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Foram encontradas 40 questões.

3407189 Ano: 2016
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

En lo que toca a los materiales didácticos para la enseñanza de español como lengua adicional, se afirma:

I. Los materiales didácticos – así como las actitudes del profesor o la forma en la que presentan las variedades lingüísticas en clase – permiten que los alumnos adopten y consoliden ciertas representaciones sobre la lengua; por eso deben ser cuidadosamente seleccionados o elaborados como herramienta de trabajo del profesor.

II. Los materiales didácticos reflejan una manera de entender la naturaleza del lenguaje y la naturaleza del proceso de aprendizaje de una lengua; por lo tanto, son muy proficuos los libros didácticos en cuanto a la organización de los contenidos presentados en el sumario, cuando los objetivos son la construcción del programa de un curso.

III. Los materiales didácticos de español deben estimular la autonomía de los estudiantes, instigándolos a buscar por sí solos ampliar sus conocimientos de lengua; así, aunque se permita el uso de la lengua materna en actividades orales en clase, ésta no debe figurar en el material escrito para no subestimar la capacidad emancipadora de los alumnos.

La alternativa que contiene todas la(s) afirmación(es) CORRECTA(S) es:

 

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3407188 Ano: 2016
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

Según Paraquett (2010), las clases de español deben abordar la temática cultural, sobre todo en la perspectiva ______________ porque ______________. Seleccione la alternativa que completa adecuadamente los espacios en blanco:

 

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3407187 Ano: 2016
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

De acuerdo con Prati (2007), una de las tareas que más le toma tiempo al profesor que elabora un examen es la elección del texto. Ponga (V) para las afirmaciones VERDADERAS y (F) para las FALSAS, teniendo en cuenta lo que se debe hacer en la selección de un texto para la elaboración de exámenes.

( ) Buscar textos de fuentes auténticas, lo que significa que el propósito original de la escritura del texto tenga una finalidad distinta a la de enseñar o evaluar.

( ) Utilizar textos con temas motivadores, en el sentido de que aporten cuestiones novedosas, pero que permanezcan en un ámbito que le permita al lector usar lo que ya conoce para comprender lo desconocido.

( ) Tener cuidado con la organización discursiva del texto, de tal modo que, si se opta por trabajar con textos fragmentados, el ordenamiento de esos textos siga siendo coherente.

( ) Coincidir el grado de complejidad gramatical y léxica del texto leído con el grado de producción textual que tengan los alumnos, a fin de no presentarles textos más complejos que los que puedan leer.

( ) Considerar el perfil del lector, esto es, quién es el público que va a leer el texto: qué edad tienen, cuáles son sus intereses y motivaciones, qué tipo de lecturas están acostumbrados a hacer.

La alternativa que presenta la secuencia CORRECTA es:

 

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3407186 Ano: 2016
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

Acerca de la enseñanza de español como lengua adicional (E-LA) en contextos tecnológicos, tales como los Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, es CORRECTO afirmar que:

 

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3407185 Ano: 2016
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

En el texto “Espanhol: língua de encontros” (2005), Goettenauer hace consideraciones acerca de los modos de tratar la enseñanza de español en el contexto brasileño. La única afirmación INCORRECTA respecto de las ideas presentadas para dicho contexto es:

 

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3407184 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos Guerra:

negra Margarida que acariciava um mulato

1 Carina, que acariais

aquele Senhor José

ontem tanga de guiné,

hoje Senhor de Cascais:

vós, e outras catingas mais,

outros cães, e outras cadelas

amais tanto as parentelas,

que imagina o vosso amor,

que em chamando ao cão Senhor

Ihe dourais suas mazelas.

2 Longe vá o mau agouro;

tirai-vos desse furor,

que o negro não toma cor,

e menos tomará ouro:

quem nasceu de negro couro,

sempre a pintura o respeita

tanto, que nunca o enfeita

de outra cor, pois fora aborto,

é, como quem nasceu torto,

que tarde, ou nunca endireita.

