Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

3384863 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

Leia o quadrinho a seguir para a questão.

Enunciado 3726747-1

(Disponível em: turmadamonica.uol.com.br. Acesso em: 12 de maio de 2014).

Analise as sentenças:

I. Chico entendeu como ambíguas as expressões "fim de mundo" e "pé da letra".

II. O fato de Chico não entender o que o primo da cidade fala mostra que pessoas do campo são menos instruídas e mais ingênuas.

III. Essas confusões de Chico são responsáveis por construir um efeito de sentido humorístico.

IV. As expressões que Chico entendeu incorretamente não são normalmente ambíguas.

Todas são verdadeiras, exceto:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3384862 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

Leia o quadrinho a seguir para a questão.

Enunciado 3726746-1

(Disponível em: turmadamonica.uol.com.br. Acesso em: 12 de maio de 2014).

No excerto de história em quadrinhos apresentado, vemos a interação entre o personagem Chico Bento e o seu primo. A linguagem de Chico Bento, bem como o próprio título da história já remetem à idéia de contraste. Assim, podemos concluir que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3384861 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

De acordo com a definição entre parêntesis e a formação do particípio, assinale a alternativa correta:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3384860 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

A respeito da definição e composição do particípio, assinale a descrição correta:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3384859 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

Leia a matéria abaixo para a questão.

Falsificando Machado

A autora de livros infanto-juvenis Patrícia Engel Secco captou recursos da lei de incentivo de Ministério da Cultura para editar uma simplificação da novela O alienista, de Machado de Assis, da qual o Instituto Brasil Leitor distribuirá 300 mil exemplares para diversas instituições. A iniciativa não é isolada: isso também será feito com A pata da gazela, de José de Alencar.

Não se trata de paródia – caso de Memórias de minhas putas tristes, escrito em 2004 pelo Prêmio Nobel colombiano, Gabriel García Márquez, releitura assumida de A casa das belas adormecidas (de 1961), de outro laureado pela Academia Sueca, o japonês Yasunari Kawabata. A Sra. Secco, cuja obra é vasta, mas sem ter necessariamente merecido repercussão crítica proporcional ao total de títulos, também não se propôs a adaptar os textos para seu público costumeiro. Isso já ocorreu antes com as fábulas populares atribuídas ao grego Esopo e vertidas pelo francês Jean de la Fontaine, mil anos depois. Há no mercado uma versão para o texto de Machado para história em quadrinhos, mas também não é o caso.

A idéia original, mas nada luminosa, dela foi diferente dos exemplos citados. Segundo Manya Millen, de O Globo, o objetivo dela é "levar boa leitura a quem não lê, sendo que o foco não é o público infanto-juvenil, mas sim jovens e adultos já alfabetizados que não têm acesso ao livro". Ela "garante, também, que toda a carpintaria literária de Machado, assim como a de Alencar, foi preservada". Segundo a própria coordenadora do projeto, "houve um trabalho bastante elaborado para que Machado continuasse a ser Machado". E, após explicar que não escreveu, mas acompanhou as revisões e aprovou o resultado, ela lembrou: "Falei em facilitar a leitura, não simplificar o texto. A complexidade de Machado está lá, ele é um gênio inigualável".

Não é bem isso. No Caderno2 do Estado de ontem, João Cesar de Castro Rocha deu um exemplo da simplificação: Machado escreveu "sagacidade", "traduzido" para "esperteza". E concluiu: "Esperteza evoca o célebre jeitinho brasileiro e seu sentido nada tem a ver com o contexto das quatro ocorrências da palavra na obra".

A iniciativa gerou polêmica nas redes sociais. O escritor Ronaldo Bressane a apoiou, argumentando: "É preferível que o sujeito comece a ler através de uma adaptação bem-feita de um clássico do que seja obrigado a ler um texto ilegível e incompreensível segundo a linguagem e os parâmetros atuais". Pelo visto, ele parece não ter lido as novelas vitimadas pela simplificação. O alienista e A pata da gazela permitem leitura fácil e agradável sem exigir conhecimentos profundos das obras modificadas nem do vernáculo. Não é necessária ao leitor, por mais leigo que seja, a atenção exigida por Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, ou Os sertões, de Euclides da Cunha. Sem falar em Memórias póstumas de Brás Cubas, do próprio Machado de Assis.

