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ENSINA-ME A SONHAR
Foi na porta da escola que meu pai me falou:
- Vai, meu filho, e enxuga essa lágrima.
Eu era menino, pouco sabia, e achava que meus lápis coloridos não seriam suficientes para enfrentar o mundo. Disseram-me que a vida não era tão fácil e que eu tinha muito a aprender.
Salas de aula do colégio interno eu frequentei. Sentado, escutava das cadeiras de madeira, marcadas pelo tempo e pelos canivetes dos alunos, as lições dos mestres de outrora. Aprendia com o giz poeirento que sujava o chão.
E, todos os dias, esbarrava com passos ligeiros de pessoas apressadas. Senhoras elegantes de olheiras cansadas, senhoritas delicadas de lábios pintados, homens de cara fechada e jaleco surrado, jovens de barba malfeita e ideias rebeldes. Um senhor gorducho rabiscava com habilidade números estranhos e dizia que Pitágoras, ah! este sim, foi um grande homem. Olhos seguros falavam de Camões e Machado, diziam que o sujeito podia estar oculto e até não existir. Explicavam-me o nome dos rios e dos mares, a língua do Novo Mundo e a história do Velho. Diziam-me que o quadrado era um losango, o sol uma estrela, e que o coração batia sem saber.
Sei que já muito aprendi. Sei que a vida não é fácil, mas, agora, também não parece difícil.
Agradeço ao mestre que me despertou a dúvida, mostrou-me o caminho e chorou quando errei. Pode até ser que, hoje, esteja lendo seus livros, esquecido do mundo, sem mais lecionar. Mas ele sabe, orgulhoso, que um dia já teve o sorriso sincero do aluno que aprendeu a lição. E eu gostaria de, como criança levada que recebeu um presente, dizer:
- Muito obrigado, meu professor.
Aluno Furia.
Homenagem a todos aqueles que estiveram ou estão nesta Escola, usando o jaleco do mestre e dando ao menino um sonho a buscar.
Com dedicação e amor, humildade e respeito, riscam no quadro o futuro do aluno, esperando ansiosos por mais uma aula.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50, Barbacena, Dez. 2000.
Assinale a alternativa INCORRETA.
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Canção de EPCAR
letra: Ten. Inf. Roberto Carlos de Breynner
música: SO Mus Nestor Gomes da Silva
Somos da Escola Preparatória
De Cadetes do Ar,
A nossa glória
É honrar a farda,
Nosso lema
É estudar.
Escola de Barbacena,
Entre montanhas
E o céu de anil Estribilho
Preparas, para o futuro,
Os jovens do Brasil
Mais tarde, na Academia,
Como pilotos
Na paz ou guerra,
Levaremos bem para o alto
O pendão
De nossa Terra.
Nós, os alunos da Força Aérea,
Com valor, com moral,
Sempre lutando,
Alcançaremos
Nossa meta,
Nosso ideal.
Escola de Barbacena... Estribilho
Sobre o Texto, só NÃO se pode dizer que
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Na figura abaixo, ABCD é um quadrado e ADQ é um triângulo equilátero.

Os pontos D, S, R e B estão alinhados assim como A, S, P e C
Se !$ \overline {RB} \equiv \overline {QB} \equiv \overline {PC} \equiv \overline {QC} !$, então é INCORRETO afirmar que
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O símbolo para a "Cooperativa Agrícola Bequeana" é o desenho da figura abaixo.

Tal símbolo foi elaborado seguindo as indicações na figura a seguir.

Na figura (II) o espaço entre duas linhas retas tracejadas e consecutivas, indica um ângulo central de 15º
A área hachurada da figura, em cm², mede
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Um número x de três algarismos, tal que !$ \sqrt x < 14 !$, tem o produto de seus algarismos igual a 24; se permutarmos os dois últimos algarismos de x, o número y assim obtido excede x de 18 unidades.
Com base nos dados acima, é correto afirmar que
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Jubileu de ouro
Aluno Brito
Cinquenta anos é muito tempo para a vida humana, mas um simples grão na ciranda universal. Por meio século, corações, aço, nervos, músculos bradaram e lutaram pela vitória, choraram e suaram para construir a EPCAR de hoje. Cada tijolo desta Escola presenciou momentos intensos, cada grão seu foi esmagado pela mão na posição da flexão, toda poeira sua já foi aos céus e voltou com os passos firmes batidos em seu chão. E ela nunca reclamou, nunca disse “não”! Nunca nos negou olhar para este céu maravilhoso, nunca nos impediu de sonhar, e sonhou conosco, e viveu conosco.
Em certo tempo, o homem tentou atrofiar essa máquina de honras, acabar com esse ninho de guerreiros. Ora, mas não se pode parar algo que se locomove nas asas do ideal! E que foi percorrida pelos fantasmas dos alunos que já a povoaram um dia e, assim, permaneceu viva.