3 A nenhum cão chamais tal,

Senhor ao cão? isso não:

que o Senhor é perfeição,

e o cão é perro neutral:

do dilúvio universal

a esta parte, que é

desde o tempo de Noé,

gerou Cão filho maldito

negros de Guiné, e Egito,

que os brancos gerou Jafé.

4 Gerou o maldito Cão

não só negros negregados,

mas como amaldiçoados

sujeitos à escravidão:

ficou todo o canzarrão

sujeito a ser nosso servo

por maldito, e por protervo;

e o forro, que inchar se quer,

não pode deixar de ser

dos nossos cativos nervo.

5 Os que no direito expertos

penetram termos tão finos,

bem sabem, que os libertinos

distam muito dos libertos:

se há brancos tão inexpertos,

que dão benignos, ou bravos

alforrias por agravos:

os que destes são nascidos,

por libertinos são tidos,

porém são filhos de escravos.

6 O filho da minha escrava,

e dos meus vizinhos velhos,

que eu vejo pelos artelhos,

que ontem soltaram da trava;

porque tanto se deprava

com tal brio, e pundonor,

que quer Ihe chamem Senhor:

se consta o seu senhorio

de um bananal regadio,

que cavou com seu suor!

7 E se são justos os brios

daqueles, que escravos têm,

nisso a mor baixeza vêm,

pois têm por servos seu tios:

e se algum com desvarios

diz, que o ter por natural

sangue de branco o faz tal,

nisso a condenar-se vêm,

porque se o branco faz bem,

como o negro não faz mal?

8 Tomem de leite um cabaço,

lancem-lhe um golpe de tinta,

a brancura fica extinta,

todo o leite sujo, e baço:

assim sucede ao madraço,

que com a negra se tranca;

do branco o leite se arranca,

da negra a tinta se entorna,

o leite negro se torna,

e a tinta não se faz branca.

9 Mas tornando a vós, Carira,

que ao negro Senhor chamais,

porque é Senhor de Cascais,

quando vos casca, e atira:

crede, amiga, que é mentira

ser branco um negro da Mina,

nem vós sejais tão menina,

que creiais, que ele não crê,

que é negro, pois sempre vê

em casa a mãe Caterina.

10 Dizei ao Vosso Senhor

entre um, e outro carinho,

que o negro do seu focinho

é cor, que não toma cor:

e que dê graças a Amor

que vos pôs os olhos tortos

para não ver tais abortos,

mas que há de esbrugar mantenha

daqui até que Deus venha

julgar os vivos, e mortos.

(RONCARI, Luiz. Literatura Brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2014, p. 115-118.)

Considere as seguintes afirmações sobre o poema.

I. A sonoridade de “cão”, na terceira estrofe, possibilita que associe os negros a Cam, filho amaldiçoado de Noé.

II. Da segunda estrofe à oitava ocorre o procedimento estilístico denominado zeugma, pois há omissão do sujeito a quem o eu-lírico se dirige no poema, já exposto na primeira estrofe: “Carina”.

III. A metáfora do leite e da tinta, presente na oitava estrofe, associa-se ao critério de limpeza de sangue, pois a ideia, no mundo colonial, é a de que a mestiçagem não branqueava o sangue negro, mas enegrecia o sangue branco.

IV. O poema começa com a crítica à negra Carina, que dedica seus afetos a um mulato, que, por ser livre, afasta-se de seus familiares maternos, ainda escravos, já que devia ser filho de escrava com algum senhor branco.

V. A metonímia é a figura de linguagem que o poeta usa para caracterizar seus desafetos. Exemplos são: “tanga”, “catingas” e “outros cães, cadelas” presentes na primeira estrofe.

Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:

 

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3407183 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

Um mito

Por Sirio Possenti

O mito mais renitente sobre as línguas é o de que teria havido, em algum momento, línguas perfeitas. Em cada país – ou cultura – há quem lamente sua decadência. As pessoas estariam falando muito mal, ninguém mais respeita as regras, a gramática precisa “voltar” a ser ensinada, quem sabe até mesmo o latim, já que isso ajudaria a melhorar as coisas, da grafia ao sentido, passando pelas regências e concordâncias. As queixas são generalizadas.

