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Sobre a contenção de serpentes, é correto afirmar que:
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A contenção de aves requer cuidados, a fim de preservar a integridade física do animal e dos profissionais. Sobre essa temática, analise as proposições a seguir:
I.As aves, independente da espécie, não devem ser seguradas de cabeça para baixo.
II.Na contenção de passeriformes, deve-se tomar cuidado com a força a fim de não comprimir o tórax e, por conseguinte, impedir movimentos respiratórios da ave e morte por asfixia.
III.Papagaios devem ser pegos com panos ou luvas de couro.
IV.O local onde ocorrerá a contenção deve ser fechado, de fácil limpeza e higienização, bem iluminado e ventilado, com poucos objetivos e, caso tenha ventiladores, que estejam desligados para evitar que a ave se machuque.
É correto o que se propõe em:
I.As aves, independente da espécie, não devem ser seguradas de cabeça para baixo.
II.Na contenção de passeriformes, deve-se tomar cuidado com a força a fim de não comprimir o tórax e, por conseguinte, impedir movimentos respiratórios da ave e morte por asfixia.
III.Papagaios devem ser pegos com panos ou luvas de couro.
IV.O local onde ocorrerá a contenção deve ser fechado, de fácil limpeza e higienização, bem iluminado e ventilado, com poucos objetivos e, caso tenha ventiladores, que estejam desligados para evitar que a ave se machuque.
É correto o que se propõe em:
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As válvulas cardíacas localizam-se entre os átrios e os ventrículos e, por essa razão, são chamadas de válvulas atrioventriculares. A válvula do lado direito tem três cuspes e a do lado esquerdo tem duas cuspes, sendo identificadas respectivamente como:
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Existem, na medicina veterinária, variadas formas de administração de medicamentos, como oral, intramuscular, inalatória, intravenosa, subcutânea, tópica e espinal. A via eletiva na aplicação da maioria dos medicamentos anestésicos, na qual deve-se cuidar da velocidade de aplicação, pois em algumas situações, quando injetado rapidamente, pode causar hipotensão grave, é a:
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Os anseriformes constituem uma das ordens de aves mais conhecidas, incluindo nessa classificação marreco, pato, ganso e cisne. Sobre essa ordem, analise as afirmativas a seguir:
I.Vivem geralmente em ambientes próximos a corpos d´água rasos como rios, lagos, mares calmos e pântanos, dependendo da espécie e da sazonalidade.
II.Geralmente são aves bem resistentes e adaptam-se bem ao cativeiro.
III.Possuem hábitos alimentares variáveis entre as espécies, consumindo, na maioria dos casos, algas, plantas aquáticas, sementes e gramíneas, peixes e invertebrados.
IV.O dimorfismo sexual é sempre presente, independente da espécie, sendo que a fêmea apresenta cores mais vivas ou contrastantes.
É correto o que se afirma em:
I.Vivem geralmente em ambientes próximos a corpos d´água rasos como rios, lagos, mares calmos e pântanos, dependendo da espécie e da sazonalidade.
II.Geralmente são aves bem resistentes e adaptam-se bem ao cativeiro.
III.Possuem hábitos alimentares variáveis entre as espécies, consumindo, na maioria dos casos, algas, plantas aquáticas, sementes e gramíneas, peixes e invertebrados.
IV.O dimorfismo sexual é sempre presente, independente da espécie, sendo que a fêmea apresenta cores mais vivas ou contrastantes.
É correto o que se afirma em:
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A Norma Regulamentadora n.º 6 (NR-6) trata do Certificado de Aprovação (CA). Isso posto, analise as afirmativas a seguir:
I.O EPI deve ser comercializado com o CA válido.
II.Todo EPI deve apresentar, em caracteres indeléveis, legíveis e visíveis, marcações com o nome comercial do fabricante ou do importador, o lote de fabricação e o número do CA.
III.Após adquirido, o fornecimento do EPI deve observar as condições de armazenamento e o prazo de validade do equipamento informados pelo fabricante ou importador.
É correto o que se afirma em:
I.O EPI deve ser comercializado com o CA válido.
