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NATO ships, helicopters hunt down 7 pirates
NAIROBI, Kenya - NATO warships and helicopters pursued Somali pirates for seven hours after they attacked a Norwegian tanker, NATO spokesmen said Sunday, and the highspeed chase only ended when warning shots were fired at the piratesl skiff. Seven pirates attempted to attack the Norwegian-flagged MV Front Ardenne late Saturday but fled after crew took evasive maneuvers and alerted warships in the area, said Portuguese Lt. Cmdr. Alexandre Santos Fernandes, aboard a warship in the Gulf of Aden, and Cmdr. Chris Davies, of NATO'S maritime headquarters in England.
"How the attack was thwarted is unclear, it appears to have been the actions of the tanker," Davies said. Fernandes said no shots were fired at the tanker.
Davies said the pirates sailed into the path of the Canadian warship Winnipeg, which was escorting a World Food Program delivery ship through the Gulf of Aden. The American ship USS Halyburton was also in the area and joined the chase.
"There was a lengthy pursuit, over said. The pirates hurled weapons into Canadian and U.S. warships closed in. NATO'S anti-piracy mission.
"The skiff abandoned the scene and tried to escape to Somali territory," Fernandes said. "It was heading toward Bossaso but we managed to track them. Warning shots have been made after several attempts to stop the vessel."
Both ships deployed helicopters, and naval officers hailed the pirates over loudspeakers and finally fired warning shots to stop them, Fernandes said, but not before the pirates had dumped most of their weapons overboard. NATO forces boarded the skiff, where they found a rocketpropelled grenade, and interrogated, disarmed and released the pirates.
The pirates cannot be prosecuted under Canadian law because they did not attack Canadian citizens or interests and the crime was not committed on Canadian territory.
"When a ship is part of NATO, the detention of a person is a matter for the national authorities," Fernandes said. "It stops being a NATO issue and starts being a national issue."
The pirates' release underscores the difficulties navies have in fighting rampant piracy off the coast of lawless Somalia. Most of the time, foreign navies simply disarm and release the pirates they catch due to legal complications and logistical difficulties in transporting pirates and witnesses to court.
Pirates have attacked more than 80 boats this year alone, four times the number assaulted in 2003, according to the Kuala Lumpur-based International Maritime Bureau. They now hold at least 18 ships - including a Belgian tanker seized Saturday with 10 crew aboard - and over 310 crew hostage, according to an Associated Press count.
(Adapted from: www.ap.org, 04/19/09)
Which option contains words that replace with accuracy the following words that are underlined in the text respectively: SKIFF - EVASIVE - THWARTED - RAMPANT:
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Sejam as matrizes !$ A=\begin{bmatrix}1&2&1&0 \\ 0&2&-2&4 \\0&0&1&1 \\0&0&0&3 \end{bmatrix} !$, !$ B= \begin{bmatrix}1 &-2&-3&7 \\ 0&1&1&-3 \\ 0&0&1&-1 \\0&0&0&1 \end{bmatrix} !$ e !$ X=A.B !$. O determinante da matriz !$ 2.X^{-1} !$ é igual a
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Considere a equação de incógnita real !$ x: !$ !$ 2 \, \cos^4 x-2 \, \cos^2 x+1= \cos 4x !$
Se !$ x_0 !$ !$ ∈(0; \pi) !$ é uma de suas soluções e !$ x_0 !$ centímetros é a medida da diagonal de um cubo, então a aárea da superfície total desse cubo, em !$ cm^2 !$, é igual a
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Seja !$ f !$ uma função de domínio !$ D(f)=R-\{a\} !$. Sabe-se que o limite de !$ f(x) !$, quando x tende a !$ \alpha !$, é L e escreve-se !$ \underset{x\rightarrow a }{\lim } f(x)=L !$, se para todo !$ ε > 0 !$, existir !$ δ > 0 !$, tal que, se !$ 0 < \left\vert x-\alpha \right\vert < δ !$ então !$ \left\vert f(x)-L \right\vert < ε !$.
Nessas condições, analise as afirmativas abaixo.