A primeira versão desse mito que conhecemos é a história de Babel, embora no livro não se diga que se falava corretamente, mas apenas que se falava uma só língua e todos se compreendiam. O castigo foi a diversidade linguística. Antes disso, o livro informara que Adão deu a cada criatura um nome adequado. Não se fala em sintaxe, concordância, regência, muito menos em correção, mas apenas na adequação dos nomes, que, diga-se, é hoje um tópico de muitas queixas.

Na verdade, o mito da decadência (o avesso do da perfeição antiga) vigora em muitos outros campos: os escritores eram melhores, havia verdadeiros filósofos, os políticos tinham mais compostura (e eram melhores oradores), o casamento era para valer, as mulheres, então... etc.

O dado mais curioso sobre a questão é que as queixas são bem antigas. Cícero já se queixava da mesma coisa, e conhece-se o Appendix Probi, que fazia uma lista de palavras corretas e de sua contraparte “errada” (por exemplo, condenava oricla, de que derivou orelha, defendendo auris; condenava rivus, contra rius, de onde obviamente veio rio; condenava socra (sogra) em vez de socrus; defendia ansa contra a forma nova asa etc.). Ou seja, já naquele tempo se faziam listas de erros, que hoje é um esporte bem lucrativo.

O curioso é que, a cada época, os defensores do seu padrão não se dão conta de que ele foi condenado anteriormente (quem deixaria de dizer rio, asa ou sogra?). Há queixas gerais, pura repetição de clichês, e queixas específicas, que tematizam questões particulares. As queixas começam pela grafia, sem que os críticos se deem conta de que uma lei pode mudá-la. A “invenção” de palavras consideradas desnecessárias ou o emprego das atuais em sentido “corrompido” também é um alvo muito comum.

Disponível em:<http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/3113/n/um_mito>. Acesso em: 04 out. 2016

O texto de Sirio Possenti aborda uma questão recorrente quando o assunto é a língua portuguesa: o mito da decadência. Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”, Marcos Bagno apresenta outros mitos relacionados a essa temática. Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa que desenvolve, de maneira INCORRETA, as ideias apresentadas por Sirio no texto acima e por Bagno na obra citada.

 

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O autor Jonathan Culler, ao longo do livro “Teoria literária: introdução” (1999, p. 34), aponta que não existe um critério único, absoluto e suficiente para definir um texto como sendo literário ou não, e analisa, no capítulo “O que é literatura e tem ela importância?”, a dificuldade em distingui-los. “A literatura, poderíamos concluir, é um ato de fala ou evento textual que suscita certos tipos de atenção. Contrasta com outros tipos de atos de fala, tais como dar informação, fazer perguntas ou fazer promessas […] Não há maneiras especiais de organizar a linguagem que nos digam que algo é literatura? Ou o fato de sabermos que algo é literatura nos leva a dar-lhe um tipo de atenção que não damos aos jornais e, consequentemente, a encontrar nela tipos especiais de organização e sentidos implícitos? A resposta deve certamente estar no fato de que ambos os casos ocorrem: às vezes o objeto tem traços que o tornam literário mas às vezes é o contexto literário que nos faz tratá-lo como literatura. Mas linguagem altamente organizada não necessariamente transforma algo em literatura: nada é mais altamente padronizado que a lista telefônica […] A "literatura" não é apenas uma moldura na qual colocamos a linguagem: nem toda sentença se tornará literária se registrada na página como um poema. Mas, por outro lado, a literatura não é só um tipo especial de linguagem, pois muitas obras literárias não ostentam sua diferença em relação a outros tipos de linguagem: funcionam de maneiras especiais devido à atenção especial que recebem”.

O autor vai apontar, então, no capítulo “O que é literatura e tem ela importância?”, perspectivas para pensar a obra literária e examina pontos a respeito da natureza da literatura.

