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AS ARAPUCAS DA GRAFIA
A revista de circulação nacional manteve na Europa por anos um correspondente que escrevia magnificamente bem. Dados precisos, texto encadeado, elegante. Perfeito, não fosse o fato de suas reportagens chegarem temperadas por palavras como "gazolina"; "acessor" (por "assessor"); "excessão" (exceção); "obcessão" (obsessão), etc. Fora as gozações, que já tinha grafado "gosações", não havia o que fazer, pois as qualidades de repórter e redator suplantavam de longe os escorregões. Sofria de deficiência muito específica, que não o tornava menos respeitado pelos colegas.
Isso ocorreu antes do advento dos computadores com corretores de grafia. Os erros da grafia nos textos do correspondente servem para provar que esse é o aspecto menos importante da redação, embora desvios ortográficos causem estranheza e em geral estejam ligados à falta de escolaridade e leitura. Pois não há dúvida - dizem os sábios - de que é com leitura que se gravam na mente as estruturas da língua e, claro, o vocabulário e a grafia. É preciso ler, portanto. E escrever.
Sempre. Quem não puder enfrentar o texto de autores considerados bons, os clássicos ou nem tanto, que leia os ruins [...].
Tudo serve para melhorar o vocabulário e fixar os blocos estruturais da língua. Haverá quem veja tais conselhos com reserva, mas é melhor ler textos medíocres do que não ler nenhum. A percepção visual de uma palavra costuma ser produtiva. E talvez o começo pela leitura mais fácil e ruim seja um estímulo para chegar à boa. É uma esperança.
Esperanças à parte, a maioria das pessoas que comete espalhafatosos erros de grafia quase certamente tem pouca familiaridade com leitura e língua escrita. Como demonstram levantamentos feitos por escolas e empresas. Algumas, aliás, estão adotando o ditado para selecionar (ou eliminar) candidatos a emprego. Como se fazia no 1o grau da escola antiga. De todo modo, melhor que o ditado não seja o filtro final de escolha, porque muita gente capaz de escrever bem, como nosso correspondente, pode claudicar na grafia. Verdade que ele era um caso raro, mas pode haver surpresas.
Por Josué Machado. Adaptado de:
http://revistalingua.uol.com.br/textos/112/as-arapucas-da-grafia- 338198-1.asp Acesso em: 29 mar 2015.
O primeiro parágrafo põe em contraste duas características do escritor ao qual o texto se refere. Assinale a alternativa que contenha corretamente essas características, na mesma ordem em que são evidenciadas no texto.
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È exemplo de conduta inadequada no ambiente organizacional:
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Assinale a única alternativa em que o pronome, na forma proclítica, também poderia estar em ênclise, sem que com isso se transgredissem os princípios da norma padrão:
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Considerando as assertivas, assinale a sequência correta:
I. A importância da aplicação da teoria geral dos sistemas, se traduz na necessidade de avaliarmos uma organização como um todo e não somente em Departamentos ou setores.
II. Teoria dos sistemas começou a ser aplicada na administração principalmente em função da necessidade de uma síntese e uma maior integração das teorias anteriores (Científicas e Relações Humanas, Estruturalista e Comportamental oriundas das Ciências Sociais) e da intensificação do uso da cibernética e da tecnologia da informação nas empresas.
III. Em relação aos tipos de sistemas, temos a classificação quanto a sua natureza, e considera-se um sistema fechado quando este apresenta relações de intercâmbio com o ambiente, por meio de entradas e saídas.
IV. Segundo a teoria dos sistemas uma das características de uma empresa é a morfogênese capacidade de se modificar, de determinar o crescimento e as formas da organização, de se corrigir e de obter novos e melhores resultados.
Sobre as assertivas é correto afirmar:
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A IMPORTÂNCIA DO CACOETE NA EVOLUÇÃO
LINGUÍSTICA
LINGUÍSTICA
A maior parte das inovações linguísticas surge da fala informal e não da fala ou da escrita formais. Exceto por neologismos técnicos, que em geral nascem em textos acadêmicos impressos, é sempre a fala popular que institui novas pronúncias (e, no limite, conduz à mutação fonética), novas construções sintáticas (por exemplo, a tendência à próclise é uma criação da fala brasileira) e novas palavras.
Por isso mesmo, é nos períodos costumeiramente chamados "de barbárie", em que não há ensino formal da língua, e quase todos os falantes são ágrafos, que as mudanças linguísticas ocorrem mais depressa. Não foi por outra razão que a língua da Lusitânia passou, durante a Alta Idade Média (séculos 5 a 11 d.C.), isto é, em apenas seis séculos, do latim vulgar ao ibero-romance e deste ao galego-português, ou português arcaico. Em compensação, a partir do estabelecimento do Estado português e da institucionalização da educação, sobretudo a partir do século 16, a língua mudou relativamente pouco. Isso significa que o português de Camões está mais próximo do atual que daquele das cantigas trovadorescas.