I - Seja !$ f(x)=\begin{cases}\large{x^2-3x+2 \over x-1} & \text se \,\,\,\,\,\,\, x ≠ 1 , \text logo, & \underset{x\rightarrow1 }{\lim } f(x)=0 \\ \,\,\,\,\,\, 3 & \text se \,\,\, x=1 \end{cases} !$
II - Na função !$ f(x)= \begin{cases} x^2-4 \,\,\,\,\,se \,\,\,\,\, x < 1 \\ -1 \,\,\,\,\,se\,\,\,\,\, x=1, \,\,\,\,tem-se \,\,\,\, \underset{x\rightarrow 1}{\lim } f(x)=-3 \\ 3-x \,\,\,\,se \,\,\,\,\, x>1 \end{cases} !$
III - Sejam !$ f !$ e !$ g !$ funções quaisquer, pode-se afirmar que !$ \underset{x\rightarrow a }{\lim } (f.g)^n(x)=(LM)^n !$, !$ n ∈ \mathbb{N}^* !$, se !$ \underset{x\rightarrow a }{\lim }f(x)=L !$ e !$ \underset{x\rightarrow a }{\lim }g(x)=M !$
Assinale a opção correta.
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O valor numérico da expressão !$ \large{\cos \large{44 \pi \over 3}- \sec 2400º+ \tan \left(- \large{33 \pi \over 4} \right) \over \operatorname{cossec}^2(-780º)} !$ é igual a
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Bruno Lichtenstein
Rubem Braga
18 de Julho de 1939
Foi preso o menino Bruno Lichtenstein, que arrombou a Faculdade de Medicina. O menino Bruno Lichtenstein não é arrombador profissional. Apenas acontece que o menino Bruno Lichtenstein tem um amigo, e esse amigo é um cachorro, e esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. O poeta mineiro Djalma Andrade tem um soneto que acaba mais ou menos assim:
"se entre os amigos encontrei cachorros, entre os cachorros encontrei-te, amigo".
Mas com toda a certeza o menino Bruno Lichtenstein jamais leu esses versos. Também com certeza nunca lhe explicaram o que é vivissecção, nem lhe disseram que seu cão ia ser vivisseccionado. Tudo o que ele sabia é que lhe haviam carregado o cachorro e que iam matá-Io. Se fosse pedi-Io, naturalmente, não o dariam. Quem, neste mundo, haveria de se preocupar com o pobre menino Bruno Lichtenstein e o seu pobre cão? Mas o cachorro era seu amigo - e estava lá, metido em um porão, esperando a hora de morrer. E só uma pessoa no mundo podia salvá-Ia: um menino pobre chamado Bruno Lichtenstein. Com esse sobrenome de principado, Bruno Lichtenstein é um garoto sem dinheiro. Não pagará a licença de seu amigo. Mas Bruno Lichtenstein havia de salvar a vida de seu amigo - de qualquer jeito. E jeito só havia um: ir lá e tirar o cachorro. De longe, Bruno Lichtenstein chorava, pensando ouvir o ganido triste de um condenado à morte. via homens cruéis metendo o bisturi na carne quente de seu amigo: via sangue derramado. Horrível, horrível. Bruno Lichtenstein sentiu que seria o último dos infames se não agisse imediatamente.
Agiu. Escalou uma janela, arrebentou um vidro, saltou. Estava dentro do edifício. Andando pelas salas desertas, foi até onde estava o seu amigo. Sentiu que o seu coração batia mais depressa. Deu um assovio, um velho assovio de amizade.
Um vulto se destacou em um salto - e um focinho quente e úmido lambeu a mão de Bruno Lichtenstein. Agora era fugir para a rua, para a liberdade, para a vida ...
Bruno Lichtenstein, da cabeça aos pés, tremia de susto e de alegria. Foi aí que ele ouviu uma voz áspera e espantada de homem. Era o dr. Loforte. O dr. Loforte surpreendeu o menino. Um menino podre, que tremia, que havia arrombado a Faculdade. Só podia ser um ladrão! Bruno Lichtenstein não explicou nada - e fez bem. Para o dr. Loforte um cachorro não é um cachorro - é um material de estudo como outro qualquer.
Na polícia apareceu o pai do menino. O pai, o professor e o delegado conversaram longamente - e Bruno Lichtenstein não ouvia nada. Só ouvia, lá longe, o ganir de um condenado à morte.