Todas as alternativas abaixo correspondem a um ponto examinado pelo autor, EXCETO:

 

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Considere as seguintes análises de Antonio Candido, em “Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos” (2000) sobre poetas da literatura brasileira:

  1. Nele, o lirismo é pura expressão da sensibilidade, desligada de qualquer pretensão mais afoita. Saudade, ternura, natureza e desejo são modulados numa frauta singela. Extremamente romântico na fuga à abstração, à generalização, sempre transpõe no poema um sentimento imediato, banhando-se naquela magia desde então ligada ao seu nome. O senso dramático da vida reponta, logo atenuado pela vocação elegíaca e o arrepio sensual. A tristeza, nele, não impede o encantamento da carne; aumenta-o, pelo contrário, como acontece nos temperamentos voluptuosos. Por isso, contribui decisivamente, com seu grande talento poético, para fixar um de seus aspectos românticos: a excitação dos sentidos, bastante viva para despertar e envolver a imaginação e, todavia, mascarada por jogo hábil de negaceios: ora a tristeza da posse inatingível, ora a ironia da possa disfarçada, ora o falso pudor da posse protelada. E, dominando tudo, a capacidade quase virtuosística de elaborar imagens delicadas, a fim de atenuar as consequências finais da corte amorosa. Depois dele - na obra de Castro Alves – a paixão aparecerá mais próxima à natureza, e o drama do espírito não mais sufocará a fruição das coisas.
  2. Se as imagens recorrentes valem alguma coisa para entender os poetas, a presença da rocha aponta nele para um anseio profundo de encontrar o alicerce, ponto básico de referência. Quando quer localizar um personagem, é perto ou sobre uma rocha que o situa. Na pedra, quase tanto quanto nos troncos, grava os seus lamentos. Para imagem da dor ou sofrimento, não quer outro símile. Todavia, é como antítese que mais aparecem, servindo para contrastar a ternura do sentimento. Nas Obras a um ciclo de oposição sentimento-rocha, brandura-dureza, em que vem se exprimir, segundo a convenção lírica, a sua sensibilidade profunda.
  3. Em nossa literatura é dos maiores poetas, dentro os sete ou oito que trouxeram alguma coisa à nossa visão de mundo. Com ele a pesquisa neoclássica da natureza alcança a expressão mais humana e artisticamente mais pura. A recuperação da naturalidade, cujos artífices foram os primeiros árcades, encontra nele a nota fundamental humana. Ao contrário da tradição impessoal do Cultismo e da delegação poética arcádica, vemos uma personalidade que se revela, mas, ao mesmo tempo, constrói-se no plano literário, que considera a si mesmo como objeto legítimo da arte, e por isso se desvenda, nas suas penas, no seu gosto, em toda a escavação profunda e sinuosa da confidência; mas só desvenda para atingir a imagem eloquente, a frase bela que permite elaborar uma expressão artística, ou seja, uma estilização de si mesma.

Assinale a alternativa CORRETA que indica, respectivamente, os poetas de que tratam as análises I, II e III.

 

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Convocando saber, experiência, imaginação, memória, razão, sensibilidade e tudo o mais que lhe confere a romântica aura de gênio e de “maldito” (pela vida desgraçada que levou e o quanto sofreu na carne o drama da condição humana), o poeta penetra num labirinto, descortinado pela sondagem do “eu”, marcada por estágios de angústia crescente, à medida que progride a vida interior. De onde o tom permanente de dor cósmica, no sentido em que é mais do que sofrimento individual do poeta, é o universal ecoando nele e nele encontrando meio de expressão. O fruto desta incursão nos caminhos da alma consiste numa confissão ou autobiografia moral, marcada pela “ânsia de infinito”. medida que avança na jornada interior, vai desintegrando o próprio “eu” com a finalidade de erguer o retrato do “Eu”, ou do “Nós”, composto pela soma de todos os “eus” alheios que lhe ficaram impressos na inteligência e na sensibilidade. O núcleo de sua poesia reflexiva pode ser sintetizada como: a vida não tem razão de ser, e descobri-lo e pensá-lo de forma incessante é inútil e perigoso, pois apenas acentua o quanto irremediavelmente miserável é a condição humana.

MASSAUD. Moisés. A Literatura Portuguesa. 37. ed. São Paulo: Cultrix, 2013- texto adaptado

O texto acima se refere a qual poeta da Literatura Portuguesa? Assinale a alternativa CORRETA.

 

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