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Com relação à limpeza dos dados de navegação no Google Chrome, assinale a alternativa correta.
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Para que um funcionário do CRMV-PR, usando seu computador de trabalho, possa transferir para o seu computador um arquivo localizado em um servidor na Internet, deverá fazer uso da ferramenta
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A figura acima mostra o recurso Gerenciar notificações do Windows 10, acessado ao se clicar no ícone
, localizado na parte inferior direita da tela. Ao se clicar o botão direito do mouse sobre o ícone
, será exibida, entre as disponíveis, a seguinte opção:
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A técnica que realiza a alocação de espaços na memória virtual, onde a partição da memória é feita em blocos lógicos de tamanhos variados, é a
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Dia desses, por alguns momentos, a cidade parou. As televisões hipnotizaram os espectadores [A], que assistiram, sem piscar, ao resgate de uma mãe e de uma filha. Seu automóvel caíra em um rio. Assisti ao evento em um local público. Ao acabar o noticiário [B], o silêncio à volta do aparelho se desfez e as pessoas retornaram às suas ocupações habituais. Os celulares recomeçaram a tocar. Perguntei-me: indiferença? Se tomarmos a definição ao pé da letra, indiferença é sinônimo de desdém, de insensibilidade, de apatia e de negligência. Mas podemos considerá-la também uma forma de ceticismo e desinteresse, um “estado físico que não apresenta nada de particular”; enfim, explica o dicionário [C], uma atitude de neutralidade.
Conclusão? Impassíveis diante da emoção, imperturbáveis diante da paixão, imunes à angústia, vamos hoje burilando nossa indiferença. Não nos indignamos mais! À distância de tudo, seguimos surdos ao barulho do mundo lá fora. Dos movimentos de massa “quentes” (lembram-se do “Diretas já”?) onde nos fundíamos na igualdade, passamos aos gestos frios, nos quais indiferença e distância são fenômenos inseparáveis. Neles, apesar de iguais, somos estrangeiros ao destino de nossos semelhantes. Damos as voltas que forem necessárias para não toparmos com o outro, com o diferente.
O mundo exterior nos bombardeia com a miséria, a selvageria, a violência e, simultaneamente, com o riso, a anedota e a festa. Mas, pelo tubo ótico, um morto é igual ao outro. Mais e mais a televisão ensina o nosso olhar a perder o uso da perspectiva. Ela apaga as asperidades e os relevos; não há mais diferença entre o real e o imaginário. Na tela, pessoas tornam-se coisas e coisas tornam-se pessoas. Assim, findo o resgate, mãe e filha se afogaram na nova máquina de lavar, na espuma do novo detergente. E, de quadro em quadro, vamos assistindo, desencantados, a nossa posição ética perante o mundo anestesiar-se.
Não adianta trocar de canais: a mensagem é sempre a mesma. Não sentir, não pensar, não falar ou falar com indiferença do que não nos toca jamais. A modernidade, denunciaram alguns filósofos [D], não passa de um enorme dispositivo para nos “acostumar”; acostumar com o espetáculo diário do sofrimento televisionado, acostumar com nossa função de consumidores anônimos e apáticos. Antes de ligar a televisão [E], antes mesmo de pensar em poupar energia, vou pensar nisso.
Mary Del Priore. Indiferença e modernidade. In: Histórias do cotidiano. Editora Contexto, 2001 (com adaptações).
Acerca das funções sintáticas de termos empregados no texto, assinale a alternativa correta.
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Dia desses, por alguns momentos, a cidade parou. As televisões hipnotizaram os espectadores, que assistiram, sem piscar, ao resgate de uma mãe e de uma filha. Seu automóvel caíra em um rio. Assisti ao evento em um local público. Ao acabar o noticiário, o silêncio à volta do aparelho se desfez e as pessoas retornaram às suas ocupações habituais. Os celulares recomeçaram a tocar. Perguntei-me: indiferença? Se tomarmos a definição ao pé da letra, indiferença é sinônimo de desdém, de insensibilidade, de apatia e de negligência. Mas podemos considerá-la também uma forma de ceticismo e desinteresse, um “estado físico que não apresenta nada de particular”; enfim, explica o dicionário, uma atitude de neutralidade.