Um dos muitos fatores que contribuem para a mudança linguística é, por incrível que pareça, o cacoete.Na fala cotidiana, em que temos de pensar e falar ao mesmo tempo, tendemos a truncar palavras e frases, a repetir elementos, seja por redundância (a fala é, por natureza, muito mais redundante que a escrita, já que o ruído na comunicação também é muito maior) ou por insegurança, e a gaguejar bastante. Também são comuns as "muletas do discurso", certas expressões-chavão que utilizamos a todo momento (como "sei lá", "tipo assim", etc.) para preencher o vazio comunicativo enquanto pensamos ou para nos aliviar do peso de termos de ser criativos o tempo todo.
Muitas características definidoras de certos idiomas, como a negação dupla em francês (jene sais pas), resultam de cacoetes que, de tão disseminados na fala popular, acabaram sendo integrados à norma e hoje fazem parte da gramática da língua. [...].
O que são esses anacolutos que transformam uma oração do tipo sujeito- predicado em uma do tipo tópico comentário senão cacoetes de fala que se espalham por contágio? Basta assistir no YouTube a entrevistas de 30 ou 40 anos atrás e compará-las com a fala atual das pessoas na TV para observar como a frequência desse tipo de construção aumentou nos últimos anos, mesmo entre pessoas escolarizadas, como repórteres, atores e cantores de MPB.
Redundâncias como as do espanhol (Le di una manzana a la maestra, "Dei uma maçã à professora"), do italiano (Questa mela la mangio io, "Esta maçã quem vai comer sou eu") ou do inglês (At what time do you do your homework?, "A que horas você faz a lição de casa?") nada mais são do que a cristalização e subsequente oficialização de antigos cacoetes que, por terem sido introduzidos, ou pelo menos disseminados, por falantes de uma certa influência social, contaminaram a maioria dos falantes há séculos e, de tão arraigados na fala coloquial, ascenderam à categoria de leis gramaticais, tornando-se, portanto, de uso obrigatório.
Por Aldo Bizzochi. Adaptado de
http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-abizzocchi/a-importancia-docacoete- na-evolucao-linguistica-337681-1.asp Acesso em 30 mar 2015.
De acordo com a tese do autor, pode-se afirmar que a maior parte das mudanças linguísticas obedecem a um processo evolutivo. Esse processo, de acordo com o texto, está correto em qual das alternativas? Assinale-a:
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Complete com V ou F, indicando se as sentenças são verdadeiras ou falsas, e assinale a sequência correta:
( ) Para obter segurança razoável, o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável e, com isso, possibilitar a ele obter conclusões razoáveis e nelas basear a sua opinião.
( ) O auditor deve cumprir as exigências éticas relevantes, inclusive as pertinentes à independência, no que se refere aos trabalhos de auditoria de demonstrações contábeis.
( ) Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante.
( ) O objetivo do auditor é planejar a auditoria de forma a realizá-la de maneira eficaz.
Assinale a alternativa que representa a sequência correta.
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Segundo Fiuza (1980), o catálogo de biblioteca exerce diversas funções. Uma delas é a de identificar documentos por suas características físicas e editoriais, por sua autoria ou por seu assunto. Esta função é:
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É a pessoa, coisa ou processo que emite mensagem para alguém:
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CONTROLE REMOTO CONTRA O RUÍDO
E se você pudesse baixar o volume do barulho que entra pela sua janela? Ou se pudesse cancelar todos os sons ao redor da sua casa? E se fosse possível trocar o ruído da cidade pelo canto dos pássaros? Parece bom demais pra ser verdade, mas já é verdade.
Esta é a proposta do Sono, um aparelhinho que, ao ser grudado no vidro, faz tudo isso: detecta o tipo de ruído lá fora e emite ondas sonoras contrárias para cancelá-lo. Criado pelo designer austríaco Rudolf Stefanich, o dispositivo ficou entre os top 20 da edição 2013 do prêmio anual James Dyson, que confere grandes somas em dinheiro para as melhores invenções do mundo, de forma que viabilize a chegada desses produtos ao mercado.
Adaptado de: http://revistaplaneta.terra.com.br/noticia/meioambiente/ controle-remoto-contra-o-ruido Acesso em 28mar2015.
Releia: “Esta é a proposta do Sono, um aparelhinho que, ao ser grudado no vidro, faz tudo isso: detecta o tipo de ruído lá fora e emite ondas sonoras contrárias para cancelá-lo”. A partícula “lo”, destacada nesse trecho, está substituindo qual termo? Assinale-o:
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Para os fins da Lei nº 8.666 de 1993, considera-se alienação:
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