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Foram encontradas 50 questões.

901255 Ano: 2019
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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De acordo com a Lei nº 8.429/1992, quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito, visando a indisponibilidade dos bens do indiciado, representar ao:
 

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901252 Ano: 2019
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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De acordo com a Lei nº 9.394/1996, os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta
 

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901250 Ano: 2019
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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A Lei nº 11.892/2008 determina que os institutos federais têm por finalidade e características realizar e estimular a ______________________, a produção cultural, o empreendedorismo, o cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.

 

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901243 Ano: 2019
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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A Lei nº 11.892/2008 determina que os Institutos Federais terão órgão executivo, que será composto por:
 

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901241 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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Nas viagens, a paisagem que mais nos espanta é a nossa
Descobri que viajar é trocar de espelho. Em casa, o espelho que nos reflete não mostra nossa mudança. Como todos os objetos da nossa rotina, o espelho da casa é um espelho domesticado. Sabemos o que vamos enxergar. Às vezes até achamos que controlamos este espelho como dominamos as mesas e as cadeiras, a posição do sofá, o canal do controle remoto, o dia de lavar os lençóis da cama. Mesmo quando notamos um quilo a mais ou um par de olhos mais fundos, aquele espelho é nosso e por ser nosso nos ameaça menos. Damos uma passadinha diante dele, às vezes involuntária, e ele nos conforta ao garantir que, sim, estamos lá. Sou eu que olho para mim. E aquela superfície lisa me garante que existo.
Quando deixamos nosso mundo e partimos em direção a outros destinos, a primeira paisagem que nos espanta é nossa própria geografia. Ao bater a porta de casa em direção ao novo, a primeira imagem familiar que abandonamos é a de nós mesmos, e o primeiro estrangeiro que nos espanta é o que nos encara do espelho da estação rodoviária ou do aeroporto. Quem é esta pessoa que me olha? Com frequência, somos tentados a fazer a pergunta da poetisa Cecília Meireles: “Em que espelho ficou perdida a minha face?”.
Toda viagem contém nossa esperança de sermos mais livres, mais felizes, mais aventureiros, mais relaxados, melhores. Em geral, deixamos um cotidiano que nos confina a uma vida que para muitos é menor e mais apertada do que nos sonhos. Ao botar o pé na estrada, temos a expectativa de embarcar numa outra forma de ser e de viver, em um outro eu que nos parece mais verdadeiro que aquele que acorda todo dia de manhã para seguir um roteiro previsível. Como se longe de casa tivéssemos uma espécie de autorização para finalmente sermos um tal de eu mesmo.
Então, vem à tona a primeira surpresa. Aquele rosto que nos estranha no espelho do caminho é nosso. Ele nos perturba mais porque sabemos que é nosso, ainda que diferente pelo ângulo, pelo tamanho e pela luz desconhecida do objeto que nos reflete com outras verdades. E já ali, neste primeiro confronto, vemos algo que não sabíamos sobre nossa face, algo que o espelho domesticado não havia nos mostrado. Começamos ___ compreender ali o pior e o melhor das viagens: o risco. Talvez o que as pessoas que detestam sair de casa ou alterar ___ rotina mais temam é justamente o que podem ver de si mesmas num espelho que não é o seu.
É só ao sair que descobrimos que não podemos sair. Podemos embarcar apenas em nosso próprio corpo. Às vezes aquelas malas todas, aqueles tantos sapatos e roupas, são apenas uma tentativa inconsciente e desesperada de evitar a descoberta de que somos nossa própria bagagem e viajamos apenas com tudo o que somos. Nem mais nem menos, nosso excesso de peso é nossa nudez. É preciso abrir a porta da rua para compreender que ela só abre para dentro e só leva para dentro.
