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FALTA DE SONO DEIXA AS PESSOAS MAIS
EGOÍSTAS, APONTA ESTUDO
Ítalo Wolff – 21 novembro 2022
Cientistas da Universidade da Califórnia, em
Berkeley, publicaram no periódico
PLOS Biology
um
estudo em que acompanharam os efeitos da falta de
sono no comportamento. “A falta de sono molda as
experiências sociais que temos e o tipo de sociedade
em que vivemos”, escreveu o neurocientista Eti Ben
Simon, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Para testar a ligação entre perda de sono e a
generosidade, Ben Simon e sua equipe levaram 23
jovens adultos ao laboratório por duas noites. Os
participantes dormiram uma noite e ficaram
acordados por outra noite. No período da manhã, os
participantes preencheram um questionário
padronizado que avaliava sua probabilidade de ajudar
estranhos ou conhecidos em vários cenários.
Aproximadamente 80% dos participantes mostraram
menos probabilidade de ajudar os outros quando
privados de sono do que quando descansados. Os
pesquisadores então observaram a atividade cerebral
dos participantes em uma máquina de ressonância
magnética funcional, comparando a atividade neural
de cada participante em um estado de descanso
versus em um estado de privação de sono. Isso
mostrou que a falta de sono reduziu a atividade em
uma rede de regiões cerebrais ligadas à capacidade
de empatia.
Em outro experimento, os pesquisadores
recrutaram 136 participantes online e fizeram com
que eles mantivessem um registro do sono por quatro
noites, monitorados por aplicativos que medem a
atividade noturna. Cada participante então completou
o questionário de altruísmo. Os pesquisadores
descobriram que quanto mais tempo os participantes
passavam acordados na cama, uma medida de sono
ruim, menores eram suas pontuações de altruísmo.
No experimento final, focado no horário de
verão, em que uma hora de sono é perdida na
mudança, os pesquisadores analisaram doações de
caridade de 2001 a 2016 para a
Donors Choose,
uma
organização sem fins lucrativos que arrecada dinheiro
para projetos escolares nos Estados Unidos. Na
semana de trabalho após a implementação do horário
de verão, as doações totais, que normalmente
giravam em torno de US$ 82 por dia, caíram para
cerca de US$ 73 por dia.
A abordagem de metodologia tripla permitiu
aos pesquisadores maior certeza de que outras
variáveis além do sono não estivessem causando a
queda na generosidade.
A privação crônica do sono
no mundo moderno é um problema sério, escreveu
Ben Simon nas conclusões de seu trabalho. Mas, ao
contrário de muitos outros problemas de grande
escala, este tem uma solução acessível. Desta forma,
promover o sono como Saúde Pública pode
economizar bilhões em tratamentos de condições
crônicas e melhorar as relações sociais e qualidade
de vida dos indivíduos.
Adaptado de: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-eblogs/ciencia/falta-de-sono-deixa-as-pessoas-mais-egoistasaponta-estudo-443432/. Acesso em 16 maio 2023.
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EGOÍSTAS, APONTA ESTUDO
Ítalo Wolff – 21 novembro 2022
Cientistas da Universidade da Califórnia, em
Berkeley, publicaram no periódico
PLOS Biology
um
estudo em que acompanharam os efeitos da falta de
sono no comportamento. “A falta de sono molda as
experiências sociais que temos e o tipo de sociedade
em que vivemos”, escreveu o neurocientista Eti Ben
Simon, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Para testar a ligação entre perda de sono e a
generosidade, Ben Simon e sua equipe levaram 23
jovens adultos ao laboratório por duas noites. Os
participantes dormiram uma noite e ficaram
acordados por outra noite. No período da manhã, os
participantes preencheram um questionário
padronizado que avaliava sua probabilidade de ajudar
estranhos ou conhecidos em vários cenários.
Aproximadamente 80% dos participantes mostraram
menos probabilidade de ajudar os outros quando
privados de sono do que quando descansados. Os
pesquisadores então observaram a atividade cerebral
dos participantes em uma máquina de ressonância
magnética funcional, comparando a atividade neural
de cada participante em um estado de descanso
versus em um estado de privação de sono. Isso
mostrou que a falta de sono reduziu a atividade em
uma rede de regiões cerebrais ligadas à capacidade
de empatia.
