de Capricórnio, e teremos o dia mais longo do ano.
Até que Bolsonaro detonasse o horário de verão, em outubro todos adiantavam os relógios em uma hora. A maioria comemorava a chance de deixar o trabalho ainda de dia, poder jogar bola, ir à praia ou deitar conversa fora no bar por mais tempo.
Uma minoria, porém, não via e não vê sentido em interferir tanto nos processos biológicos regulados pela luz (ritmos circadianos). Afeta o sono de modo brusco, com consequências mensuráveis na saúde e no desempenho de tarefas cotidianas, como dirigir um automóvel.
Há estatísticas mostrando aumento de acidentes de trânsito nos dias após o vaivém de ponteiros. Avolumam-se infartos, acidentes vasculares cerebrais e casos de depressão sazonal – para nada dizer do mau humor de quem foi obrigado a dormir e acordar na hora que os outros decidiram, ainda que democraticamente.
Ocorre que não há só estatísticas epidemiológicas, mas também as saídas de pesquisas de opinião pública. E estas indicam que há maioria a favor do horário de verão.
Com isso em vista, alguns legisladores fora do Brasil propõem que ele se torne permanente. Adiantar os relógios uma hora e nunca mais voltar atrás. Adotada a medida por aqui, durante o inverno sudestino as crianças iriam para escola no escuro, tresnoitadas.
Dá até medo de que algum parlamentar brasileiro siga o exemplo de Marc Rubio nos EUA. O senador trompista do "sunshine state" (Flórida) conseguiu apoio unânime de colegas para aprovar, em 2022, a adoção definitiva do "daylight savings time", alusão à diminuta economia de eletricidade que serve de pretexto para o atentado contra biorritmos.
A Academia Americana de Medicina do Sono esbravejou, deplorando a legislação que acabou fora da pauta da Câmara no ano passado. Embora aplaudindo o fim da dança dos ponteiros, os especialistas defendem que permanente se torne o horário padrão, em sua avaliação mais adequado ao ciclo circadiano na espécie humana.
Rubio voltou à carga reativando sua proposta no Senado. Há legislação similar tramitando na Câmara e, uma vez aprovada também pelos deputados, irá para sanção de Joe Biden. O presidente terá então de decidir se fica a favor ou contra os 53% de americanos que preferem o horário de verão permanente.
Pesquisa Datafolha de 2021 constatou que um número parecido de brasileiros, 55%, prefere seu retorno. É de supor que sejam também favoráveis a torná-lo definitivo, pois adiantar e atrasar relógios todo ano não agrada a ninguém.
Eis aí um caso clássico de divergência entre a racionalidade de base científica e a preferência do público. As pessoas dão mais peso para vantagens perceptíveis pela maioria, em prejuízo de danos mensuráveis, ainda que marginais, à vida e à saúde.
Dos males o menor: se for para ter horário de verão, que ao menos fiquemos livres de mudar o relógio duas vezes por ano. E que se aproveite para alterar também os horários de entrada na escola, essa insanidade madrugadora que tanto prejudica o aprendizado das crianças e adolescentes.
(Marcelo Leite. Jornalista de ciência e ambiente, autor de “Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira”. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2023/03/se-for-parater- horario-de-verao-que-seja-permanente.shtml.)
Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, não exerça papel adverbial.
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Se for para ter horário de verão, que seja permanente
O equinócio de outono passou, segunda-feira (20), e ninguém percebeu. Se o Brasil ainda tivesse horário de verão, hoje seria dia de atrasar os relógios uma hora, voltando ao que seis décadas atrás o padre de Ubatuba – que mantinha inalterados os ponteiros na torre da igreja – chamava de "hora de Deus".
A efeméride astronômica marca a data em que dia e noite têm durações iguais, com o sol incidindo diretamente sobre o equador. No solstício de verão no hemisfério sul (22 de dezembro em 2023), a luz solar baterá perpendicularmente sobre o trópico de Capricórnio, e teremos o dia mais longo do ano.
A efeméride astronômica marca a data em que dia e noite têm durações iguais, com o sol incidindo diretamente sobre o equador. No solstício de verão no hemisfério sul (22 de dezembro em 2023), a luz solar baterá perpendicularmente sobre o trópico de Capricórnio, e teremos o dia mais longo do ano.
