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Foram encontradas 50 questões.

1431518 Ano: 2006
Disciplina: Teologia
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Na época dos mártires da Igreja, H. Bettenson, em seu livro Documentos da Igreja Cristã, afirma que Policarpo (70-155), bispo de Esmirna, foi o mais admirável dentre todos os mártires. No seu julgamento, diante do procônsul que o instava a insultar a Cristo, ele afirmou: “Oitenta e seis anos há que sirvo a Cristo. Cristo nunca me fez mal. Como blasfemaria contra meu Rei e Salvador?”. Sobre o martírio de Policarpo, podemos afirmar que ele foi:
 

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1431474 Ano: 2006
Disciplina: Teologia
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Segundo Gleason L. Archer Jr., em seu livro Merece Confiança o Antigo Testamento, o termo “cânone” é derivado da palavra grega kanon, cujo significado é “vara reta, beira reta, régua”, originando o conceito de “cânone”, que significa, em teologia, obras escritas que se conformam com o padrão da inspiração e autoridade divinas. Sobre os livros do Antigo Testamento considerados canônicos pelas diferentes
confissões religiosas, o autor afirma que:
 

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1431369 Ano: 2006
Disciplina: Teologia
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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No período da Reforma Protestante, os cristãos que fizeram a ruptura mais radical de todos os grupos reformadores, na busca por uma igreja modelada segundo os padrões do Novo Testamento, foram os
 

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1431190 Ano: 2006
Disciplina: Teologia
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Segundo Bengt Hagglund, em seu livro “História da Teologia”, o gnosticismo é o nome comum a várias escolas diferentes de pensamento que surgiram nos primeiros séculos da era cristã. Sobre o gnosticismo podemos afirmar:
 

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1430963 Ano: 2006
Disciplina: Teologia
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Em João 3:14,15 Jesus diz: “E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna”. Esta passagem é considerada por Henry Virkler, em seu livro Hermenêutica Avançada, Princípios e Processos de Interpretação Bíblica, um exemplo de:
 