Em outro experimento, os pesquisadores
recrutaram 136 participantes online e fizeram com
que eles mantivessem um registro do sono por quatro
noites, monitorados por aplicativos que medem a
atividade noturna. Cada participante então completou
o questionário de altruísmo. Os pesquisadores
descobriram que quanto mais tempo os participantes
passavam acordados na cama, uma medida de sono
ruim, menores eram suas pontuações de altruísmo.
No experimento final, focado no horário de
verão, em que uma hora de sono é perdida na
mudança, os pesquisadores analisaram doações de
caridade de 2001 a 2016 para a
Donors Choose,
uma
organização sem fins lucrativos que arrecada dinheiro
para projetos escolares nos Estados Unidos. Na
semana de trabalho após a implementação do horário
de verão, as doações totais, que normalmente
giravam em torno de US$ 82 por dia, caíram para
cerca de US$ 73 por dia.
A abordagem de metodologia tripla permitiu
aos pesquisadores maior certeza de que outras
variáveis além do sono não estivessem causando a
queda na generosidade.
A privação crônica do sono
no mundo moderno é um problema sério, escreveu
Ben Simon nas conclusões de seu trabalho. Mas, ao
contrário de muitos outros problemas de grande
escala, este tem uma solução acessível. Desta forma,
promover o sono como Saúde Pública pode
economizar bilhões em tratamentos de condições
crônicas e melhorar as relações sociais e qualidade
de vida dos indivíduos.
Adaptado de: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-eblogs/ciencia/falta-de-sono-deixa-as-pessoas-mais-egoistasaponta-estudo-443432/. Acesso em 16 maio 2023.
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EGOÍSTAS, APONTA ESTUDO
Ítalo Wolff – 21 novembro 2022
Cientistas da Universidade da Califórnia, em
Berkeley, publicaram no periódico
PLOS Biology
um
estudo em que acompanharam os efeitos da falta de
sono no comportamento. “A falta de sono molda as
experiências sociais que temos e o tipo de sociedade
em que vivemos”, escreveu o neurocientista Eti Ben
Simon, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Para testar a ligação entre perda de sono e a
generosidade, Ben Simon e sua equipe levaram 23
jovens adultos ao laboratório por duas noites. Os
participantes dormiram uma noite e ficaram
acordados por outra noite. No período da manhã, os
participantes preencheram um questionário
padronizado que avaliava sua probabilidade de ajudar
estranhos ou conhecidos em vários cenários.
Aproximadamente 80% dos participantes mostraram
menos probabilidade de ajudar os outros quando
privados de sono do que quando descansados. Os
pesquisadores então observaram a atividade cerebral
dos participantes em uma máquina de ressonância
magnética funcional, comparando a atividade neural
de cada participante em um estado de descanso
versus em um estado de privação de sono. Isso
mostrou que a falta de sono reduziu a atividade em
uma rede de regiões cerebrais ligadas à capacidade
de empatia.
Em outro experimento, os pesquisadores
recrutaram 136 participantes online e fizeram com
que eles mantivessem um registro do sono por quatro
noites, monitorados por aplicativos que medem a
atividade noturna. Cada participante então completou
o questionário de altruísmo. Os pesquisadores
descobriram que quanto mais tempo os participantes
passavam acordados na cama, uma medida de sono
ruim, menores eram suas pontuações de altruísmo.
No experimento final, focado no horário de
verão, em que uma hora de sono é perdida na
mudança, os pesquisadores analisaram doações de
caridade de 2001 a 2016 para a
Donors Choose,
uma
organização sem fins lucrativos que arrecada dinheiro
para projetos escolares nos Estados Unidos. Na
semana de trabalho após a implementação do horário
de verão, as doações totais, que normalmente
giravam em torno de US$ 82 por dia, caíram para
cerca de US$ 73 por dia.
A abordagem de metodologia tripla permitiu
aos pesquisadores maior certeza de que outras
variáveis além do sono não estivessem causando a
queda na generosidade.
A privação crônica do sono
no mundo moderno é um problema sério, escreveu
Ben Simon nas conclusões de seu trabalho. Mas, ao
contrário de muitos outros problemas de grande
escala, este tem uma solução acessível. Desta forma,
promover o sono como Saúde Pública pode
economizar bilhões em tratamentos de condições
crônicas e melhorar as relações sociais e qualidade
de vida dos indivíduos.
Adaptado de: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-eblogs/ciencia/falta-de-sono-deixa-as-pessoas-mais-egoistasaponta-estudo-443432/. Acesso em 16 maio 2023.