Viajar é uma escolha profunda, que não depende da distância nem do destino. Numa viagem, estamos sempre sozinhos, ainda que no meio de hordas de turistas. As paisagens externas iluminam nossa paisagem interior, para o bem e para o mal. Não visitamos Roma, Nova York ou Paris, as pirâmides do Egito, o deserto do Saara, as savanas africanas, o Rio de Janeiro, a Amazônia ou o outro lado da rua. O que fazemos é revisitar a nós mesmos no contato com diferentes culturas e percepções de mundo. A mudança de paisagem ilumina os cantos escuros dos precepícios e as profundezas dos lagos que nos habitam. Sempre esperamos que exista em nós um belvedere, é essa a nossa expectativa ao viajar. E nem sempre é um belvedere o que encontramos. Por isso, toda viagem é subjetiva e, possivelmente, quando detestamos um lugar ou um povo, é porque não gostamos do que vimos em nós.
Toda viagem é sem volta e leva sempre ao mesmo lugar: a nós mesmos. Ao final de cada uma, o melhor que podemos esperar é termos nos tornado mais o que somos.
(Disponível em: http://desacontecimentos.com/?p=326 - texto adaptado especialmente para esta prova.)
Quanto às ideias expostas estritamente pelo texto, analise as seguintes afirmações e a relação proposta entre elas.
I. A nossa expectativa ao viajar tem a ver com o desejo de que exista em nós um calabouço.
PORQUE
II. Quando, numa viagem, não gostamos do que vimos nas outras pessoas, tendemos a detestar o lugar.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta.
 

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901239 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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Nas viagens, a paisagem que mais nos espanta é a nossa
Descobri que viajar é trocar de espelho. Em casa, o espelho que nos reflete não mostra nossa mudança. Como todos os objetos da nossa rotina, o espelho da casa é um espelho domesticado. Sabemos o que vamos enxergar. Às vezes até achamos que controlamos este espelho como dominamos as mesas e as cadeiras, a posição do sofá, o canal do controle remoto, o dia de lavar os lençóis da cama. Mesmo quando notamos um quilo a mais ou um par de olhos mais fundos, aquele espelho é nosso e por ser nosso nos ameaça menos. Damos uma passadinha diante dele, às vezes involuntária, e ele nos conforta ao garantir que, sim, estamos lá. Sou eu que olho para mim. E aquela superfície lisa me garante que existo.
Quando deixamos nosso mundo e partimos em direção a outros destinos, a primeira paisagem que nos espanta é nossa própria geografia. Ao bater a porta de casa em direção ao novo, a primeira imagem familiar que abandonamos é a de nós mesmos, e o primeiro estrangeiro que nos espanta é o que nos encara do espelho da estação rodoviária ou do aeroporto. Quem é esta pessoa que me olha? Com frequência, somos tentados a fazer a pergunta da poetisa Cecília Meireles: “Em que espelho ficou perdida a minha face?”.
Toda viagem contém nossa esperança de sermos mais livres, mais felizes, mais aventureiros, mais relaxados, melhores. Em geral, deixamos um cotidiano que nos confina a uma vida que para muitos é menor e mais apertada do que nos sonhos. Ao botar o pé na estrada, temos a expectativa de embarcar numa outra forma de ser e de viver, em um outro eu que nos parece mais verdadeiro que aquele que acorda todo dia de manhã para seguir um roteiro previsível. Como se longe de casa tivéssemos uma espécie de autorização para finalmente sermos um tal de eu mesmo.
Então, vem à tona a primeira surpresa. Aquele rosto que nos estranha no espelho do caminho é nosso. Ele nos perturba mais porque sabemos que é nosso, ainda que diferente pelo ângulo, pelo tamanho e pela luz desconhecida do objeto que nos reflete com outras verdades. E já ali, neste primeiro confronto, vemos algo que não sabíamos sobre nossa face, algo que o espelho domesticado não havia nos mostrado. Começamos ___ compreender ali o pior e o melhor das viagens: o risco. Talvez o que as pessoas que detestam sair de casa ou alterar ___ rotina mais temam é justamente o que podem ver de si mesmas num espelho que não é o seu.
