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Foram encontradas 60 questões.

1364487 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Não basta parecer novo
Ferreira Gullar
O novo não é uma criação a partir de nada, mas uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista.
Falando francamente, nada me alegra mais do que depararme com uma obra de arte que, além de suas qualidades artísticas, seja inovadora. Não poderia ser de outro modo, pois costumo dizer que a arte existe porque a vida não basta. E quando digo vida, nela incluo, claro, também a arte que já existe. E queremos mais. Daí porque o surgimento do novo é inerente à própria criação artística. Nenhum artista quer fazer o que já fizeram ou o que ele próprio já fez. Por isso que fazer arte é fazer o novo.
Só que o novo não precisa ser um paletó de três mangas, que nunca ninguém se deu ao trabalho de fazer pelo simples fato de que as pessoas têm apenas dois braços. O novo, autenticamente novo, não é uma criação a partir de nada, mas, sim, uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista, do processo expressivo em que está mergulhado. Esse processo não tem a lógica comum ao trabalho habitual, já que o trabalho criador é, essencialmente, a busca do espanto. Falo das artes plásticas, uma vez que, na poesia, se dá o contrário, o espanto está no começo: é o novo inesperado que faz nascer o poema.
Sem dúvida, a história da arte mostra que houve momentos em que a necessidade do novo – o esgotamento do atual – levou a um salto qualitativo que determinou uma ruptura com a tendência em voga. Exemplo disso foi quando Claude Monet pintou a célebre tela "Impression, Soleil Levant", que determinou o surgimento do impressionismo.
Este foi um caso especial, já que para ele concorreram fatores diversos, que vão desde a implantação das estradas de ferro, que facilitaram a ida das pessoas ao campo, até a nova teoria das cores, que as explicava como resultado da vibração da luz solar sobre a superfície das coisas. O pintor, então, sai do ateliê, vai pintar ao ar livre e a pintura se torna também o registro do "devenir", da mudança cromática da paisagem com o passar das horas. Mas isso é a explicação teórica; na prática, a pintura impressionista revela uma nova beleza, um novo encantamento.
Essa é a visão geral, porque, na verdade, cada um daqueles pintores revelou alguma beleza nova a nossos olhos.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/87214-naobasta-
parecer-novo.shtml>. Acesso em: 10 mar. 2013. [Adaptado].
Na frase “Mas isso é a explicação teórica; na prática, a pintura impressionista revela uma nova beleza, um novo encantamento”, o recurso ao ponto-e-vígula expressa
 

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418400 Ano: 2013
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Para uma fonte escrita constar de uma citação bibliográfica, a Abnt (Abnt NBR 6023:2002 – Informação e documentação, referências, elaboração) recomenda a seguinte hierarquia e formato de informações:
 

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418392 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Os elementos que regulam a forma do discurso relatado nas citações em trabalhos acadêmicos são
 

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418388 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Em trabalhos acadêmicos, devem constar na seção de referências as obras
 

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418361 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Não basta parecer novo
Ferreira Gullar
O novo não é uma criação a partir de nada, mas uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista.
Falando francamente, nada me alegra mais do que depararme com uma obra de arte que, além de suas qualidades artísticas, seja inovadora. Não poderia ser de outro modo, pois costumo dizer que a arte existe porque a vida não basta. E quando digo vida, nela incluo, claro, também a arte que já existe. E queremos mais. Daí porque o surgimento do novo é inerente à própria criação artística. Nenhum artista quer fazer o que já fizeram ou o que ele próprio já fez. Por isso que fazer arte é fazer o novo.
Só que o novo não precisa ser um paletó de três mangas, que nunca ninguém se deu ao trabalho de fazer pelo simples fato de que as pessoas têm apenas dois braços. O novo, autenticamente novo, não é uma criação a partir de nada, mas, sim, uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista, do processo expressivo em que está mergulhado. Esse processo não tem a lógica comum ao trabalho habitual, já que o trabalho criador é, essencialmente, a busca do espanto. Falo das artes plásticas, uma vez que, na poesia, se dá o contrário, o espanto está no começo: é o novo inesperado que faz nascer o poema.
Sem dúvida, a história da arte mostra que houve momentos em que a necessidade do novo – o esgotamento do atual – levou a um salto qualitativo que determinou uma ruptura com a tendência em voga. Exemplo disso foi quando Claude Monet pintou a célebre tela "Impression, Soleil Levant", que determinou o surgimento do impressionismo.
Este foi um caso especial, já que para ele concorreram fatores diversos, que vão desde a implantação das estradas de ferro, que facilitaram a ida das pessoas ao campo, até a nova teoria das cores, que as explicava como resultado da vibração da luz solar sobre a superfície das coisas. O pintor, então, sai do ateliê, vai pintar ao ar livre e a pintura se torna também o registro do "devenir", da mudança cromática da paisagem com o passar das horas. Mas isso é a explicação teórica; na prática, a pintura impressionista revela uma nova beleza, um novo encantamento.
Essa é a visão geral, porque, na verdade, cada um daqueles pintores revelou alguma beleza nova a nossos olhos.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/87214-naobasta-
parecer-novo.shtml>. Acesso em: 10 mar. 2013. [Adaptado].
No penúltimo parágrafo do texto, ao explicar o “caso especial” do impressionismo, o autor desenvolve seu raciocínio por meio de relação de
 