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Ítalo Wolff – 21 novembro 2022
Cientistas da Universidade da Califórnia, em
Berkeley, publicaram no periódico
PLOS Biology
um
estudo em que acompanharam os efeitos da falta de
sono no comportamento. “A falta de sono molda as
experiências sociais que temos e o tipo de sociedade
em que vivemos”, escreveu o neurocientista Eti Ben
Simon, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Para testar a ligação entre perda de sono e a
generosidade, Ben Simon e sua equipe levaram 23
jovens adultos ao laboratório por duas noites. Os
participantes dormiram uma noite e ficaram
acordados por outra noite. No período da manhã, os
participantes preencheram um questionário
padronizado que avaliava sua probabilidade de ajudar
estranhos ou conhecidos em vários cenários.
Aproximadamente 80% dos participantes mostraram
menos probabilidade de ajudar os outros quando
privados de sono do que quando descansados. Os
pesquisadores então observaram a atividade cerebral
dos participantes em uma máquina de ressonância
magnética funcional, comparando a atividade neural
de cada participante em um estado de descanso
versus em um estado de privação de sono. Isso
mostrou que a falta de sono reduziu a atividade em
uma rede de regiões cerebrais ligadas à capacidade
de empatia.
Em outro experimento, os pesquisadores
recrutaram 136 participantes online e fizeram com
que eles mantivessem um registro do sono por quatro
noites, monitorados por aplicativos que medem a
atividade noturna. Cada participante então completou
o questionário de altruísmo. Os pesquisadores
descobriram que quanto mais tempo os participantes
passavam acordados na cama, uma medida de sono
ruim, menores eram suas pontuações de altruísmo.
No experimento final, focado no horário de
verão, em que uma hora de sono é perdida na
mudança, os pesquisadores analisaram doações de
caridade de 2001 a 2016 para a
Donors Choose,
uma
organização sem fins lucrativos que arrecada dinheiro
para projetos escolares nos Estados Unidos. Na
semana de trabalho após a implementação do horário
de verão, as doações totais, que normalmente
giravam em torno de US$ 82 por dia, caíram para
cerca de US$ 73 por dia.
A abordagem de metodologia tripla permitiu
aos pesquisadores maior certeza de que outras
variáveis além do sono não estivessem causando a
queda na generosidade.
A privação crônica do sono
no mundo moderno é um problema sério, escreveu
Ben Simon nas conclusões de seu trabalho. Mas, ao
contrário de muitos outros problemas de grande
escala, este tem uma solução acessível. Desta forma,
promover o sono como Saúde Pública pode
economizar bilhões em tratamentos de condições
crônicas e melhorar as relações sociais e qualidade
de vida dos indivíduos.
Adaptado de: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-eblogs/ciencia/falta-de-sono-deixa-as-pessoas-mais-egoistasaponta-estudo-443432/. Acesso em 16 maio 2023.
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O QUE VIVI AO FICAR PRESO NO ELEVADOR
Por Ton Paulo – 20 novembro 2019
As portas do elevador estacionado no térreo
já se fechavam quando, numa corrida rápida, coloco o
braço no rumo do sensor a tempo de fazê-las
reabrirem. Entro ainda ofegante no cubículo vazio,
não sem antes soltar um “que sorte!” em voz baixa.
Sou apaixonado por elevadores vazios. O
intervalo do térreo até o andar escolhido é sempre o
momento oportuno do dia para dar uma ajeitada no
cabelo no espelho, olhar as mensagens ainda não
visualizadas e respirar. Mas não hoje.
O elevador parou no meu andar, o 25º, mas
as portas não se abriram. Espero, estranhando o
delay, e nada. Alguns instantes depois, o ventilador
de teto para. Era isso: eu estava preso em um
elevador enguiçado.
Desato a tocar o interfone, mas, no lugar de
uma voz humana, só recebo uma luzinha que pisca
insistentemente. Do nada, me vem a palavra
“claustrofobia” – do latim,
claustro phobos
: medo de
lugares fechados. Eu não tinha aquilo, mas sentia que
meus pulmões já puxavam o ar de maneira irregular.
Sento, levanto, sento novamente, dou voltas
só de meias dentro do cubículo de metal. Exatos uma
hora e cinquenta minutos se passam até que um
funcionário abre a porta, com o elevador já no térreo
e me encontra no chão abraçado às minhas pernas.
Ainda um pouco trêmulo e puxando o ar com força,
caminho até a recepcionista: “Onde ficam as escadas
mesmo?”
Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/oque-vivi-ao-ficar-preso-no-elevador-221327/. Acesso em: 20 maio
2023.