Até que Bolsonaro detonasse o horário de verão, em outubro todos adiantavam os relógios em uma hora. A maioria comemorava a chance de deixar o trabalho ainda de dia, poder jogar bola, ir à praia ou deitar conversa fora no bar por mais tempo.
Uma minoria, porém, não via e não vê sentido em interferir tanto nos processos biológicos regulados pela luz (ritmos circadianos). Afeta o sono de modo brusco, com consequências mensuráveis na saúde e no desempenho de tarefas cotidianas, como dirigir um automóvel.
Há estatísticas mostrando aumento de acidentes de trânsito nos dias após o vaivém de ponteiros. Avolumam-se infartos, acidentes vasculares cerebrais e casos de depressão sazonal – para nada dizer do mau humor de quem foi obrigado a dormir e acordar na hora que os outros decidiram, ainda que democraticamente.
Ocorre que não há só estatísticas epidemiológicas, mas também as saídas de pesquisas de opinião pública. E estas indicam que há maioria a favor do horário de verão.
Com isso em vista, alguns legisladores fora do Brasil propõem que ele se torne permanente. Adiantar os relógios uma hora e nunca mais voltar atrás. Adotada a medida por aqui, durante o inverno sudestino as crianças iriam para escola no escuro, tresnoitadas.
Dá até medo de que algum parlamentar brasileiro siga o exemplo de Marc Rubio nos EUA. O senador trompista do "sunshine state" (Flórida) conseguiu apoio unânime de colegas para aprovar, em 2022, a adoção definitiva do "daylight savings time", alusão à diminuta economia de eletricidade que serve de pretexto para o atentado contra biorritmos.
A Academia Americana de Medicina do Sono esbravejou, deplorando a legislação que acabou fora da pauta da Câmara no ano passado. Embora aplaudindo o fim da dança dos ponteiros, os especialistas defendem que permanente se torne o horário padrão, em sua avaliação mais adequado ao ciclo circadiano na espécie humana.
Rubio voltou à carga reativando sua proposta no Senado. Há legislação similar tramitando na Câmara e, uma vez aprovada também pelos deputados, irá para sanção de Joe Biden. O presidente terá então de decidir se fica a favor ou contra os 53% de americanos que preferem o horário de verão permanente.
Pesquisa Datafolha de 2021 constatou que um número parecido de brasileiros, 55%, prefere seu retorno. É de supor que sejam também favoráveis a torná-lo definitivo, pois adiantar e atrasar relógios todo ano não agrada a ninguém.
Eis aí um caso clássico de divergência entre a racionalidade de base científica e a preferência do público. As pessoas dão mais peso para vantagens perceptíveis pela maioria, em prejuízo de danos mensuráveis, ainda que marginais, à vida e à saúde.
Dos males o menor: se for para ter horário de verão, que ao menos fiquemos livres de mudar o relógio duas vezes por ano. E que se aproveite para alterar também os horários de entrada na escola, essa insanidade madrugadora que tanto prejudica o aprendizado das crianças e adolescentes.
(Marcelo Leite. Jornalista de ciência e ambiente, autor de “Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira”. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2023/03/se-for-parater- horario-de-verao-que-seja-permanente.shtml.)
O pronome “essa” tem natureza
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Se for para ter horário de verão, que seja permanente
O equinócio de outono passou, segunda-feira (20), e ninguém percebeu. Se o Brasil ainda tivesse horário de verão, hoje seria dia de atrasar os relógios uma hora, voltando ao que seis décadas atrás o padre de Ubatuba – que mantinha inalterados os ponteiros na torre da igreja – chamava de "hora de Deus".
A efeméride astronômica marca a data em que dia e noite têm durações iguais, com o sol incidindo diretamente sobre o equador. No solstício de verão no hemisfério sul (22 de dezembro em 2023), a luz solar baterá perpendicularmente sobre o trópico de Capricórnio, e teremos o dia mais longo do ano.
A efeméride astronômica marca a data em que dia e noite têm durações iguais, com o sol incidindo diretamente sobre o equador. No solstício de verão no hemisfério sul (22 de dezembro em 2023), a luz solar baterá perpendicularmente sobre o trópico de Capricórnio, e teremos o dia mais longo do ano.