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1412646 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia atentamente o texto e responda a questão a seguir.
CHAPEUZINHO VERMELHO
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho que morava com sua mãe ao lado de uma floresta. Um dia, a mãe de Chapeuzinho lhe pediu para levar uma cesta de frutas frescas e água mineral à casa de sua vovozinha – não porque isso fosse trabalho de mulher, vejam só, mas porque era um ato generoso e que propiciava à filha uma visão comunitária sobre a vida. Tenho a acrescentar que sua vovozinha não estava doente, mas em plena saúde física e mental, sendo totalmente capaz de tomar conta de si mesma como adulta madura que era.
E assim Chapeuzinho Vermelho partiu de sua casa, com sua cesta, floresta adentro. Muita gente acreditava que a floresta era um lugar cheio de presságios e perigos, e nunca punha os pés lá. Chapeuzinho Vermelho, no entanto, em sua sexualidade emergente, tinha confiança em si e nenhuma argumentação freudiana tão óbvia a intimidava.
No caminho para a casa da vovozinha, Chapeuzinho foi abordada por um lobo, que lhe perguntou o que havia na cesta. Ela respondeu: “Alimentação natural e saudável para minha avó, que é uma adulta amadurecida e, obviamente, capacitada a cuidar de si mesma.”
O lobo respondeu: “Sabe, querida, não é seguro para uma menina andar pela floresta sozinha.”
Chapeuzinho retrucou: “Considero sua observação sexista e extremamente ofensiva, mas vou ignorá-la, por você desempenhar um papel tradicional de pária da sociedade. Agora, se você me desculpa, preciso seguir caminho.” E Chapeuzinho foi andando pela estrada afora.
Como todos os quadrúpedes que habitam as florestas, e que não conseguem se organizar política e socialmente, os lobos são desprovidos do pensamento linear ocidental e, por isso mesmo, têm uma visão imediatista sobre tudo o que os cerca. Sendo assim, o lobo não conseguia pensar em Chapeuzinho Vermelho sem dissociá-la da imagem de algumas batatas e um bom molho ferrugem!
E foi pensando nisto que ele pegou um caminho mais curto para a casa da vovó. Mal chegou, foi logo comendo a velhinha. Uma ação inteiramente válida para o carnívoro que era. E então, desvinculado de noções rígidas e tradicionalistas do que é masculino e feminino, vestiu as roupas da vovó e se meteu na cama.
Chapeuzinho Vermelho entrou na casinha e disse: “Vovó, trouxe alimentos desnatados e sem sal para lhe homenagear como matriarca sábia e nutridora que é.”
Da cama, o lobo disse suavemente: “Chegue mais perto, filha, para que eu te veja melhor.”
E Chapeuzinho respondeu: “Oh, ia me esquecendo que, como os morcegos, a senhora é oticamente cega. Mas, vovó, que olhos grandes você tem!”
“Eles muito viram e muito perdoaram, minha querida.”
“Vovó, que nariz grande você tem – relativamente, é claro e, certamente, bonito a seu modo.”
E o lobo respondeu com falsa modéstia: “Precisa ver o resto...”
“Vovó, que dentes grandes você tem!”
E o lobo disse: “Estou contente com quem eu sou, e com o que sou!” Dito isso, saltou da cama e agarrou Chapeuzinho Vermelho, pronto para devorá-la. A menina ficou assustada com o lobo vestido daquele jeito, mas evitou qualquer piada preconceituosa e de mau gosto sobre a opção sexual do animal, mas pôs-se a gritar devido à deliberada invasão de seu espaço pessoal.
Seus gritos foram ouvidos por um lenhador (ou técnico florestal, como ele mesmo preferia ser chamado). Quando entrou na cabana e viu a luta, o lenhador tentou intervir. Mas, quando ergueu o machado, Chapeuzinho e o lobo pararam.
E o que você pensa que vai fazer?”, perguntou Chapeuzinho.
O lenhador piscou e tentou responder, mas as palavras não vieram.
“Invadindo nosso espaço como um homem de Neandertal! Confiando em armas em lugar do seu próprio pensamento!”, exclamou, “Sexista! Especieísta! Falocentrista! Açougueiro de árvores! Como ousa supor que mulheres e lobos não podem resolver seus problemas sem a ajuda de um homem?!”
Ao ouvir o discurso passional de Chapeuzinho Vermelho, a vovó pulou de dentro da boca do lobo, pegou o machado do lenhador e cortou-lhe a cabeça.
Superado esse contratempo, Chapeuzinho Vermelho, vovó e o lobo sentiram uma certa comunhão de propósitos. Decidiram então estabelecer uma comunidade alternativa, baseada no respeito mútuo e na cooperação, e viveram juntos na floresta, felizes para sempre.
GARNER, James Finn. Contos de fadas politicamente corretos: uma versão adaptada aos nossos tempos. Tradução e adaptação de Cláudio Paiva. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 11-15.
A linguagem e o modo de contar a história permitem afirmar que o narrador trata a matéria narrada num tom
 

