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Foram encontradas 775 questões.

2277024 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
O fim e o começo
Marcelo Gleiser
Passado o Natal, entramos naquela estranha fase de transição, o fim de um ano e o começo de outro. É o período do inevitável balanço do que passou, dos projetos para o futuro, das promessas de não repetir erros, de impor novos desafios. Numa vida em que não temos o privilégio do recomeço - a vida que temos é essa só - a passagem de ano vem cheia de significado. É quando abrimos espaço para nos reinventar, mesmo que apenas um pouco.
Existe uma tensão, até mesmo um aparente paradoxo, entre como vemos a natureza, com seus ciclos que se repetem, e como vemos a passagem do tempo, avançando sempre, resolutamente. Afinal, desde os primórdios da humanidade sabemos da repetição do dia e da noite, das fases da Lua, das estações do ano. Para os que prestam mais atenção aos céus, sabemos que os planetas também têm órbitas periódicas e que alguns cometas, como o famoso Halley, retornam periodicamente. A natureza parece funcionar em ciclos que se repetem ao longo dos anos, sem um início e um fim. Por que não nós?
Muitas culturas creem num tempo cíclico, no qual tudo se repete, incluindo nossa existência. Talvez os detalhes de cada ciclo sejam diferentes, como no caso da reencarnação dos hindus, mas não existe um início e um fim, apenas ciclos e mais ciclos, o tempo como uma roda, o mito do eterno retorno, como dizia Nietzsche. Se tudo se repete infinitas vezes, o imperfeito pode vir a ser perfeito.
Tudo mudou com a descoberta do tempo linear, que tem um começo e um fim. Os ciclos existem, mas localmente, dentro de um tempo global que avança sempre. Se cada novo ciclo é ligeiramente diferente de seu antecessor, o tempo deixa de ser uma roda. A metáfora muda para um rio, fluindo inexoravelmente, além do nosso controle.
A ciência moderna confirma a ideia do tempo linear. Até mesmo o próprio Universo tem uma história, com um começo, um meio e um fim. Não sabemos os detalhes do começo ou os do fim, mas temos várias hipóteses a respeito. Sabemos muito sobre o meio, sobre como os átomos, as galáxias, as estrelas e os planetas surgiram e como se transformam.
Sabemos que os ciclos de criação e destruição ocorrem por todo o Cosmo, novas estrelas nascendo enquanto outras morrem, nenhum ciclo exatamente igual ao anterior, mas todos parte do tempo cósmico que avança sempre, pouco interessado no que ocorre aqui ou acolá.
Essa visão muitas vezes inspira uma certa angústia nas pessoas, que sentem-se pequenas perante todo esse espaço, todo esse tempo tão mais vasto do que podemos compreender. Estranha essa nossa condição de podermos entender tanto e mudar tão pouco do que ocorre nessas escalas gigantescas.
Mas esse é o foco errado, destrutivo, o foco do medo, o medo que vem de querer controlar tudo e não poder. Existe um outro olhar, voltado ao nosso planeta, à raridade e à beleza da vida, ao privilégio de nós, máquinas moleculares evoluídas após bilhões de anos de história cósmica, sermos capazes de refletir sobre a existência. O foco criativo olha para o mistério da vida, da consciência, da origem cósmica, olha para a nossa raridade e respira fundo, inspirado, deixando o medo para trás, para o ano que passou. O novo existe a cada momento; basta olharmos para o mundo com o encantamento que merece.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2013/12/
1390952-o-fim-e-o-comeco.shtml
Assinale a alternativa INCORRETA.
 

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2277018 Ano: 2013
Disciplina: Psicologia
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
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“R. é uma mulher de 42 anos que, a quatro, vem tratando um tipo de câncer nos ossos. Após ficar seis meses sem detecção de células cancerígenas, um exame recente comprovou a existência de tumores em outros órgãos. A mais de um mês internada com muitas dores e desconforto já se apresenta confusa e a medicina não vê cura para seu caso. Diante do quadro, a família aceita os cuidados paliativos”.
Com relação aos Cuidados Paliativos, assinale a alternativa correta.
 

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2277017 Ano: 2013
Disciplina: Física
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
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Em uma montagem de uma lente multifocal, altura 20 milímetros, o montador montou a mesma com 15 milímetros de altura. Assim, é correto afirmar que
 

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2277015 Ano: 2013
Disciplina: Enfermagem
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
Qual das situações a seguir é considerada uma indicação absoluta de parto cesáreo?
 

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2277014 Ano: 2013
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
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O traqueostoma pode ser de vários tamanhos, modelos e materiais, com a presença ou ausência do cuff. Assinale a alternativa correta que corresponde à função primária do cuff.
 