II.Todo EPI deve apresentar, em caracteres indeléveis, legíveis e visíveis, marcações com o nome comercial do fabricante ou do importador, o lote de fabricação e o número do CA.
III.Após adquirido, o fornecimento do EPI deve observar as condições de armazenamento e o prazo de validade do equipamento informados pelo fabricante ou importador.
É correto o que se afirma em:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que pode a música brasileira na cena mundial?
É imenso o interesse que a música brasileira desperta
mundo afora. Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o
desafio das históricas dinâmicas globais
Por Maria Marighella
Hermeto Pascoal, o bruxo dos sons, fez história mais
uma vez. Aos 88 anos, o alagoano de Olho d'Água se
tornou o primeiro brasileiro a ser homenageado pelo
"WOMEX Artist Award", honraria concedida por uma das
maiores feiras globais de música, no último domingo, 27
de outubro, na Inglaterra. Hermeto aprendeu, em seu
território, as notas da natureza agreste e do nascedouro
das águas. Aquele que faz música até com a própria
barba colocou na gira do mundo a força inventiva
brasileira, gênese da insurgência do povo que somos.
É imenso o interesse que a música brasileira − a voz e a
letra da nossa ofensiva sensível − desperta mundo afora.
Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o desafio das
históricas dinâmicas globais: 88% do financiamento para
mobilidade internacional concentra-se na Europa e
América do Norte, segundo estudo da plataforma "On the
Move", em parceria com a "BOP Consulting" (2017).
É ainda mais inquietante que apenas 9% dos destinos de
mobilidade estão no "Sul Global" e que apenas 18% dos
candidatos aptos a participar de programas de
financiamento estão nessa mesma região, o que reflete
também as barreiras para a mobilidade Sul-Sul, que, em
grande medida, depende desses mesmos fundos
internacionais e cooperação multilateral.
Os números, por óbvio, refletem um projeto político de
manutenção de relações hegemônicas que se
perpetuam, sobretudo, no campo do simbólico. Como,
então, reescrever esse trânsito global? O que pode
emergir quando outras geografias para as artes são
desenhadas? Essas são questões que a arte brasileira,
em sua insurgência, nos desafia a encarar.
Com a retomada das relações do Brasil com o mundo, as
artes brasileiras retornam à cena global, como ativos da
democracia e da diplomacia, espaço de diálogo,
identidade e soberania. Programas de cooperação entre
países da Ibero-América e África são indicativos de
parcerias entre agentes e expansão de mercados
Sul-Sul. As artes e artistas são parte fundamental da
relação entre países e sociedades, não meros agentes
que chegam depois. A mobilidade artística é, portanto,
central no processo de construção de um ambiente de
cooperação e respeito, que possibilite a aproximação e
afetação entre geografias culturais.
Assim como o grande Hermeto, artistas e agentes das
artes têm construído uma agenda internacional que
reafirma nossas múltiplas narrativas. Uma ofensiva que
formula sínteses e constrói, no sensível e no simbólico, a
reparação urgente. Esses movimentos nos desafiam a
imaginar como novos trânsitos artísticos podem articular
pactuações comprometidas com o reconhecimento de
culturas e povos subalternizados, com o combate ao
racismo e às desigualdades.
Foi a música brasileira que deu a letra e plantou a
floresta e o debate climático global no centro da atenção
dos agentes presentes na Womex 2024, com o Circuito
Amazônico de Festivais, iniciativa que reúne oito
iniciativas da Amazônia Legal brasileira. Em um
momento em que a crise climática ocupa um lugar
decisivo na agenda política internacional, iniciativas
como este circuito, elo fundamental da rede das artes,
nos convidam a refletir sobre uma ética do existir no
mundo, um debate em que a música e a imaginação têm
assento.
Fortalecer esses movimentos e desenhar outros circuitos
de difusão será fundamental no enfrentamento dos
desequilíbrios que os números apresentam. Para que a
internacionalização da música brasileira seja continuada
e perene, abrindo espaço para novas experiências
musicais, são essenciais a criação de diretrizes que
orientarão esse campo e a articulação entre instituições
que ofereçam mecanismos e deem densidade a esses
movimentos, trazendo retornos ao Brasil, aos fazedores
de cultura e, sobretudo, às cidadãs e cidadãos
brasileiros, que encontram nas artes a expressão de sua
identidade. Reconhecer a importância da mobilidade
artística é o primeiro passo para a construção de
políticas que fortaleçam esse elo fundamental com o
mundo, um sistema de diretrizes e garantias, direitos e
liberdades que impulsione o encontro e permita ao
mundo conhecer aquilo que só tem no Brasil.