É só ao sair que descobrimos que não podemos sair. Podemos embarcar apenas em nosso próprio corpo. Às vezes aquelas malas todas, aqueles tantos sapatos e roupas, são apenas uma tentativa inconsciente e desesperada de evitar a descoberta de que somos nossa própria bagagem e viajamos apenas com tudo o que somos. Nem mais nem menos, nosso excesso de peso é nossa nudez. É preciso abrir a porta da rua para compreender que ela só abre para dentro e só leva para dentro.
Viajar é uma escolha profunda, que não depende da distância nem do destino. Numa viagem, estamos sempre sozinhos, ainda que no meio de hordas de turistas. As paisagens externas iluminam nossa paisagem interior, para o bem e para o mal. Não visitamos Roma, Nova York ou Paris, as pirâmides do Egito, o deserto do Saara, as savanas africanas, o Rio de Janeiro, a Amazônia ou o outro lado da rua. O que fazemos é revisitar a nós mesmos no contato com diferentes culturas e percepções de mundo. A mudança de paisagem ilumina os cantos escuros dos precepícios e as profundezas dos lagos que nos habitam. Sempre esperamos que exista em nós um belvedere, é essa a nossa expectativa ao viajar. E nem sempre é um belvedere o que encontramos. Por isso, toda viagem é subjetiva e, possivelmente, quando detestamos um lugar ou um povo, é porque não gostamos do que vimos em nós.
Toda viagem é sem volta e leva sempre ao mesmo lugar: a nós mesmos. Ao final de cada uma, o melhor que podemos esperar é termos nos tornado mais o que somos.
(Disponível em: http://desacontecimentos.com/?p=326 - texto adaptado especialmente para esta prova.)
Com base no que é exclusivamente explicitado pelo texto, é correto afirmar que:
 

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901238 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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Nas viagens, a paisagem que mais nos espanta é a nossa
Descobri que viajar é trocar de espelho. Em casa, o espelho que nos reflete não mostra nossa mudança. Como todos os objetos da nossa rotina, o espelho da casa é um espelho domesticado. Sabemos o que vamos enxergar. Às vezes até achamos que controlamos este espelho como dominamos as mesas e as cadeiras, a posição do sofá, o canal do controle remoto, o dia de lavar os lençóis da cama. Mesmo quando notamos um quilo a mais ou um par de olhos mais fundos, aquele espelho é nosso e por ser nosso nos ameaça menos. Damos uma passadinha diante dele, às vezes involuntária, e ele nos conforta ao garantir que, sim, estamos lá. Sou eu que olho para mim. E aquela superfície lisa me garante que existo.
Quando deixamos nosso mundo e partimos em direção a outros destinos, a primeira paisagem que nos espanta é nossa própria geografia. Ao bater a porta de casa em direção ao novo, a primeira imagem familiar que abandonamos é a de nós mesmos, e o primeiro estrangeiro que nos espanta é o que nos encara do espelho da estação rodoviária ou do aeroporto. Quem é esta pessoa que me olha? Com frequência, somos tentados a fazer a pergunta da poetisa Cecília Meireles: “Em que espelho ficou perdida a minha face?”.
Toda viagem contém nossa esperança de sermos mais livres, mais felizes, mais aventureiros, mais relaxados, melhores. Em geral, deixamos um cotidiano que nos confina a uma vida que para muitos é menor e mais apertada do que nos sonhos. Ao botar o pé na estrada, temos a expectativa de embarcar numa outra forma de ser e de viver, em um outro eu que nos parece mais verdadeiro que aquele que acorda todo dia de manhã para seguir um roteiro previsível. Como se longe de casa tivéssemos uma espécie de autorização para finalmente sermos um tal de eu mesmo.
Então, vem à tona a primeira surpresa. Aquele rosto que nos estranha no espelho do caminho é nosso. Ele nos perturba mais porque sabemos que é nosso, ainda que diferente pelo ângulo, pelo tamanho e pela luz desconhecida do objeto que nos reflete com outras verdades. E já ali, neste primeiro confronto, vemos algo que não sabíamos sobre nossa face, algo que o espelho domesticado não havia nos mostrado. Começamos ___ compreender ali o pior e o melhor das viagens: o risco. Talvez o que as pessoas que detestam sair de casa ou alterar ___ rotina mais temam é justamente o que podem ver de si mesmas num espelho que não é o seu.
