Foram encontradas 50 questões.
O português de Portugal está ficando mais brasileiro?
“Grama”, “geladeira”, “dica”. Essas e outras palavras
e expressões “brasileiras” têm se tornado cada vez mais
comuns no vocabulário dos portugueses, segundo linguistas
e estudiosos do tema. Elas são usadas principalmente por
crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade
influencers e youtubers do Brasil nas redes sociais. Mas os
portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
nos últimos anos por conteúdos nas redes sociais.
Fernando Venâncio, linguista português, identificou
algumas dessas palavras em seu livro O Português à
Descoberta do Brasileiro. Muitas delas, segundo ele, já são
usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
dirigiria a um aluno com 'você'", diz a professora da
Universidade de Coimbra.
BBC News Brasil. Adaptado.
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“Grama”, “geladeira”, “dica”. Essas e outras palavras
e expressões “brasileiras” têm se tornado cada vez mais
comuns no vocabulário dos portugueses, segundo linguistas
e estudiosos do tema. Elas são usadas principalmente por
crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade
influencers e youtubers do Brasil nas redes sociais. Mas os
portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
nos últimos anos por conteúdos nas redes sociais.
Fernando Venâncio, linguista português, identificou
algumas dessas palavras em seu livro O Português à
Descoberta do Brasileiro. Muitas delas, segundo ele, já são
usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
dirigiria a um aluno com 'você'", diz a professora da
Universidade de Coimbra.
BBC News Brasil. Adaptado.
( ) Em “Não me refiro àquele gato cinza, mas àquela gata preta”, a primeira ocorrência de emprego da crase está incorreta, já que “gato” é uma palavra masculina.
( ) No enunciado “Ficamos cara à cara com um gatinho abandonado”, o emprego da crase é por se tratar de palavras repetidas. Isso ocorre em expressões como “gota à gota” e “frente à frente”.
( ) Em “Vou a Singapura conhecer uma nova raça de gatos”, caso “Singapura” fosse substituído por “Inglaterra”, o “a” antecedente deveria receber o acento indicativo da crase.
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portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
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Fernando Venâncio, linguista português, identificou
algumas dessas palavras em seu livro O Português à
Descoberta do Brasileiro. Muitas delas, segundo ele, já são
usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
dirigiria a um aluno com 'você'", diz a professora da
Universidade de Coimbra.
BBC News Brasil. Adaptado.
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e estudiosos do tema. Elas são usadas principalmente por
crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade
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portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
nos últimos anos por conteúdos nas redes sociais.
Fernando Venâncio, linguista português, identificou
algumas dessas palavras em seu livro O Português à
Descoberta do Brasileiro. Muitas delas, segundo ele, já são
usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
dirigiria a um aluno com 'você'", diz a professora da
Universidade de Coimbra.
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e expressões “brasileiras” têm se tornado cada vez mais
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e estudiosos do tema. Elas são usadas principalmente por
crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade
influencers e youtubers do Brasil nas redes sociais. Mas os
portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
nos últimos anos por conteúdos nas redes sociais.
Fernando Venâncio, linguista português, identificou
algumas dessas palavras em seu livro O Português à
Descoberta do Brasileiro. Muitas delas, segundo ele, já são
usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
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“Nunca se esquecem as lições aprendidas na dor.” (provérbio africano)
Sobre a estruturação desse pensamento, é CORRETO o que se afirma em:
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crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade
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portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
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Fernando Venâncio, linguista português, identificou
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usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
dirigiria a um aluno com 'você'", diz a professora da
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e expressões “brasileiras” têm se tornado cada vez mais
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e estudiosos do tema. Elas são usadas principalmente por
crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade
influencers e youtubers do Brasil nas redes sociais. Mas os
portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
nos últimos anos por conteúdos nas redes sociais.
Fernando Venâncio, linguista português, identificou
algumas dessas palavras em seu livro O Português à
Descoberta do Brasileiro. Muitas delas, segundo ele, já são
usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
dirigiria a um aluno com 'você'", diz a professora da
Universidade de Coimbra.
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“Grama”, “geladeira”, “dica”. Essas e outras palavras
e expressões “brasileiras” têm se tornado cada vez mais
comuns no vocabulário dos portugueses, segundo linguistas
e estudiosos do tema. Elas são usadas principalmente por
crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade
influencers e youtubers do Brasil nas redes sociais. Mas os
portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
nos últimos anos por conteúdos nas redes sociais.
Fernando Venâncio, linguista português, identificou
algumas dessas palavras em seu livro O Português à
Descoberta do Brasileiro. Muitas delas, segundo ele, já são
usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
dirigiria a um aluno com 'você'", diz a professora da
Universidade de Coimbra.
BBC News Brasil. Adaptado.
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O português de Portugal está ficando mais brasileiro?
“Grama”, “geladeira”, “dica”. Essas e outras palavras
e expressões “brasileiras” têm se tornado cada vez mais
comuns no vocabulário dos portugueses, segundo linguistas
e estudiosos do tema. Elas são usadas principalmente por
crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade
influencers e youtubers do Brasil nas redes sociais. Mas os
portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
nos últimos anos por conteúdos nas redes sociais.
Fernando Venâncio, linguista português, identificou
algumas dessas palavras em seu livro O Português à
Descoberta do Brasileiro. Muitas delas, segundo ele, já são
usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
dirigiria a um aluno com 'você'", diz a professora da
Universidade de Coimbra.
BBC News Brasil. Adaptado.
( ) Os “brasileirismos” começaram a influenciar Portugal recentemente.
( ) “Você” pode ser considerado uma forma mais correta de referir-se a qualquer pessoa em Portugal.
( ) De acordo com o texto, uma estrutura do tipo “vou te dar minhas chaves e meu carro” seria uma forma mais comumente dita no Brasil.
( ) Em certos contextos, as colocações pronominais na variante europeia têm sido influenciadas pela brasileira.
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e expressões “brasileiras” têm se tornado cada vez mais
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e estudiosos do tema. Elas são usadas principalmente por
crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade
influencers e youtubers do Brasil nas redes sociais. Mas os
portugueses mais velhos também são pegos cada vez mais
cometendo “brasileirismos”, em uma tendência que
começou na década de 1970 com a influência das novelas
importadas do Brasil para Portugal e que foi potencializada
nos últimos anos por conteúdos nas redes sociais.
Fernando Venâncio, linguista português, identificou
algumas dessas palavras em seu livro O Português à
Descoberta do Brasileiro. Muitas delas, segundo ele, já são
usadas em Portugal há algumas décadas. "Um brasileiro, por
exemplo, anuncia a pergunta que vai fazer com 'será que'.
Isto não existia no português de Portugal nesta modalidade",
diz.
O linguista e professor da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Xoán Lagares, nota ainda a influência da
variante brasileira na omissão do artigo em determinados
contextos e em certas questões de colocação pronominal. O
especialista explica que na variante europeia a omissão do
artigo com possessivo só é possível em poucos contextos,
segundo a tradição normativa local. O comum, portanto,
seria dizer coisas como "a minha casa", "vou-te dar o meu
endereço" ou "a minha vida". Já no português brasileiro, o
uso é mais variável, e expressões "minha casa", "vou te dar
meu endereço" e "minha vida" são aceitas. No entanto,
recentemente, o formato usado no Brasil tem sido
observado também em Portugal.
Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, o
uso da palavra “você” também já era muito comum em
Portugal. Segundo Graça Rio-Torto professora catedrática de
Linguística da Universidade de Coimbra a palavra
especialmente no singular ocupa dois extremos. Ao mesmo
tempo em que é muito usada por portugueses menos
escolarizados e de zonas mais rurais do país, também está
presente entre a classe alta. Alguns linguistas também
classificam a expressão como "um meio-termo" entre “o
senhor” ou “a senhora” e o “tu”, em termos de formalidade.
Para algumas pessoas, seu uso por portugueses ainda
pode ser considerado rude ou uma forma de inferiorizar
alguém. "Pode ser uma marca um bocadinho desrespeitosa
por parte de um falante culto. Eu, por exemplo, nunca me
dirigiria a um aluno com 'você'", diz a professora da
Universidade de Coimbra.
BBC News Brasil. Adaptado.
I. Não se usa “você” em Portugal porque todos os portugueses acham uma forma rude de se referir a alguém.
II. A omissão do artigo com possessivo é muito comum no Brasil, mas não em Portugal.
III. A influência brasileira na língua portuguesa em Portugal acontece somente pelo massivo uso da internet.
IV. Os portugueses não utilizavam o “será que” da mesma forma que os brasileiros.
Está CORRETO o que se afirma:
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