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O QUE VIVI AO FICAR PRESO NO ELEVADOR
Por Ton Paulo – 20 novembro 2019
As portas do elevador estacionado no térreo
já se fechavam quando, numa corrida rápida, coloco o
braço no rumo do sensor a tempo de fazê-las
reabrirem. Entro ainda ofegante no cubículo vazio,
não sem antes soltar um “que sorte!” em voz baixa.
Sou apaixonado por elevadores vazios. O
intervalo do térreo até o andar escolhido é sempre o
momento oportuno do dia para dar uma ajeitada no
cabelo no espelho, olhar as mensagens ainda não
visualizadas e respirar. Mas não hoje.
O elevador parou no meu andar, o 25º, mas
as portas não se abriram. Espero, estranhando o
delay, e nada. Alguns instantes depois, o ventilador
de teto para. Era isso: eu estava preso em um
elevador enguiçado.
Desato a tocar o interfone, mas, no lugar de
uma voz humana, só recebo uma luzinha que pisca
insistentemente. Do nada, me vem a palavra
“claustrofobia” – do latim,
claustro phobos
: medo de
lugares fechados. Eu não tinha aquilo, mas sentia que
meus pulmões já puxavam o ar de maneira irregular.
Sento, levanto, sento novamente, dou voltas
só de meias dentro do cubículo de metal. Exatos uma
hora e cinquenta minutos se passam até que um
funcionário abre a porta, com o elevador já no térreo
e me encontra no chão abraçado às minhas pernas.
Ainda um pouco trêmulo e puxando o ar com força,
caminho até a recepcionista: “Onde ficam as escadas
mesmo?”
Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/oque-vivi-ao-ficar-preso-no-elevador-221327/. Acesso em: 20 maio
2023.
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O QUE VIVI AO FICAR PRESO NO ELEVADOR
Por Ton Paulo – 20 novembro 2019
As portas do elevador estacionado no térreo
já se fechavam quando, numa corrida rápida, coloco o
braço no rumo do sensor a tempo de fazê-las
reabrirem. Entro ainda ofegante no cubículo vazio,
não sem antes soltar um “que sorte!” em voz baixa.
Sou apaixonado por elevadores vazios. O
intervalo do térreo até o andar escolhido é sempre o
momento oportuno do dia para dar uma ajeitada no
cabelo no espelho, olhar as mensagens ainda não
visualizadas e respirar. Mas não hoje.
O elevador parou no meu andar, o 25º, mas
as portas não se abriram. Espero, estranhando o
delay, e nada. Alguns instantes depois, o ventilador
de teto para. Era isso: eu estava preso em um
elevador enguiçado.
Desato a tocar o interfone, mas, no lugar de
uma voz humana, só recebo uma luzinha que pisca
insistentemente. Do nada, me vem a palavra
“claustrofobia” – do latim,
claustro phobos
: medo de
lugares fechados. Eu não tinha aquilo, mas sentia que
meus pulmões já puxavam o ar de maneira irregular.
Sento, levanto, sento novamente, dou voltas
só de meias dentro do cubículo de metal. Exatos uma
hora e cinquenta minutos se passam até que um
funcionário abre a porta, com o elevador já no térreo
e me encontra no chão abraçado às minhas pernas.
Ainda um pouco trêmulo e puxando o ar com força,
caminho até a recepcionista: “Onde ficam as escadas
mesmo?”
Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/oque-vivi-ao-ficar-preso-no-elevador-221327/. Acesso em: 20 maio
2023.
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O QUE VIVI AO FICAR PRESO NO ELEVADOR
Por Ton Paulo – 20 novembro 2019
As portas do elevador estacionado no térreo
já se fechavam quando, numa corrida rápida, coloco o
braço no rumo do sensor a tempo de fazê-las
reabrirem. Entro ainda ofegante no cubículo vazio,
não sem antes soltar um “que sorte!” em voz baixa.
Sou apaixonado por elevadores vazios. O
intervalo do térreo até o andar escolhido é sempre o
momento oportuno do dia para dar uma ajeitada no
cabelo no espelho, olhar as mensagens ainda não
visualizadas e respirar. Mas não hoje.
O elevador parou no meu andar, o 25º, mas
as portas não se abriram. Espero, estranhando o
delay, e nada. Alguns instantes depois, o ventilador
de teto para. Era isso: eu estava preso em um
elevador enguiçado.
