Magna Concursos

Foram encontradas 100 questões.

3453155 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Escolha a única alternativa correta, dentre as opções apresentadas, que responde ou completa cada questão, assinalando-a, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta, no Cartão de Respostas.

Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.

No princípio eram as árvores

Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, liber, que significa “livro”, originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais — o papiro, o pergaminho — ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores.

Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, liber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos — book, Buch, boek — também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado.

Em latim, o termo que significa “livro” tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa “livre”, embora as raizes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

Voltei a ver os álamos dourados,

átamos do caminho na ribeira

do Douro, entre San Polo e San Saturio,

atrás das muralhas velhas de Soria [...].

Estes choupos do rio, que acompanham

com o som de suas folhas secas

o som da água, quando o vento sopra,

têm em suas cascas

gravadas iniciais que são nomes

de apaixonados, números que são datas.

Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século III a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: “E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus.” Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.

Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1º ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.

GLOSSÁRIO:

Álamo — árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro — folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho — pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos — o mesmo que álamo;

Junco — nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia — espécie de árvore; e Indo-europeu — origem comum das línguas europeias.

Em relação ao Romantismo, pode-se afirmar:

| - A expressão das emoções, combinada ao subjetivismo e à originalidade, define os princípios desse movimento.

II — O autor romântico explora as figuras de linguagem e os jogos de palavras, a fim de dar à literatura a riqueza visual da pintura e da escultura.

III — A segunda geração desse movimento literário é marcada pela incorporação da imagem de um herói romântico que defende valores incorruptíveis como a honestidade, o amor e o direito à liberdade.

]IV-— O desejo de dar um caráter científico à obra literária define as condições de produção dos romances românticos.

V -— Poetas como Castro Alves e Sousândrade, inspirados pelos princípios libertários defendidos por Victor Hugo, escreveram sobre o horror da escravidão e outros temas sociais.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3453154 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Escolha a única alternativa correta, dentre as opções apresentadas, que responde ou completa cada questão, assinalando-a, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta, no Cartão de Respostas.

Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.

No princípio eram as árvores

Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, liber, que significa “livro”, originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais — o papiro, o pergaminho — ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores.

Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, liber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos — book, Buch, boek — também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado.

Em latim, o termo que significa “livro” tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa “livre”, embora as raizes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

Voltei a ver os álamos dourados,

átamos do caminho na ribeira

do Douro, entre San Polo e San Saturio,

atrás das muralhas velhas de Soria [...].

Estes choupos do rio, que acompanham

com o som de suas folhas secas

o som da água, quando o vento sopra,

têm em suas cascas

gravadas iniciais que são nomes

de apaixonados, números que são datas.

Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século III a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: “E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus.” Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.

Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1º ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.

GLOSSÁRIO:

Álamo — árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro — folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho — pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos — o mesmo que álamo;

Junco — nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia — espécie de árvore; e Indo-europeu — origem comum das línguas europeias.

Leia o seguinte excerto do conto “A causa secreta”, de Machado de Assis:

“Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.

Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-o na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento. Olhou assombrado, mordendo os beiços.

Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.”

(50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 368-76.)

Pode-se afirmar que está presente a seguinte característica, típica da literatura realista de Machado de Assis:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3453153 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Escolha a única alternativa correta, dentre as opções apresentadas, que responde ou completa cada questão, assinalando-a, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta, no Cartão de Respostas.

Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.

No princípio eram as árvores

Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, liber, que significa “livro”, originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais — o papiro, o pergaminho — ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores.

Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, liber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos — book, Buch, boek — também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado.

Em latim, o termo que significa “livro” tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa “livre”, embora as raizes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

Voltei a ver os álamos dourados,

átamos do caminho na ribeira

do Douro, entre San Polo e San Saturio,

atrás das muralhas velhas de Soria [...].

Estes choupos do rio, que acompanham

com o som de suas folhas secas

o som da água, quando o vento sopra,

têm em suas cascas

gravadas iniciais que são nomes

de apaixonados, números que são datas.

Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século III a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: “E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus.” Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.

Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1º ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.

GLOSSÁRIO:

Álamo — árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro — folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho — pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos — o mesmo que álamo;

Junco — nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia — espécie de árvore; e Indo-europeu — origem comum das línguas europeias.

Em “Os nomes germânicos — book, Buch, boek — também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado.”, a palavra sublinhada é um adjetivo que se refere ao substantivo “árvore”. Assinale a alternativa que explica a formação dessa palavra no lugar de “arvórea”, que seria uma escrita mais lógica, mas nem aparece dicionarizada:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3453152 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Escolha a única alternativa correta, dentre as opções apresentadas, que responde ou completa cada questão, assinalando-a, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta, no Cartão de Respostas.

Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.

No princípio eram as árvores

Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, liber, que significa “livro”, originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais — o papiro, o pergaminho — ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores.

Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, liber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos — book, Buch, boek — também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado.

Em latim, o termo que significa “livro” tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa “livre”, embora as raizes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

Voltei a ver os álamos dourados,

átamos do caminho na ribeira

do Douro, entre San Polo e San Saturio,

atrás das muralhas velhas de Soria [...].

Estes choupos do rio, que acompanham

com o som de suas folhas secas

o som da água, quando o vento sopra,

têm em suas cascas

gravadas iniciais que são nomes

de apaixonados, números que são datas.

Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século III a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: “E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus.” Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.

Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1º ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.

GLOSSÁRIO:

Álamo — árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro — folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho — pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos — o mesmo que álamo;

Junco — nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia — espécie de árvore; e Indo-europeu — origem comum das línguas europeias.

Segundo o texto, é correto afirmar que:

I- as duas paixões dos iluministas de todas as épocas são os jogos de palavras e a semelhança

fonética entre as palavras.

II- as “antigas páginas de madeira” são as cascas das árvores.

III- a etimologia da palavra “livro” é grega.

IV- conotativamente, a origem da folha de papel é mais remota que a do papiro.

Dentre as afirmativas feitas acima, estão corretas apenas:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3453151 Ano: 2024
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Leia o texto a seguir e responda às questões 51, 52 e 53.

Is tech making learning foreign languages obsolete?

I wouldn't exactly say my French has been going well. A few decades after I left behind my high school language requirement, I decided recently it was time to take another crack. But while my travels over the last few years have made me as grateful for Google Translate as I am to be a native English speaker — they've also made me painfully, embarrassedly aware of how uniquely monolingual so many Americans (1) ____________.

New technology in the form of Apps and tools offering real-time translation have simplified the world so much that we don't really need to learn other languages anymore. Perhaps we can compare it to what the calculator (2) ____________ for math equations. Why then am I doing it? Even if in theory I could with great and focused effort someday become not entirely embarrassing in my French, there's still the question of why bother.

"When you make the effort to learn another person's language, you demonstrate respect." Arturs Penha, the Chief Security Officer (CSO) of the translation service Skrivanek, acknowledges that "Technology has revolutionized communication, enabling us to bridge linguistic barriers more easily than ever before,” but he also makes the case for the human touch. "Learning a language goes beyond mere communication," he says. "It fosters empathy, cultural appreciation, and a sense of belonging.”

“When you make the effort to learn another person's language, you demonstrate respect for their culture and a willingness to engage on a deeper level. I speak four different languages." Peha adds, "I can genuinely say that people talk and treat me very differently when I communicate with them in their native language compared to when I use a lingua franca or rely on a translation App." Al (Artificial Intelligence) and Apps have made translation easier and more accurate than ever, but won't replace the value of the real thing.

Adapted from https:/www.salon.com/2024/02/10/is-tech-making-learning-foreign-languages-obsolete/

Choose the alternative with verbs that correctly and respectively complete gaps (1) and (2).

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3453150 Ano: 2024
Disciplina: Geografia
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Considere o gráfico a seguir:

Enunciado 3993613-1

(Disponível em: <http://wiki.dpi.inpe.br/lib/exe/fetch.php?media=ser457-cst310:aulas-2014:popea14_demografia_2.pdf> Acessado em: 19 mar 2024).

Da análise do gráfico acima é possível afirmar que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3453149 Ano: 2024
Disciplina: Geografia
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Considerando as grandes culturas comerciais e a organização espacial da agropecuária no Brasil, a figura a seguir corresponde à produção de:

Enunciado 3993610-1

(Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 8 ed. Rio de Janeiro, 2018. p.128)

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3453148 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Para todo x ∈ \( \mathbb{R} \), a expressão \( \cos\left(\log\dfrac{x^2+7}{x^4+5}\right) \)equivale a:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3453147 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Sejam A, B e C subconjuntos de um conjunto universo U, e \( \overline{B} \) o complementar de B com relação a U. Independentemente das relações entre os subconjuntos A,B e C, a operação (B U C) - (A U \( \overline{B} \)) sempre é equivalente a:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3453146 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Um paralelepípedo reto tem como seção reta um paralelogramo ABCD, cujos lados \( \overline{AB} \) e \( \overline{BC} \) medem, respectivamente, 20 cm e 10 cm, e o ângulo DÂB mede 30º. Sabendo que a altura do paralelepípedo é igual a dois terços do perímetro da seção reta, o seu volume é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas