Foram encontradas 60 questões.
Derretimento no Canadá pode ser irreversível
As geleiras canadenses, terceiro maior depósito de gelo depois da Antártida e da Groenlândia, podem estar sofrendo um derretimento sem volta que deve aumentar o nível do mar, afirmaram cientistas.
Cerca de 20% das geleiras no norte do Canadá podem desaparecer até o fim do século 21, num derretimento que pode acrescentar 3,5 cm ao nível do mar.
A ONU estima um aumento do nível do mar entre 18 cm e 59 cm neste século ou mais se a cobertura de gelo da Antártida e da Groelândia começar a derreter mais rápido. A projeção de perda de 20% do volume de gelo no Canadá se baseou em um cenário com aumento de temperatura médio de 3°C neste século e de 8°C no Ártico canadense, dentro das previsões da ONU.
FOLHA DE S. PAULO, São Paulo, 8 mar. 2013, p. C7. (Saúde). [Adaptado].
Os títulos jornalísticos a seguir cumprem a mesma função informativo-persuasiva do título do texto 4. De acordo com a norma padrão, o emprego da vírgula justifica-se no seguinte caso:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Derretimento no Canadá pode ser irreversível
As geleiras canadenses, terceiro maior depósito de gelo depois da Antártida e da Groenlândia, podem estar sofrendo um derretimento sem volta que deve aumentar o nível do mar, afirmaram cientistas.
Cerca de 20% das geleiras no norte do Canadá podem desaparecer até o fim do século 21, num derretimento que pode acrescentar 3,5 cm ao nível do mar.
A ONU estima um aumento do nível do mar entre 18 cm e 59 cm neste século ou mais se a cobertura de gelo da Antártida e da Groelândia começar a derreter mais rápido. A projeção de perda de 20% do volume de gelo no Canadá se baseou em um cenário com aumento de temperatura médio de 3°C neste século e de 8°C no Ártico canadense, dentro das previsões da ONU.
FOLHA DE S. PAULO, São Paulo, 8 mar. 2013, p. C7. (Saúde). [Adaptado].
Os dados de medida e grandeza matemáticas apresentadas pretendem indicar ao leitor:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Derretimento no Canadá pode ser irreversível
As geleiras canadenses, terceiro maior depósito de gelo depois da Antártida e da Groenlândia, podem estar sofrendo um derretimento sem volta que deve aumentar o nível do mar, afirmaram cientistas.
Cerca de 20% das geleiras no norte do Canadá podem desaparecer até o fim do século 21, num derretimento que pode acrescentar 3,5 cm ao nível do mar.
A ONU estima um aumento do nível do mar entre 18 cm e 59 cm neste século ou mais se a cobertura de gelo da Antártida e da Groelândia começar a derreter mais rápido. A projeção de perda de 20% do volume de gelo no Canadá se baseou em um cenário com aumento de temperatura médio de 3°C neste século e de 8°C no Ártico canadense, dentro das previsões da ONU.
FOLHA DE S. PAULO, São Paulo, 8 mar. 2013, p. C7. (Saúde). [Adaptado].
As ideias do texto são ordenadas com ênfase no seguinte critério de organização paragráfica:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Derretimento no Canadá pode ser irreversível
As geleiras canadenses, terceiro maior depósito de gelo depois da Antártida e da Groenlândia, podem estar sofrendo um derretimento sem volta que deve aumentar o nível do mar, afirmaram cientistas.
Cerca de 20% das geleiras no norte do Canadá podem desaparecer até o fim do século 21, num derretimento que pode acrescentar 3,5 cm ao nível do mar.
A ONU estima um aumento do nível do mar entre 18 cm e 59 cm neste século ou mais se a cobertura de gelo da Antártida e da Groelândia começar a derreter mais rápido. A projeção de perda de 20% do volume de gelo no Canadá se baseou em um cenário com aumento de temperatura médio de 3°C neste século e de 8°C no Ártico canadense, dentro das previsões da ONU.
FOLHA DE S. PAULO, São Paulo, 8 mar. 2013, p. C7. (Saúde). [Adaptado].
O tema que dá coerência ao recorte do assunto é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas

Na tira, o diálogo entre as duas personagens é realizado por meio do discurso
Provas
Questão presente nas seguintes provas

Pela leitura da tira, constata-se que uma das personagens comete um erro de interpretação. Esse equívoco deve-se ao fato de a personagem
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Epidemia polissilábica
Otto Lara Resende
Já se disse que a crise é de dicionário. Paulo Ronái denunciou a existência de uma geração sem palavras. Uma só, não, digo eu. Várias. A crise é semântica, disse um professor na Sorbonne, que convocou um seminário. Pode ser, diz o Pedro Gomes. Mas é também polissilábica. E me expõe a sua tese: nenhum país aguenta tantos palavrões como os que circulam agora por aí. Palavrão no sentido estrito de palavra grande.
