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Texto LP – questões de 1 a 5
Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Julgue os itens abaixo com relação à síntese das idéias essenciais do texto LP.
O panorama científico dos diversos países, os avanços tecnológicos alcançados, as intenções e os acordos entre as nações, embora razoavelmente conhecidos, só podem ser avaliados dentro de cada realidade específica.
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Texto LP – questões de 1 a 5
Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Julgue os itens abaixo com relação à síntese das idéias essenciais do texto LP.
Os conhecimentos científicos e os avanços tecnológicos, apesar de propiciarem inúmeros benefícios à população mundial, não estão distribuídos eqüitativamente.
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Texto LP – questões de 1 a 5
Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Julgue os itens abaixo com relação à síntese das idéias essenciais do texto LP.
A prevenção, o tratamento e a cura de muitas doenças, que permitem aumento considerável da expectativa de vida da humanidade, são o maior benefício decorrente do desenvolvimento científico e tecnológico.
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Texto LP – questões de 1 a 5
Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Em cada um dos itens abaixo, julgue se o trecho em negrito poderia substituir, com correção gramatical, o fragmento destacado entre aspas, com a manutenção das idéias originais do texto LP.
'Para isso (...) internacional.' (L.13-14) – Para realizar tudo isso, é necessário um novo compromisso social, representado pelos seguintes indicadores: maior colaboração entre os setores público e privado, e entre as empresas produtoras de bens e de serviços, além da integração dos diversos atores sociais e da cooperação científica e tecnológica internacional.
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Texto LP – questões de 1 a 5
Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Em cada um dos itens abaixo, julgue se o trecho em negrito poderia substituir, com correção gramatical, o fragmento destacado entre aspas, com a manutenção das idéias originais do texto LP.
'a ciência (...) regionais.' (L.10-13) – a ciência, a tecnologia e a modernização têm de contribuir para melhorar a qualidade de vida da população; aumentar-lhe o nível educativo e cultural; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais; gerar mais oportunidades de emprego e de qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia e reduzir os desequilíbrios regionais.
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Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Em cada um dos itens abaixo, julgue se o trecho em negrito poderia substituir, com correção gramatical, o fragmento destacado entre aspas, com a manutenção das idéias originais do texto LP.
"Mas esses (...) exclusão social." (L.6-8) – Todavia tais benefícios não estão distribuídos eqüitativamente: verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados; constatam-se, ainda, a destruição do meio ambiente, o desequilíbrio e a exclusão social, derivados dos avanços tecnológicos alcançados.
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Texto LP – questões de 1 a 5
Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Em cada um dos itens abaixo, julgue se o trecho em negrito poderia substituir, com correção gramatical, o fragmento destacado entre aspas, com a manutenção das idéias originais do texto LP.
"O desenvolvimento (...) e lazer." (L.4-6) – O crescimento tecnológico bem como o uso científico de diversas fontes de energia livraram a humanidade de tarefas pesadas, proporcionando-lhes transportes mais seguros e ágeis e mais avanços até pouco tempo atrás inimagináveis nas comunicações, no conforto e no lazer.
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Texto LP – questões de 1 a 5
Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Em cada um dos itens abaixo, julgue se o trecho em negrito poderia substituir, com correção gramatical, o fragmento destacado entre aspas, com a manutenção das idéias originais do texto LP.
"As reflexões (...) agropecuária." (L.1-4) – As reflexões e os registros científicos e tecnológicos têm trazido inovações e benefícios importantes para a humanidade, entre os quais, estão: a prevenção, o tratamento e a cura de muitas doenças; que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo da produção agropecuária.
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Texto LP – questões de 1 a 5
Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Segundo o texto LP,
a política científica e tecnológica em vigor no Brasil está explicitada em forma de decálogo, contemplando as medidas essenciais que visam ao desenvolvimento sustentável entre as nações.
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Texto LP – questões de 1 a 5
Ciência e tecnologia para uma vida sustentável
1 As reflexões e os registros acerca de Ciência e Tecnologia (C&T) lembram que o conhecimento científico e tecnológico
tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade. Entre essas inovações e benefícios, estão a prevenção, o
tratamento e a cura de muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo
4 da produção agropecuária. O desenvolvimento tecnológico e a utilização científica de várias formas de energia libertaram a
humanidade de trabalhos pesados, proporcionando-lhe ainda transportes mais ágeis e seguros, avanços até há pouco tempo
inacreditáveis nas comunicações, mais conforto e lazer. Mas esses benefícios não estão distribuídos eqüitativamente; quanto a isso,
7 verifica-se uma grande distância entre os países desenvolvidos e os mais atrasados. Constata-se ainda que muitos dos avanços
tecnológicos alcançados representam também destruição do meio ambiente, desequilíbrio e exclusão social.
