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- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
TEXTO:
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Convivas de boa memória
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asdHá dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. A vida é cheia de tais convivas, e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo; mas era um antigo, e basta.
asdNão, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circunstâncias. A quem passe a vida na mesma casa de família, com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão.
asdE antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem nos livros confusos, mas tudo se pode meter nos livros omissos. Eu, quando leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando ao fim, é cerrar os olhos e evocar todas as coisas que não achei nele. Quantas ideias finas me acodem então! Que de reflexões profundas! Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me aparecem agora com as suas águas, as suas árvores, os seus altares, e os generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma imprevista.
asdÉ que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.
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(Assis, de Machado. Dom Casmurro – Editora Scipione – 1994 – pág. 65)
“Eu, quando leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca”; a forma de se reescrever essa frase que altera o seu sentido original é:
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TEXTO III:
Após duas semanas, mineradores chilenos são encontrados vivos
Um total de 33 mineradores presos há mais de duas semanas em uma mina no Chile, após um desmoronamento, disseram estar todos vivos em uma mensagem enviada por meio de uma sonda de perfuração, afirmaram neste domingo autoridades chilenas.
O presidente chileno Sebastián Piñera disse que um pedaço de papel foi amarrado a uma sonda usada pelas equipes de resgate para perfurar até o local onde os mineradores estão localizados. Mas o governante ressaltou que levará meses para tirá-los de lá.
“Os 33 de nós na câmara estão bem,” informou a mensagem, segurada por Piñera na televisão. “Levará meses (para tirá-los de lá). Demorará, mas não importa o quanto demore para termos um final feliz,” afirmou Piñera.
Parentes se abraçaram e se beijaram quando a notícia da mensagem se espalhou pelo lado de fora da entrada da mina, onde eles estão acampados desde o acidente, em 5 de agosto.
(Santiago (Reuters) http://br.reuters.com – 22/08/2010. Com adaptações)
Quanto às estruturas linguísticas e informações expressas no 1º§, pode-se afirmar que:
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TEXTO:
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Convivas de boa memória
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asdHá dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. A vida é cheia de tais convivas, e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo; mas era um antigo, e basta.
asdNão, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circunstâncias. A quem passe a vida na mesma casa de família, com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão.
asdE antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem nos livros confusos, mas tudo se pode meter nos livros omissos. Eu, quando leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando ao fim, é cerrar os olhos e evocar todas as coisas que não achei nele. Quantas ideias finas me acodem então! Que de reflexões profundas! Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me aparecem agora com as suas águas, as suas árvores, os seus altares, e os generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma imprevista.
asdÉ que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.
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(Assis, de Machado. Dom Casmurro – Editora Scipione – 1994 – pág. 65)
“... e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca...”; a oração grifada traz uma ideia de:
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TEXTO:
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Convivas de boa memória
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asdHá dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. A vida é cheia de tais convivas, e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo; mas era um antigo, e basta.
asdNão, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circunstâncias. A quem passe a vida na mesma casa de família, com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão.
asdE antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem nos livros confusos, mas tudo se pode meter nos livros omissos. Eu, quando leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando ao fim, é cerrar os olhos e evocar todas as coisas que não achei nele. Quantas ideias finas me acodem então! Que de reflexões profundas! Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me aparecem agora com as suas águas, as suas árvores, os seus altares, e os generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma imprevista.
asdÉ que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.
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(Assis, de Machado. Dom Casmurro – Editora Scipione – 1994 – pág. 65)
O emprego da palavra “o” em “O que faço, em chegando ao fim...” (3º§) é o mesmo que se encontra em:
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TEXTO II:
Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos; uns com outros acho que nem se misturam (...) Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo coisas de rasa importância. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a melhor coisa seria contar a infância não como um filme em que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da outra, na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, princípio, meio e fim, mas como um álbum de retratos, cada um completo em si mesmo, cada um contendo o sentido inteiro. Talvez seja esse o jeito de escrever sobre a alma em cuja memória se encontram as coisas eternas, que permanecem...
(Guimarães Rosa. Apud Rubem Alves. Na morada das palavras. Campinas: Papirus, 2003. p. 139)
Pelo sentido do texto, a palavra “lembrança” em “A lembrança da vida da gente...” pode ser substituída, sem alteração do sentido, por:
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“Os conflitos existentes nos países do continente asiático estão constantemente chamando a atenção da opinião pública internacional, preocupando e envolvendo os líderes das principais nações do planeta, como EUA, França, Inglaterra, Rússia, China e Japão.” Sobre estes conflitos, analise:
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I. Criado em 1948, Israel vive em constante conflito com os vizinhos, sendo que, em 1967, na chamada Guerra dos Seis Dias, conquistou o deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia, parte de Jerusalém e as colinas do Golã.
II. Desde que se tornaram livres em 1947, Índia e Afeganistão já travaram três guerras, sendo que duas foram motivadas pela disputa sobre a Caxemira, região fronteiriça, na Cordilheira dos Himalaias.
III. Na década de 1980, Irã e Iraque deram início a uma sangrenta guerra que culminou com a invasão dos EUA ao Iraque na década de 1990, assumindo apoio ao país dos aiatolás, que depois de verem o vizinho Iraque totalmente destruído, deixaram o posto de aliados dos americanos para se tornarem um de seus principais opositores no mundo árabe atualmente.
IV. Neste século, ocorreu o Cisma Palestino quando a Autoridade Nacional Palestina se dividiu, após um ano de confrontos internos violentos entre os partidos Hamas e Fatah, que deixaram centenas de mortos.
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Estão corretas apenas as afirmativas:
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“No ano de 1947, a assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a criação de um Estado judeu na Palestina. Os dois países que concentravam a bipolaridade de forças na época, EUA e URSS, eram favoráveis, assim como a opinião pública internacional após o genocídio nazista ocorrido na 2ª Guerra Mundial.” O enunciado está se referindo à criação de que país (ES) ou organização?
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Muitos países novos vêm surgindo no cenário internacional, principalmente no leste europeu, após a extinção da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS, sua política e de seu domínio sobre a região. Dois deles são a República Tcheca e a República da Eslováquia, que formavam a também extinta Tchecoslováquia. A divisão deste país recebeu o nome de Revolução do Veludo porque:
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“Inspiradas no espírito contestador dos anos 1960, elas surgiram na Europa com a ideia de que as pessoas devem se unir e se organizar de forma independente para realizar ações públicas, defendendo a autogestão, sendo que no Brasil começaram a aparecer na década de 1980, ganhando destaque e se expandindo de forma acelerada na década de 1990.” Tal afirmativa se refere:
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Muito foi comentado nos últimos anos acerca dos interesses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em conquistar uma vaga permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, sobre o qual pode-se afirmar, EXCETO:
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