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Homem de 58 anos apresenta início súbito de fraqueza em hemicorpo direito há 4 horas, associada à dificuldade para articular palavras. Antes da realização de exame neurológico detalhado, considera-se solicitar tomografia computadorizada imediata. Considerando o papel do exame neurológico na prática clínica é CORRETO afirmar que:
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Um paciente recebe alta de uma unidade de reabilitação hospitalar intensiva após período de tratamento multidisciplinar. A equipe organiza orientações aos familiares, identifica necessidades de assistência domiciliar e propõe adaptações ambientais para garantir segurança e funcionalidade após a alta. Conforme o enunciado, essa conduta representa:
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Ao final de um processo seletivo para uma empresa de tecnologia, restaram apenas três candidatos. De acordo com as regras da seleção, o candidato aprovado será aquele que obtiver a maior média ponderada entre as notas das avaliações finais de Lógica e Programação, considerando, respectivamente, pesos 3 e 7.
As notas são sempre números inteiros aproximados. Por motivos pessoais, o candidato II ainda não realizou a prova final de Lógica. No dia em que ele fizer essa avaliação, as notas dos outros dois candidatos já terão sido divulgadas.
Observe o quadro que apresenta as notas obtidas pelos finalistas nas avaliações:

Com base na análise, a menor nota que o candidato II deverá obter na prova de Lógica para vencer o processo seletivo é:
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Paciente do sexo masculino, 34 anos, apresenta quadro de parestesia ascendente em membros inferiores há 10 dias, evoluindo com fraqueza muscular proximal e arreflexia global. Não apresenta febre ou sinais de comprometimento do nível de consciência. O neurologista assistente realiza uma punção lombar para auxílio diagnóstico. Com base no Tratado de Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia e na interpretação crítica dos resultados laboratoriais, analise as sentenças a seguir:
I- Se o LCR apresentar aspecto xantocrômico após a centrifugação, o diagnóstico de acidente de punção traumática deve ser a principal hipótese, sendo dispensável a investigação de hemorragia subaracnóidea prévia.
II- O achado de uma contagem de 3 células/mm³ (predomínio de linfócitos) associada a uma proteína total de 120 mg/dL configura a dissociação albumino-citológica, corroborando a principal hipótese diagnóstica para o caso clínico descrito.
III- A dosagem de lactato no LCR é um biomarcador útil na prática clínica; valores normais ou baixos (geralmente < 20-25 mg/dL) possuem alto valor preditivo negativo para meningites bacterianas, sendo um forte indicativo de etiologia viral ou asséptica.
Analisadas as sentenças, está(ão) CORRETAS:
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Observe a figura formada por um quadrado que contém quatro círculos iguais, tangentes entre si e aos lados do quadrado.

Considerando que o raio de cada círculo mede 5 cm, a área do quadrado que contém os quatro círculos é:
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Um vendedor de automóveis recebeu R$ 2.400,00, valor que corresponde a 6% do preço de venda de um carro que ele conseguiu negociar. Com base no enunciado, o valor total da venda desse carro foi de:
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TEXTO
ARQUEOLOGIA NA AMAZÔNIA GANHA FORÇA COM TECNOLOGIA E VERBAS
Por muito tempo, acreditou-se que a Amazônia não oferecia condições para o desenvolvimento de sociedades mais complexas. O calor, a umidade e a vegetação densa seriam obstáculos intransponíveis, diziam naturalistas europeus do século 19. Eles estavam errados – mas teria sido difícil acertarem com a tecnologia da época.
Civilizações antigas como os incas, os maias e os astecas usavam pedras para construir vias, casas e templos, alguns dos quais seguem de pé até hoje. Já os povos originários da Amazônia alteravam seu ambiente com movimentações de terra e o uso de madeira e palha, que se decompõem com o tempo. Por isso, era mais fácil para um desbravador antigo nas Américas encontrar um templo maia ou uma estrada inca do que vestígios de uma vila pré-colombiana no meio da Amazônia.
Isso vem mudando nos últimos anos, com uma mãozinha da tecnologia: o uso do LiDAR, um radar de pulsos de laser que consegue escanear com detalhes o solo abaixo da copa das árvores. A imagem criada pode revelar estruturas construídas pelo homem na floresta, como valas, estradas e vestígios de casas. No Brasil, o uso do LiDAR é bem recente – começou em 2024, no projeto Amazônia Revelada, que tem como meta escanear cada vez mais áreas da floresta em busca de sítios arqueológicos.
Antes, em 2015 uma pesquisa do tipo no Equador encontrou um conjunto de antigas cidades na floresta que abrigaram milhares de pessoas há cerca de 2.500 anos. Em 2019, um grupo de arqueólogos bolivianos e alemães também fez isso na Amazônia boliviana. Além do avanço tecnológico, há mais arqueólogos interessados em trabalhar na Amazônia e verbas disponíveis, como mostra a iniciativa Amazônia +10, uma aliança de fundações estaduais de fomento que apoia projetos de pesquisa de várias disciplinas na região da floresta.
Em 2022, na primeira chamada para pedidos de financiamento, os projetos de arqueologia representaram 0,65% do total de submissões e nenhum foi contemplado com verbas. Na segunda chamada, em 2024, projetos de arqueologia representaram 4,19% das submissões e receberam 18,95% da verba disponível, ou R$ 14,4 milhões.
