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Foram encontradas 57 questões.

1666509 Ano: 2009
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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O antropólogo William Foote-Whyte escreveu um ensaio que se tornou clássico em Antropologia, no qual explicita algumas considerações metodológicas sobre a pesquisa de campo e a etnografia, procedimentos que distinguem o fazer antropológico. O conceito por ele explorado de “observação participante” consiste em que o antropólogo:
 

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1666508 Ano: 2009
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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Clifford Geertz refletindo sobre a complexidade do mundo contemporâneo observou a desmontagem de grandes teorias e conceitos integradores e totalizantes que durante muito tempo ajudaram a organizar as idéias dos antropólogos e cientistas sociais. Neste movimento, surgiu o chamado “pós-modernismo”. Na visão de Geertz, o pós-modernismo consiste em:
 

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1666507 Ano: 2009
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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Antropólogos contemporâneos vêm chamando a atenção para a necessidade de rompimento com uma visão estática que embasa a idéia de cultura, abrindo caminho para uma visão que integre a dinâmica, a criatividade e a mudança. Dominique Gallois assinala que no Brasil, especialmente, em função do alto valor simbólico atribuído a tudo que se refere ao índio, tende-se a congelar uma imagem idealizada do que seja a cultura indígena. Um dos principais atributos desta visão congelada de cultura consiste em:
 

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1666506 Ano: 2009
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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Um dos autores clássicos da Antropologia é Marcel Mauss que elaborou a teoria social da reciprocidade analisando formas de economia e de direito que precederam as das sociedades modernas. Retirando exemplos de diferentes sociedades tribais, Mauss empreende a relativização do moderno conceito de indivíduo ao demonstrar que
 

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1666505 Ano: 2009
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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A antropóloga Dominique Gallois estabelece uma distinção entre o conceito jurídico de Terra Indígena e a compreensão antropológica da territorialidade concebida e praticada por diferentes grupos indígenas. Um de seus argumentos inspira-se em:
 

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1666504 Ano: 2009
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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A questão do direito territorial dos índios teve um tratamento legal em nosso país absolutamente original e criativo. As bases filosóficas desse direito territorial dos índios estão assentadas em:
 

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1666503 Ano: 2009
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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Os antropólogos vêm sendo cada vez mais convocados a produzirem laudos – principalmente os que envolvem sociedades indígenas, populações tradicionais e impactos sócio-ambientais e de projetos de desenvolvimento. Largamente discutido e problematizado, o papel da perícia antropológica inclui diversos temas de relevância social e política. A atividade pericial insere-se no cenário da antropologia em um contexto muito específico, introduzindo parcerias governamentais, reeditando questões epistemológicas e éticas e inaugurando um estreito relacionamento entre Antropologia e Direito. Se, por um lado, este movimento tem sido muito positivo, abrindo novas perspectivas e usos sociais para a pesquisa antropológica, por outro lado, vemos surgir novas questões relacionadas às fronteiras disciplinares e às áreas de competência. Neste sentido, alguns seminários e reuniões de antropólogos vêm procurando tirar algumas diretrizes básicas para orientar o trabalho do antropólogo envolvido com a produção dos laudos. São diretrizes consensuais:
 

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1666502 Ano: 2009
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro analisa o que ele mesmo denomina de “processo de juridificação da questão “quem é índio” no Brasil”. Para a garantia e oficialização das demarcações de terra, “o Estado e seu arcabouço jurídico-legal funcionam – diz o antropólogo – como moinhos produtores de substâncias, categorias, papéis, funções, sujeitos, titulares desse ou daquele direito, etc.” Invocando a formação disciplinar clássica da Antropologia, Viveiros de Castro sinaliza os perigos da posição do antropólogo evolvido com os laudos antropológicos. Para ele, o antropólogo passou a ter uma ”atribuição complicada”. Ele passou a ter o poder de discriminar quem é índio e quem não é índio, ou antes, a prerrogativa de pronunciar-se com autoridade sobre a matéria, de modo a instruir a instancia que tem realmente tal poder de discriminação, o Poder Judiciário.” A base do argumento de Viveiros de Castro repousa numa das premissas fundantes da Antropologia, qual seja:
 

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1666501 Ano: 2009
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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Os estudos de demografia indicam que, diferentemente de outras populações no mundo, os povos indígenas na América Latina se encontram num processo de crescimento populacional. Os altos níveis de fecundidade desses povos estão sendo mantidos, nos últimos 10 anos pelo menos, e a taxa de crescimento anual está sendo estimada, de uma maneira geral, em 3% ao ano. Particularmente no Brasil, os censos demográficos sinalizam um incremento da população indígena. Especialistas indicam como causas associadas para este fenômeno a(s)
 

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1666500 Ano: 2009
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNRIO
Orgão: FUNAI
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A Constituição de 1988 estabeleceu uma nova forma de pensar a relação com os povos indígenas em nosso território, reconhecendo serem eles coletividades culturalmente distintas, os habitantes originais desta terra chamada Brasil, por isso mesmo, detentores de direitos especiais. Esta "nova forma de pensar" representou mudanças consideráveis criando as bases para o estabelecimento de direito de uma sociedade pluriétnica e multicultural. Nos anos que se seguiram novos projetos de lei foram apresentados ao Congresso Nacional visando rever o antigo Estatuto do Índio e regulamentar diversos aspectos da Constituição relacionados aos direitos indígenas. Rompeu-se com alguns paradigmas anteriores, exceto com
 

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