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CASO CLÍNICO
Você recebeu para avaliação um jovem de 19 anos, que durante o serviço militar obrigatório passou a apresentar um comportamento paranoide, com presença de delírios persecutórios francos, dizendo que haveria câmeras nas lâmpadas de luz de sua casa e que o Brasil poderia ser invadido a qualquer momento. Disse, na consulta, que escreveu cartas ao Presidente da República, manifestando o perigo que isso representa e que tem dormido poucas horas por noite, fatos confirmados pela família, que apresenta a você o que o paciente escreveu. A família relata que seu comportamento passou a ficar “excêntrico” e que gesticulava muito, como se fizesse discursos, com solilóquios, por muitas vezes irritado. O paciente argumenta que Deus o designou chefe da operação militar contra a suposta invasão.
A família insistiu que o paciente usava drogas, mas o resultado do exame toxicológico de urina realizado 3 vezes nos últimos 2 meses foi negativo para as principais drogas, incluindo maconha e cocaína.
Os sintomas persistiram por vários meses e sua indicação terapêutica foi iniciar com o uso de clozapina, gradativamente, até a dose de 200 mg/dia, com a qual atingiu remissão dos sintomas.
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CASO CLÍNICO
Você avaliou um paciente do sexo masculino, de 43 anos, usuário de 1 (uma) garrafa de cachaça/dia e 1 (uma) carteira de cigarro/dia há cerca de 17 anos, sem uso de outras drogas, com aumento do padrão de consumo há pelo menos 2 anos. Recentemente, vinha bebendo cachaça em casa (sem frequentar o bar), sendo a primeira dose pela manhã (para “abrir o apetite”) e demais doses à noite, no “horário da novela”, com finalidade de relaxar e diminuir sua insônia. O paciente relata que somente em algumas situações “excedia” a quantidade de álcool programada. Ele reporta que, associado ao uso de álcool, vinha apresentando anedonia, insônia, perda do interesse em atividades rotineiras, tristeza e o fato de que estava se isolando em casa, passando boa parte do tempo na cama. Parou subitamente de fazer uso de álcool, quando passou a apresentar piora no quadro de insônia, tremores importantes nas mãos, vertigem e episódios de alucinações visuais (microzoopsias). O pai do paciente relata que ele também apresentava ideias delirantes paranoides (pensava que estava brincando de se esconder de crianças da vizinhança), além de certa desorientação alopsíquica.
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CASO CLÍNICO
Você recebeu para avaliação um jovem de 19 anos, que durante o serviço militar obrigatório passou a apresentar um comportamento paranoide, com presença de delírios persecutórios francos, dizendo que haveria câmeras nas lâmpadas de luz de sua casa e que o Brasil poderia ser invadido a qualquer momento. Disse, na consulta, que escreveu cartas ao Presidente da República, manifestando o perigo que isso representa e que tem dormido poucas horas por noite, fatos confirmados pela família, que apresenta a você o que o paciente escreveu. A família relata que seu comportamento passou a ficar “excêntrico” e que gesticulava muito, como se fizesse discursos, com solilóquios, por muitas vezes irritado. O paciente argumenta que Deus o designou chefe da operação militar contra a suposta invasão.
A família insistiu que o paciente usava drogas, mas o resultado do exame toxicológico de urina realizado 3 vezes nos últimos 2 meses foi negativo para as principais drogas, incluindo maconha e cocaína.
Os sintomas persistiram por vários meses e sua indicação terapêutica foi iniciar com o uso de clozapina, gradativamente, até a dose de 200 mg/dia, com a qual atingiu remissão dos sintomas.
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