A Declaração de São Domingos (A Ciência para o Século XXI — uma nova visão e um marco para a ação), de março
10 de 1999, inicia dizendo que “a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para elevar a qualidade de vida da população,
acrescentar o nível educativo e cultural da população; propiciar um genuíno cuidado com o meio ambiente e os recursos naturais;
criar mais oportunidades para o emprego e para a qualificação dos recursos humanos; aumentar a competitividade da economia
13 e diminuir os desequilíbrios regionais. Para isso se requer um novo compromisso de colaboração entre o setor público, as empresas
produtoras de bens e de serviços, os diversos atores sociais e a cooperação científica e tecnológica internacional”.
Outros documentos que se seguiram também apontam para uma maior cooperação entre os homens de todo o mundo. Pode-se dizer
16 que temos trabalhado nesse sentido no Brasil, mas ainda sem a agilidade e a eficiência que os tempos exigem.
O panorama científico dos países é razoavelmente conhecido e pode ser avaliado dentro de cada realidade. As intenções
e os acordos entre as nações também são do conhecimento de todos, com suas restrições ou limitações. É necessário que cada nação
19 seja capaz de se situar no cenário mundial e regional e defina o seu rumo, a sua estratégia. Estudos comparativos entre os países,
visando a essa definição, requerem cuidados especiais, pois os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus
avanços científicos e tecnológicos, mas também de outros fatores. A Coréia do Sul, por exemplo, cujo desenvolvimento nessa área
22 tem sido muito comparado com o do Brasil nos últimos tempos, é um Estado forte, com características político-administrativas
bastante favoráveis ao modelo de C&T que adota. A nossa realidade é outra e requer soluções próprias, de modo que possamos
superar as ineficiências existentes.
25 O desenvolvimento sustentável ocupa lugar de destaque nesse grande desafio. Requer a integração de soluções nos campos
econômico, social, político e ambiental. Exige mudanças no estilo de desenvolvimento da sociedade, economia no consumo de
matérias-primas e energia e mais eqüidade na distribuição social dos resultados. Entendemos que isso não depende de decisões
28 tradicionais, mas de uma verdadeira revolução cultural. Assunto de tal complexidade requer estratégias de longo prazo e tratamento
científico em toda a sua extensão, em todos os passos a serem dados pelas sociedades que compõem a humanidade. A grande
diferença de desenvolvimento entre os países também reflete as diferenças culturais e de desenvolvimento científico. Em muitos
31 deles, praticamente não há pesquisa científica, mas apenas a utilização de conhecimentos importados, o que é feito geralmente com
grande atraso. Isso requer aumento de cooperação internacional em todos os sentidos.
Uma nova política de C&T voltada para o desenvolvimento sustentável exigirá, como tem sido proposto no Brasil:
34 • apoio e participação permanente da comunidade científica e da sociedade;
• eliminação do analfabetismo e importantes transformações no sistema educacional brasileiro — conhecimento é fator decisivo
para o desenvolvimento sustentável e exige transformação das universidades;
37 • planejamento estratégico de médio e longo prazo para pesquisa científica e tecnológica, com geração, difusão, transmissão e
utilização de tais conhecimentos;
• ênfase em esforços para a ampliação de conhecimento do meio ambiente e sua dinâmica de utilização sustentável;
40 • redução dos desequilíbrios regionais de investimentos em C&T;
• maior identificação e interação da comunidade científica com a sociedade e suas demandas;
• estrutura, planificação e gestão industrial favorável a investimentos estratégicos de longo prazo em capacitação contínua e
43 inovação — interações usuário-produtor-investigador;
• redes de colaboração universidade-empresa;
• interação e sintonia permanente com o desenvolvimento mundial: mais cooperação internacional;
46 • programas continuados de estudos;
• mobilização contínua de recursos financeiros e tecnológicos (governo e empresas).
Lauro Morhy. In: UnB Revista, n.º 3. Internet: <www.revista.unb.br> (com adaptações).
Segundo o texto LP,
a diferença de desenvolvimento entre os países decorre do fato de, em muitos deles, praticamente não existirem pesquisas científicas e, sim, a importação de conhecimentos tecnológicos, geralmente atrasados, o que vai implicar distinções culturais e de desenvolvimento.
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