(Disponível em:
https://midianinja.org/opiniao/o-que-pode-a-musica-brasileira-na-cenamundial/. Acesso em 02 dez. 2024. Adaptado.)
"Hermeto aprendeu, em seu território, as notas da natureza agreste e do nascedouro das águas. Aquele que faz música até com a própria barba colocou na gira do mundo a força inventiva brasileira, gênese da insurgência do povo que somos."
Assinale a alternativa que substitui a palavra destacada sem prejuízo no sentido do texto:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que pode a música brasileira na cena mundial?
É imenso o interesse que a música brasileira desperta
mundo afora. Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o
desafio das históricas dinâmicas globais
Por Maria Marighella
Hermeto Pascoal, o bruxo dos sons, fez história mais
uma vez. Aos 88 anos, o alagoano de Olho d'Água se
tornou o primeiro brasileiro a ser homenageado pelo
"WOMEX Artist Award", honraria concedida por uma das
maiores feiras globais de música, no último domingo, 27
de outubro, na Inglaterra. Hermeto aprendeu, em seu
território, as notas da natureza agreste e do nascedouro
das águas. Aquele que faz música até com a própria
barba colocou na gira do mundo a força inventiva
brasileira, gênese da insurgência do povo que somos.
É imenso o interesse que a música brasileira − a voz e a
letra da nossa ofensiva sensível − desperta mundo afora.
Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o desafio das
históricas dinâmicas globais: 88% do financiamento para
mobilidade internacional concentra-se na Europa e
América do Norte, segundo estudo da plataforma "On the
Move", em parceria com a "BOP Consulting" (2017).
É ainda mais inquietante que apenas 9% dos destinos de
mobilidade estão no "Sul Global" e que apenas 18% dos
candidatos aptos a participar de programas de
financiamento estão nessa mesma região, o que reflete
também as barreiras para a mobilidade Sul-Sul, que, em
grande medida, depende desses mesmos fundos
internacionais e cooperação multilateral.
Os números, por óbvio, refletem um projeto político de
manutenção de relações hegemônicas que se
perpetuam, sobretudo, no campo do simbólico. Como,
então, reescrever esse trânsito global? O que pode
emergir quando outras geografias para as artes são
desenhadas? Essas são questões que a arte brasileira,
em sua insurgência, nos desafia a encarar.
Com a retomada das relações do Brasil com o mundo, as
artes brasileiras retornam à cena global, como ativos da
democracia e da diplomacia, espaço de diálogo,
identidade e soberania. Programas de cooperação entre
países da Ibero-América e África são indicativos de
parcerias entre agentes e expansão de mercados
Sul-Sul. As artes e artistas são parte fundamental da
relação entre países e sociedades, não meros agentes
que chegam depois. A mobilidade artística é, portanto,
central no processo de construção de um ambiente de
cooperação e respeito, que possibilite a aproximação e
afetação entre geografias culturais.
Assim como o grande Hermeto, artistas e agentes das
artes têm construído uma agenda internacional que
reafirma nossas múltiplas narrativas. Uma ofensiva que
formula sínteses e constrói, no sensível e no simbólico, a
reparação urgente. Esses movimentos nos desafiam a
imaginar como novos trânsitos artísticos podem articular
pactuações comprometidas com o reconhecimento de
culturas e povos subalternizados, com o combate ao
racismo e às desigualdades.
Foi a música brasileira que deu a letra e plantou a
floresta e o debate climático global no centro da atenção
dos agentes presentes na Womex 2024, com o Circuito
Amazônico de Festivais, iniciativa que reúne oito
iniciativas da Amazônia Legal brasileira. Em um
momento em que a crise climática ocupa um lugar
decisivo na agenda política internacional, iniciativas
como este circuito, elo fundamental da rede das artes,
nos convidam a refletir sobre uma ética do existir no
mundo, um debate em que a música e a imaginação têm
assento.