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418357 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Não basta parecer novo
Ferreira Gullar
O novo não é uma criação a partir de nada, mas uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista.
Falando francamente, nada me alegra mais do que depararme com uma obra de arte que, além de suas qualidades artísticas, seja inovadora. Não poderia ser de outro modo, pois costumo dizer que a arte existe porque a vida não basta. E quando digo vida, nela incluo, claro, também a arte que já existe. E queremos mais. Daí porque o surgimento do novo é inerente à própria criação artística. Nenhum artista quer fazer o que já fizeram ou o que ele próprio já fez. Por isso que fazer arte é fazer o novo.
Só que o novo não precisa ser um paletó de três mangas, que nunca ninguém se deu ao trabalho de fazer pelo simples fato de que as pessoas têm apenas dois braços. O novo, autenticamente novo, não é uma criação a partir de nada, mas, sim, uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista, do processo expressivo em que está mergulhado. Esse processo não tem a lógica comum ao trabalho habitual, já que o trabalho criador é, essencialmente, a busca do espanto. Falo das artes plásticas, uma vez que, na poesia, se dá o contrário, o espanto está no começo: é o novo inesperado que faz nascer o poema.
Sem dúvida, a história da arte mostra que houve momentos em que a necessidade do novo – o esgotamento do atual – levou a um salto qualitativo que determinou uma ruptura com a tendência em voga. Exemplo disso foi quando Claude Monet pintou a célebre tela "Impression, Soleil Levant", que determinou o surgimento do impressionismo.
Este foi um caso especial, já que para ele concorreram fatores diversos, que vão desde a implantação das estradas de ferro, que facilitaram a ida das pessoas ao campo, até a nova teoria das cores, que as explicava como resultado da vibração da luz solar sobre a superfície das coisas. O pintor, então, sai do ateliê, vai pintar ao ar livre e a pintura se torna também o registro do "devenir", da mudança cromática da paisagem com o passar das horas. Mas isso é a explicação teórica; na prática, a pintura impressionista revela uma nova beleza, um novo encantamento.
Essa é a visão geral, porque, na verdade, cada um daqueles pintores revelou alguma beleza nova a nossos olhos.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/87214-naobasta-
parecer-novo.shtml>. Acesso em: 10 mar. 2013. [Adaptado].
As construções sintáticas do texto revelam traços de
 