Conclusão? Impassíveis diante da emoção, imperturbáveis diante da paixão, imunes à angústia, vamos hoje burilando nossa indiferença. Não nos indignamos mais! À distância de tudo, seguimos surdos ao barulho do mundo lá fora. Dos movimentos de massa “quentes” (lembram-se do “Diretas já”?) onde nos fundíamos na igualdade, passamos aos gestos frios, nos quais indiferença e distância são fenômenos inseparáveis. Neles, apesar de iguais, somos estrangeiros ao destino de nossos semelhantes. Damos as voltas que forem necessárias para não toparmos com o outro, com o diferente.
O mundo exterior nos bombardeia com a miséria, a selvageria, a violência e, simultaneamente, com o riso, a anedota e a festa. Mas, pelo tubo ótico, um morto é igual ao outro. Mais e mais a televisão ensina o nosso olhar a perder o uso da perspectiva. Ela apaga as asperidades e os relevos; não há mais diferença entre o real e o imaginário. Na tela, pessoas tornam-se coisas e coisas tornam-se pessoas. Assim, findo o resgate, mãe e filha se afogaram na nova máquina de lavar, na espuma do novo detergente. E, de quadro em quadro, vamos assistindo, desencantados, a nossa posição ética perante o mundo anestesiar-se.
Não adianta trocar de canais: a mensagem é sempre a mesma. Não sentir, não pensar, não falar ou falar com indiferença do que não nos toca jamais. A modernidade, denunciaram alguns filósofos, não passa de um enorme dispositivo para nos “acostumar”; acostumar com o espetáculo diário do sofrimento televisionado, acostumar com nossa função de consumidores anônimos e apáticos. Antes de ligar a televisão, antes mesmo de pensar em poupar energia, vou pensar nisso.
Mary Del Priore. Indiferença e modernidade. In: Histórias do cotidiano. Editora Contexto, 2001 (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, é correto afirmar que o trecho “Assim, findo o resgate, mãe e filha se afogaram na nova máquina de lavar, na espuma do novo detergente” simboliza o(a)
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Dia desses, por alguns momentos, a cidade parou. As televisões hipnotizaram os espectadores, que assistiram, sem piscar, ao resgate de uma mãe e de uma filha. Seu automóvel caíra em um rio. Assisti ao evento em um local público. Ao acabar o noticiário, o silêncio à volta do aparelho se desfez e as pessoas retornaram às suas ocupações habituais. Os celulares recomeçaram a tocar. Perguntei-me: indiferença? Se tomarmos a definição ao pé da letra, indiferença é sinônimo de desdém, de insensibilidade, de apatia e de negligência. Mas podemos considerá-la também uma forma de ceticismo e desinteresse, um “estado físico que não apresenta nada de particular”; enfim, explica o dicionário, uma atitude de neutralidade.
Conclusão? Impassíveis diante da emoção, imperturbáveis diante da paixão, imunes à angústia, vamos hoje burilando nossa indiferença. Não nos indignamos mais! À distância de tudo, seguimos surdos ao barulho do mundo lá fora. Dos movimentos de massa “quentes” (lembram-se do “Diretas já”?) onde nos fundíamos na igualdade, passamos aos gestos frios, nos quais indiferença e distância são fenômenos inseparáveis. Neles, apesar de iguais, somos estrangeiros ao destino de nossos semelhantes. Damos as voltas que forem necessárias para não toparmos com o outro, com o diferente.
O mundo exterior nos bombardeia com a miséria, a selvageria, a violência e, simultaneamente, com o riso, a anedota e a festa. Mas, pelo tubo ótico, um morto é igual ao outro. Mais e mais a televisão ensina o nosso olhar a perder o uso da perspectiva. Ela apaga as asperidades e os relevos; não há mais diferença entre o real e o imaginário. Na tela, pessoas tornam-se coisas e coisas tornam-se pessoas. Assim, findo o resgate, mãe e filha se afogaram na nova máquina de lavar, na espuma do novo detergente. E, de quadro em quadro, vamos assistindo, desencantados, a nossa posição ética perante o mundo anestesiar-se.
Não adianta trocar de canais: a mensagem é sempre a mesma. Não sentir, não pensar, não falar ou falar com indiferença do que não nos toca jamais. A modernidade, denunciaram alguns filósofos, não passa de um enorme dispositivo para nos “acostumar”; acostumar com o espetáculo diário do sofrimento televisionado, acostumar com nossa função de consumidores anônimos e apáticos. Antes de ligar a televisão, antes mesmo de pensar em poupar energia, vou pensar nisso.