Fortalecer esses movimentos e desenhar outros circuitos
de difusão será fundamental no enfrentamento dos
desequilíbrios que os números apresentam. Para que a
internacionalização da música brasileira seja continuada
e perene, abrindo espaço para novas experiências
musicais, são essenciais a criação de diretrizes que
orientarão esse campo e a articulação entre instituições
que ofereçam mecanismos e deem densidade a esses
movimentos, trazendo retornos ao Brasil, aos fazedores
de cultura e, sobretudo, às cidadãs e cidadãos
brasileiros, que encontram nas artes a expressão de sua
identidade. Reconhecer a importância da mobilidade
artística é o primeiro passo para a construção de
políticas que fortaleçam esse elo fundamental com o
mundo, um sistema de diretrizes e garantias, direitos e
liberdades que impulsione o encontro e permita ao
mundo conhecer aquilo que só tem no Brasil.
(Disponível em:
https://midianinja.org/opiniao/o-que-pode-a-musica-brasileira-na-cenamundial/. Acesso em 02 dez. 2024. Adaptado.)
"As artes e artistas são parte fundamental da relação entre países e sociedades, não meros agentes que chegam depois. A mobilidade artística é, portanto, central no processo de construção de um ambiente de cooperação e respeito, que possibilite a aproximação e afetação entre geografias culturais".
A partir da leitura do excerto e do texto como um todo, assinale a alternativa que apresente a explicação correta do que a autora considera como "geografias culturais":
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que pode a música brasileira na cena mundial?
É imenso o interesse que a música brasileira desperta
mundo afora. Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o
desafio das históricas dinâmicas globais
Por Maria Marighella
Hermeto Pascoal, o bruxo dos sons, fez história mais
uma vez. Aos 88 anos, o alagoano de Olho d'Água se
tornou o primeiro brasileiro a ser homenageado pelo
"WOMEX Artist Award", honraria concedida por uma das
maiores feiras globais de música, no último domingo, 27
de outubro, na Inglaterra. Hermeto aprendeu, em seu
território, as notas da natureza agreste e do nascedouro
das águas. Aquele que faz música até com a própria
barba colocou na gira do mundo a força inventiva
brasileira, gênese da insurgência do povo que somos.
É imenso o interesse que a música brasileira − a voz e a
letra da nossa ofensiva sensível − desperta mundo afora.
Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o desafio das
históricas dinâmicas globais: 88% do financiamento para
mobilidade internacional concentra-se na Europa e
América do Norte, segundo estudo da plataforma "On the
Move", em parceria com a "BOP Consulting" (2017).
É ainda mais inquietante que apenas 9% dos destinos de
mobilidade estão no "Sul Global" e que apenas 18% dos
candidatos aptos a participar de programas de
financiamento estão nessa mesma região, o que reflete
também as barreiras para a mobilidade Sul-Sul, que, em
grande medida, depende desses mesmos fundos
internacionais e cooperação multilateral.
Os números, por óbvio, refletem um projeto político de
manutenção de relações hegemônicas que se
perpetuam, sobretudo, no campo do simbólico. Como,
então, reescrever esse trânsito global? O que pode
emergir quando outras geografias para as artes são
desenhadas? Essas são questões que a arte brasileira,
em sua insurgência, nos desafia a encarar.
Com a retomada das relações do Brasil com o mundo, as
artes brasileiras retornam à cena global, como ativos da
democracia e da diplomacia, espaço de diálogo,
identidade e soberania. Programas de cooperação entre
países da Ibero-América e África são indicativos de
parcerias entre agentes e expansão de mercados
Sul-Sul. As artes e artistas são parte fundamental da
relação entre países e sociedades, não meros agentes
que chegam depois. A mobilidade artística é, portanto,
central no processo de construção de um ambiente de
cooperação e respeito, que possibilite a aproximação e
afetação entre geografias culturais.