Desato a tocar o interfone, mas, no lugar de
uma voz humana, só recebo uma luzinha que pisca
insistentemente. Do nada, me vem a palavra
“claustrofobia” – do latim,
claustro phobos
: medo de
lugares fechados. Eu não tinha aquilo, mas sentia que
meus pulmões já puxavam o ar de maneira irregular.
Sento, levanto, sento novamente, dou voltas
só de meias dentro do cubículo de metal. Exatos uma
hora e cinquenta minutos se passam até que um
funcionário abre a porta, com o elevador já no térreo
e me encontra no chão abraçado às minhas pernas.
Ainda um pouco trêmulo e puxando o ar com força,
caminho até a recepcionista: “Onde ficam as escadas
mesmo?”
Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/oque-vivi-ao-ficar-preso-no-elevador-221327/. Acesso em: 20 maio
2023.
Em "[...] me encontra no chão abraçado à s minhas pernas.", o item destacado NÃO pode ser substituído adequadamente por
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O QUE VIVI AO FICAR PRESO NO ELEVADOR
Por Ton Paulo – 20 novembro 2019
As portas do elevador estacionado no térreo
já se fechavam quando, numa corrida rápida, coloco o
braço no rumo do sensor a tempo de fazê-las
reabrirem. Entro ainda ofegante no cubículo vazio,
não sem antes soltar um “que sorte!” em voz baixa.
Sou apaixonado por elevadores vazios. O
intervalo do térreo até o andar escolhido é sempre o
momento oportuno do dia para dar uma ajeitada no
cabelo no espelho, olhar as mensagens ainda não
visualizadas e respirar. Mas não hoje.
O elevador parou no meu andar, o 25º, mas
as portas não se abriram. Espero, estranhando o
delay, e nada. Alguns instantes depois, o ventilador
de teto para. Era isso: eu estava preso em um
elevador enguiçado.
Desato a tocar o interfone, mas, no lugar de
uma voz humana, só recebo uma luzinha que pisca
insistentemente. Do nada, me vem a palavra
“claustrofobia” – do latim,
claustro phobos
: medo de
lugares fechados. Eu não tinha aquilo, mas sentia que
meus pulmões já puxavam o ar de maneira irregular.
Sento, levanto, sento novamente, dou voltas
só de meias dentro do cubículo de metal. Exatos uma
hora e cinquenta minutos se passam até que um
funcionário abre a porta, com o elevador já no térreo
e me encontra no chão abraçado às minhas pernas.
Ainda um pouco trêmulo e puxando o ar com força,
caminho até a recepcionista: “Onde ficam as escadas
mesmo?”
Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/oque-vivi-ao-ficar-preso-no-elevador-221327/. Acesso em: 20 maio
2023.
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O QUE VIVI AO FICAR PRESO NO ELEVADOR
Por Ton Paulo – 20 novembro 2019
As portas do elevador estacionado no térreo
já se fechavam quando, numa corrida rápida, coloco o
braço no rumo do sensor a tempo de fazê-las
reabrirem. Entro ainda ofegante no cubículo vazio,
não sem antes soltar um “que sorte!” em voz baixa.
Sou apaixonado por elevadores vazios. O
intervalo do térreo até o andar escolhido é sempre o
momento oportuno do dia para dar uma ajeitada no
cabelo no espelho, olhar as mensagens ainda não
visualizadas e respirar. Mas não hoje.
O elevador parou no meu andar, o 25º, mas
as portas não se abriram. Espero, estranhando o
delay, e nada. Alguns instantes depois, o ventilador
de teto para. Era isso: eu estava preso em um
elevador enguiçado.
Desato a tocar o interfone, mas, no lugar de
uma voz humana, só recebo uma luzinha que pisca
insistentemente. Do nada, me vem a palavra
“claustrofobia” – do latim,
claustro phobos
: medo de
lugares fechados. Eu não tinha aquilo, mas sentia que
meus pulmões já puxavam o ar de maneira irregular.
Sento, levanto, sento novamente, dou voltas
só de meias dentro do cubículo de metal. Exatos uma
hora e cinquenta minutos se passam até que um
funcionário abre a porta, com o elevador já no térreo
e me encontra no chão abraçado às minhas pernas.
Ainda um pouco trêmulo e puxando o ar com força,
caminho até a recepcionista: “Onde ficam as escadas
mesmo?”
Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/oque-vivi-ao-ficar-preso-no-elevador-221327/. Acesso em: 20 maio
2023.
Em relação às palavras destacadas em “Entro ainda ofegante no cubículo vazio [...]”, assinale a alternativa correta.
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