"Pretensão e caldo de galinha não fazem mal a ninguém", diziam os antigos. Não é o caso da empreitada da Sra. Secco: a simplificação de Machado e Alencar é uma contrafação, que, em vez de facilitar a leitura, modificará na essência textos de autores que ela diz admirar. E há algo mais grave: o aval do Ministério da Cultura à falsificação, permitindo o uso de recursos originários da lei de incentivo para enganar o "Brasil leitor" com a grosseira violação da obra de mestres no uso do vernáculo.

Ana Maria Machado, consagrada autora de livros infantis e membro da Academia Brasileira de Letras, definiu o engodo de forma exata e implacável: é "inconcebível passar a limpo um mestre da língua".

Outro acadêmico, Domício Proença Filho, sugeriu: "Seria mais adequado situar em nota explicativa a significação e a sinonímia dos termos usados por ele". Ou, quem sabe, verter para português escorreito os barbarismos dos discursos da companheira Dilma. Tanto uma quanto outra tarefa, contudo, exigiriam esforço intelectual e tempo de trabalho muito maiores do que simplesmente buscar sinônimos mais simples de termos aparentemente de difícil compreensão no dicionário para substituí-los.

(Disponível em: estadão.com.br. Acesso em 11 de maio de 2014, com adaptações).

Os tempos verbais também são indicadores da direção argumentativa do texto. Baseado nisso, é correto o que está expresso, exceto em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3384858 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

Leia a matéria abaixo para a questão.

Falsificando Machado

A autora de livros infanto-juvenis Patrícia Engel Secco captou recursos da lei de incentivo de Ministério da Cultura para editar uma simplificação da novela O alienista, de Machado de Assis, da qual o Instituto Brasil Leitor distribuirá 300 mil exemplares para diversas instituições. A iniciativa não é isolada: isso também será feito com A pata da gazela, de José de Alencar.

Não se trata de paródia – caso de Memórias de minhas putas tristes, escrito em 2004 pelo Prêmio Nobel colombiano, Gabriel García Márquez, releitura assumida de A casa das belas adormecidas (de 1961), de outro laureado pela Academia Sueca, o japonês Yasunari Kawabata. A Sra. Secco, cuja obra é vasta, mas sem ter necessariamente merecido repercussão crítica proporcional ao total de títulos, também não se propôs a adaptar os textos para seu público costumeiro. Isso já ocorreu antes com as fábulas populares atribuídas ao grego Esopo e vertidas pelo francês Jean de la Fontaine, mil anos depois. Há no mercado uma versão para o texto de Machado para história em quadrinhos, mas também não é o caso.

A idéia original, mas nada luminosa, dela foi diferente dos exemplos citados. Segundo Manya Millen, de O Globo, o objetivo dela é "levar boa leitura a quem não lê, sendo que o foco não é o público infanto-juvenil, mas sim jovens e adultos já alfabetizados que não têm acesso ao livro". Ela "garante, também, que toda a carpintaria literária de Machado, assim como a de Alencar, foi preservada". Segundo a própria coordenadora do projeto, "houve um trabalho bastante elaborado para que Machado continuasse a ser Machado". E, após explicar que não escreveu, mas acompanhou as revisões e aprovou o resultado, ela lembrou: "Falei em facilitar a leitura, não simplificar o texto. A complexidade de Machado está lá, ele é um gênio inigualável".

Não é bem isso. No Caderno2 do Estado de ontem, João Cesar de Castro Rocha deu um exemplo da simplificação: Machado escreveu "sagacidade", "traduzido" para "esperteza". E concluiu: "Esperteza evoca o célebre jeitinho brasileiro e seu sentido nada tem a ver com o contexto das quatro ocorrências da palavra na obra".

