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Foram encontradas 524 questões.

1598886 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

A expressão "lindamente impunes" exemplifica um tipo de linguagem figurada denominada:

 

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1598885 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

O segmento do texto que NÃO exemplifica a junção de substantivo + adjetivo é:

 

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1598884 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

A expressão “um brasileiro” mostra um adjetivo substantivado; o mesmo ocorre na expressão:

 

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1598883 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

A alternativa em que o conectivo destacado tem seu valor semântico corretamente indicado é:

 

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1598882 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

A alternativa que mostra uma forma INADEQUADA de reescrever-se a frase "Um brasileiro foi assassinado com sete tiros na cabeça":

 

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1598881 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

A alternativa que mostra um sinônimo ou expressão equivalente da palavra sublinhada de forma INCORRETA é:

 

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1598880 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

"Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8"; o comentário INCORRETO sobre os elementos componentes e a mensagem desse segmento do texto é:

 

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1598879 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

O vocábulo que NÃO traz implícito qualquer condenação dos policiais ingleses é:

 

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1598878 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

"Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de "atirar para matar", pensaram que se tratava de um terrorista"; depois do vocábulo policiais, no início desse segmento, poderia estar adequadamente escrito o seguinte conectivo:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1598877 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: NCE-UFRJ
Orgão: ELETRONORTE

TEXTO – QUEM MATOU JEAN CHARLES?

Paulo Nogueira Batista Jr – Folha de São Paulo, 14-07-2006

Hoje eu pretendia continuar falando sobre a reunião do G8, mas de repente decidi mudar de assunto. Foi quando li a notícia de que a Procuradoria Geral do Reino Unido anunciara a sua conclusão de que “existe evidência insuficiente” para incriminar qualquer dos policiais envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. A Procuradoria fez questão de deixar claro que o chefe da polícia de Londres, Sir Ian Blair, não será processado individualmente, mas sim a instituição empregadora dos “policiais envolvidos na morte do sr. de Menezes”.

Decisão “inacreditável” e “vergonhosa”, disseram com razão familiares da vítima. Em Londres, um brasileiro, a caminho do trabalho, foi assassinado com sete tiros na cabeça, disparados à queima-roupa. Policiais, treinados em Israel, que estavam trabalhando sob a política de “atirar para matar”, pensaram que se tratava de um terrorista. Executaram um inocente, um brasileiro de origem humilde, que trabalhava para poupar e mandar dinheiro para a família no Brasil. Mas ninguém é responsabilizado. Ficam todos lindamente impunes. Ao final do processo, a Polícia de Londres poderá ser condenada a pagar uma multa.

Até o momento, a reação do governo brasileiro foi fraca. O Itamaraty divulgou uma pequena nota à imprensa, de cinco frases, em que “lamenta” a decisão e informa que “continuará a buscar esclarecimentos adicionais” para chegar a uma avaliação final.

Onde está a indignação, o protesto veemente contra a barbaridade cometida? Sabemos que os nossos diplomatas nem sempre apóiam, como deveriam, os brasileiros que residem no exterior. Muitos deles, os proverbiais “diplomatas de punhos de renda”, consideram esses brasileiros uma “dor de cabeça”.

Será que na sua recente visita oficial a Londres o presidente do Brasil deu suficiente destaque à questão do assassinato de Jean Charles? Ou os nossos diplomatas avaliaram que insistir no tema poderia “macular” a viagem do presidente e aborrecer os seus anfitriões?

A vítima, o brasileiro Jean Charles de Menezes, é apresentado de forma positiva no texto; entre os elementos que servem para montar sua imagem positiva só NÃO está o fato de:

 

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