É só ao sair que descobrimos que não podemos sair. Podemos embarcar apenas em nosso próprio corpo. Às vezes aquelas malas todas, aqueles tantos sapatos e roupas, são apenas uma tentativa inconsciente e desesperada de evitar a descoberta de que somos nossa própria bagagem e viajamos apenas com tudo o que somos. Nem mais nem menos, nosso excesso de peso é nossa nudez. É preciso abrir a porta da rua para compreender que ela só abre para dentro e só leva para dentro.
Viajar é uma escolha profunda, que não depende da distância nem do destino. Numa viagem, estamos sempre sozinhos, ainda que no meio de hordas de turistas. As paisagens externas iluminam nossa paisagem interior, para o bem e para o mal. Não visitamos Roma, Nova York ou Paris, as pirâmides do Egito, o deserto do Saara, as savanas africanas, o Rio de Janeiro, a Amazônia ou o outro lado da rua. O que fazemos é revisitar a nós mesmos no contato com diferentes culturas e percepções de mundo. A mudança de paisagem ilumina os cantos escuros dos precepícios e as profundezas dos lagos que nos habitam. Sempre esperamos que exista em nós um belvedere, é essa a nossa expectativa ao viajar. E nem sempre é um belvedere o que encontramos. Por isso, toda viagem é subjetiva e, possivelmente, quando detestamos um lugar ou um povo, é porque não gostamos do que vimos em nós.
Toda viagem é sem volta e leva sempre ao mesmo lugar: a nós mesmos. Ao final de cada uma, o melhor que podemos esperar é termos nos tornado mais o que somos.
(Disponível em: http://desacontecimentos.com/?p=326 - texto adaptado especialmente para esta prova.)
Considere os seguintes sinônimos que poderiam ser usados no texto em substituição à forma verbal “confina”, EXCETO:
 

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901235 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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Nas viagens, a paisagem que mais nos espanta é a nossa
Descobri que viajar é trocar de espelho. Em casa, o espelho que nos reflete não mostra nossa mudança. Como todos os objetos da nossa rotina, o espelho da casa é um espelho domesticado. Sabemos o que vamos enxergar. Às vezes até achamos que controlamos este espelho como dominamos as mesas e as cadeiras, a posição do sofá, o canal do controle remoto, o dia de lavar os lençóis da cama. Mesmo quando notamos um quilo a mais ou um par de olhos mais fundos, aquele espelho é nosso e por ser nosso nos ameaça menos. Damos uma passadinha diante dele, às vezes involuntária, e ele nos conforta ao garantir que, sim, estamos lá. Sou eu que olho para mim. E aquela superfície lisa me garante que existo.
Quando deixamos nosso mundo e partimos em direção a outros destinos, a primeira paisagem que nos espanta é nossa própria geografia. Ao bater a porta de casa em direção ao novo, a primeira imagem familiar que abandonamos é a de nós mesmos, e o primeiro estrangeiro que nos espanta é o que nos encara do espelho da estação rodoviária ou do aeroporto. Quem é esta pessoa que me olha? Com frequência, somos tentados a fazer a pergunta da poetisa Cecília Meireles: “Em que espelho ficou perdida a minha face?”.
Toda viagem contém nossa esperança de sermos mais livres, mais felizes, mais aventureiros, mais relaxados, melhores. Em geral, deixamos um cotidiano que nos confina a uma vida que para muitos é menor e mais apertada do que nos sonhos. Ao botar o pé na estrada, temos a expectativa de embarcar numa outra forma de ser e de viver, em um outro eu que nos parece mais verdadeiro que aquele que acorda todo dia de manhã para seguir um roteiro previsível. Como se longe de casa tivéssemos uma espécie de autorização para finalmente sermos um tal de eu mesmo.
