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Todos os homens devem morrer – Rubem Alves
A notícia da morte voa rápido, ignorando o espaço. Chega dura como golpe de ferro que migalha o tempo. As agendas, mensageiras do tempo, dissolvem-se no ar. Aquele dia não lhes pertence. Naquele dia somente uma coisa faz sentido: chorar.
O poeta W. H. Auden chorou: “Que os relógios sejam parados, que os telefones sejam desligados, que se jogue um osso ao cão para que não ladre mais, que o piano fique mudo e o tambor anuncie a vinda do caixão e seu cortejo atrás. Que os aviões, gemendo acima em alvoroço, escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu. Que as pombas guardem luto — um laço no pescoço — e os guardas usem finas luvas cor-de-breu. É hora de apagar as estrelas — são molestas —, hora de guardar a lua, desmontar o sol brilhante, de despejar o mar e jogar fora as florestas...”.
A notícia chegou e me faz chorar. O Waldo César morreu. A morte há muito já se anunciara. Não sei os detalhes. Sei que há cerca de três anos ele se recolheu em um lugar que muito amava, na companhia de árvores, riachos e bichos.
Será que ele já sabia?
Os que ainda não sabem que vão morrer falam sobre as banalidades do cotidiano. Mas aqueles que sabem que vão morrer vêem as coisas do cotidiano como “brumas e espumas”. Por isso preferem a solidão. Não querem que o seu mistério seja profanado pela tagarelice daqueles que ainda não sabem.
O corpo de um morto: presença de uma ausência. Mário Quintana brincou com sua própria morte dizendo o epitáfio que deveria ser escrito no seu túmulo: “Eu não estou aqui...”.
Se não está ali, por onde andará? Essa foi a pergunta que Cecília Meireles fez à sua avó morta: “Onde ficou o teu outro corpo? Na parede? Nos móveis? No teto? Inclinei-me sobre o teu rosto, absoluta como um espelho. E tristemente te procurava. Mas também isso foi inútil, como tudo o mais”.
Também o olhar, para onde foi? O velho Bachelard também procurava sem encontrar a resposta: “A luz de um olhar, para onde ela vai quando a morte coloca seu dedo frio sobre os olhos de um morto?”.
Por não saberem a resposta, os amigos conversam. Falam sobre memórias de alegria que um dia foram a substância de uma amizade. Falam procurando o sentido da ausência. Para exorcizar o medo...
O Waldo amava a vida. Amava a vida porque conhecia a morte. Já a experimentara na morte trágica da Ana Cristina, sua filha poeta, e de sua companheira Maria Luiza. Mas ele triunfava sobre o horror da morte pela magia da música. Assentava-se ao órgão e tocava seu coral favorito: “Todos os homens devem morrer”, de Bach.
De todas as artes, a música é a que mais se parece conosco. Para existir, ela tem de estar sempre a morrer. Nesse preciso momento fez-se silêncio no meu apartamento. Antes havia música, a Sonata ao Luar. Mas, uma vez realizada a sua perfeição, Beethoven a matou com dois acordes definitivos. Tudo o que é perfeito precisa morrer. Creio que foi dessa proximidade musical com a morte que o Waldo encontrou o seu desejo de viver intensamente.
O corpo morto do meu amigo me fez pensar sobre a beleza da vida. Por isso, como ele, volto-me para Bach. E é isso que vou fazer: vou ouvir o cd “Bach”, que o Grupo de Dança “O Corpo” dançou. Se o Waldo estiver por perto, ele parará para ouvi-lo e conversaremos em silêncio...
Em “Todos os homens devem morrer”, Rubem Alves escreve sobre a morte de um amigo querido. Lendo atentamente esse escrito, é possível considerar a seguinte interpretação:
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Leia as frases abaixo:
I - O trânsito brasileiro faz muitas vítimas.
II - Não se fazem mais cavalheiros como antigamente.
III - Fizeram os trabalhos com dedicação.
Quanto à voz verbal, é correto afirmar que
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Glicerina, formol e mercurocromo formam, juntos, um conservante indicado para exame de
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Na bacterioscopia de um líquido cefaloraquidiano - LCR de aspecto turvo, observou-se a presença de diplococos gramnegativos. Analise as alternativas abaixo e assinale aquela que corresponde ao provável patógeno descrito.
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Dos testes cutâneos abaixo relacionados, assinale a alternativa que corresponde ao teste utilizado na pesquisa do Mycobacterium tuberculosis.
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Relacione os processos de enriquecimento com seus respectivos métodos; em seguida, assinale a seqüência correta.
(1) Centrífugo-flutuação
(2) Flutuação espontânea
(3) Sedimentação espontânea
(4) Sedimentação por centrifugação
( ) Método de WILLIS. Indicado para pesquisa de ovos leves, principalmente de ancilostomídeos.
( ) Método de HOFFMANN, PONS e JANER, também conhecido como método de LUTZ.
( ) Método de FAUST. Indicado para a pesquisa de cistos de protozoários e ovos leves.
( ) Método de RITCHIE. Indicado para pesquisa de ovos, larvas de helmintos e cistos de protozoários.
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O exame que permite a verificação da consistência das fezes, a presença de elementos anormais, como muco e vermes adultos ou partes deles, denomina-se
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Na prova de Coombs Indireto, a amostra biológica utilizada para pesquisa de anticorpos anti-Rh é o
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Marque a alternativa em que todas as palavras possuem a mesma tonicidade, independente das regras de acentuação gráfica que as regem.
Obs.: os acentos foram retirados propositadamente para esta questão.
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Observe os períodos:
I – “Escobar refletiu um instante e acabou dizendo que o correspondente do pai esperava por ele.”
II – “Enlameado até a cintura, Tiãozinho cresce de ódio. Se pudesse matar o carreiro... Deixa eu crescer!... Deixa eu ficar grande!”
III – “— Cuidado, Levindo — disse Nando. — Violência é coisa que quem procura encontra sempre.
IV – “Depois referiu uma história de sonhos e afirmou-me que só tivera um pesadelo, em criança.”
Há discurso indireto em
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