A maior parte delas, como aprendemos na remota infância, tem até governado o Brasil. É essa mesmo: inconstitucionalissimamente. Depois desse advérbio, no seu hoje modesto pioneirismo, apareceram verdadeiros bondes vocabulares. Autênticos minhocões. São cada vez mais numerosos e compridos, como a composição ferroviária que transporta minérios. A perder de vista, todos têm de cinco sílabas para cima. São centopeias de tirar o fôlego e de destroncar a língua.
Na porta do Jockey, depois do almoço, um sujeito conversava outro dia, sereno, sobre a atratividade do investimento superavitário. Temi pela sua digestão, se é que não foi vítima de uma congestão. Ou de um insulto cerebral. É o caso do cidadão que discorreu sobre o obstaculizado caminho que o Brasil tem de percorrer, se quiser alcançar um nível de competitividade num cenário de internacionalização do livre-cambismo.
Até a carta-testamento do Getúlio, obstaculizar não tinha feito a sua aparição triunfal. Dizem que foi ideia do Maciel Filho, que tinha este vezo nacionalista da palavra complicada. Na verdade, é difícil inovar o jargão político. Para atacar José Américo de Almeida, história antiga, Benedito Valladares lançou no mercado a palavra boquirroto. Logo os adversários disseram que era soprado pelo Orozimbo Nonato, um íntimo do Vieira e do Bernardes. Arrazoava com um cunho seiscentista.
Enfim, tudo hoje em dia gera distorções. Gerar é um verboônibus. Serve para tudo. Confiemos, porém, que a seu tempo, a nível de país, na expressão abominável que hoje é corrente, a solução seja equacionada. A desestabilização extrapola de qualquer colocação. Longe de mim o catastrofismo, mas no caminho polissilábico em que vamos, a ingovernabilidade é fatal. E talvez passemos antes pela platinodolarização contingencial.
RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. Seleção e posfácio de
Humberto Werneck. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 175.
Na frase “A desestabilização extrapola de qualquer colocação”, o autor enfatiza seu ponto de vista por meio do seguinte recurso linguístico:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Epidemia polissilábica
Otto Lara Resende
Já se disse que a crise é de dicionário. Paulo Ronái denunciou a existência de uma geração sem palavras. Uma só, não, digo eu. Várias. A crise é semântica, disse um professor na Sorbonne, que convocou um seminário. Pode ser, diz o Pedro Gomes. Mas é também polissilábica. E me expõe a sua tese: nenhum país aguenta tantos palavrões como os que circulam agora por aí. Palavrão no sentido estrito de palavra grande.
A maior parte delas, como aprendemos na remota infância, tem até governado o Brasil. É essa mesmo: inconstitucionalissimamente. Depois desse advérbio, no seu hoje modesto pioneirismo, apareceram verdadeiros bondes vocabulares. Autênticos minhocões. São cada vez mais numerosos e compridos, como a composição ferroviária que transporta minérios. A perder de vista, todos têm de cinco sílabas para cima. São centopeias de tirar o fôlego e de destroncar a língua.
Na porta do Jockey, depois do almoço, um sujeito conversava outro dia, sereno, sobre a atratividade do investimento superavitário. Temi pela sua digestão, se é que não foi vítima de uma congestão. Ou de um insulto cerebral. É o caso do cidadão que discorreu sobre o obstaculizado caminho que o Brasil tem de percorrer, se quiser alcançar um nível de competitividade num cenário de internacionalização do livre-cambismo.
Até a carta-testamento do Getúlio, obstaculizar não tinha feito a sua aparição triunfal. Dizem que foi ideia do Maciel Filho, que tinha este vezo nacionalista da palavra complicada. Na verdade, é difícil inovar o jargão político. Para atacar José Américo de Almeida, história antiga, Benedito Valladares lançou no mercado a palavra boquirroto. Logo os adversários disseram que era soprado pelo Orozimbo Nonato, um íntimo do Vieira e do Bernardes. Arrazoava com um cunho seiscentista.
Enfim, tudo hoje em dia gera distorções. Gerar é um verboônibus. Serve para tudo. Confiemos, porém, que a seu tempo, a nível de país, na expressão abominável que hoje é corrente, a solução seja equacionada. A desestabilização extrapola de qualquer colocação. Longe de mim o catastrofismo, mas no caminho polissilábico em que vamos, a ingovernabilidade é fatal. E talvez passemos antes pela platinodolarização contingencial.
RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. Seleção e posfácio de
Humberto Werneck. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 175.
Para desenvolver sua reflexão metalinguística, o autor privilegia a construção de parágrafos mediante a
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Epidemia polissilábica
Otto Lara Resende
Já se disse que a crise é de dicionário. Paulo Ronái denunciou a existência de uma geração sem palavras. Uma só, não, digo eu. Várias. A crise é semântica, disse um professor na Sorbonne, que convocou um seminário. Pode ser, diz o Pedro Gomes. Mas é também polissilábica. E me expõe a sua tese: nenhum país aguenta tantos palavrões como os que circulam agora por aí. Palavrão no sentido estrito de palavra grande.