Já te entregaram o cachorro, esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. Tu o mereceste, porque tu foste amigo. Não te deram nem te darão medalha nenhuma - porque não há medalha nenhuma para distinguir a amizade. Mas te entregaram o teu cachorro, o cachorro que reivindicaste como um pequeno herói. Tu é um homem, Bruno Lichtenstein - um homem no sentido decente da palavra, muito mais homem que muito homem. Um aperto de mão, Bruno Lichtenstein.
O texto acima foi extraído do livro "1939 - Um episódio em POrto Alegre (Uma fada no front) ", Ed, Record - Rio de Janeiro, 2002 - pág. 37.
Lido o texto, observe atentamente cada quesito e assinale somente UMA opção correta
"Foi preso o menino Bruno Lichtenstein, que arrombou a Faculdade de Medicina." (1º parágrafo)
A voz verbal que destoa da forma acima sublinhada se encontra na opção:
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Bruno Lichtenstein
Rubem Braga
18 de Julho de 1939
Foi preso o menino Bruno Lichtenstein, que arrombou a Faculdade de Medicina. O menino Bruno Lichtenstein não é arrombador profissional. Apenas acontece que o menino Bruno Lichtenstein tem um amigo, e esse amigo é um cachorro, e esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. O poeta mineiro Djalma Andrade tem um soneto que acaba mais ou menos assim:
"se entre os amigos encontrei cachorros, entre os cachorros encontrei-te, amigo".
Mas com toda a certeza o menino Bruno Lichtenstein jamais leu esses versos. Também com certeza nunca lhe explicaram o que é vivissecção, nem lhe disseram que seu cão ia ser vivisseccionado. Tudo o que ele sabia é que lhe haviam carregado o cachorro e que iam matá-Io. Se fosse pedi-Io, naturalmente, não o dariam. Quem, neste mundo, haveria de se preocupar com o pobre menino Bruno Lichtenstein e o seu pobre cão? Mas o cachorro era seu amigo - e estava lá, metido em um porão, esperando a hora de morrer. E só uma pessoa no mundo podia salvá-Ia: um menino pobre chamado Bruno Lichtenstein. Com esse sobrenome de principado, Bruno Lichtenstein é um garoto sem dinheiro. Não pagará a licença de seu amigo. Mas Bruno Lichtenstein havia de salvar a vida de seu amigo - de qualquer jeito. E jeito só havia um: ir lá e tirar o cachorro. De longe, Bruno Lichtenstein chorava, pensando ouvir o ganido triste de um condenado à morte. via homens cruéis metendo o bisturi na carne quente de seu amigo: via sangue derramado. Horrível, horrível. Bruno Lichtenstein sentiu que seria o último dos infames se não agisse imediatamente.
Agiu. Escalou uma janela, arrebentou um vidro, saltou. Estava dentro do edifício. Andando pelas salas desertas, foi até onde estava o seu amigo. Sentiu que o seu coração batia mais depressa. Deu um assovio, um velho assovio de amizade.
Um vulto se destacou em um salto - e um focinho quente e úmido lambeu a mão de Bruno Lichtenstein. Agora era fugir para a rua, para a liberdade, para a vida ...
Bruno Lichtenstein, da cabeça aos pés, tremia de susto e de alegria. Foi aí que ele ouviu uma voz áspera e espantada de homem. Era o dr. Loforte. O dr. Loforte surpreendeu o menino. Um menino podre, que tremia, que havia arrombado a Faculdade. Só podia ser um ladrão! Bruno Lichtenstein não explicou nada - e fez bem. Para o dr. Loforte um cachorro não é um cachorro - é um material de estudo como outro qualquer.
Na polícia apareceu o pai do menino. O pai, o professor e o delegado conversaram longamente - e Bruno Lichtenstein não ouvia nada. Só ouvia, lá longe, o ganir de um condenado à morte.
Já te entregaram o cachorro, esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. Tu o mereceste, porque tu foste amigo. Não te deram nem te darão medalha nenhuma - porque não há medalha nenhuma para distinguir a amizade. Mas te entregaram o teu cachorro, o cachorro que reivindicaste como um pequeno herói. Tu é um homem, Bruno Lichtenstein - um homem no sentido decente da palavra, muito mais homem que muito homem. Um aperto de mão, Bruno Lichtenstein.