A iniciativa gerou polêmica nas redes sociais. O escritor Ronaldo Bressane a apoiou, argumentando: "É preferível que o sujeito comece a ler através de uma adaptação bem-feita de um clássico do que seja obrigado a ler um texto ilegível e incompreensível segundo a linguagem e os parâmetros atuais". Pelo visto, ele parece não ter lido as novelas vitimadas pela simplificação. O alienista e A pata da gazela permitem leitura fácil e agradável sem exigir conhecimentos profundos das obras modificadas nem do vernáculo. Não é necessária ao leitor, por mais leigo que seja, a atenção exigida por Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, ou Os sertões, de Euclides da Cunha. Sem falar em Memórias póstumas de Brás Cubas, do próprio Machado de Assis.

"Pretensão e caldo de galinha não fazem mal a ninguém", diziam os antigos. Não é o caso da empreitada da Sra. Secco: a simplificação de Machado e Alencar é uma contrafação, que, em vez de facilitar a leitura, modificará na essência textos de autores que ela diz admirar. E há algo mais grave: o aval do Ministério da Cultura à falsificação, permitindo o uso de recursos originários da lei de incentivo para enganar o "Brasil leitor" com a grosseira violação da obra de mestres no uso do vernáculo.

Ana Maria Machado, consagrada autora de livros infantis e membro da Academia Brasileira de Letras, definiu o engodo de forma exata e implacável: é "inconcebível passar a limpo um mestre da língua".

Outro acadêmico, Domício Proença Filho, sugeriu: "Seria mais adequado situar em nota explicativa a significação e a sinonímia dos termos usados por ele". Ou, quem sabe, verter para português escorreito os barbarismos dos discursos da companheira Dilma. Tanto uma quanto outra tarefa, contudo, exigiriam esforço intelectual e tempo de trabalho muito maiores do que simplesmente buscar sinônimos mais simples de termos aparentemente de difícil compreensão no dicionário para substituí-los.

(Disponível em: estadão.com.br. Acesso em 11 de maio de 2014, com adaptações).

Assim como no caso dos operadores argumentativos, os marcadores de progressão referencial e sequencial são selecionados de acordo com a direção argumentativa seguida dentro do texto. Desse modo, assinale a alternativa que explicita essas relações no interior do texto:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3384857 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

Leia a matéria abaixo para a questão.

Falsificando Machado

A autora de livros infanto-juvenis Patrícia Engel Secco captou recursos da lei de incentivo de Ministério da Cultura para editar uma simplificação da novela O alienista, de Machado de Assis, da qual o Instituto Brasil Leitor distribuirá 300 mil exemplares para diversas instituições. A iniciativa não é isolada: isso também será feito com A pata da gazela, de José de Alencar.

Não se trata de paródia – caso de Memórias de minhas putas tristes, escrito em 2004 pelo Prêmio Nobel colombiano, Gabriel García Márquez, releitura assumida de A casa das belas adormecidas (de 1961), de outro laureado pela Academia Sueca, o japonês Yasunari Kawabata. A Sra. Secco, cuja obra é vasta, mas sem ter necessariamente merecido repercussão crítica proporcional ao total de títulos, também não se propôs a adaptar os textos para seu público costumeiro. Isso já ocorreu antes com as fábulas populares atribuídas ao grego Esopo e vertidas pelo francês Jean de la Fontaine, mil anos depois. Há no mercado uma versão para o texto de Machado para história em quadrinhos, mas também não é o caso.

A idéia original, mas nada luminosa, dela foi diferente dos exemplos citados. Segundo Manya Millen, de O Globo, o objetivo dela é "levar boa leitura a quem não lê, sendo que o foco não é o público infanto-juvenil, mas sim jovens e adultos já alfabetizados que não têm acesso ao livro". Ela "garante, também, que toda a carpintaria literária de Machado, assim como a de Alencar, foi preservada". Segundo a própria coordenadora do projeto, "houve um trabalho bastante elaborado para que Machado continuasse a ser Machado". E, após explicar que não escreveu, mas acompanhou as revisões e aprovou o resultado, ela lembrou: "Falei em facilitar a leitura, não simplificar o texto. A complexidade de Machado está lá, ele é um gênio inigualável".