Até que Bolsonaro detonasse o horário de verão, em outubro todos adiantavam os relógios em uma hora. A maioria comemorava a chance de deixar o trabalho ainda de dia, poder jogar bola, ir à praia ou deitar conversa fora no bar por mais tempo.
Uma minoria, porém, não via e não vê sentido em interferir tanto nos processos biológicos regulados pela luz (ritmos circadianos). Afeta o sono de modo brusco, com consequências mensuráveis na saúde e no desempenho de tarefas cotidianas, como dirigir um automóvel.
Há estatísticas mostrando aumento de acidentes de trânsito nos dias após o vaivém de ponteiros. Avolumam-se infartos, acidentes vasculares cerebrais e casos de depressão sazonal – para nada dizer do mau humor de quem foi obrigado a dormir e acordar na hora que os outros decidiram, ainda que democraticamente.
Ocorre que não há só estatísticas epidemiológicas, mas também as saídas de pesquisas de opinião pública. E estas indicam que há maioria a favor do horário de verão.
Com isso em vista, alguns legisladores fora do Brasil propõem que ele se torne permanente. Adiantar os relógios uma hora e nunca mais voltar atrás. Adotada a medida por aqui, durante o inverno sudestino as crianças iriam para escola no escuro, tresnoitadas.
Dá até medo de que algum parlamentar brasileiro siga o exemplo de Marc Rubio nos EUA. O senador trompista do "sunshine state" (Flórida) conseguiu apoio unânime de colegas para aprovar, em 2022, a adoção definitiva do "daylight savings time", alusão à diminuta economia de eletricidade que serve de pretexto para o atentado contra biorritmos.
A Academia Americana de Medicina do Sono esbravejou, deplorando a legislação que acabou fora da pauta da Câmara no ano passado. Embora aplaudindo o fim da dança dos ponteiros, os especialistas defendem que permanente se torne o horário padrão, em sua avaliação mais adequado ao ciclo circadiano na espécie humana.
Rubio voltou à carga reativando sua proposta no Senado. Há legislação similar tramitando na Câmara e, uma vez aprovada também pelos deputados, irá para sanção de Joe Biden. O presidente terá então de decidir se fica a favor ou contra os 53% de americanos que preferem o horário de verão permanente.
Pesquisa Datafolha de 2021 constatou que um número parecido de brasileiros, 55%, prefere seu retorno. É de supor que sejam também favoráveis a torná-lo definitivo, pois adiantar e atrasar relógios todo ano não agrada a ninguém.
Eis aí um caso clássico de divergência entre a racionalidade de base científica e a preferência do público. As pessoas dão mais peso para vantagens perceptíveis pela maioria, em prejuízo de danos mensuráveis, ainda que marginais, à vida e à saúde.
Dos males o menor: se for para ter horário de verão, que ao menos fiquemos livres de mudar o relógio duas vezes por ano. E que se aproveite para alterar também os horários de entrada na escola, essa insanidade madrugadora que tanto prejudica o aprendizado das crianças e adolescentes.
(Marcelo Leite. Jornalista de ciência e ambiente, autor de “Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira”. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2023/03/se-for-parater- horario-de-verao-que-seja-permanente.shtml.)
Em relação à leitura e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I.
Um dos argumentos para rejeitar o horário de verão é a submissão do organismo a variações do horário biológico.
II.
A defesa de um horário alterado pelo senador americano vai ao encontro da população da Flórida, que poderá desfrutar mais tempo do sol no fim da tarde.
III.
Um dos riscos de se ter um horário constantemente modificado no Brasil são os efeitos que o desrespeito ao ciclo circadiano pode provocar.
Assinale
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Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.
O direito à água e o dever de preservá-la
(
Marcia Castro
. Professora de demografia e chefe do Departamento
de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública de Harvard.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcia-castro/2023/03/odireito-a-agua-e-o-dever-de-preserva-la.shtml. 26.mar.2023)
Os termos sublinhados no período acima desempenham função sintática, respectivamente, de
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Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.
O direito à água e o dever de preservá-la
(
Marcia Castro
. Professora de demografia e chefe do Departamento
de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública de Harvard.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcia-castro/2023/03/odireito-a-agua-e-o-dever-de-preserva-la.shtml. 26.mar.2023)
O segmento sublinhado no período acima, em relação ao que é dito antes, apresenta papel de
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