Então, vem à tona a primeira surpresa. Aquele rosto que nos estranha no espelho do caminho é nosso. Ele nos perturba mais porque sabemos que é nosso, ainda que diferente pelo ângulo, pelo tamanho e pela luz desconhecida do objeto que nos reflete com outras verdades. E já ali, neste primeiro confronto, vemos algo que não sabíamos sobre nossa face, algo que o espelho domesticado não havia nos mostrado. Começamos ___ compreender ali o pior e o melhor das viagens: o risco. Talvez o que as pessoas que detestam sair de casa ou alterar ___ rotina mais temam é justamente o que podem ver de si mesmas num espelho que não é o seu.
É só ao sair que descobrimos que não podemos sair. Podemos embarcar apenas em nosso próprio corpo. Às vezes aquelas malas todas, aqueles tantos sapatos e roupas, são apenas uma tentativa inconsciente e desesperada de evitar a descoberta de que somos nossa própria bagagem e viajamos apenas com tudo o que somos. Nem mais nem menos, nosso excesso de peso é nossa nudez. É preciso abrir a porta da rua para compreender que ela só abre para dentro e só leva para dentro.
Viajar é uma escolha profunda, que não depende da distância nem do destino. Numa viagem, estamos sempre sozinhos, ainda que no meio de hordas de turistas. As paisagens externas iluminam nossa paisagem interior, para o bem e para o mal. Não visitamos Roma, Nova York ou Paris, as pirâmides do Egito, o deserto do Saara, as savanas africanas, o Rio de Janeiro, a Amazônia ou o outro lado da rua. O que fazemos é revisitar a nós mesmos no contato com diferentes culturas e percepções de mundo. A mudança de paisagem ilumina os cantos escuros dos precepícios e as profundezas dos lagos que nos habitam. Sempre esperamos que exista em nós um belvedere, é essa a nossa expectativa ao viajar. E nem sempre é um belvedere o que encontramos. Por isso, toda viagem é subjetiva e, possivelmente, quando detestamos um lugar ou um povo, é porque não gostamos do que vimos em nós.
Toda viagem é sem volta e leva sempre ao mesmo lugar: a nós mesmos. Ao final de cada uma, o melhor que podemos esperar é termos nos tornado mais o que somos.
(Disponível em: http://desacontecimentos.com/?p=326 - texto adaptado especialmente para esta prova.)
Analise as seguintes afirmações sobre o uso dos dois pontos no texto:
I. Na frase “Com frequência, somos tentados a fazer a pergunta da poeta Cecília Meireles: ‘Em que espelho ficou perdida a minha face?”, foram empregados para anunciar a fala de um personagem ficcional.
II. No fragmento “Então, vem à tona a primeira surpresa. Aquele rosto que nos estranha no espelho do caminho é nosso”, o ponto poderia ser substituído por dois pontos para indicar supressão de palavras numa frase transcrita.
III. No excerto “Começamos a compreender ali o pior e o melhor das viagens: o risco”, foram utilizados para indicar um esclarecimento, um resultado ou resumo do que se disse.
Quais estão corretas?
 

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901234 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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Nas viagens, a paisagem que mais nos espanta é a nossa
Descobri que viajar é trocar de espelho. Em casa, o espelho que nos reflete não mostra nossa mudança. Como todos os objetos da nossa rotina, o espelho da casa é um espelho domesticado. Sabemos o que vamos enxergar. Às vezes até achamos que controlamos este espelho\( ^{(a}- ^{(c} \) como dominamos as mesas e as cadeiras, a posição do sofá\( ^{(b} \), o canal do controle remoto, o dia de lavar os lençóis da cama. Mesmo quando notamos um quilo a mais ou um par de olhos mais fundos\( ^{(c} - ^{(e} \), aquele espelho é nosso e por ser nosso nos ameaça menos. Damos uma passadinha diante dele, às vezes involuntária, e ele nos conforta ao garantir que, sim, estamos lá. Sou eu que olho para mim. E aquela superfície lisa me garante que existo.