Não é bem isso. No Caderno2 do Estado de ontem, João Cesar de Castro Rocha deu um exemplo da simplificação: Machado escreveu "sagacidade", "traduzido" para "esperteza". E concluiu: "Esperteza evoca o célebre jeitinho brasileiro e seu sentido nada tem a ver com o contexto das quatro ocorrências da palavra na obra".

A iniciativa gerou polêmica nas redes sociais. O escritor Ronaldo Bressane a apoiou, argumentando: "É preferível que o sujeito comece a ler através de uma adaptação bem-feita de um clássico do que seja obrigado a ler um texto ilegível e incompreensível segundo a linguagem e os parâmetros atuais". Pelo visto, ele parece não ter lido as novelas vitimadas pela simplificação. O alienista e A pata da gazela permitem leitura fácil e agradável sem exigir conhecimentos profundos das obras modificadas nem do vernáculo. Não é necessária ao leitor, por mais leigo que seja, a atenção exigida por Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, ou Os sertões, de Euclides da Cunha. Sem falar em Memórias póstumas de Brás Cubas, do próprio Machado de Assis.

"Pretensão e caldo de galinha não fazem mal a ninguém", diziam os antigos. Não é o caso da empreitada da Sra. Secco: a simplificação de Machado e Alencar é uma contrafação, que, em vez de facilitar a leitura, modificará na essência textos de autores que ela diz admirar. E há algo mais grave: o aval do Ministério da Cultura à falsificação, permitindo o uso de recursos originários da lei de incentivo para enganar o "Brasil leitor" com a grosseira violação da obra de mestres no uso do vernáculo.

Ana Maria Machado, consagrada autora de livros infantis e membro da Academia Brasileira de Letras, definiu o engodo de forma exata e implacável: é "inconcebível passar a limpo um mestre da língua".

Outro acadêmico, Domício Proença Filho, sugeriu: "Seria mais adequado situar em nota explicativa a significação e a sinonímia dos termos usados por ele". Ou, quem sabe, verter para português escorreito os barbarismos dos discursos da companheira Dilma. Tanto uma quanto outra tarefa, contudo, exigiriam esforço intelectual e tempo de trabalho muito maiores do que simplesmente buscar sinônimos mais simples de termos aparentemente de difícil compreensão no dicionário para substituí-los.

(Disponível em: estadão.com.br. Acesso em 11 de maio de 2014, com adaptações).

Os operadores argumentativos têm funções diversas dentro do texto. A principal delas é apontar o curso que a orientação argumentativa está seguindo. Assim, dentro do texto, a alternativa que mostra uma relação exata entre o operador destacado e a orientação argumentativa é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3384856 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

Leia a matéria abaixo para a questão.

Falsificando Machado

A autora de livros infanto-juvenis Patrícia Engel Secco captou recursos da lei de incentivo de Ministério da Cultura para editar uma simplificação da novela O alienista, de Machado de Assis, da qual o Instituto Brasil Leitor distribuirá 300 mil exemplares para diversas instituições. A iniciativa não é isolada: isso também será feito com A pata da gazela, de José de Alencar.

Não se trata de paródia – caso de Memórias de minhas putas tristes, escrito em 2004 pelo Prêmio Nobel colombiano, Gabriel García Márquez, releitura assumida de A casa das belas adormecidas (de 1961), de outro laureado pela Academia Sueca, o japonês Yasunari Kawabata. A Sra. Secco, cuja obra é vasta, mas sem ter necessariamente merecido repercussão crítica proporcional ao total de títulos, também não se propôs a adaptar os textos para seu público costumeiro. Isso já ocorreu antes com as fábulas populares atribuídas ao grego Esopo e vertidas pelo francês Jean de la Fontaine, mil anos depois. Há no mercado uma versão para o texto de Machado para história em quadrinhos, mas também não é o caso.