Aqueles que por aqui passaram, deixaram de si um pouco, todos que tiveram suas vidas transformadas, mesmo os que não conseguiram, juntaram-se à sua estrutura, para sempre. Em cada fresta sua, respira-se uma lembrança, por suas portas passaram grandes líderes, futuros e passados líderes, e, como um pai, viu-nos crescer para partir, na esperança de um dia voltarmos.
Aqui, cresci e aprendi. Para sempre a recordarei, lembranças suas estarão sempre em minha mente. Fui marcado pelo poder e aqui alimentei meu desejo de ares, minha fome de suprema liberdade. E quando, sobre o chão de nuvens, estiver ligado à máquina do meu ideal, meu coração baterá firme, e me lembrarei da turma com a qual vivi, chorei e cresci!
Para sempre EPCAR!
In: Senta a Pua! Turma “Tudo Av.”, Barbacena, Dez 99.
Assinale a alternativa correta.
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Carta à Minha Escola
Aluno Furia
| Minha querida EPCAR, | |
| Já és uma senhora. Uma balzaquiana cheia de vida, de | |
| esperanças e de sonhos não sonhados, uma senhora | |
| responsável por centenas de jovens corações pulsando | |
| vibrantes, com o futuro correndo nas veias, e a paixão | |
| 5 | estalando nos ossos. |
| Ah, mas não há uma noite que a saudade não se faça | |
| presente, não há um de seus dias sempre iguais, em que a | |
| solidão e a alma não estejam repletas de incertezas quanto | |
| ao futuro. Como são bravos os teus filhos, tão cheios de | |
| 10 | vontade, capazes de dar a vida que ainda não tiveram para |
| honrar o teu nome! São filhos do sonho de voar, netos de | |
| Ícaro, sobrinhos de Bartolomeu de Gusmão, herdeiros de | |
| Santos Dumont. | |
| Ah, minha Senhora, já viste tantas coisas! Quantos | |
| 15 | segredos ouviste e não contaste a ninguém. Quantos |
| amores teus já partiram sem que derramasses uma única | |
| lágrima. Quantos meninos de olhos assustados | |
| transformaste em homens de coragem incontestável na | |
| arte de pilotar um avião ou enaltecer a vida civil. Quantos | |
| 20 | destinos aqui se cruzaram. Quantos anos se passaram... |
| Em cada canto um nome, uma história para contar. | |
| EPCAR, ninguém pode te explicar, nem tudo tem | |
| explicações. Mas teu lema ecoa como um suspiro de | |
| saudade no fundo do peito de cada um que já esteve em | |
| 25 | teus braços e acalentaste com teu afago, e cada um, ainda |
| que por um momento, entendeu o “Nom multa sed | |
| multum.” | |
| Há cinquenta e um anos vens moldando o caráter de | |
| cidadãos brasileiros, ensinando-lhes a dignidade, a união, a | |
| 30 | compaixão e a amizade. De Barbacena, dizes a todos que o |
| destino dos sonhadores ainda não foi escrito e que ela | |
| continua azul... E, se hoje completas mais um ano de | |
| existência, faze-o com a certeza de ter cumprido tua | |
| missão, com a certeza de que amanhã, quando a corneta | |
| 35 | tocar, outros meninos chegarão, serão irmanados e, como |
| todos os que aqui se formaram, guardarão na memória, | |
| com suave ternura, teu legado de honra em prol da | |
| educação militar no Brasil. |
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50 – Barbacena, Dez 2000.
Assinale a alternativa correta.
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Uma empresa imobiliária colocou num Outdoor de uma cidade do interior de Minas o anúncio como reproduzido abaixo.

Considerando que o terreno loteado é em forma de triângulo como no desenho acima, onde as ruas Tales e Euler cruzam-se sob ângulo obtuso, é correto afirmar que os números MÍNIMO e MÁXIMO de lotes no Loteamento do Matemático são, respectivamente, iguais a
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Carta à Minha Escola
Aluno Furia
Minha querida EPCAR,
Já és uma senhora. Uma balzaquiana cheia de vida, de esperanças e de sonhos não sonhados, uma senhora responsável por centenas de jovens corações pulsando vibrantes, com o futuro correndo nas veias, e a paixão estalando nos ossos.
Ah, mas não há uma noite que a saudade não se faça presente, não há um de seus dias sempre iguais, em que a solidão e a alma não estejam repletas de incertezas quanto ao futuro. Como são bravos os teus filhos, tão cheios de vontade, capazes de dar a vida que ainda não tiveram para honrar o teu nome! São filhos do sonho de voar, netos de Ícaro, sobrinhos de Bartolomeu de Gusmão, herdeiros de Santos Dumont.
Ah, minha Senhora, já viste tantas coisas! Quantos segredos ouviste e não contaste a ninguém. Quantos amores teus já partiram sem que derramasses uma única lágrima. Quantos meninos de olhos assustados transformaste em homens de coragem incontestável na arte de pilotar um avião ou enaltecer a vida civil. Quantos destinos aqui se cruzaram. Quantos anos se passaram... Em cada canto um nome, uma história para contar.