O texto acima foi extraído do livro "1939 - Um episódio em POrto Alegre (Uma fada no front) ", Ed, Record - Rio de Janeiro, 2002 - pág. 37.
Lido o texto, observe atentamente cada quesito e assinale somente UMA opção correta
"Com esse sobrenome de principado, Bruno Lichtenstein é um garoto sem dinheiro." (2º parágrafo) A expressão adverbial que inicia esse período apresenta uma circunstância de
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Bruno Lichtenstein
Rubem Braga
18 de Julho de 1939
Foi preso o menino Bruno Lichtenstein, que arrombou a Faculdade de Medicina. O menino Bruno Lichtenstein não é arrombador profissional. Apenas acontece que o menino Bruno Lichtenstein tem um amigo, e esse amigo é um cachorro, e esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. O poeta mineiro Djalma Andrade tem um soneto que acaba mais ou menos assim:
"se entre os amigos encontrei cachorros, entre os cachorros encontrei-te, amigo".
Mas com toda a certeza o menino Bruno Lichtenstein jamais leu esses versos. Também com certeza nunca lhe explicaram o que é vivissecção, nem lhe disseram que seu cão ia ser vivisseccionado. Tudo o que ele sabia é que lhe haviam carregado o cachorro e que iam matá-Io. Se fosse pedi-Io, naturalmente, não o dariam. Quem, neste mundo, haveria de se preocupar com o pobre menino Bruno Lichtenstein e o seu pobre cão? Mas o cachorro era seu amigo - e estava lá, metido em um porão, esperando a hora de morrer. E só uma pessoa no mundo podia salvá-Ia: um menino pobre chamado Bruno Lichtenstein. Com esse sobrenome de principado, Bruno Lichtenstein é um garoto sem dinheiro. Não pagará a licença de seu amigo. Mas Bruno Lichtenstein havia de salvar a vida de seu amigo - de qualquer jeito. E jeito só havia um: ir lá e tirar o cachorro. De longe, Bruno Lichtenstein chorava, pensando ouvir o ganido triste de um condenado à morte. via homens cruéis metendo o bisturi na carne quente de seu amigo: via sangue derramado. Horrível, horrível. Bruno Lichtenstein sentiu que seria o último dos infames se não agisse imediatamente.
Agiu. Escalou uma janela, arrebentou um vidro, saltou. Estava dentro do edifício. Andando pelas salas desertas, foi até onde estava o seu amigo. Sentiu que o seu coração batia mais depressa. Deu um assovio, um velho assovio de amizade.
Um vulto se destacou em um salto - e um focinho quente e úmido lambeu a mão de Bruno Lichtenstein. Agora era fugir para a rua, para a liberdade, para a vida ...
Bruno Lichtenstein, da cabeça aos pés, tremia de susto e de alegria. Foi aí que ele ouviu uma voz áspera e espantada de homem. Era o dr. Loforte. O dr. Loforte surpreendeu o menino. Um menino podre, que tremia, que havia arrombado a Faculdade. Só podia ser um ladrão! Bruno Lichtenstein não explicou nada - e fez bem. Para o dr. Loforte um cachorro não é um cachorro - é um material de estudo como outro qualquer.
Na polícia apareceu o pai do menino. O pai, o professor e o delegado conversaram longamente - e Bruno Lichtenstein não ouvia nada. Só ouvia, lá longe, o ganir de um condenado à morte.
Já te entregaram o cachorro, esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. Tu o mereceste, porque tu foste amigo. Não te deram nem te darão medalha nenhuma - porque não há medalha nenhuma para distinguir a amizade. Mas te entregaram o teu cachorro, o cachorro que reivindicaste como um pequeno herói. Tu é um homem, Bruno Lichtenstein - um homem no sentido decente da palavra, muito mais homem que muito homem. Um aperto de mão, Bruno Lichtenstein.
O texto acima foi extraído do livro "1939 - Um episódio em POrto Alegre (Uma fada no front) ", Ed, Record - Rio de Janeiro, 2002 - pág. 37.
Lido o texto, observe atentamente cada quesito e assinale somente UMA opção correta
Nos períodos que se seguem, seria possível a inclusão de uma vírgula em:
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Choose the correct option to complete the sentences:
I - I am familiar thar song.