Quando deixamos nosso mundo e partimos em direção a outros destinos, a primeira paisagem que nos espanta é nossa própria geografia. Ao bater a porta de casa em direção ao novo, a primeira imagem familiar que abandonamos é a de nós mesmos, e o primeiro estrangeiro que nos espanta é o que nos encara do espelho da estação rodoviária ou do aeroporto. Quem é esta pessoa que me olha? Com frequência, somos tentados a fazer a pergunta da poetisa Cecília Meireles: “Em que espelho ficou perdida a minha face?”.
Toda viagem contém nossa esperança de sermos mais livres, mais felizes, mais aventureiros, mais relaxados, melhores. Em geral, deixamos um cotidiano que nos confina a uma vida que para muitos é menor e mais apertada do que nos sonhos. Ao botar o pé na estrada, temos a expectativa de embarcar numa outra forma de ser e de viver, em um outro eu que nos parece mais verdadeiro que aquele que acorda todo dia de manhã para seguir um roteiro previsível. Como se longe de casa tivéssemos uma espécie de autorização para finalmente sermos um tal de eu mesmo.
Então, vem à tona a primeira surpresa. Aquele rosto\( ^{(a} - ^{(e} \) que nos estranha no espelho\( ^{(b} -^{(c} \) do caminho\( ^{(d} \) é nosso. Ele nos perturba mais porque sabemos que é nosso, ainda que diferente pelo ângulo, pelo tamanho e pela luz desconhecida do objeto que nos reflete com outras verdades. E já ali, neste primeiro confronto, vemos algo que não sabíamos sobre nossa face, algo que o espelho domesticado não havia nos mostrado. Começamos ___ compreender ali o pior e o melhor das viagens: o risco. Talvez o que as pessoas que detestam sair de casa ou alterar ___ rotina mais temam é justamente o que podem ver de si mesmas num espelho que não é o seu.
É só ao sair que descobrimos que não podemos sair. Podemos embarcar apenas em nosso próprio corpo. Às vezes aquelas malas todas, aqueles tantos sapatos e roupas, são apenas uma tentativa inconsciente e desesperada de evitar a descoberta de que somos nossa própria bagagem e viajamos apenas com tudo o que somos. Nem mais nem menos, nosso excesso de peso é nossa nudez. É preciso abrir a porta da rua para compreender que ela só abre para dentro e só leva para dentro.
Viajar é uma escolha profunda, que não depende da distância nem do destino. Numa viagem, estamos sempre sozinhos, ainda que no meio de hordas de turistas. As paisagens externas iluminam nossa paisagem interior, para o bem e para o mal. Não visitamos Roma, Nova York ou Paris, as pirâmides do Egito, o deserto do Saara, as savanas africanas, o Rio de Janeiro, a Amazônia ou o outro lado da rua. O que fazemos é revisitar a nós mesmos no contato com diferentes culturas e percepções de mundo. A mudança de paisagem ilumina os cantos escuros dos precepícios e as profundezas dos lagos que nos habitam. Sempre esperamos que exista em nós um belvedere, é essa a nossa expectativa ao viajar. E nem sempre é um belvedere o que encontramos. Por isso, toda viagem é subjetiva e, possivelmente, quando detestamos um lugar ou um povo, é porque não gostamos do que vimos em nós.
Toda viagem é sem volta e leva sempre ao mesmo lugar: a nós mesmos. Ao final de cada uma, o melhor que podemos esperar é termos nos tornado mais o que somos.
(Disponível em: http://desacontecimentos.com/?p=326 - texto adaptado especialmente para esta prova.)
