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CANÇÃO DE UM DIA DE VENTO
Para Maurício Rosenblat
O vento vinha ventando Pelas cortinas de tule.
As mãos da menina morta Estão varadas de luz No colo, juntos, refulgem Coração, âncora e cruz.
Nunca a água foi tão pura... Quem a teria abençoado? Nunca o pão de cada dia Teve um gosto mais sagrado
O vento vinha ventando Pelas cortinas de tule...
[...]
QUINTANA, Mario. In: CARRASCOZA, João Anzanello (Org). O segundo olhar: antologia. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018. p. 83.
Assinale a alternativa em cujo verso desse poema a pessoa ou coisa, tendo em vista a ação verbal, recebe a ação.
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Disponível em: <https://urucumdigital.c om/2015/01/28/armandinho-alexandre-beck-e-o-compromisso-com-o-mundo/>. Acesso em: 30 jan. 2023.
Dadas as afirmativas, considerando os aspectos normativos presentes nas falas do personagem Armandinho, nos quadrinhos,
I. O pronome demonstrativo essas (primeiro quadrinho) indica distância da situação de fala.
II. O pronome demonstrativo essas (primeiro quadrinho) sugere retomada de informação distante no texto.
III. No último quadrinho, há um fator de ocorrência para próclise na norma-padrão, que é o advérbio de negação não.
IV. No primeiro quadrinho, até é uma palavra denotativa de inclusão e funciona como operador argumentativo.
verifica-se que estão corretas apenas
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Março 10
O Diabo tocou violino
Nesta noite de 1712, o Diabo visitou o jovem violinista Giuseppe Tartini, e em sonhos tocou para ele.
Giuseppe queria que aquela música não terminasse nunca; mas, quando acordou, a música tinha ido embora.
Na procura daquela música perdida, Tartini compôs duzentas e dezenove sonatas, que executou com inútil maestria durante toda a sua vida.
O público aplaudia seus fracassos.
GALEANO, Eduardo H.Os filhos dos dias. Porto Alegre, L&PM, 2017. p. 90.
O tipo e o gênero textuais de que o autor se valeu para discorrer sobre a vida do personagem são, respectivamente,
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Disponível em: <https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/06/charge-escola-e-o-futuro-ivancabral. html>. Acesso em: 31 jan. 2023.
Dadas as afirmativas sobre a charge
I. Há, na imagem, um processo intertextual que obriga o interlocutor a fazer inferências e a construir analogias, elementos sem os quais a compreensão textual ficaria comprometida.
II. Na charge, há uma crítica social apresentada na fala do menino: o discurso, não concretizado, de que a escola é o futuro para as crianças.
III. Por meio de elementos visuais e verbais, o gênero textual em questão tem o objetivo de estabelecer uma opinião crítica e de persuadir o leitor, influenciando-o criticamente.
IV. Nas entrelinhas da charge, não se pode afirmar que exista qualquer tipo de comentário crítico, pois essa tem apenas a função de entreter o leitor.
V. O quadrinho constitui um gênero textual que apresenta, em primeiro plano, uma imagem do que seria a escola e uma faixa escrito “GREVE! ”.
verifica-se que estão corretas apenas
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O vigário só fazia gritar.
Qual seria a opinião de Madalena?
─ Aí padre Silvestre tem razão (1) concordou Gondim. A religião é um freio (2)
─ Bobagem (3) disse Nogueira. Quem é cavalo para precisar de freio (4)
RAMOS, Graciliano. S. Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2022. p. 163.
Assinale a alternativa cujos sinais pontuam corretamente esse trecho:
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A história não é sucessão de fatos no tempo, não é progresso de ideias, mas o modo como homens determinados em condições determinadas criam os meios e as formas de sua existência social, reproduzem ou transformam essa existência social que é econômica, política e cultural.
A história é práxis (como vimos, práxis significa um modo de agir no qual o agente, sua ação e o produto de sua ação são termos intrinsecamente ligados e dependentes uns dos outros, não sendo possível separá-los).