Mary Del Priore. Indiferença e modernidade. In: Histórias do cotidiano. Editora Contexto, 2001 (com adaptações).
Os sentidos originais e a correção gramatical do texto seriam preservados se o ponto-final após “filha” fosse eliminado e o trecho “Seu automóvel caíra em um rio” fosse reescrito da seguinte maneira:
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Dia desses, por alguns momentos, a cidade parou. As televisões hipnotizaram os espectadores, que assistiram, sem piscar, ao resgate de uma mãe e de uma filha. Seu automóvel caíra em um rio. Assisti ao evento em um local público. Ao acabar o noticiário, o silêncio à volta do aparelho se desfez e as pessoas retornaram às suas ocupações habituais. Os celulares recomeçaram a tocar. Perguntei-me: indiferença? Se tomarmos a definição ao pé da letra, indiferença é sinônimo de desdém, de insensibilidade, de apatia e de negligência. Mas podemos considerá-la também uma forma de ceticismo e desinteresse, um “estado físico que não apresenta nada de particular”; enfim, explica o dicionário, uma atitude de neutralidade.
Conclusão? Impassíveis diante da emoção, imperturbáveis diante da paixão, imunes à angústia, vamos hoje burilando nossa indiferença. Não nos indignamos mais! À distância de tudo, seguimos surdos ao barulho do mundo lá fora. Dos movimentos de massa “quentes” (lembram-se do “Diretas já”?) onde nos fundíamos na igualdade, passamos aos gestos frios, nos quais indiferença e distância são fenômenos inseparáveis. Neles, apesar de iguais, somos estrangeiros ao destino de nossos semelhantes. Damos as voltas que forem necessárias para não toparmos com o outro, com o diferente.
O mundo exterior nos bombardeia com a miséria, a selvageria, a violência e, simultaneamente, com o riso, a anedota e a festa. Mas, pelo tubo ótico, um morto é igual ao outro. Mais e mais a televisão ensina o nosso olhar a perder o uso da perspectiva. Ela apaga as asperidades e os relevos; não há mais diferença entre o real e o imaginário. Na tela, pessoas tornam-se coisas e coisas tornam-se pessoas. Assim, findo o resgate, mãe e filha se afogaram na nova máquina de lavar, na espuma do novo detergente. E, de quadro em quadro, vamos assistindo, desencantados, a nossa posição ética perante o mundo anestesiar-se.
Não adianta trocar de canais: a mensagem é sempre a mesma. Não sentir, não pensar, não falar ou falar com indiferença do que não nos toca jamais. A modernidade, denunciaram alguns filósofos, não passa de um enorme dispositivo para nos “acostumar”; acostumar com o espetáculo diário do sofrimento televisionado, acostumar com nossa função de consumidores anônimos e apáticos. Antes de ligar a televisão, antes mesmo de pensar em poupar energia, vou pensar nisso.
Mary Del Priore. Indiferença e modernidade. In: Histórias do cotidiano. Editora Contexto, 2001 (com adaptações).
No início do último parágrafo do texto, os dois-pontos introduzem no período uma
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Dia desses, por alguns momentos, a cidade parou. As televisões hipnotizaram os espectadores, que assistiram, sem piscar, ao resgate de uma mãe e de uma filha. Seu automóvel caíra em um rio. Assisti ao evento em um local público. Ao acabar o noticiário, o silêncio à volta do aparelho se desfez e as pessoas retornaram às suas ocupações habituais. Os celulares recomeçaram a tocar. Perguntei-me: indiferença? Se tomarmos a definição ao pé da letra, indiferença é sinônimo de desdém, de insensibilidade, de apatia e de negligência. Mas podemos considerá-la também uma forma de ceticismo e desinteresse, um “estado físico que não apresenta nada de particular”; enfim, explica o dicionário, uma atitude de neutralidade.
Conclusão? Impassíveis diante da emoção, imperturbáveis diante da paixão, imunes à angústia, vamos hoje burilando nossa indiferença. Não nos indignamos mais! À distância de tudo, seguimos surdos ao barulho do mundo lá fora. Dos movimentos de massa “quentes” (lembram-se do “Diretas já”?) onde nos fundíamos na igualdade, passamos aos gestos frios, nos quais indiferença e distância são fenômenos inseparáveis. Neles, apesar de iguais, somos estrangeiros ao destino de nossos semelhantes. Damos as voltas que forem necessárias para não toparmos com o outro, com o diferente.