A idéia original, mas nada luminosa, dela foi diferente dos exemplos citados. Segundo Manya Millen, de O Globo, o objetivo dela é "levar boa leitura a quem não lê, sendo que o foco não é o público infanto-juvenil, mas sim jovens e adultos já alfabetizados que não têm acesso ao livro". Ela "garante, também, que toda a carpintaria literária de Machado, assim como a de Alencar, foi preservada". Segundo a própria coordenadora do projeto, "houve um trabalho bastante elaborado para que Machado continuasse a ser Machado". E, após explicar que não escreveu, mas acompanhou as revisões e aprovou o resultado, ela lembrou: "Falei em facilitar a leitura, não simplificar o texto. A complexidade de Machado está lá, ele é um gênio inigualável".

Não é bem isso. No Caderno2 do Estado de ontem, João Cesar de Castro Rocha deu um exemplo da simplificação: Machado escreveu "sagacidade", "traduzido" para "esperteza". E concluiu: "Esperteza evoca o célebre jeitinho brasileiro e seu sentido nada tem a ver com o contexto das quatro ocorrências da palavra na obra".

A iniciativa gerou polêmica nas redes sociais. O escritor Ronaldo Bressane a apoiou, argumentando: "É preferível que o sujeito comece a ler através de uma adaptação bem-feita de um clássico do que seja obrigado a ler um texto ilegível e incompreensível segundo a linguagem e os parâmetros atuais". Pelo visto, ele parece não ter lido as novelas vitimadas pela simplificação. O alienista e A pata da gazela permitem leitura fácil e agradável sem exigir conhecimentos profundos das obras modificadas nem do vernáculo. Não é necessária ao leitor, por mais leigo que seja, a atenção exigida por Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, ou Os sertões, de Euclides da Cunha. Sem falar em Memórias póstumas de Brás Cubas, do próprio Machado de Assis.

"Pretensão e caldo de galinha não fazem mal a ninguém", diziam os antigos. Não é o caso da empreitada da Sra. Secco: a simplificação de Machado e Alencar é uma contrafação, que, em vez de facilitar a leitura, modificará na essência textos de autores que ela diz admirar. E há algo mais grave: o aval do Ministério da Cultura à falsificação, permitindo o uso de recursos originários da lei de incentivo para enganar o "Brasil leitor" com a grosseira violação da obra de mestres no uso do vernáculo.

Ana Maria Machado, consagrada autora de livros infantis e membro da Academia Brasileira de Letras, definiu o engodo de forma exata e implacável: é "inconcebível passar a limpo um mestre da língua".

Outro acadêmico, Domício Proença Filho, sugeriu: "Seria mais adequado situar em nota explicativa a significação e a sinonímia dos termos usados por ele". Ou, quem sabe, verter para português escorreito os barbarismos dos discursos da companheira Dilma. Tanto uma quanto outra tarefa, contudo, exigiriam esforço intelectual e tempo de trabalho muito maiores do que simplesmente buscar sinônimos mais simples de termos aparentemente de difícil compreensão no dicionário para substituí-los.

(Disponível em: estadão.com.br. Acesso em 11 de maio de 2014, com adaptações).

De acordo com definições teóricas para o fenômeno da polifonia, ela pode ser observada nos seguintes trechos destacados:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3384855 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

Leia a matéria abaixo para a questão.

Falsificando Machado

A autora de livros infanto-juvenis Patrícia Engel Secco captou recursos da lei de incentivo de Ministério da Cultura para editar uma simplificação da novela O alienista, de Machado de Assis, da qual o Instituto Brasil Leitor distribuirá 300 mil exemplares para diversas instituições. A iniciativa não é isolada: isso também será feito com A pata da gazela, de José de Alencar.