O pronome "ele" está retomando, respectivamente, os termos:
 

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901232 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar
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Nas viagens, a paisagem que mais nos espanta é a nossa
Descobri que viajar é trocar de espelho. Em casa, o espelho que nos reflete não mostra nossa mudança. Como todos os objetos da nossa rotina, o espelho da casa é um espelho domesticado. Sabemos o que vamos enxergar. Às vezes até achamos que controlamos este espelho como dominamos as mesas e as cadeiras, a posição do sofá, o canal do controle remoto, o dia de lavar os lençóis da cama. Mesmo quando notamos um quilo a mais ou um par de olhos mais fundos, aquele espelho é nosso e por ser nosso nos ameaça menos. Damos uma passadinha diante dele, às vezes involuntária, e ele nos conforta ao garantir que, sim, estamos lá. Sou eu que olho para mim. E aquela superfície lisa me garante que existo.
Quando deixamos nosso mundo e partimos em direção a outros destinos, a primeira paisagem que nos espanta é nossa própria geografia. Ao bater a porta de casa em direção ao novo, a primeira imagem familiar que abandonamos é a de nós mesmos, e o primeiro estrangeiro que nos espanta é o que nos encara do espelho da estação rodoviária ou do aeroporto. Quem é esta pessoa que me olha? Com frequência, somos tentados a fazer a pergunta da poetisa Cecília Meireles: “Em que espelho ficou perdida a minha face?”.
Toda viagem contém nossa esperança de sermos mais livres, mais felizes, mais aventureiros, mais relaxados, melhores. Em geral, deixamos um cotidiano que nos confina a uma vida que para muitos é menor e mais apertada do que nos sonhos. Ao botar o pé na estrada, temos a expectativa de embarcar numa outra forma de ser e de viver, em um outro eu que nos parece mais verdadeiro que aquele que acorda todo dia de manhã para seguir um roteiro previsível. Como se longe de casa tivéssemos uma espécie de autorização para finalmente sermos um tal de eu mesmo.
Então, vem à tona a primeira surpresa. Aquele rosto que nos estranha no espelho do caminho é nosso. Ele nos perturba mais porque sabemos que é nosso, ainda que diferente pelo ângulo, pelo tamanho e pela luz desconhecida do objeto que nos reflete com outras verdades. E já ali, neste primeiro confronto, vemos algo que não sabíamos sobre nossa face, algo que o espelho domesticado não havia nos mostrado. Começamos ___ compreender ali o pior e o melhor das viagens: o risco. Talvez o que as pessoas que detestam sair de casa ou alterar ___ rotina mais temam é justamente o que podem ver de si mesmas num espelho que não é o seu.
É só ao sair que descobrimos que não podemos sair. Podemos embarcar apenas em nosso próprio corpo. Às vezes aquelas malas todas, aqueles tantos sapatos e roupas, são apenas uma tentativa inconsciente e desesperada de evitar a descoberta de que somos nossa própria bagagem e viajamos apenas com tudo o que somos. Nem mais nem menos, nosso excesso de peso é nossa nudez. É preciso abrir a porta da rua para compreender que ela só abre para dentro e só leva para dentro.
Viajar é uma escolha profunda, que não depende da distância nem do destino. Numa viagem, estamos sempre sozinhos, ainda que no meio de hordas de turistas. As paisagens externas iluminam nossa paisagem interior, para o bem e para o mal. Não visitamos Roma, Nova York ou Paris, as pirâmides do Egito, o deserto do Saara, as savanas africanas, o Rio de Janeiro, a Amazônia ou o outro lado da rua. O que fazemos é revisitar a nós mesmos no contato com diferentes culturas e percepções de mundo. A mudança de paisagem ilumina os cantos escuros dos precepícios e as profundezas dos lagos que nos habitam. Sempre esperamos que exista em nós um belvedere, é essa a nossa expectativa ao viajar. E nem sempre é um belvedere o que encontramos. Por isso, toda viagem é subjetiva e, possivelmente, quando detestamos um lugar ou um povo, é porque não gostamos do que vimos em nós.
Toda viagem é sem volta e leva sempre ao mesmo lugar: a nós mesmos. Ao final de cada uma, o melhor que podemos esperar é termos nos tornado mais o que somos.
(Disponível em: http://desacontecimentos.com/?p=326 - texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa que mostra uma palavra do texto em que NÃO há encontro consonantal.
 

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