Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto para responder a questão.
Um Apólogo
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
ASSIS, Machado. Um apólogo.
Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/contos/macn005.pdf>
Acesso em 8 fev. 2014.
Em relação ao foco narrativo, nesse texto,
I. predomina a terceira pessoa do singular, sendo o narrador onisciente, na maior parte do texto.
II. há elementos indicando a participação do narrador ao empregar a primeira pessoa do singular.
III. evidencia-se uma mescla entre o que está sendo narrado no tempo psicológico e no tempo cronológico.
São CORRETAS as afirmativas
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Um dos indicadores mais fiel da desigualdade social está nos índices de evasão e repetência escolar.
Em relação à evasão e repetência escolar, assinale a alternativa INCORRETA.
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Atualmente, muitos alunos demonstram grande desinteresse pelos estudos. Pensam que já sabem o bastante e, por isso, se recusam a estudar.
As alternativas a seguir apontam ações, dos profissionais da escola, que favorecem o envolvimento do aluno com os estudos, EXCETO:
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Luís é assistente escolar e ouviu uma reclamação de um aluno sobre a professora Rita.
Diante da situação citada, a atitude CORRETA do assistente escolar é
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Analise as afirmativas acerca da disciplina no contexto escolar.
I. Disciplina escolar é um conjunto de regras que devem ser obedecidas, tanto pelos funcionários, quanto pelos alunos na escola.
II. Disciplina é a manipulação do aluno pelo corpo docente em virtude da posição de poder que exerce na escola.
III. Disciplina é uma qualidade de relacionamento humano entre o corpo docente e os alunos na escola.
Após sua análise, estão CORRETAS as afirmativas.
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A adolescência caracteriza-se por ser uma fase de transição entre a infância e a juventude. É uma etapa extremamente importante do desenvolvimento, com características muito próprias.
Analise as afirmativas sobre características da adolescência e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A característica mais visível e clara é o acentuado desenvolvimento físico com fortes transformações internas e externas.
( ) Há o amadurecimento sexual, uma grande atividade hormonal, glandular, que levará à capacidade reprodutiva.
( ) Acontecem mudanças no nível social; o grupo de amigos tende a diminuir em importância.
( ) Surge o raciocínio lógico matemático, permitindo a compreensão de conceitos concretos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
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Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
Na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, consta o seguinte artigo:
Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos, EXCETO:
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Os adolescentes querem ter autonomia para escolher seus programas e viver aventuras, estando certos de que sabem o que é melhor para eles e de que nada de ruim pode lhes acontecer. Diante dessa onipotência juvenil, muitas vezes, tornam-se explosivos frente a uma simples pergunta, provocando conflitos e resistências.
Assinale a alternativa que completa a frase adequadamente.
Visando o desenvolvimento da autonomia do adolescente, o adulto responsável precisa .....................................
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Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
Consta na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, o seguinte parágrafo:
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.
Em concordância com o parágrafo citado da Lei é CORRETO afirmar que é direito dos pais ou responsáveis
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