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Leia o texto II para responder o item.
TEXTO II
A Jesus Cristo Nosso Senhor
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
De vossa alta clemência me despido:
Porque, quanto mais tenho delinquido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido:
Que a mesma culpa, que vos há ofendido
Vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história.
Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada;
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.
Gregório de Matos
Analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
I. A expressão “me despido” (verso 2) pode ser interpretada como ‘desejo de corrigir-se dos erros e defeitos’.
II. Em “Que a mesma culpa, que vos há ofendido” (verso 7), os vocábulos em negrito podem ser classificados, respectivamente, como conjunção causal e conjunção integrante.
III. Nos versos “Glória tal e prazer tão repentino” (verso 10) e “Vos deu (...)” (verso 11), as palavras em negrito funcionam, sintaticamente, como núcleos do complemento verbal do verbo “dar”.
IV. A expressão “ovelha desgarrada” (verso 12) está funcionando como um objeto direto.
V. Em “Cobrai-a” (verso 13) o pronome que complementa o verbo é um anfórico.
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Leia o texto III para responder o item.
TEXTO III
As pedras
Ajuntei todas as pedras.
Que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
levantei a pedra rude
dos meus versos.
(CORA CORALINA. Melhores poemas. 2 ed. Ver. E ampl. São Paulo: Global, 2004. p. 213)
Compreende-se, no poema de Cora Coralina, uma postura de:
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Analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
I. Os vocábulos “deságuam”, “saguão” e “mínguam” encerram ditongos nasais.
II. Em “cárie”, “quatro” e “água” os ditongos são decrescentes.
III. Há encontros consonantais em “objeto”, “planeta” e “frango”.
IV. Em “porque”, “assalto” e “manhã” há dígrafos.
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Leia o texto IV para responder o item.
TEXTO IV
A longa caminhada do papel eletrônico
Imagine-se sentado em um banco de praça, quando alguém ao seu lado retira de um fino canudo uma folha retrátil e transparente de tamanho
A4. De repente, letras e imagens aparecem naquela folha, como se fosse uma página impressa. O contraste e a visibilidade das letras em diferentes ângulos lembram uma folha de papel.
Isso ainda é uma cena de ficção. Você não encontra esse produto na loja da esquina, mas Epson, Fujitsu, HP, IBM, Kodak, Motorola, Philips, Pioneer, Samsung, Siemens, Sony, Xerox, para citar apenas empresas conhecidas do grande público, trabalham para que isso não demore a acontecer. O papel eletrônico – a folha transparente da cena imaginária – já existe em diversos produtos. Falta apenas ele aparecer no design imaginado acima e com um preço compatível com a renda de boa parte da população.
Nos laboratórios de pesquisa, os trabalhos que viabilizaram o papel eletrônico já têm uma longa história. Podemos dizer que a saga remonta aos anos 1950, quando propriedades elétricas foram descobertas em alguns polímeros e as primeiras imagens xerográficas foram obtidas com o processo conhecido como eletroforese. Na década seguinte, com a descoberta dos polímeros semicondutores, estava aberta a estrada para se chegar ao papel eletrônico.
Mas a evolução da ciência e da tecnologia não é assim tão certinha. Tropeços metodológicos e estratégias comerciais entortaram o rumo dessa história. Passados mais de 40 anos, ainda estamos à espera do papel eletrônico com as propriedades que teoricamente consideramos adequadas.
E quais são essas propriedades? Para se assemelhar ao papel impresso em funcionalidade e disponibilidade, o papel eletrônico deve ter bom contraste, de modo a ser lido até na claridade da luz solar. Isso implica que as imagens deverão ser visualizadas por reflexão da luz e não por transmissão, como ocorre nas usuais telas de computadores e de televisores. É claro que isso não impede que um fabricante possa fazer um papel eletrônico que emita luz, mas essa não é a alternativa que está fazendo a cabeça da indústria.
Assim como o papel convencional, de celulose, o eletrônico também deve ser flexível, de modo que possa ser encurvado e guardado em um canudo. Tem que apresentar baixo consumo de energia e, sobretudo, ter preço de venda compatível com o orçamento de grande parte da população. Ainda não se conseguiu um produto que atenda a todas essas exigências.
(Ciência Hoje. Disponível em <http://cienciahoje.uol.com.br/141468>)
O vocábulo “se”, em “Imagine-se” e “não se conseguiu” , indica, respectivamente:
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Leia o texto abaixo, para solucionar o item.
“Amor total e falho... Puro e impuro...
Amor de velho adolescente...”
(Carlos Drummond de Andrade)
Analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. Todo o poema gira em torno de uma visão paradoxal do amor.
II. A preposição “de”, no último verso, determina uma relação temporal.
III. Em todos os versos está implícita a presença do verbo “ser”.
IV. Há ideia paradoxal somente em “Amor de velho adolescente...”.
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Leia o texto II para responder o item.
TEXTO II
A Jesus Cristo Nosso Senhor
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
De vossa alta clemência me despido:
Porque, quanto mais tenho delinquido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido:
Que a mesma culpa, que vos há ofendido
Vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história.
Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada;
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.
Gregório de Matos
O emprego da vírgula em “Glória tal e prazer tão repentino / Vos deu, como afirmais na sacra história.” (versos 10 e 11) deu-se pelo mesmo motivo em:
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Leia o texto V, para solucionar o item.
TEXTO V
“Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta
ao pé de uma parede sem porta.
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.”
Fernando Pessoa
Assinale a alternativa correta.
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Leia o texto IV para responder o item.