O mundo exterior nos bombardeia com a miséria, a selvageria, a violência e, simultaneamente, com o riso, a anedota e a festa. Mas, pelo tubo ótico, um morto é igual ao outro. Mais e mais a televisão ensina o nosso olhar a perder o uso da perspectiva. Ela apaga as asperidades e os relevos; não há mais diferença entre o real e o imaginário. Na tela, pessoas tornam-se coisas e coisas tornam-se pessoas. Assim, findo o resgate, mãe e filha se afogaram na nova máquina de lavar, na espuma do novo detergente. E, de quadro em quadro, vamos assistindo, desencantados, a nossa posição ética perante o mundo anestesiar-se.
Não adianta trocar de canais: a mensagem é sempre a mesma. Não sentir, não pensar, não falar ou falar com indiferença do que não nos toca jamais. A modernidade, denunciaram alguns filósofos, não passa de um enorme dispositivo para nos “acostumar”; acostumar com o espetáculo diário do sofrimento televisionado, acostumar com nossa função de consumidores anônimos e apáticos. Antes de ligar a televisão, antes mesmo de pensar em poupar energia, vou pensar nisso.
Mary Del Priore. Indiferença e modernidade. In: Histórias do cotidiano. Editora Contexto, 2001 (com adaptações).
No texto, predomina o tipo textual
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Dia desses, por alguns momentos, a cidade parou. As televisões hipnotizaram os espectadores, que assistiram, sem piscar, ao resgate de uma mãe e de uma filha. Seu automóvel caíra em um rio. Assisti ao evento em um local público. Ao acabar o noticiário, o silêncio à volta do aparelho se desfez e as pessoas retornaram às suas ocupações habituais. Os celulares recomeçaram a tocar. Perguntei-me: indiferença? Se tomarmos a definição ao pé da letra, indiferença é sinônimo de desdém, de insensibilidade, de apatia e de negligência. Mas podemos considerá-la também uma forma de ceticismo e desinteresse, um “estado físico que não apresenta nada de particular”; enfim, explica o dicionário, uma atitude de neutralidade.
Conclusão? Impassíveis diante da emoção, imperturbáveis diante da paixão, imunes à angústia, vamos hoje burilando nossa indiferença. Não nos indignamos mais! À distância de tudo, seguimos surdos ao barulho do mundo lá fora. Dos movimentos de massa “quentes” (lembram-se do “Diretas já”?) onde nos fundíamos na igualdade, passamos aos gestos frios, nos quais indiferença e distância são fenômenos inseparáveis. Neles, apesar de iguais, somos estrangeiros ao destino de nossos semelhantes. Damos as voltas que forem necessárias para não toparmos com o outro, com o diferente.
O mundo exterior nos bombardeia com a miséria, a selvageria, a violência e, simultaneamente, com o riso, a anedota e a festa. Mas, pelo tubo ótico, um morto é igual ao outro. Mais e mais a televisão ensina o nosso olhar a perder o uso da perspectiva. Ela apaga as asperidades e os relevos; não há mais diferença entre o real e o imaginário. Na tela, pessoas tornam-se coisas e coisas tornam-se pessoas. Assim, findo o resgate, mãe e filha se afogaram na nova máquina de lavar, na espuma do novo detergente. E, de quadro em quadro, vamos assistindo, desencantados, a nossa posição ética perante o mundo anestesiar-se.
Não adianta trocar de canais: a mensagem é sempre a mesma. Não sentir, não pensar, não falar ou falar com indiferença do que não nos toca jamais. A modernidade, denunciaram alguns filósofos, não passa de um enorme dispositivo para nos “acostumar”; acostumar com o espetáculo diário do sofrimento televisionado, acostumar com nossa função de consumidores anônimos e apáticos. Antes de ligar a televisão, antes mesmo de pensar em poupar energia, vou pensar nisso.
Mary Del Priore. Indiferença e modernidade. In: Histórias do cotidiano. Editora Contexto, 2001 (com adaptações).
De acordo com as ideias do texto, a televisão deixa as pessoas
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