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2828069 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Politicamente, a Europa Oriental era o calcanhar de Aquiles do sistema soviético. Após a Primavera de Praga, ficou claro que os regimes satélites comunistas haviam perdido legitimidade como tal na maior parte da região. Tinham sua existência mantida por coerção do Estado, apoiado pela ameaça de intervenção soviética, ou, na melhor das hipóteses, dando aos cidadãos condições materiais e relativa liberdade muito superiores à média leste-europeia, mas que a crise econômica tornava impossíveis de manter. Contudo, com uma exceção, nenhuma forma séria de oposição política organizada ou qualquer outra era possível. Em um país, a conjunção de três fatores produziu essa possibilidade. A opinião pública do país estava esmagadoramente unida não apenas pela antipatia ao regime, mas por um nacionalismo antirrusso (e antijudeu) e conscientemente católico romano; a Igreja retinha uma organização independente nacional; e a classe operária demonstrara seu poder político com greves maciças, em intervalos, desde meados da década de 1950. E a partir de meados da década de 1970, teve de enfrentar tanto um movimento, trabalhista politicamente organizado, apoiado por uma assessoria de dissidentes intelectuais politicamente sofisticados, sobretudo ex-marxistas, quanto também uma Igreja cada vez mais agressiva. (Eric Hobsbawm,

Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)

O excerto trata da

 

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2828068 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

A peculiaridade da Guerra Fria era a de que, em termos objetivos, não existia perigo iminente de guerra mundial. Mais que isso: apesar da retórica apocalíptica de ambos os lados, mas, sobretudo, do lado americano, os governos das duas superpotências aceitaram a distribuição global de forças no fim da Segunda Guerra Mundial […]

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991)

Acerca da distribuição de forças com o fim da Segunda Guerra, é correto afirmar que

 

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2828067 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

[…] é preciso explicar por que a reação da direita após a Primeira Grande Guerra conseguiu vitórias cruciais na forma do fascismo. Antes de 1914 já existiam movimentos extremistas da ultradireita – histericamente nacionalistas e xenofóbicos, promotores dos ideais da guerra e da violência, intolerantes e dados a atos violentamente coercivos, totalmente antiliberais, antidemocráticos, antiproletários, antissocialistas e antinacionalistas, defensores do sangue e do solo e dos valores antigos que a modernidade estava destruindo. Eles tinham alguma influência dentro da direita política e em alguns círculos intelectuais, mas em lugar algum chegam a dominar ou controlar.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991)

Para o autor de Era dos extremos, o que deu ao fascismo sua oportunidade, após a Primeira Guerra Mundial, foi

 

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2828066 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

[…] o surgimento dos movimentos operários ou, de maneira mais geral, da política democrática teve uma relação nítida com o surgimento do “novo imperialismo”. A partir do momento em que o grande imperialista Cecil Rhodes observou em 1895 que, para evitar a guerra civil, era preciso se tornar imperialista, a maioria dos observadores se conscientizou do assim chamado “imperialismo social” […]

(Eric J. Hobsbawm, A era dos impérios)

Para Hobsbawm, o “imperialismo social” deve ser entendido como

 

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2828065 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Houve três ondas revolucionárias principais no mundo ocidental entre 1815 e 1848. (A Ásia e a África permaneciam até então imunes: as primeiras revoluções em grande escala na Ásia [...] só ocorreram na década de 1850). A primeira ocorreu em 1820-24. Na Europa, ela ficou limitada principalmente ao Mediterrâneo, com Espanha e Portugal (1820), Nápoles (1820) e a Grécia (1821) como seus epicentros. Fora a grega, todas essas insurreições foram sufocadas. […]

A segunda onda revolucionária ocorreu em 1829-34 […].

(Eric J. Hobsbawm, A Era das revoluções: Europa 1789-1848)

Segundo Hobsbawm, essa “segunda onda revolucionária”, entre outros eventos,

 

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2828064 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Quando o terremoto de 1812 sacudiu Caracas e outras cidades da Venezuela, a posição da Igreja foi a de afirmar que este fora um castigo de Deus pela revolta contra o rei e a Igreja.

(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino, História da América Latina)

Prado e Pellegrino consideram que, durante o processo de independência da América espanhola, a Igreja Católica, enquanto instituição hierarquizada,

 

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2828063 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Pela Declaração dos Direitos, a igualdade foi estreitamente associada à liberdade: fora avidamente exigida pela burguesia em contraposição à aristocracia, pelos camponeses face aos seus senhores. Tratava-se, porém, da igualdade civil, unicamente.

(Albert Soboul, A Revolução Francesa)

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte, em agosto de 1789, preconizava

 

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2828062 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

“Formação do Brasil no Atlântico Sul: o leitor que bateu o olho na capa do livro estará intrigado com o subtítulo. Quer dizer então que o Brasil se formou fora do Brasil? É exatamente isso: tal é o paradoxo que pretendo demonstrar […]

(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul)

Para Alencastro, “o Brasil se formou fora do Brasil” porque

 

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2828061 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Desde o século XVI, após os primeiros tempos da conquista do Peru e de seu impacto destruidor para os habitantes dos antigos territórios incas, a Coroa espanhola esforçou-se para evitar o genocídio dos súditos americanos organizando os sobreviventes em povoados, os chamados pueblos […]

(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino, História da América Latina)

Segundo a obra citada, os pueblos

 

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2828060 Ano: 2022
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

O mercantilismo inglês se beneficia da precocidade das instituições políticas e sociais, da qualidade da informação e da reflexão teórica no país, evolui, se adapta, se aperfeiçoa, e ajuda a Inglaterra a assumir, na Europa, uma verdadeira supremacia marítima e comercial e, talvez, já a supremacia industrial.

(Pierre Deyon, O mercantilismo)

Para Pierre Deyon, o mercantilismo adquiriu, na Inglaterra e em outros países europeus, três formas essenciais. Trata-se da

 

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