TEXTO IV
A longa caminhada do papel eletrônico
Imagine-se sentado em um banco de praça, quando alguém ao seu lado retira de um fino canudo uma folha retrátil e transparente de tamanho
A4. De repente, letras e imagens aparecem naquela folha, como se fosse uma página impressa. O contraste e a visibilidade das letras em diferentes ângulos lembram uma folha de papel.
Isso ainda é uma cena de ficção. Você não encontra esse produto na loja da esquina, mas Epson, Fujitsu, HP, IBM, Kodak, Motorola, Philips, Pioneer, Samsung, Siemens, Sony, Xerox, para citar apenas empresas conhecidas do grande público, trabalham para que isso não demore a acontecer. O papel eletrônico – a folha transparente da cena imaginária – já existe em diversos produtos. Falta apenas ele aparecer no design imaginado acima e com um preço compatível com a renda de boa parte da população.
Nos laboratórios de pesquisa, os trabalhos que viabilizaram o papel eletrônico já têm uma longa história. Podemos dizer que a saga remonta aos anos 1950, quando propriedades elétricas foram descobertas em alguns polímeros e as primeiras imagens xerográficas foram obtidas com o processo conhecido como eletroforese. Na década seguinte, com a descoberta dos polímeros semicondutores, estava aberta a estrada para se chegar ao papel eletrônico.
Mas a evolução da ciência e da tecnologia não é assim tão certinha. Tropeços metodológicos e estratégias comerciais entortaram o rumo dessa história. Passados mais de 40 anos, ainda estamos à espera do papel eletrônico com as propriedades que teoricamente consideramos adequadas.
E quais são essas propriedades? Para se assemelhar ao papel impresso em funcionalidade e disponibilidade, o papel eletrônico deve ter bom contraste, de modo a ser lido até na claridade da luz solar. Isso implica que as imagens deverão ser visualizadas por reflexão da luz e não por transmissão, como ocorre nas usuais telas de computadores e de televisores. É claro que isso não impede que um fabricante possa fazer um papel eletrônico que emita luz, mas essa não é a alternativa que está fazendo a cabeça da indústria.
Assim como o papel convencional, de celulose, o eletrônico também deve ser flexível, de modo que possa ser encurvado e guardado em um canudo. Tem que apresentar baixo consumo de energia e, sobretudo, ter preço de venda compatível com o orçamento de grande parte da população. Ainda não se conseguiu um produto que atenda a todas essas exigências.
(Ciência Hoje. Disponível em <http://cienciahoje.uol.com.br/141468>)
O texto apresenta uma linguagem:
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Leia o texto III para responder o item.
TEXTO III
As pedras
Ajuntei todas as pedras.
Que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
levantei a pedra rude
dos meus versos.
(CORA CORALINA. Melhores poemas. 2 ed. Ver. E ampl. São Paulo: Global, 2004. p. 213)
O período formado por orações coordenadas é:
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Leia o texto IV para responder o item.
TEXTO IV
A longa caminhada do papel eletrônico
Imagine-se sentado em um banco de praça, quando alguém ao seu lado retira de um fino canudo uma folha retrátil e transparente de tamanho
A4. De repente, letras e imagens aparecem naquela folha, como se fosse uma página impressa. O contraste e a visibilidade das letras em diferentes ângulos lembram uma folha de papel.
Isso ainda é uma cena de ficção. Você não encontra esse produto na loja da esquina, mas Epson, Fujitsu, HP, IBM, Kodak, Motorola, Philips, Pioneer, Samsung, Siemens, Sony, Xerox, para citar apenas empresas conhecidas do grande público, trabalham para que isso não demore a acontecer. O papel eletrônico – a folha transparente da cena imaginária – já existe em diversos produtos. Falta apenas ele aparecer no design imaginado acima e com um preço compatível com a renda de boa parte da população.
Nos laboratórios de pesquisa, os trabalhos que viabilizaram o papel eletrônico já têm uma longa história. Podemos dizer que a saga remonta aos anos 1950, quando propriedades elétricas foram descobertas em alguns polímeros e as primeiras imagens xerográficas foram obtidas com o processo conhecido como eletroforese. Na década seguinte, com a descoberta dos polímeros semicondutores, estava aberta a estrada para se chegar ao papel eletrônico.
Mas a evolução da ciência e da tecnologia não é assim tão certinha. Tropeços metodológicos e estratégias comerciais entortaram o rumo dessa história. Passados mais de 40 anos, ainda estamos à espera do papel eletrônico com as propriedades que teoricamente consideramos adequadas.
E quais são essas propriedades? Para se assemelhar ao papel impresso em funcionalidade e disponibilidade, o papel eletrônico deve ter bom contraste, de modo a ser lido até na claridade da luz solar. Isso implica que as imagens deverão ser visualizadas por reflexão da luz e não por transmissão, como ocorre nas usuais telas de computadores e de televisores. É claro que isso não impede que um fabricante possa fazer um papel eletrônico que emita luz, mas essa não é a alternativa que está fazendo a cabeça da indústria.
Assim como o papel convencional, de celulose, o eletrônico também deve ser flexível, de modo que possa ser encurvado e guardado em um canudo. Tem que apresentar baixo consumo de energia e, sobretudo, ter preço de venda compatível com o orçamento de grande parte da população. Ainda não se conseguiu um produto que atenda a todas essas exigências.
(Ciência Hoje. Disponível em <http://cienciahoje.uol.com.br/141468>)
A folha descrita no primeiro parágrafo é retomada no texto pelas expressões:
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Caderno Container