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Foram encontradas 300 questões.

221369 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
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Leia o texto para responder à questão.

A mulher então experimentou o camelo. O camelo em trapos, corcunda, mastigando a si próprio, entregue ao processo de conhecer a comida. Ela se sentiu fraca e cansada, há dois dias mal comia. Os grandes cílios empoeirados do camelo sobre os olhos que se tinham dedicado à paciência de um artesanato interno. (...) Aproximou-se das barras do cercado, aspirou o pó daquele tapete velho onde sangue cinzento circulava, procurou a tepidez impura, o prazer percorreu suas costas até o mal-estar, mas não ainda o mal-estar que ela viera buscar. (Clarice Lispector, Laços de família)
A expressão extraída do fragmento de Clarice Lispector que está sendo empregada em sentido figurado é
 

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221368 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
Quanto veneno tem nossa comida?

Desde que os pesticidas sintéticos começaram a ser produzidos em larga escala, na década de 1940, há dúvidas sobre o perigo para a saúde humana. No campo, em contato direto com agrotóxicos, alguns trabalhadores rurais apresentaram intoxicações sérias. Para avaliar o risco de gente que apenas consome os alimentos, cientistas costumam fazer testes com ratos e cães, alimentados com doses altas desses venenos. A partir do resultado desses testes e da análise de alimentos in natura(para determinar o grau de resíduos do pesticida na comida), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece os valores máximos de uso dos agrotóxicos para cada cultura. Esses valores têm sido desrespeitados, segundo as amostras da Anvisa. Alguns alimentos têm excesso de resíduos, outros têm resíduos de agrotóxicos que nem deveriam estar lá. Esses excessos, isoladamente, não são tão prejudiciais, porque em geral não ultrapassam os limites que o corpo humano aguenta. O maior problema é que eles se somam – ninguém come apenas um tipo de alimento.

(Francine Lima, Revista Época, 09.08.2010)

Segundo a Anvisa,
 

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221367 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
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Medo da velhice
medida que fico maduro, tomo consciência de que a cidade é feita para quem está no auge da saúde, com força total. São frequentes as reportagens sobre os ônibus e peruas que não param para idosos. Muitos motoristas fogem diante dos cabelos brancos.
Se entro numa loja e vejo uma senhora idosa examinando um artigo em promoção, geralmente a vendedora está com ar impaciente. Prefere atender gente com vontade de comprar mais depressa.
Nas famílias, as pessoas estão o tempo todo ocupadas. São poucas as que têm disposição para passar uma tarde ou uma noite conversando, preparando um jantarzinho melhor, trocando afeto. O idoso é obrigado a entender que a vida do neto corre depressa, e que ele não tem paciência com o ritmo mais lento do avô, para as recordações e modo de ver o mundo.
Penso que nossos ancestrais sabiam lidar melhor com a velhice. Viviam em cidades menores, os vizinhos se conheciam, e um ajudava o outro. Na cidade grande, é sempre uma correria onde frequentemente se esquecem os valores humanos. É duro olhar para esse mundo e se perguntar:
– O que será de mim, quando for velho?
Talvez, se todos se fizessem a mesma pergunta, tudo poderia melhorar a partir de agora.
(Walcyr Carrasco. Pequenos delitos e outras crônicas. Adaptado)
De acordo com o texto, à medida que amadurece, o autor descobre que a cidade privilegia
 

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221366 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
Os eletrônicos “verdes"

Vai bem a convivência entre a indústria de eletrônica e aquilo que é politicamente correto na área ambiental. É seguindo essa trilha “verde" que a Motorola anunciou o primeiro celular do mundo feito de garrafas plásticas recicladas. Ele se chama W233 Eco e é também o primeiro telefone com certificado CarbonFree, que prevê a compensação do carbono emitido na fabricação e distribuição de um produto. Se um celular pode ser feito de garrafas, por que não se produz um laptop a partir do bambu? Essa ideia ganhou corpo com a fabricante taiwanesa Asus: trata- se do Eco Book que exibe revestimento de tiras dessa planta. Computadores “limpos" fazem uma importante diferença no efeito estufa e para se ter uma noção do impacto de sua produção e utilização basta olhar o resultado de uma pesquisa da empresa americana de consultoria Gartner Group. Ela revela que a área de TI (tecnologia da informação) já é responsável por 2% de todas as emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

Além da pesquisa da Gartner, há um estudo realizado nos EUA pela Comunidade do Vale do Silício. Ele aponta que a inovação “verde" permitirá adotar mais máquinas com o mesmo consumo de energia elétrica e reduzir os custos de orçamento. Russel Hancock, executivo-chefe da Fundação da Comunidade do Vale do Silício, acredita que as tecnologias “verdes" também conquistarão espaço pelo fato de que, atualmente, conta pontos junto ao consumidor ter-se uma imagem de empresa sustentável.

O estudo da Comunidade chegou às mãos do presidente da Apple, Steve Jobs, e o fez render-se às propostas do “ecologicamente correto" - ele era duramente criticado porque dava aval à utilização de mercúrio, altamente prejudicial ao meio ambiente, na produção de seus iPods e laptops. Preocupado em não perder espaço, Jobs lançou a nova linha do Macbook Pro com estrutura de vidro e alumínio, tudo reciclável. E a RITI Coffee Printer chegou à sofisticação de criar uma impressora que, em vez de tinta, se vale de borra de café ou de chá no processo de impressão. Basta que se coloque a folha de papel no local indicado e se despeje a borra de café no cartucho - o equipamento não é ligado em tomada e sua energia provém de ação mecânica transformada em energia elétrica a partir de um gerador. Se pensarmos em quantos cafezinhos são tomados diariamente em grandes empresas, dá para satisfazer perfeitamente a demanda da impressora.

(Luciana Sgarbi, Revista Época, 22.09.2009. Adaptado)
Em – ele era duramente criticado porque dava aval à utilização de mercúrio, altamente prejudicial ao meio ambiente, … – a expressão em destaque pode ter como sinônimo:
 

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221365 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
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Passeata marca o dia mundial de conscientização da violência contra a pessoa idosa.

enunciado 221365-1

A frase acima da figura expressa a ideia de
 

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221364 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
Os eletrônicos “verdes"

Vai bem a convivência entre a indústria de eletrônica e aquilo que é politicamente correto na área ambiental. É seguindo essa trilha “verde" que a Motorola anunciou o primeiro celular do mundo feito de garrafas plásticas recicladas. Ele se chama W233 Eco e é também o primeiro telefone com certificado CarbonFree, que prevê a compensação do carbono emitido na fabricação e distribuição de um produto. Se um celular pode ser feito de garrafas, por que não se produz um laptop a partir do bambu? Essa ideia ganhou corpo com a fabricante taiwanesa Asus: trata- se do Eco Book que exibe revestimento de tiras dessa planta. Computadores “limpos" fazem uma importante diferença no efeito estufa e para se ter uma noção do impacto de sua produção e utilização basta olhar o resultado de uma pesquisa da empresa americana de consultoria Gartner Group. Ela revela que a área de TI (tecnologia da informação) já é responsável por 2% de todas as emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

Além da pesquisa da Gartner, há um estudo realizado nos EUA pela Comunidade do Vale do Silício. Ele aponta que a inovação “verde" permitirá adotar mais máquinas com o mesmo consumo de energia elétrica e reduzir os custos de orçamento. Russel Hancock, executivo-chefe da Fundação da Comunidade do Vale do Silício, acredita que as tecnologias “verdes" também conquistarão espaço pelo fato de que, atualmente, conta pontos junto ao consumidor ter-se uma imagem de empresa sustentável.

O estudo da Comunidade chegou às mãos do presidente da Apple, Steve Jobs, e o fez render-se às propostas do “ecologicamente correto" - ele era duramente criticado porque dava aval à utilização de mercúrio, altamente prejudicial ao meio ambiente, na produção de seus iPods e laptops. Preocupado em não perder espaço, Jobs lançou a nova linha do Macbook Pro com estrutura de vidro e alumínio, tudo reciclável. E a RITI Coffee Printer chegou à sofisticação de criar uma impressora que, em vez de tinta, se vale de borra de café ou de chá no processo de impressão. Basta que se coloque a folha de papel no local indicado e se despeje a borra de café no cartucho - o equipamento não é ligado em tomada e sua energia provém de ação mecânica transformada em energia elétrica a partir de um gerador. Se pensarmos em quantos cafezinhos são tomados diariamente em grandes empresas, dá para satisfazer perfeitamente a demanda da impressora.

(Luciana Sgarbi, Revista Época, 22.09.2009. Adaptado)
Em – Essa ideia ganhou corpo com a fabricante taiwanesa Asus: trata-se do Eco Book que exibe revestimento de tiras dessa planta. – o uso dos dois pontos introduz
 

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221363 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
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Leia a tirinha e o texto para responder à questão.

enunciado 221363-1

Atiçador de incêndios, voz dos moinhos, remo de veleiros algumas vezes quebrado pelas calmarias, caminho sem princípio nem margem de todos os bichos voantes – morcegos, mariposas, aves de pequena ou grande envergadura. (...) Zagal de mastodontes, de dinossauros, de renas gigantescas, guiados em bandos sobre pastagens azuis e cujos ossos, cujo couro e chifres se convertem em chuva, em arco-íris. (...) Nosso pai gostava de animais. Ensinou um galo-de-campina a montar no dorso de uma cabra chamada Gedáblia, esporeando-a com silvos breves.