A maior parte delas, como aprendemos na remota infância, tem até governado o Brasil. É essa mesmo: inconstitucionalissimamente. Depois desse advérbio, no seu hoje modesto pioneirismo, apareceram verdadeiros bondes vocabulares. Autênticos minhocões. São cada vez mais numerosos e compridos, como a composição ferroviária que transporta minérios. A perder de vista, todos têm de cinco sílabas para cima. São centopeias de tirar o fôlego e de destroncar a língua.
Na porta do Jockey, depois do almoço, um sujeito conversava outro dia, sereno, sobre a atratividade do investimento superavitário. Temi pela sua digestão, se é que não foi vítima de uma congestão. Ou de um insulto cerebral. É o caso do cidadão que discorreu sobre o obstaculizado caminho que o Brasil tem de percorrer, se quiser alcançar um nível de competitividade num cenário de internacionalização do livre-cambismo.
Até a carta-testamento do Getúlio, obstaculizar não tinha feito a sua aparição triunfal. Dizem que foi ideia do Maciel Filho, que tinha este vezo nacionalista da palavra complicada. Na verdade, é difícil inovar o jargão político. Para atacar José Américo de Almeida, história antiga, Benedito Valladares lançou no mercado a palavra boquirroto. Logo os adversários disseram que era soprado pelo Orozimbo Nonato, um íntimo do Vieira e do Bernardes. Arrazoava com um cunho seiscentista.
Enfim, tudo hoje em dia gera distorções. Gerar é um verboônibus. Serve para tudo. Confiemos, porém, que a seu tempo, a nível de país, na expressão abominável que hoje é corrente, a solução seja equacionada. A desestabilização extrapola de qualquer colocação. Longe de mim o catastrofismo, mas no caminho polissilábico em que vamos, a ingovernabilidade é fatal. E talvez passemos antes pela platinodolarização contingencial.
RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. Seleção e posfácio de
Humberto Werneck. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 175.
Ao longo do texto, o tempo verbal que corresponde ao momento da enunciação encontra-se na seguinte oração:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Epidemia polissilábica
Otto Lara Resende
Já se disse que a crise é de dicionário. Paulo Ronái denunciou a existência de uma geração sem palavras. Uma só, não, digo eu. Várias. A crise é semântica, disse um professor na Sorbonne, que convocou um seminário. Pode ser, diz o Pedro Gomes. Mas é também polissilábica. E me expõe a sua tese: nenhum país aguenta tantos palavrões como os que circulam agora por aí. Palavrão no sentido estrito de palavra grande.
A maior parte delas, como aprendemos na remota infância, tem até governado o Brasil. É essa mesmo: inconstitucionalissimamente. Depois desse advérbio, no seu hoje modesto pioneirismo, apareceram verdadeiros bondes vocabulares. Autênticos minhocões. São cada vez mais numerosos e compridos, como a composição ferroviária que transporta minérios. A perder de vista, todos têm de cinco sílabas para cima. São centopeias de tirar o fôlego e de destroncar a língua.
Na porta do Jockey, depois do almoço, um sujeito conversava outro dia, sereno, sobre a atratividade do investimento superavitário. Temi pela sua digestão, se é que não foi vítima de uma congestão. Ou de um insulto cerebral. É o caso do cidadão que discorreu sobre o obstaculizado caminho que o Brasil tem de percorrer, se quiser alcançar um nível de competitividade num cenário de internacionalização do livre-cambismo.
Até a carta-testamento do Getúlio, obstaculizar não tinha feito a sua aparição triunfal. Dizem que foi ideia do Maciel Filho, que tinha este vezo nacionalista da palavra complicada. Na verdade, é difícil inovar o jargão político. Para atacar José Américo de Almeida, história antiga, Benedito Valladares lançou no mercado a palavra boquirroto. Logo os adversários disseram que era soprado pelo Orozimbo Nonato, um íntimo do Vieira e do Bernardes. Arrazoava com um cunho seiscentista.
Enfim, tudo hoje em dia gera distorções. Gerar é um verboônibus. Serve para tudo. Confiemos, porém, que a seu tempo, a nível de país, na expressão abominável que hoje é corrente, a solução seja equacionada. A desestabilização extrapola de qualquer colocação. Longe de mim o catastrofismo, mas no caminho polissilábico em que vamos, a ingovernabilidade é fatal. E talvez passemos antes pela platinodolarização contingencial.
RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. Seleção e posfácio de
Humberto Werneck. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 175.
No segundo parágrafo do texto, o termo “inconstitucionalissimamente” é retomado, em sucessivas operações de coesão lexical, por meio de
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container