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2276999 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
O fim e o começo
Marcelo Gleiser
Passado o Natal, entramos naquela estranha fase de transição, o fim de um ano e o começo de outro. É o período do inevitável balanço do que passou, dos projetos para o futuro, das promessas de não repetir erros, de impor novos desafios. Numa vida em que não temos o privilégio do recomeço - a vida que temos é essa só - a passagem de ano vem cheia de significado. É quando abrimos espaço para nos reinventar, mesmo que apenas um pouco.
Existe uma tensão, até mesmo um aparente paradoxo, entre como vemos a natureza, com seus ciclos que se repetem, e como vemos a passagem do tempo, avançando sempre, resolutamente. Afinal, desde os primórdios da humanidade sabemos da repetição do dia e da noite, das fases da Lua, das estações do ano. Para os que prestam mais atenção aos céus, sabemos que os planetas também têm órbitas periódicas e que alguns cometas, como o famoso Halley, retornam periodicamente. A natureza parece funcionar em ciclos que se repetem ao longo dos anos, sem um início e um fim. Por que não nós?
Muitas culturas creem num tempo cíclico, no qual tudo se repete, incluindo nossa existência. Talvez os detalhes de cada ciclo sejam diferentes, como no caso da reencarnação dos hindus, mas não existe um início e um fim, apenas ciclos e mais ciclos, o tempo como uma roda, o mito do eterno retorno, como dizia Nietzsche. Se tudo se repete infinitas vezes, o imperfeito pode vir a ser perfeito.
Tudo mudou com a descoberta do tempo linear, que tem um começo e um fim. Os ciclos existem, mas localmente, dentro de um tempo global que avança sempre. Se cada novo ciclo é ligeiramente diferente de seu antecessor, o tempo deixa de ser uma roda. A metáfora muda para um rio, fluindo inexoravelmente, além do nosso controle.
A ciência moderna confirma a ideia do tempo linear. Até mesmo o próprio Universo tem uma história, com um começo, um meio e um fim. Não sabemos os detalhes do começo ou os do fim, mas temos várias hipóteses a respeito. Sabemos muito sobre o meio, sobre como os átomos, as galáxias, as estrelas e os planetas surgiram e como se transformam.
Sabemos que os ciclos de criação e destruição ocorrem por todo o Cosmo, novas estrelas nascendo enquanto outras morrem, nenhum ciclo exatamente igual ao anterior, mas todos parte do tempo cósmico que avança sempre, pouco interessado no que ocorre aqui ou acolá.
Essa visão muitas vezes inspira uma certa angústia nas pessoas, que sentem-se pequenas perante todo esse espaço, todo esse tempo tão mais vasto do que podemos compreender. Estranha essa nossa condição de podermos entender tanto e mudar tão pouco do que ocorre nessas escalas gigantescas.
Mas esse é o foco errado, destrutivo, o foco do medo, o medo que vem de querer controlar tudo e não poder. Existe um outro olhar, voltado ao nosso planeta, à raridade e à beleza da vida, ao privilégio de nós, máquinas moleculares evoluídas após bilhões de anos de história cósmica, sermos capazes de refletir sobre a existência. O foco criativo olha para o mistério da vida, da consciência, da origem cósmica, olha para a nossa raridade e respira fundo, inspirado, deixando o medo para trás, para o ano que passou. O novo existe a cada momento; basta olharmos para o mundo com o encantamento que merece.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2013/12/
1390952-o-fim-e-o-comeco.shtml
“A metáfora muda para um rio, fluindo inexoravelmente...”
A expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo semântico para o contexto, por
 

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2276998 Ano: 2013
Disciplina: Física
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
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Para realizar a surfaçagem de uma lente oftálmica para um cliente présbita, sendo hipermétrope de 1 dioptria para visão de longe adição de 1 para visão de perto, o bloco correto é um multifocal com
 

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2276992 Ano: 2013
Disciplina: Radiologia
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
Com relação ao nível de ruído em tomografia computadorizada (TC),
 

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2276986 Ano: 2013
Disciplina: Biomedicina
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
Provas:
O teste de clearence da creatinina é realizado com dosagem da creatinina em uma amostra de urina colhida em um tempo estabelecido e também em uma amostra de sangue colhida no período de colheita da amostra de urina. Este é útil para
 

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2276983 Ano: 2013
Disciplina: Radiologia
Banca: AOCP
Orgão: EBSERH
Provas:
O objetivo maior da proteção radiológica é evitar a exposição desnecessária do indivíduo à radiação ionizante. Para tanto, algumas regras básicas, fundamentadas essencialmente no bom senso, devem ser seguidas pelos usuários de fontes de radiação ionizante de modo a reduzir a exposição externa e evitar tanto a contaminação externa como a incorporação de material radioativo seja por inalação ou ingestão. Assinale a alternativa que apresenta corretamente algumas regras práticas para evitar exposição desnecessária à radiação em práticas envolvendo o uso de materiais radioativos.
 

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