Nessa perspectiva, a história é o real, e o real é o movimento incessante pelo qual os homens, em condições que nem sempre foram escolhidas por eles, instauram um modo de sociabilidade e procuram fixá-lo em instituições determinadas (família, condições de trabalho, relações políticas, instituições religiosas, tipos de educação, formas de arte, transmissão dos costumes, língua etc.). [...]
CHAUÍ, Marilena. O que é Ideologia? 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Brasiliense, 2001. p. 23.
A afirmação feita pela autora: “A história é práxis (como vimos, práxis significa um modo de agir no qual o agente, sua ação e o produto de sua ação são termos intrinsecamente ligados e dependentes uns dos outros, não sendo possível separá-los)" faz referência à função da linguagem cuja meta é explicar a própria linguagem centrada no próprio código. A alternativa que corresponde a essa definição é a função
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Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz [...]
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz [...]
Sim, sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/mutantes/47541/>. Acesso em: 30 jan. 2023.
Considerando os aspectos sintáticos, utilizados na construção textual, assinale a alternativa correta.
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A ditadura do bom
[...] A criação de uma ética para as novas conquistas genéticas que nos garanta “amar o nosso ruim como a nós mesmos” é prioritária no terceiro milênio. Imaginemos o que teria acontecido se nossos ancestrais primatas dispusessem da tecnologia para evitar o diferente e o “outro". Imaginemos se pudessem ter evitado o Homo sapiens como produto de algo que fosse identificado na época como um rompimento de padrões e um possível convite ao “mal”.
O mundo da excelência e da competição tem que resgatar seu amor ao diferente, ao exótico, ao feito à mão, ao individualizado, ao não-perfeito, à surpresa, ao descontrole e ao imprevisível. Como poderemos tolerar os outros e amá-los, se não toleramos em nós o que é “outro”, o que está fora de padrão e de expectativas?
Não há identidade sem o outro; não há bom sem o ruim; não há bem sem o mal. Essa é a maneira como o ser humano enxerga a tensão da vida. Qualquer tentativa de engenharia que vise extirpar o “outro-ruim” corre o risco de inventar um "bom" monstruoso, que seja desagradável, horrendo e destrutivo. Com certeza o verbo dessa nova frase fundadora do futuro não seria mais o mesmo. Afinal amar é o sentimento capaz de apreciar o diferente. Só poderemos integrar nosso "ruim" a nós se pudermos processá-lo por meio do sentimento de amor.
Num mundo só bom não há espaço para o humano. Entender isso é o grande desafio de nossa civilização. Mas sem dúvida implica coisas muito difíceis, tais como amar ou acolher nosso "ruim". Em nossa fraqueza está nossa grandeza. É isso que chamamos de consciência humana – uma " terceira via" entre a ingenuidade animal e a ignorância da dominação. [...]
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0211199909.htm>.Acesso em: 29 jan. 2023.
Assinale a alternativa que apresenta a correta análise quanto às noções semânticas da linguagem normativa.
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Roberto, professor, funcionário público estadual, é acusado de cometer um crime de corrupção ativa durante o exercício de suas funções. Nesse caso, observado o devido processo legal e comprovada a prática da infração pelo funcionário, administração pública, no uso de suas atribuições, poderá
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Dadas as afirmativas quanto aos serviços públicos,
I. Serviço público pode ser conceituado como toda atividade prestada exclusiva e diretamente pelo estado, sob o regime de direito público ou privado, com o desiderato de atender à necessidades da coletividade.
II. Serviços indelegáveis são aqueles que, por sua natureza ou pelo fato de assim dispor o ordenamento jurídico, comportam ser executados pelo estado ou por particulares.
III. Pelo princípio da continuidade, os serviços públicos deve beneficiar o maior número possível de indivíduos.
IV. São características do serviço público o regime de direito público, o interesse coletivo e o sujeito público ou privado, pois tanto o poder público como a iniciativa privada, da delegação, são titulares do serviço público.
verifica-se que está/ão correta/s
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