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418351 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Não basta parecer novo
Ferreira Gullar
O novo não é uma criação a partir de nada, mas uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista.
Falando francamente, nada me alegra mais do que depararme com uma obra de arte que, além de suas qualidades artísticas, seja inovadora. Não poderia ser de outro modo, pois costumo dizer que a arte existe porque a vida não basta. E quando digo vida, nela incluo, claro, também a arte que já existe. E queremos mais. Daí porque o surgimento do novo é inerente à própria criação artística. Nenhum artista quer fazer o que já fizeram ou o que ele próprio já fez. Por isso que fazer arte é fazer o novo.
Só que o novo não precisa ser um paletó de três mangas, que nunca ninguém se deu ao trabalho de fazer pelo simples fato de que as pessoas têm apenas dois braços. O novo, autenticamente novo, não é uma criação a partir de nada, mas, sim, uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista, do processo expressivo em que está mergulhado. Esse processo não tem a lógica comum ao trabalho habitual, já que o trabalho criador é, essencialmente, a busca do espanto. Falo das artes plásticas, uma vez que, na poesia, se dá o contrário, o espanto está no começo: é o novo inesperado que faz nascer o poema.
Sem dúvida, a história da arte mostra que houve momentos em que a necessidade do novo – o esgotamento do atual – levou a um salto qualitativo que determinou uma ruptura com a tendência em voga. Exemplo disso foi quando Claude Monet pintou a célebre tela "Impression, Soleil Levant", que determinou o surgimento do impressionismo.
Este foi um caso especial, já que para ele concorreram fatores diversos, que vão desde a implantação das estradas de ferro, que facilitaram a ida das pessoas ao campo, até a nova teoria das cores, que as explicava como resultado da vibração da luz solar sobre a superfície das coisas. O pintor, então, sai do ateliê, vai pintar ao ar livre e a pintura se torna também o registro do "devenir", da mudança cromática da paisagem com o passar das horas. Mas isso é a explicação teórica; na prática, a pintura impressionista revela uma nova beleza, um novo encantamento.
Essa é a visão geral, porque, na verdade, cada um daqueles pintores revelou alguma beleza nova a nossos olhos.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/87214-naobasta-
parecer-novo.shtml>. Acesso em: 10 mar. 2013. [Adaptado].
Dentre os recursos de progressão usados na primeira metade do texto, a ideia da “novidade” é retomada por meio da coesão por
 

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418350 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Não basta parecer novo
Ferreira Gullar
O novo não é uma criação a partir de nada, mas uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista.
Falando francamente, nada me alegra mais do que depararme com uma obra de arte que, além de suas qualidades artísticas, seja inovadora. Não poderia ser de outro modo, pois costumo dizer que a arte existe porque a vida não basta. E quando digo vida, nela incluo, claro, também a arte que já existe. E queremos mais. Daí porque o surgimento do novo é inerente à própria criação artística. Nenhum artista quer fazer o que já fizeram ou o que ele próprio já fez. Por isso que fazer arte é fazer o novo.
Só que o novo não precisa ser um paletó de três mangas, que nunca ninguém se deu ao trabalho de fazer pelo simples fato de que as pessoas têm apenas dois braços. O novo, autenticamente novo, não é uma criação a partir de nada, mas, sim, uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista, do processo expressivo em que está mergulhado. Esse processo não tem a lógica comum ao trabalho habitual, já que o trabalho criador é, essencialmente, a busca do espanto. Falo das artes plásticas, uma vez que, na poesia, se dá o contrário, o espanto está no começo: é o novo inesperado que faz nascer o poema.
Sem dúvida, a história da arte mostra que houve momentos em que a necessidade do novo – o esgotamento do atual – levou a um salto qualitativo que determinou uma ruptura com a tendência em voga. Exemplo disso foi quando Claude Monet pintou a célebre tela "Impression, Soleil Levant", que determinou o surgimento do impressionismo.
Este foi um caso especial, já que para ele concorreram fatores diversos, que vão desde a implantação das estradas de ferro, que facilitaram a ida das pessoas ao campo, até a nova teoria das cores, que as explicava como resultado da vibração da luz solar sobre a superfície das coisas. O pintor, então, sai do ateliê, vai pintar ao ar livre e a pintura se torna também o registro do "devenir", da mudança cromática da paisagem com o passar das horas. Mas isso é a explicação teórica; na prática, a pintura impressionista revela uma nova beleza, um novo encantamento.
Essa é a visão geral, porque, na verdade, cada um daqueles pintores revelou alguma beleza nova a nossos olhos.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/87214-naobasta-
parecer-novo.shtml>. Acesso em: 10 mar. 2013. [Adaptado].
No percurso argumentativo do texto, a afirmação de que “arte existe porque a vida não basta” constitui a retomada de ideias em
 