Não se trata de paródia – caso de Memórias de minhas putas tristes, escrito em 2004 pelo Prêmio Nobel colombiano, Gabriel García Márquez, releitura assumida de A casa das belas adormecidas (de 1961), de outro laureado pela Academia Sueca, o japonês Yasunari Kawabata. A Sra. Secco, cuja obra é vasta, mas sem ter necessariamente merecido repercussão crítica proporcional ao total de títulos, também não se propôs a adaptar os textos para seu público costumeiro. Isso já ocorreu antes com as fábulas populares atribuídas ao grego Esopo e vertidas pelo francês Jean de la Fontaine, mil anos depois. Há no mercado uma versão para o texto de Machado para história em quadrinhos, mas também não é o caso.

A idéia original, mas nada luminosa, dela foi diferente dos exemplos citados. Segundo Manya Millen, de O Globo, o objetivo dela é "levar boa leitura a quem não lê, sendo que o foco não é o público infanto-juvenil, mas sim jovens e adultos já alfabetizados que não têm acesso ao livro". Ela "garante, também, que toda a carpintaria literária de Machado, assim como a de Alencar, foi preservada". Segundo a própria coordenadora do projeto, "houve um trabalho bastante elaborado para que Machado continuasse a ser Machado". E, após explicar que não escreveu, mas acompanhou as revisões e aprovou o resultado, ela lembrou: "Falei em facilitar a leitura, não simplificar o texto. A complexidade de Machado está lá, ele é um gênio inigualável".

Não é bem isso. No Caderno2 do Estado de ontem, João Cesar de Castro Rocha deu um exemplo da simplificação: Machado escreveu "sagacidade", "traduzido" para "esperteza". E concluiu: "Esperteza evoca o célebre jeitinho brasileiro e seu sentido nada tem a ver com o contexto das quatro ocorrências da palavra na obra".

A iniciativa gerou polêmica nas redes sociais. O escritor Ronaldo Bressane a apoiou, argumentando: "É preferível que o sujeito comece a ler através de uma adaptação bem-feita de um clássico do que seja obrigado a ler um texto ilegível e incompreensível segundo a linguagem e os parâmetros atuais". Pelo visto, ele parece não ter lido as novelas vitimadas pela simplificação. O alienista e A pata da gazela permitem leitura fácil e agradável sem exigir conhecimentos profundos das obras modificadas nem do vernáculo. Não é necessária ao leitor, por mais leigo que seja, a atenção exigida por Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, ou Os sertões, de Euclides da Cunha. Sem falar em Memórias póstumas de Brás Cubas, do próprio Machado de Assis.

"Pretensão e caldo de galinha não fazem mal a ninguém", diziam os antigos. Não é o caso da empreitada da Sra. Secco: a simplificação de Machado e Alencar é uma contrafação, que, em vez de facilitar a leitura, modificará na essência textos de autores que ela diz admirar. E há algo mais grave: o aval do Ministério da Cultura à falsificação, permitindo o uso de recursos originários da lei de incentivo para enganar o "Brasil leitor" com a grosseira violação da obra de mestres no uso do vernáculo.

Ana Maria Machado, consagrada autora de livros infantis e membro da Academia Brasileira de Letras, definiu o engodo de forma exata e implacável: é "inconcebível passar a limpo um mestre da língua".

Outro acadêmico, Domício Proença Filho, sugeriu: "Seria mais adequado situar em nota explicativa a significação e a sinonímia dos termos usados por ele". Ou, quem sabe, verter para português escorreito os barbarismos dos discursos da companheira Dilma. Tanto uma quanto outra tarefa, contudo, exigiriam esforço intelectual e tempo de trabalho muito maiores do que simplesmente buscar sinônimos mais simples de termos aparentemente de difícil compreensão no dicionário para substituí-los.

(Disponível em: estadão.com.br. Acesso em 11 de maio de 2014, com adaptações).

O título do artigo tem uma carga semântica levemente negativa, o que já marca um posicionamento por parte do autor do artigo. Dentro do texto, “falsificando” indica:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3384854 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-RO
Provas:

Leia o poema a seguir para a questão.

Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada

Assim como o poema trabalha com a noção de oposição (antonímias), também se utiliza da noção de sinonímias, aproximando termos que inicialmente não seriam encarados como tal. Dois dos termos aproximados como sinônimos são:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas