Foram encontradas 50 questões.
Provas
( ) O cogito cartesiano é a verdade absoluta da consciência que apreende a si mesma.
( ) O homem é o responsável total por sua existência, o que implica não se responsabilizar pelos outros.
( ) O conceito de natureza humana pressupõe que a essência precede a existência.
( ) A angústia é o sentimento que leva à inação.
Assinale a sequência CORRETA:
Provas
Karl Popper (1902-1994) é um dos principais filosófos da ciência do século XX. Em seus estudos, discutiu sobre a lógica e a metodologia da ciência, o princípio de indução e os critérios para a caracterização das teorias científicas. Considerando a concepção de Karl Popper sobre a pesquisa científica, analise as afirmativas.
I - O conhecimento científico é produzido por meio do método indutivo.
II - As hipóteses científicas derivam de fatos observáveis.
III - Enunciados científicos são sempre provisórios.
IV - A ciência é o domínio de conhecimentos falseáveis.
Está CORRETO o que se afirma em:
Provas
O filósofo argentino Enrique Dussel (1934-2023), um dos expoentes da filosofia da libertação, questiona as dimensões eurocêntricas presentes na história e na filosofia. Com relação à crítica de Dussel ao eurocentrismo, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) O helenocentrismo é um dos componentes da visão ideológica da história da filosofia.
( ) O discurso filosófico crítico sobre as origens da modernidade deve incluir a filosofia elaborada na península ibérica e na América Latina nos séculos XVI e XVII.
( ) A transmodernidade, como projeto filosófico crítico ao eurocentrismo, implica a negação de todos os elementos da modernidade.
( ) O eurocentrismo confunde universalidade abstrata com mundialidade concreta hegemonizada pela Europa.
Assinale a sequência CORRETA:
Provas
(MARGUTTI, P. História da Filosofia do Brasil. O período colonial (1500-1822). São Paulo: Loyola, 2013, p. 355)
Considerando o texto acima e as características da filosofia brasileira no período colonial apontadas por Paulo Margutti, assinale a afirmativa INCORRETA.
Provas
Provas
“Nosso ensino de filosofia ignora, por exemplo, cosmovisões como o conceito de ‘Bem-Viver’ - sumak kawsay, que compreende uma concepção de vida de povos andinos e a sua relação com o meio ambiente como um todo. A cosmovisão desses povos originários tem sido usada para se contrapor ao modelo de desenvolvimento da sociedade ocidental, na qual o Brasil está inserido. Teríamos a possibilidade de praticar efetivamente a filosofia entendida como modo de vida e não apenas como acúmulo de repertório teórico, ainda que tal repertório seja importante”.
(GONTIJO, P. Posfácio: O ensino de filosofia no Brasil e alguns de seus desafios. Kalagatos Fortaleza, v. 18, n. 2, 2021, p. 247)
TEXTO II
“Nossa proposta é simples, incluir o pensamento indígena no roteiro curricular de filosofia no ensino médio. E, sobretudo, considerando a filosoficidade desse pensamento. Em outro registro, consideramos indispensável que, para cumprir as exigências legais de implementação de conteúdos obrigatórios de história e culturas indígenas, possamos trazer à baila a interrogação: existe uma produção filosófica indígena?”
(NOGUERA, R. Introdução à filosofia a partir da história e culturas dos povos indígenas. Revista Interinstitucional Artes de Educar. Rio de Janeiro, v. 1, n. 3, out 2015 - jan 2016, p. 400)
Considerando os textos acima e as implicações da Lei Nº 11.645/2008 para o ensino de filosofia, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) A não presença dos pensamentos indígenas no currículo é uma expressão da colonialidade do saber filosófico.
( ) Incluir as cosmovisões indígenas no ensino de filosofia é uma forma de combater o racismo epistêmico.
( ) A filosoficidade dos pensamentos indígenas é atestada pela sua aderência à cultura ocidental.
( ) A incorporação das produções filosóficas indígenas ao ensino contribui para conceber a filosofia para além da produção de um discurso teórico sobre as coisas.
Assinale a sequência CORRETA:
Provas
O livro O ensino de filosofia como problema filosófico (2009), de Alejandro Cerletti, apresenta a ideia de que o ensino de filosofia é indissociável da própria filosofia, expressando uma mudança de perspectiva nas reflexões sobre o ensino filosófico. A obra obteve grande repercussão no Brasil, tornando-se um texto de referência para a área. A respeito da investigação sobre o ensino de filosofia realizada por Cerletti, analise as afirmativas.
I - O ensino de filosofia é filosófico na medida em que cria um espaço para o filosofar independente da história da filosofia.
II - O ensino de filosofia está isento de opções teóricas por parte do professor, uma vez que se pauta pela transmissão da tradição filosófica consolidada.
III - O ensino de filosofia deve constituir-se na exposição e verificação do conteúdo.
IV - O ensino de filosofia envolve duas dimensões entrelaçadas, a repetição e a criação.
V - O ensino de filosofia implica questionamentos conceituais, e não apenas pedagógicos.
Está CORRETO o que se afirma em:
Provas
“Imagine a multiplicidade dos jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros:
Comandar, e agir segundo comandos –
Descrever um objeto conforme a aparência ou conforme medidas –
Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho) –
Relatar um acontecimento –
Conjecturar sobre o acontecimento –
Expor uma hipótese e prová-Ia –
Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas –
Inventar uma história; ler –
Representar teatro –
Cantar uma cantiga de roda –
Resolver enigmas –
Fazer uma anedota; contar –
Resolver um exemplo de cálculo aplicado –
Traduzir de uma língua para outra –
Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar.
– É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e de frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem.”
(WITTGENSTEIN, L.. Investigações filosóficas. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p. 35 - 36)
Considerando o trecho acima e a concepção de linguagem na obra citada, assinale a afirmativa INCORRETA
Provas
Thomas Hobbes (1588-1679), John Locke e Jean-Jacques Rousseau são considerados contratualistas, já que estabeleceram a existência de um pacto social que define como os sujeitos vivem ao saírem do estado de natureza. Na discussão contratualista, os pensadores buscam estabelecer de que forma acontece a legitimidade do Estado. Considerando o pensamento destes filósofos, analise as afirmações abaixo.
I - Segundo Hobbes, o direito de natureza é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, buscando a preservação da sua própria natureza.
II - Os indivíduos deixados no seu estado natural, vivendo na insegurança, na angústia, na guerra, são lobos de outros homens, segundo Locke.
III - Para Locke, o poder legislativo age como um poder fiduciário, agindo apenas para certos fins, podendo ser removido pelo povo.
IV - Rousseau entende que não é o número de votos que generaliza a vontade, mas, sim, o interesse comum que une os diferentes cidadãos.
V - O pacto social para Rousseau não estabelece entre os cidadãos uma igualdade, pois não exige o mesmo grau de comprometimento de todos os sujeitos.
Estão CORRETAS:
Provas
Caderno Container