(Osman Lins, Nove, novena)

Tendo em vista a flexão nominal de número, assinale a alternativa em que a palavra destacada do texto tem a mesma forma, no singular e no plural.
 

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221362 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
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Leia o texto para responder à questão.
Em cartaz com Olhe para Trás com Raiva, peça que carrega todo o desencanto do pós-guerra na década de 1950, Karen [Coelho] paira como uma estranha no ninho da cena teatral contemporânea. (...) Devota dos densos dramas do teatro realista do século 20, [a atriz Karen Coelho] discorre com desenvoltura sobre a psicologia das personagens, tece elucubrações sobre as intenções do texto e passa ao largo das discussões sobre o teatro pós-dramático ou os novos paradigmas da dramaturgia. (...) Neste ano, quando Karen estreou Olhe para Trás com Raiva, lá estava Nydia Licia de novo. Na única vez em que o texto foi montado no Brasil, coube justamente à atriz do TBC encarnar a submissa Alisson, protagonista do drama de John Osborne. “Desde então, tenho muito vontade de encontrá-la. Mas não sabia onde ela estava...”.
(O Estado de S.Paulo, 6 de agosto de 2010, p. D6)
De acordo com a gramática normativa, no trecho “Desde então, tenho muito vontade de encontrá-la. Mas não sabia onde ela estava...”, há um erro de
 

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221361 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
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Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta. Ele, a mulher e os filhos tinham-se habituado à camarinha escura, pareciam ratos– e a lembrança dos sofrimentos passados esmorecera. (…)
– Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta.
Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era um homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
– Você é um bicho, Fabiano.
Isso para ele era motivo de orgulho.
– Sim senhor, um bicho capaz de vencer dificuldades.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas)

Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando: …

A expressão em destaque – murmurando – pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
 

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221360 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CREMESP
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Leia o texto seguinte para responder à questão.

Direito, muito mais que sucesso em concursos.
DA REDAÇÃO – Escolher a profissão dos sonhos faz parte do passado para muita gente, que acabou optando por cursar uma faculdade visando principalmente ao mercado de trabalho. É o caso do Direito, onde um número significativo fará o curso não para atuar em tribunais, mas conhecer legislação e poder utilizar aquele conhecimento em um concurso público.
Mas existem aqueles – maioria – que fazem sua escolha pela vocação. No caso de quem segue a carreira de advogado, encontrará um mercado disputado e exigente em relação a qualidade do novo profissional.
“O mercado é muito competitivo. Não há como ter sucesso sem estar preparado para novidades. É preciso se atualizar sempre. Mesmo que a lei em vigor seja antiga” – afirma Felizardo Barroso, 75 anos, professor de Direito Comercial da Universidade Federal do Rio de Janeiro e que comanda o Felizardo Barroso & Associados, fundado por ele em 1970.
Segundo salienta a advogada Tânia Pereira da Silva, é fundamental que o bacharel tenha um plano de carreira bem estruturado para crescer dentro de uma empresa ou escritório e descobrir seus principais objetivos não só no imediato, mas também nos próximos 10 anos. “Questionamentos como ‘quero fazer concurso público ou montar meu próprio negócio’ devem passar pela cabeça”, diz.
“Após anos da crença de que o advogado era uma commoditie (só interessava o preço do serviço prestado) percebo que o mercado voltou a prestigiar a qualidade do trabalho, além da prova da OAB que limita a atuação de faculdades sem preocupação com o ensino” – avalia Luiz Guilherme Natalizi, advogado da área cível, ambiental e de empresas de fomento mercantil.

Opções
O trabalho do profissional de Direito é amplo. Entre as suas funções está a de representar seus clientes em qualquer instância, juízo ou tribunal. Advogar é uma das opções do bacharel de Direito, que pode também seguir a carreira jurídica. O advogado pode defender interesses de pessoas, instituições privadas ou públicas.
(Jornal do Brasil, 1.º de agosto de 2010. Adaptado)

A propósito do fragmento “No caso de quem segue a carreira de advogado, encontrará um mercado disputado e exigente em relação a qualidade do novo profissional”, afirma-se:

I. falta o sinal de crase na expressão “segue a carreira de advogado”; II. o emprego do futuro do presente, em “encontrará”, está inadequado; III. falta o sinal de crase na expressão “em relação a qualidade”; IV. a vírgula colocada depois de “advogado” não deveria existir.
Está correto o contido em
 

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