II - Were you aware the regulations against smoking in this area?
III - What John said is contrary common sense.
IV - This winter, Paul will be eligible a three-week vacation.
V - How do you account this disccrepancy?
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Bruno Lichtenstein
Rubem Braga
18 de Julho de 1939
Foi preso o menino Bruno Lichtenstein, que arrombou a Faculdade de Medicina. O menino Bruno Lichtenstein não é arrombador profissional. Apenas acontece que o menino Bruno Lichtenstein tem um amigo, e esse amigo é um cachorro, e esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. O poeta mineiro Djalma Andrade tem um soneto que acaba mais ou menos assim:
"se entre os amigos encontrei cachorros, entre os cachorros encontrei-te, amigo".
Mas com toda a certeza o menino Bruno Lichtenstein jamais leu esses versos. Também com certeza nunca lhe explicaram o que é vivissecção, nem lhe disseram que seu cão ia ser vivisseccionado. Tudo o que ele sabia é que lhe haviam carregado o cachorro e que iam matá-Io. Se fosse pedi-Io, naturalmente, não o dariam. Quem, neste mundo, haveria de se preocupar com o pobre menino Bruno Lichtenstein e o seu pobre cão? Mas o cachorro era seu amigo - e estava lá, metido em um porão, esperando a hora de morrer. E só uma pessoa no mundo podia salvá-Ia: um menino pobre chamado Bruno Lichtenstein. Com esse sobrenome de principado, Bruno Lichtenstein é um garoto sem dinheiro. Não pagará a licença de seu amigo. Mas Bruno Lichtenstein havia de salvar a vida de seu amigo - de qualquer jeito. E jeito só havia um: ir lá e tirar o cachorro. De longe, Bruno Lichtenstein chorava, pensando ouvir o ganido triste de um condenado à morte. via homens cruéis metendo o bisturi na carne quente de seu amigo: via sangue derramado. Horrível, horrível. Bruno Lichtenstein sentiu que seria o último dos infames se não agisse imediatamente.
Agiu. Escalou uma janela, arrebentou um vidro, saltou. Estava dentro do edifício. Andando pelas salas desertas, foi até onde estava o seu amigo. Sentiu que o seu coração batia mais depressa. Deu um assovio, um velho assovio de amizade.
Um vulto se destacou em um salto - e um focinho quente e úmido lambeu a mão de Bruno Lichtenstein. Agora era fugir para a rua, para a liberdade, para a vida ...
Bruno Lichtenstein, da cabeça aos pés, tremia de susto e de alegria. Foi aí que ele ouviu uma voz áspera e espantada de homem. Era o dr. Loforte. O dr. Loforte surpreendeu o menino. Um menino podre, que tremia, que havia arrombado a Faculdade. Só podia ser um ladrão! Bruno Lichtenstein não explicou nada - e fez bem. Para o dr. Loforte um cachorro não é um cachorro - é um material de estudo como outro qualquer.
Na polícia apareceu o pai do menino. O pai, o professor e o delegado conversaram longamente - e Bruno Lichtenstein não ouvia nada. Só ouvia, lá longe, o ganir de um condenado à morte.
Já te entregaram o cachorro, esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. Tu o mereceste, porque tu foste amigo. Não te deram nem te darão medalha nenhuma - porque não há medalha nenhuma para distinguir a amizade. Mas te entregaram o teu cachorro, o cachorro que reivindicaste como um pequeno herói. Tu é um homem, Bruno Lichtenstein - um homem no sentido decente da palavra, muito mais homem que muito homem. Um aperto de mão, Bruno Lichtenstein.
O texto acima foi extraído do livro "1939 - Um episódio em POrto Alegre (Uma fada no front) ", Ed, Record - Rio de Janeiro, 2002 - pág. 37.
Lido o texto, observe atentamente cada quesito e assinale somente UMA opção correta
"Agiu. Escalou uma janela, arrebentou um vidro, saltou. Estava dentro do edifício. Andando pelas salas desertas, foi até onde estava o seu amigo. Sentiu que o seu coração batia mais depressa. Deu um assovio, um velho assovio de amizade." (3º parágrafo)
Nessa passagem, uma figura confere coesão ao texto. Trata-se de
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