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1410993 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia atentamente o texto e responda a questão a seguir.
CHAPEUZINHO VERMELHO
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho que morava com sua mãe ao lado de uma floresta. Um dia, a mãe de Chapeuzinho lhe pediu para levar uma cesta de frutas frescas e água mineral à casa de sua vovozinha – não porque isso fosse trabalho de mulher, vejam só, mas porque era um ato generoso e que propiciava à filha uma visão comunitária sobre a vida. Tenho a acrescentar que sua vovozinha não estava doente, mas em plena saúde física e mental, sendo totalmente capaz de tomar conta de si mesma como adulta madura que era.
E assim Chapeuzinho Vermelho partiu de sua casa, com sua cesta, floresta adentro. Muita gente acreditava que a floresta era um lugar cheio de presságios e perigos, e nunca punha os pés lá. Chapeuzinho Vermelho, no entanto, em sua sexualidade emergente, tinha confiança em si e nenhuma argumentação freudiana tão óbvia a intimidava.
No caminho para a casa da vovozinha, Chapeuzinho foi abordada por um lobo, que lhe perguntou o que havia na cesta. Ela respondeu: “Alimentação natural e saudável para minha avó, que é uma adulta amadurecida e, obviamente, capacitada a cuidar de si mesma.”
O lobo respondeu: “Sabe, querida, não é seguro para uma menina andar pela floresta sozinha.”
Chapeuzinho retrucou: “Considero sua observação sexista e extremamente ofensiva, mas vou ignorá-la, por você desempenhar um papel tradicional de pária da sociedade. Agora, se você me desculpa, preciso seguir caminho.” E Chapeuzinho foi andando pela estrada afora.
Como todos os quadrúpedes que habitam as florestas, e que não conseguem se organizar política e socialmente, os lobos são desprovidos do pensamento linear ocidental e, por isso mesmo, têm uma visão imediatista sobre tudo o que os cerca. Sendo assim, o lobo não conseguia pensar em Chapeuzinho Vermelho sem dissociá-la da imagem de algumas batatas e um bom molho ferrugem!
E foi pensando nisto que ele pegou um caminho mais curto para a casa da vovó. Mal chegou, foi logo comendo a velhinha. Uma ação inteiramente válida para o carnívoro que era. E então, desvinculado de noções rígidas e tradicionalistas do que é masculino e feminino, vestiu as roupas da vovó e se meteu na cama.
Chapeuzinho Vermelho entrou na casinha e disse: “Vovó, trouxe alimentos desnatados e sem sal para lhe homenagear como matriarca sábia e nutridora que é.”
Da cama, o lobo disse suavemente: “Chegue mais perto, filha, para que eu te veja melhor.”
E Chapeuzinho respondeu: “Oh, ia me esquecendo que, como os morcegos, a senhora é oticamente cega. Mas, vovó, que olhos grandes você tem!”
“Eles muito viram e muito perdoaram, minha querida.”
“Vovó, que nariz grande você tem – relativamente, é claro e, certamente, bonito a seu modo.”
E o lobo respondeu com falsa modéstia: “Precisa ver o resto...”
“Vovó, que dentes grandes você tem!”
E o lobo disse: “Estou contente com quem eu sou, e com o que sou!” Dito isso, saltou da cama e agarrou Chapeuzinho Vermelho, pronto para devorá-la. A menina ficou assustada com o lobo vestido daquele jeito, mas evitou qualquer piada preconceituosa e de mau gosto sobre a opção sexual do animal, mas pôs-se a gritar devido à deliberada invasão de seu espaço pessoal.
Seus gritos foram ouvidos por um lenhador (ou técnico florestal, como ele mesmo preferia ser chamado). Quando entrou na cabana e viu a luta, o lenhador tentou intervir. Mas, quando ergueu o machado, Chapeuzinho e o lobo pararam.
E o que você pensa que vai fazer?”, perguntou Chapeuzinho.
O lenhador piscou e tentou responder, mas as palavras não vieram.
“Invadindo nosso espaço como um homem de Neandertal! Confiando em armas em lugar do seu próprio pensamento!”, exclamou, “Sexista! Especieísta! Falocentrista! Açougueiro de árvores! Como ousa supor que mulheres e lobos não podem resolver seus problemas sem a ajuda de um homem?!”
Ao ouvir o discurso passional de Chapeuzinho Vermelho, a vovó pulou de dentro da boca do lobo, pegou o machado do lenhador e cortou-lhe a cabeça.
Superado esse contratempo, Chapeuzinho Vermelho, vovó e o lobo sentiram uma certa comunhão de propósitos. Decidiram então estabelecer uma comunidade alternativa, baseada no respeito mútuo e na cooperação, e viveram juntos na floresta, felizes para sempre.
GARNER, James Finn. Contos de fadas politicamente corretos: uma versão adaptada aos nossos tempos. Tradução e adaptação de Cláudio Paiva. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 11-15.
Chapeuzinho Vermelho saiu para a floresta sós, não se preocupando com o perigo que corria. manhã, o sol estava radiante e nada poderia impedi-la de ver sua avó. Ela, que nunca dera importância recomendações da sua mãe sobre a conduta na floresta, encontrou um lobo que andava toa.
A seqüência que corresponde ao correto preenchimento das lacunas é:
 

