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Foram encontradas 40 questões.

3268050 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG

Leia o texto para responder a questão.

Um Apólogo

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

ASSIS, Machado. Um apólogo.

Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/contos/macn005.pdf>

Acesso em 8 fev. 2014.

Ao longo da trama, as personagens, o novelo de linha e a agulha, demonstram que

 

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3268049 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG

Leia o texto para responder a questão.

Um Apólogo

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

ASSIS, Machado. Um apólogo.

Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/contos/macn005.pdf>

Acesso em 8 fev. 2014.

Em relação ao foco narrativo, nesse texto,

I. predomina a terceira pessoa do singular, sendo o narrador onisciente, na maior parte do texto.

II. há elementos indicando a participação do narrador ao empregar a primeira pessoa do singular.

III. evidencia-se uma mescla entre o que está sendo narrado no tempo psicológico e no tempo cronológico.

São CORRETAS as afirmativas

 

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3268007 Ano: 2014
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I associando CORRETAMENTE as partes do livro a seu conteúdo.

COLUNA I

1. Introdução.

2. Fontes bibliográficas.

3. Notas.

4. Texto.

COLUNA II

( ) Indicações bibliográficas, observações ou aditamentos ao texto, feitas pelo autor, tradutor ou editor.

( ) Parte do livro em que se expõe a matéria.

( ) Explicação dos objetivos do livro e do modo de tratar o assunto.

( ) Lista ordenada das referências bibliográficas das obras citadas, consultadas ou indicadas para leitura.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

 

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3268006 Ano: 2014
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I associando CORRETAMENTE o tipo de acervo a seu conteúdo.

COLUNA I

1. Acervo geral.

2. Acervo de periódicos.

3. Memória institucional.

COLUNA II

( ) Revistas, boletins, jornais informativos etc.

( ) Livros, folhetos, teses e outros tipos de documentos que podem ser emprestados.

( ) Publicações oficiais produzidas pelos órgãos públicos, publicações produzidas por determinada instituição.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

 

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1889918 Ano: 2014
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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No contexto dos instrumentos do planejamento bibliotecário, é CORRETO afirmar que o documento síntese de todas as atividades ocorridas em determinado período de tempo na biblioteca é o
 

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1889917 Ano: 2014
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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Luccas e Seripierre (1995), ao tratarem da preservação de documentos em bibliotecas e da armazenagem do acervo, recomendam
 

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1889916 Ano: 2014
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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O auxílio aos usuários na consulta a bases de dados disponíveis na biblioteca é uma atividade do serviço de
 

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1889915 Ano: 2014
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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A apresentação de uma publicação periódica é normalizada internacionalmente.

No Brasil, a instituição responsável pela normalização é

 

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1889913 Ano: 2014
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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Os documentos apresentam características físicas e intelectuais.

Entre as características físicas, estão

 

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1889912 Ano: 2014
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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O regulamento de uma biblioteca determina que as obras de referência não sejam emprestadas e, sim, consultadas apenas no recinto da biblioteca.

Assinale a alternativa que apresenta exemplos de obras de referência.

 

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