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418349 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Não basta parecer novo
Ferreira Gullar
O novo não é uma criação a partir de nada, mas uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista.
Falando francamente, nada me alegra mais do que depararme com uma obra de arte que, além de suas qualidades artísticas, seja inovadora. Não poderia ser de outro modo, pois costumo dizer que a arte existe porque a vida não basta. E quando digo vida, nela incluo, claro, também a arte que já existe. E queremos mais. Daí porque o surgimento do novo é inerente à própria criação artística. Nenhum artista quer fazer o que já fizeram ou o que ele próprio já fez. Por isso que fazer arte é fazer o novo.
Só que o novo não precisa ser um paletó de três mangas, que nunca ninguém se deu ao trabalho de fazer pelo simples fato de que as pessoas têm apenas dois braços. O novo, autenticamente novo, não é uma criação a partir de nada, mas, sim, uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista, do processo expressivo em que está mergulhado. Esse processo não tem a lógica comum ao trabalho habitual, já que o trabalho criador é, essencialmente, a busca do espanto. Falo das artes plásticas, uma vez que, na poesia, se dá o contrário, o espanto está no começo: é o novo inesperado que faz nascer o poema.
Sem dúvida, a história da arte mostra que houve momentos em que a necessidade do novo – o esgotamento do atual – levou a um salto qualitativo que determinou uma ruptura com a tendência em voga. Exemplo disso foi quando Claude Monet pintou a célebre tela "Impression, Soleil Levant", que determinou o surgimento do impressionismo.
Este foi um caso especial, já que para ele concorreram fatores diversos, que vão desde a implantação das estradas de ferro, que facilitaram a ida das pessoas ao campo, até a nova teoria das cores, que as explicava como resultado da vibração da luz solar sobre a superfície das coisas. O pintor, então, sai do ateliê, vai pintar ao ar livre e a pintura se torna também o registro do "devenir", da mudança cromática da paisagem com o passar das horas. Mas isso é a explicação teórica; na prática, a pintura impressionista revela uma nova beleza, um novo encantamento.
Essa é a visão geral, porque, na verdade, cada um daqueles pintores revelou alguma beleza nova a nossos olhos.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/87214-naobasta-
parecer-novo.shtml>. Acesso em: 10 mar. 2013. [Adaptado].
A expressão “Falando francamente” que compõe o registro ensaístico do texto é redundante com o recurso da
 

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418090 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: IF-Goiano
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Ferreira Gullar
O novo não é uma criação a partir de nada, mas uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista.
Falando francamente, nada me alegra mais do que depararme com uma obra de arte que, além de suas qualidades artísticas, seja inovadora. Não poderia ser de outro modo, pois costumo dizer que a arte existe porque a vida não basta. E quando digo vida, nela incluo, claro, também a arte que já existe. E queremos mais. Daí porque o surgimento do novo é inerente à própria criação artística. Nenhum artista quer fazer o que já fizeram ou o que ele próprio já fez. Por isso que fazer arte é fazer o novo.
Só que o novo não precisa ser um paletó de três mangas, que nunca ninguém se deu ao trabalho de fazer pelo simples fato de que as pessoas têm apenas dois braços. O novo, autenticamente novo, não é uma criação a partir de nada, mas, sim, uma manifestação inusitada que surge do trabalho do artista, do processo expressivo em que está mergulhado. Esse processo não tem a lógica comum ao trabalho habitual, já que o trabalho criador é, essencialmente, a busca do espanto. Falo das artes plásticas, uma vez que, na poesia, se dá o contrário, o espanto está no começo: é o novo inesperado que faz nascer o poema.
Sem dúvida, a história da arte mostra que houve momentos em que a necessidade do novo – o esgotamento do atual – levou a um salto qualitativo que determinou uma ruptura com a tendência em voga. Exemplo disso foi quando Claude Monet pintou a célebre tela "Impression, Soleil Levant", que determinou o surgimento do impressionismo.
Este foi um caso especial, já que para ele concorreram fatores diversos, que vão desde a implantação das estradas de ferro, que facilitaram a ida das pessoas ao campo, até a nova teoria das cores, que as explicava como resultado da vibração da luz solar sobre a superfície das coisas. O pintor, então, sai do ateliê, vai pintar ao ar livre e a pintura se torna também o registro do "devenir", da mudança cromática da paisagem com o passar das horas. Mas isso é a explicação teórica; na prática, a pintura impressionista revela uma nova beleza, um novo encantamento.
Essa é a visão geral, porque, na verdade, cada um daqueles pintores revelou alguma beleza nova a nossos olhos.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/87214-naobasta-
parecer-novo.shtml>. Acesso em: 10 mar. 2013. [Adaptado].
Em seu ataque inicial à reflexão sobre a renovação artística, o autor parte da tese de que a novidade advém do
 

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