Assim como o grande Hermeto, artistas e agentes das
artes têm construído uma agenda internacional que
reafirma nossas múltiplas narrativas. Uma ofensiva que
formula sínteses e constrói, no sensível e no simbólico, a
reparação urgente. Esses movimentos nos desafiam a
imaginar como novos trânsitos artísticos podem articular
pactuações comprometidas com o reconhecimento de
culturas e povos subalternizados, com o combate ao
racismo e às desigualdades.
Foi a música brasileira que deu a letra e plantou a
floresta e o debate climático global no centro da atenção
dos agentes presentes na Womex 2024, com o Circuito
Amazônico de Festivais, iniciativa que reúne oito
iniciativas da Amazônia Legal brasileira. Em um
momento em que a crise climática ocupa um lugar
decisivo na agenda política internacional, iniciativas
como este circuito, elo fundamental da rede das artes,
nos convidam a refletir sobre uma ética do existir no
mundo, um debate em que a música e a imaginação têm
assento.
Fortalecer esses movimentos e desenhar outros circuitos
de difusão será fundamental no enfrentamento dos
desequilíbrios que os números apresentam. Para que a
internacionalização da música brasileira seja continuada
e perene, abrindo espaço para novas experiências
musicais, são essenciais a criação de diretrizes que
orientarão esse campo e a articulação entre instituições
que ofereçam mecanismos e deem densidade a esses
movimentos, trazendo retornos ao Brasil, aos fazedores
de cultura e, sobretudo, às cidadãs e cidadãos
brasileiros, que encontram nas artes a expressão de sua
identidade. Reconhecer a importância da mobilidade
artística é o primeiro passo para a construção de
políticas que fortaleçam esse elo fundamental com o
mundo, um sistema de diretrizes e garantias, direitos e
liberdades que impulsione o encontro e permita ao
mundo conhecer aquilo que só tem no Brasil.
(Disponível em:
https://midianinja.org/opiniao/o-que-pode-a-musica-brasileira-na-cenamundial/. Acesso em 02 dez. 2024. Adaptado.)
I.A música brasileira é uma força pulsante no mundo, mas enfrenta desafios históricos de mobilidade internacional, fruto das relações hegemônicas de poder que se mantêm, inclusive no campo do simbólico, exercidas pelo Norte Global sobre o Sul Global.
II.As relações do Brasil com outras nações estiveram estagnadas e foram retomadas, possibilitando, inclusive, o retorno das artes brasileiras à cena global, colocando-se como producente da democracia e da diplomacia, como espaço de diálogo, identidade e soberania.
III.Hermeto Pascoal é um ícone da música brasileira, tendo feito história ao longo de sua carreira e, aos 88 anos, tornou-se o primeiro brasileiro homenageado em uma das maiores feiras mundiais de música, recebendo uma honraria por seu feito na música.
É correto o que se afirma em:
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É imenso o interesse que a música brasileira desperta
mundo afora. Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o
desafio das históricas dinâmicas globais
Por Maria Marighella
Hermeto Pascoal, o bruxo dos sons, fez história mais
uma vez. Aos 88 anos, o alagoano de Olho d'Água se
tornou o primeiro brasileiro a ser homenageado pelo
"WOMEX Artist Award", honraria concedida por uma das
maiores feiras globais de música, no último domingo, 27
de outubro, na Inglaterra. Hermeto aprendeu, em seu
território, as notas da natureza agreste e do nascedouro
das águas. Aquele que faz música até com a própria
barba colocou na gira do mundo a força inventiva
brasileira, gênese da insurgência do povo que somos.
É imenso o interesse que a música brasileira − a voz e a
letra da nossa ofensiva sensível − desperta mundo afora.
Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o desafio das
históricas dinâmicas globais: 88% do financiamento para
mobilidade internacional concentra-se na Europa e
América do Norte, segundo estudo da plataforma "On the
Move", em parceria com a "BOP Consulting" (2017).
É ainda mais inquietante que apenas 9% dos destinos de
mobilidade estão no "Sul Global" e que apenas 18% dos
candidatos aptos a participar de programas de
financiamento estão nessa mesma região, o que reflete
também as barreiras para a mobilidade Sul-Sul, que, em
grande medida, depende desses mesmos fundos
internacionais e cooperação multilateral.
