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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
Nas orações “O jovem mergulha no seu celular” e “a jovem mãe afunda na revista de bordo”, infere-se do emprego dos verbos “mergulha” e “afunda”
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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
Assinale a alternativa que apresenta uma proposta de reescrita que é gramaticalmente correta e mantém o sentido do seguinte trecho do texto: “O pai pede à comissária que os reúna”.
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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
O trecho introduzido pela forma verbal “imagino” revela o(a)
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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
No texto, a expressão “A trupe” refere-se
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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados se o verbo “previra” fosse substituído pela expressão
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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
Cada alternativa a seguir é uma proposta de reescrita que une os três períodos do seguinte trecho do texto: “O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos.”. Sendo assim, assinale a alternativa em que a reescrita apresentada é gramaticalmente correta e coerente com os sentidos originais do texto.
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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
No primeiro parágrafo do texto, a palavra “talvez” indica
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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
O desfecho do texto pode ser considerado como
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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
Conforme as ideias do texto, o passageiro do assento 26C aceitou trocar de lugar porque
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Pai, mãe e filho entram no avião. Por algum motivo que desconheço, os três lugares da família estão nas poltronas B, no meio das outras. Estão separados. Talvez uma viagem de emergência, talvez uma falta de planejamento; não sabemos.
O pai pede à comissária que os reúna. Quase todas as pessoas que se sentam junto à janela e ao corredor preferem tais lugares aos do meio. A poltrona B é pressionada de dois lados, não tendo a graça e o isolamento da janela nem a praticidade para se ir ao banheiro ou se sair do assento de corredor. A poltrona B é o patinho feio por excelência. Em um voo internacional longo, é ainda mais torturante.
A família é toda B. Situação incômoda, mas o voo tem duração de quarenta minutos e, suponho, a unidade familiar deve sobreviver até o fim. O filho deve ter uns 16 anos de idade; imagino até que estar em uma poltrona sem genitores deva conter alguma alegria passageira naquela faixa etária.
A trupe se faz notar pela insistência em voz crescente. O pai demanda lugares unidos. Ninguém deseja abandonar sua escolha. O pedido paterno é ignorado ou recusado por todos. O homem insiste e vai até as poltronas finais do avião. Lá, encontra alguém que está bem situado no corredor, porém que acredita ser vantajoso sair da 26C para avançar até a 3B. Sentará no meio, no entanto sairá do avião antes do que previra. As tratativas são longas e a habilidade diplomática do patriarca não garantiria uma carreira sólida em meio a negociações internacionais. Por fim, atrasando a partida de todos, reorganizando alguns assentos e reclamando muito, a família pode estar lado a lado. O jovem mergulha no seu celular, o pai coloca um filme no tablet, com fones de ouvido, e a jovem mãe afunda na revista de bordo e olha, solitária, pela janela tão arduamente conquistada. Estão, enfim, reunidos e podem viajar sem trocar uma única palavra até o fim.
Leandro Karnal. O outro. In: A coragem da esperança. São Paulo: Planeta, 2021 (com adaptações).
Os acontecimentos apresentados no texto desenvolvem-se em torno, principalmente, do(da)
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