Arqueólogos também relatam maior interesse dos povos indígenas em autorizar pesquisas em suas terras, motivados pela percepção de que o conhecimento documentado sobre seus ancestrais fortalece a defesa de seus territórios e modos de vida – sob a lei brasileira, sítios arqueológicos são protegidos como patrimônio cultural.
O projeto Amazônia Revelada escaneou na sua primeira fase com o LiDAR 1,6 mil km² de floresta, área equivalente à da cidade de São Paulo, e localizou diversos sítios arqueológicos, incluindo um conjunto no sul do Amazonas. Esses sítios são caracterizados por geoglifos, formados por valas ou montículos de grandes dimensões, e outros indícios confirmados no local, como a presença de terra preta, um solo rico em nutrientes criado por indígenas que viveram na floresta há milhares de anos.
Os voos da segunda fase do projeto, que cobrirá uma extensão muito maior, começam em abril de 2026. À frente da iniciativa está Eduardo Góes Neves, professor e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Ele considera que o impacto do LiDAR na arqueologia é comparável ao da datação por carbono-14, desenvolvida na década de 1940. “Ele permite que enxerguemos sítios arqueológicos abaixo da copa das árvores. E por meio das imagens conseguimos ter acesso a locais muito difíceis de se chegar”, diz.
Neves avalia que o uso da tecnologia na Amazônia brasileira chegou mais tarde que na Bolívia ou no Equador devido, entre outros motivos, à imensidão da floresta no território do país “A logística é mais difícil, em Quito ou Santa Cruz de La Sierra você pega um aviãozinho e em meia hora está na Amazônia. No Brasil, a escala é muito maior”, diz. Ele enfatiza que o maior interesse por arqueologia na Amazônia também está associado à consolidação de programas de pós-graduação nos últimos 25 anos – “que geraram doutores que hoje são professores e estão orientando mais gente fazendo pesquisa”.
Secretário-executivo da iniciativa Amazônia+10, Rafael Andery considera que o LiDAR “mudou o jogo” das pesquisas arqueológicas na Amazônia, já que a logística para fazer trabalhos de campo nos confins da floresta é complexa. “É muito caro custear uma pesquisa, especialmente se ela for feita longe dos grandes centros, das vias de transporte, das hidrovias. E muitas das descobertas que temos visto na Amazônia em termos de arqueologia são justamente em territórios menos acessíveis”, afirma.
Entre os projetos de arqueologia apoiados pela Amazônia+10, estão um para mapear a herança biocultural e desenvolver esforços de etnoconservação na região entre os rios Xingu e Tapajós, e outro para criar um inventário dos sítios arqueológicos de Roraima – estado muito pouco estudado “onde tudo quase é novidade”, diz Andery.
Na Amazônia boliviana, um projeto pioneiro conduzido por pesquisadores do Instituto Alemão de Arqueologia, da Universidade de Bonn e da Universidade de Exeter com o uso de LiDAR encontrou resquícios de centenas de povoados ocupados entre os séculos 6 e 15, que compunham uma estrutura urbana de baixa densidade populacional criada pelo povo casarabe, similar à dos maias.
Outro projeto da Universidade de Bonn, que teve a cooperação de três universidades brasileiras (UFAM, UFOPA e UFSC), estudou o modo de vida e os elementos arqueológicos de quatro povos amazônicos: os tacana, tsimane e mosetén na Bolívia e os waiwai no Brasil.
Carla Jaimes Betancourt, coordenadora do projeto e professora do departamento de Antropologia das Américas da Universidade de Bonn, considera que estudar vestígios de povoados antigos é especialmente relevante para a garantia de direitos dos indígenas contemporâneos.
Os quatro povos estudados na sua pesquisa foram consultados previamente e participaram como protagonistas do debate e conceituação de seus territórios e heranças culturais. No projeto Amazônia Revelada, de Eduardo Neves, os povos indígenas também foram consultados se autorizavam o sobrevoo e escaneamento de seus territórios.
Betancourt considera que esses três fatores estão por trás do interesse crescente por arqueologia na região da floresta: resistência dos povos indígenas a ameaças à Amazônia, formação recente de muitos arqueólogos dedicados ao tema e a tecnologia do LiDAR. Os achados recentes na Amazônia “têm a ver com a ideia de que o passado não está desconectado do presente, no qual os povos amazônicos lutam por seus territórios, ligados à sua história”, diz. “A arqueologia tem um papel importante para demonstrar que não são territórios vazios, que têm um passado muito profundo, um legado dos povos indígenas.”
Disponível em: < https://www.dw.com/pt-br/arqueologia-na-amazônia-ganha-força-com-tecnologia-e-mais-verbas/a-76280184 >. Adaptado. Acesso em: 27 de março de 2026.
No trecho “era mais fácil para um desbravador antigo nas Américas encontrar um templo maia”, a oração destacada exerce a função sintática de:
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Acerca dos objetivos gerais do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no SUS, é CORRETO afirmar que:
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Sobre o papel do Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 2025, assinale CORRETAMENTE:
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A estruturação da Atenção Especializada em Saúde no SUS se dá conforme três dimensões. Diante do exposto, assinale a alternativa CORRETA:
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