Os números, por óbvio, refletem um projeto político de
manutenção de relações hegemônicas que se
perpetuam, sobretudo, no campo do simbólico. Como,
então, reescrever esse trânsito global? O que pode
emergir quando outras geografias para as artes são
desenhadas? Essas são questões que a arte brasileira,
em sua insurgência, nos desafia a encarar.
Com a retomada das relações do Brasil com o mundo, as
artes brasileiras retornam à cena global, como ativos da
democracia e da diplomacia, espaço de diálogo,
identidade e soberania. Programas de cooperação entre
países da Ibero-América e África são indicativos de
parcerias entre agentes e expansão de mercados
Sul-Sul. As artes e artistas são parte fundamental da
relação entre países e sociedades, não meros agentes
que chegam depois. A mobilidade artística é, portanto,
central no processo de construção de um ambiente de
cooperação e respeito, que possibilite a aproximação e
afetação entre geografias culturais.
Assim como o grande Hermeto, artistas e agentes das
artes têm construído uma agenda internacional que
reafirma nossas múltiplas narrativas. Uma ofensiva que
formula sínteses e constrói, no sensível e no simbólico, a
reparação urgente. Esses movimentos nos desafiam a
imaginar como novos trânsitos artísticos podem articular
pactuações comprometidas com o reconhecimento de
culturas e povos subalternizados, com o combate ao
racismo e às desigualdades.
Foi a música brasileira que deu a letra e plantou a
floresta e o debate climático global no centro da atenção
dos agentes presentes na Womex 2024, com o Circuito
Amazônico de Festivais, iniciativa que reúne oito
iniciativas da Amazônia Legal brasileira. Em um
momento em que a crise climática ocupa um lugar
decisivo na agenda política internacional, iniciativas
como este circuito, elo fundamental da rede das artes,
nos convidam a refletir sobre uma ética do existir no
mundo, um debate em que a música e a imaginação têm
assento.
Fortalecer esses movimentos e desenhar outros circuitos
de difusão será fundamental no enfrentamento dos
desequilíbrios que os números apresentam. Para que a
internacionalização da música brasileira seja continuada
e perene, abrindo espaço para novas experiências
musicais, são essenciais a criação de diretrizes que
orientarão esse campo e a articulação entre instituições
que ofereçam mecanismos e deem densidade a esses
movimentos, trazendo retornos ao Brasil, aos fazedores
de cultura e, sobretudo, às cidadãs e cidadãos
brasileiros, que encontram nas artes a expressão de sua
identidade. Reconhecer a importância da mobilidade
artística é o primeiro passo para a construção de
políticas que fortaleçam esse elo fundamental com o
mundo, um sistema de diretrizes e garantias, direitos e
liberdades que impulsione o encontro e permita ao
mundo conhecer aquilo que só tem no Brasil.
(Disponível em:
https://midianinja.org/opiniao/o-que-pode-a-musica-brasileira-na-cenamundial/. Acesso em 02 dez. 2024. Adaptado.)
(__)Em "Aos 88 anos, o alagoano de Olho d'Água se tornou o primeiro brasileiro a ser homenageado pelo "WOMEX Artist Award" [...]", o pronome reflexivo no verbo destacado estaria corretamente usado, de acordo com as normas gramaticais, se estivesse posposto ao verbo. Contudo, o uso feito pela autora não compromete a coesão e a coerência textuais.
(__)Em "Em um momento em que a crise climática ocupa um lugar decisivo na agenda política internacional, iniciativas como este circuito, elo fundamental da rede das artes, nos convidam a refletir sobre uma ética do existir no mundo, um debate em que a música e a imaginação têm assento", o pronome demonstrativo "este" faz referência a "Circuito Amazônico de Festivais", conferindo ao texto clareza e coesão textual.
(__) Em "Reconhecer a importância da mobilidade artística é o primeiro passo para a construção de políticas que fortaleçam esse elo fundamental com o mundo, um sistema de diretrizes e garantias, direitos e liberdades que impulsione o encontro e permita ao mundo conhecer aquilo que só tem no Brasil", o verbo impulsionar deveria estar no plural, posto que ele tem como sujeito "direitos e liberdades". Logo, tem-se um desvio de concordância verbal e comprometimento da coesão textual.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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