EPCAR, ninguém pode te explicar, nem tudo tem explicações. Mas teu lema ecoa como um suspiro de saudade no fundo do peito de cada um que já esteve em teus braços e acalentaste com teu afago, e cada um, ainda que por um momento, entendeu o “Nom multa sed multum.”
Há cinquenta e um anos vens moldando o caráter de cidadãos brasileiros, ensinando-lhes a dignidade, a união, a compaixão e a amizade. De Barbacena, dizes a todos que o destino dos sonhadores ainda não foi escrito e que ela continua azul... E, se hoje completas mais um ano de existência, faze-o com a certeza de ter cumprido tua missão, com a certeza de que amanhã, quando a corneta tocar, outros meninos chegarão, serão irmanados e, como todos os que aqui se formaram, guardarão na memória, com suave ternura, teu legado de honra em prol da educação militar no Brasil.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50 – Barbacena, Dez 2000.
Considere as proposições acerca do excerto abaixo.
“Quantos meninos de olhos assustados transformaste em homens de coragem incontestável na arte de pilotar um avião ou enaltecer a vida civil.”
I) Alunos da EPCAR mostrarão sua sólida formação, mesmo que, no futuro, não sigam a carreira de pilotos da FAB.
I I) A reescrita do trecho “... transformaste em homens com incontestável coragem na arte de pilotar um avião ou de enaltecer a vida civil.” está de acordo com a norma padrão e com o sentido original.
III) A expressão “Quantos meninos de olhos assustados...” determina o grande número de jovens que já passaram pelos bancos da EPCAR.
IV) O verbo enaltecer faz referência à habilidade para a escrita adquirida pelos alunos da EPCAR.
Está correto o que se afirma apenas em
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ENSINA-ME A SONHAR
Foi na porta da escola que meu pai me falou:
- Vai, meu filho, e enxuga essa lágrima.
Eu era menino, pouco sabia, e achava que meus lápis coloridos não seriam suficientes para enfrentar o mundo. Disseram-me que a vida não era tão fácil e que eu tinha muito a aprender.
Salas de aula do colégio interno eu frequentei. Sentado, escutava das cadeiras de madeira, marcadas pelo tempo e pelos canivetes dos alunos, as lições dos mestres de outrora. Aprendia com o giz poeirento que sujava o chão.
E, todos os dias, esbarrava com passos ligeiros de pessoas apressadas. Senhoras elegantes de olheiras cansadas, senhoritas delicadas de lábios pintados, homens de cara fechada e jaleco surrado, jovens de barba malfeita e ideias rebeldes. Um senhor gorducho rabiscava com habilidade números estranhos e dizia que Pitágoras, ah! este sim, foi um grande homem. Olhos seguros falavam de Camões e Machado, diziam que o sujeito podia estar oculto e até não existir. Explicavam-me o nome dos rios e dos mares, a língua do Novo Mundo e a história do Velho. Diziam-me que o quadrado era um losango, o sol uma estrela, e que o coração batia sem saber.
Sei que já muito aprendi. Sei que a vida não é fácil, mas, agora, também não parece difícil.
Agradeço ao mestre que me despertou a dúvida, mostrou-me o caminho e chorou quando errei. Pode até ser que, hoje, esteja lendo seus livros, esquecido do mundo, sem mais lecionar. Mas ele sabe, orgulhoso, que um dia já teve o sorriso sincero do aluno que aprendeu a lição. E eu gostaria de, como criança levada que recebeu um presente, dizer:
- Muito obrigado, meu professor.
Aluno Furia.
Homenagem a todos aqueles que estiveram ou estão nesta Escola, usando o jaleco do mestre e dando ao menino um sonho a buscar.
Com dedicação e amor, humildade e respeito, riscam no quadro o futuro do aluno, esperando ansiosos por mais uma aula.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50, Barbacena, Dez. 2000.
Considere o fragmento abaixo.
“Agradeço ao mestre que me despertou a dúvida, mostrou-me o caminho e chorou quando errei. Pode até ser que, hoje, esteja lendo seus livros, esquecido do mundo, sem mais lecionar. Mas ele sabe, orgulhoso, que um dia já teve o sorriso sincero do aluno que aprendeu a lição. E eu gostaria de, como criança levada que recebeu um presente, dizer:
– Muito obrigado, meu professor.”
Analise as afirmativas a seguir.
I) A situação proposta ocorre no presente e retrocede ao passado quando se refere à figura do mestre: “...me despertou...”, “...mostrou-me...”.
II) Em “Muito obrigado”, o adjetivo concorda com o gênero do locutor.
III) No trecho que vai de “Mas ele sabe, ...dizer:” prevalece a intransitividade verbal.
IV) Infere-se que o mestre é atuante, ele educa e ensina verdadeiramente.
V) As palavras “despertou”, “caminho” e “errei” referem-se à decisão de seguir a carreira militar.
Estão corretas apenas
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