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1408003 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia atentamente o texto e responda a questão a seguir.
CHAPEUZINHO VERMELHO
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho que morava com sua mãe ao lado de uma floresta. Um dia, a mãe de Chapeuzinho lhe pediu para levar uma cesta de frutas frescas e água mineral à casa de sua vovozinha – não porque isso fosse trabalho de mulher, vejam só, mas porque era um ato generoso e que propiciava à filha uma visão comunitária sobre a vida. Tenho a acrescentar que sua vovozinha não estava doente, mas em plena saúde física e mental, sendo totalmente capaz de tomar conta de si mesma como adulta madura que era.
E assim Chapeuzinho Vermelho partiu de sua casa, com sua cesta, floresta adentro. Muita gente acreditava que a floresta era um lugar cheio de presságios e perigos, e nunca punha os pés lá. Chapeuzinho Vermelho, no entanto, em sua sexualidade emergente, tinha confiança em si e nenhuma argumentação freudiana tão óbvia a intimidava.
No caminho para a casa da vovozinha, Chapeuzinho foi abordada por um lobo, que lhe perguntou o que havia na cesta. Ela respondeu: “Alimentação natural e saudável para minha avó, que é uma adulta amadurecida e, obviamente, capacitada a cuidar de si mesma.”
O lobo respondeu: “Sabe, querida, não é seguro para uma menina andar pela floresta sozinha.”
Chapeuzinho retrucou: “Considero sua observação sexista e extremamente ofensiva, mas vou ignorá-la, por você desempenhar um papel tradicional de pária da sociedade. Agora, se você me desculpa, preciso seguir caminho.” E Chapeuzinho foi andando pela estrada afora.
Como todos os quadrúpedes que habitam as florestas, e que não conseguem se organizar política e socialmente, os lobos são desprovidos do pensamento linear ocidental e, por isso mesmo, têm uma visão imediatista sobre tudo o que os cerca. Sendo assim, o lobo não conseguia pensar em Chapeuzinho Vermelho sem dissociá-la da imagem de algumas batatas e um bom molho ferrugem!
E foi pensando nisto que ele pegou um caminho mais curto para a casa da vovó. Mal chegou, foi logo comendo a velhinha. Uma ação inteiramente válida para o carnívoro que era. E então, desvinculado de noções rígidas e tradicionalistas do que é masculino e feminino, vestiu as roupas da vovó e se meteu na cama.
Chapeuzinho Vermelho entrou na casinha e disse: “Vovó, trouxe alimentos desnatados e sem sal para lhe homenagear como matriarca sábia e nutridora que é.”
Da cama, o lobo disse suavemente: “Chegue mais perto, filha, para que eu te veja melhor.”
E Chapeuzinho respondeu: “Oh, ia me esquecendo que, como os morcegos, a senhora é oticamente cega. Mas, vovó, que olhos grandes você tem!”
“Eles muito viram e muito perdoaram, minha querida.”
“Vovó, que nariz grande você tem – relativamente, é claro e, certamente, bonito a seu modo.”
E o lobo respondeu com falsa modéstia: “Precisa ver o resto...”
“Vovó, que dentes grandes você tem!”
E o lobo disse: “Estou contente com quem eu sou, e com o que sou!” Dito isso, saltou da cama e agarrou Chapeuzinho Vermelho, pronto para devorá-la. A menina ficou assustada com o lobo vestido daquele jeito, mas evitou qualquer piada preconceituosa e de mau gosto sobre a opção sexual do animal, mas pôs-se a gritar devido à deliberada invasão de seu espaço pessoal.
Seus gritos foram ouvidos por um lenhador (ou técnico florestal, como ele mesmo preferia ser chamado). Quando entrou na cabana e viu a luta, o lenhador tentou intervir. Mas, quando ergueu o machado, Chapeuzinho e o lobo pararam.
E o que você pensa que vai fazer?”, perguntou Chapeuzinho.
O lenhador piscou e tentou responder, mas as palavras não vieram.
“Invadindo nosso espaço como um homem de Neandertal! Confiando em armas em lugar do seu próprio pensamento!”, exclamou, “Sexista! Especieísta! Falocentrista! Açougueiro de árvores! Como ousa supor que mulheres e lobos não podem resolver seus problemas sem a ajuda de um homem?!”
Ao ouvir o discurso passional de Chapeuzinho Vermelho, a vovó pulou de dentro da boca do lobo, pegou o machado do lenhador e cortou-lhe a cabeça.
Superado esse contratempo, Chapeuzinho Vermelho, vovó e o lobo sentiram uma certa comunhão de propósitos. Decidiram então estabelecer uma comunidade alternativa, baseada no respeito mútuo e na cooperação, e viveram juntos na floresta, felizes para sempre.
GARNER, James Finn. Contos de fadas politicamente corretos: uma versão adaptada aos nossos tempos. Tradução e adaptação de Cláudio Paiva. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 11-15.
O único caso em que o pronome relativo sublinhado nos períodos abaixo não tem função de sujeito é:
 

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1407918 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia atentamente o texto e responda a questão a seguir.
CHAPEUZINHO VERMELHO
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho que morava com sua mãe ao lado de uma floresta. Um dia, a mãe de Chapeuzinho lhe pediu para levar uma cesta de frutas frescas e água mineral à casa de sua vovozinha – não porque isso fosse trabalho de mulher, vejam só, mas porque era um ato generoso e que propiciava à filha uma visão comunitária sobre a vida. Tenho a acrescentar que sua vovozinha não estava doente, mas em plena saúde física e mental, sendo totalmente capaz de tomar conta de si mesma como adulta madura que era.
E assim Chapeuzinho Vermelho partiu de sua casa, com sua cesta, floresta adentro. Muita gente acreditava que a floresta era um lugar cheio de presságios e perigos, e nunca punha os pés lá. Chapeuzinho Vermelho, no entanto, em sua sexualidade emergente, tinha confiança em si e nenhuma argumentação freudiana tão óbvia a intimidava.
No caminho para a casa da vovozinha, Chapeuzinho foi abordada por um lobo, que lhe perguntou o que havia na cesta. Ela respondeu: “Alimentação natural e saudável para minha avó, que é uma adulta amadurecida e, obviamente, capacitada a cuidar de si mesma.”
O lobo respondeu: “Sabe, querida, não é seguro para uma menina andar pela floresta sozinha.”
Chapeuzinho retrucou: “Considero sua observação sexista e extremamente ofensiva, mas vou ignorá-la, por você desempenhar um papel tradicional de pária da sociedade. Agora, se você me desculpa, preciso seguir caminho.” E Chapeuzinho foi andando pela estrada afora.
Como todos os quadrúpedes que habitam as florestas, e que não conseguem se organizar política e socialmente, os lobos são desprovidos do pensamento linear ocidental e, por isso mesmo, têm uma visão imediatista sobre tudo o que os cerca. Sendo assim, o lobo não conseguia pensar em Chapeuzinho Vermelho sem dissociá-la da imagem de algumas batatas e um bom molho ferrugem!
E foi pensando nisto que ele pegou um caminho mais curto para a casa da vovó. Mal chegou, foi logo comendo a velhinha. Uma ação inteiramente válida para o carnívoro que era. E então, desvinculado de noções rígidas e tradicionalistas do que é masculino e feminino, vestiu as roupas da vovó e se meteu na cama.
Chapeuzinho Vermelho entrou na casinha e disse: “Vovó, trouxe alimentos desnatados e sem sal para lhe homenagear como matriarca sábia e nutridora que é.”
Da cama, o lobo disse suavemente: “Chegue mais perto, filha, para que eu te veja melhor.”
E Chapeuzinho respondeu: “Oh, ia me esquecendo que, como os morcegos, a senhora é oticamente cega. Mas, vovó, que olhos grandes você tem!”
“Eles muito viram e muito perdoaram, minha querida.”
“Vovó, que nariz grande você tem – relativamente, é claro e, certamente, bonito a seu modo.”
E o lobo respondeu com falsa modéstia: “Precisa ver o resto...”
“Vovó, que dentes grandes você tem!”
E o lobo disse: “Estou contente com quem eu sou, e com o que sou!” Dito isso, saltou da cama e agarrou Chapeuzinho Vermelho, pronto para devorá-la. A menina ficou assustada com o lobo vestido daquele jeito, mas evitou qualquer piada preconceituosa e de mau gosto sobre a opção sexual do animal, mas pôs-se a gritar devido à deliberada invasão de seu espaço pessoal.
Seus gritos foram ouvidos por um lenhador (ou técnico florestal, como ele mesmo preferia ser chamado). Quando entrou na cabana e viu a luta, o lenhador tentou intervir. Mas, quando ergueu o machado, Chapeuzinho e o lobo pararam.
E o que você pensa que vai fazer?”, perguntou Chapeuzinho.
O lenhador piscou e tentou responder, mas as palavras não vieram.
“Invadindo nosso espaço como um homem de Neandertal! Confiando em armas em lugar do seu próprio pensamento!”, exclamou, “Sexista! Especieísta! Falocentrista! Açougueiro de árvores! Como ousa supor que mulheres e lobos não podem resolver seus problemas sem a ajuda de um homem?!”
Ao ouvir o discurso passional de Chapeuzinho Vermelho, a vovó pulou de dentro da boca do lobo, pegou o machado do lenhador e cortou-lhe a cabeça.
Superado esse contratempo, Chapeuzinho Vermelho, vovó e o lobo sentiram uma certa comunhão de propósitos. Decidiram então estabelecer uma comunidade alternativa, baseada no respeito mútuo e na cooperação, e viveram juntos na floresta, felizes para sempre.
GARNER, James Finn. Contos de fadas politicamente corretos: uma versão adaptada aos nossos tempos. Tradução e adaptação de Cláudio Paiva. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 11-15.
Sobre o texto, é correto dizer que
 

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1407691 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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A forma verbal destacada está empregada corretamente em:
 

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