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Leia o texto a seguir.
De qualquer modo, deve-se atribuir a tais sentimentos ou idéias de obrigações de paternidade da parte de alguns patriarcas, considerável influência na interpretação das condições de raça e classe que desde os começos da colonização do Brasil vêm se verificando no nosso País e resultando em constantes transferências de indivíduos de côr, da classe a que pareciam condenados pela condição da raça materna e, até certo ponto, dêles - a condição de dominados - menos para a condição de dominadores que para a de marginais ou intermediários entre dominadores ou dominados. As transferências de indivíduos e até de grupos inteiros, por esse e por outros meios, de um para outro plano social, é que, acentuando-se, tornaram-se, desde fins do século XVIII, mas, principalmente, durante o século XIX, um dos estímulos mais fortes ao desenvolvimento de formas chamas individuais e, ao mesmo tempo, étnica.
FREYRE, Gilberto. Sobrados e Mucambos: decadência do patriarcado rural e desenvolvimento do urbano – vol 2. 7. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985, p. 356. [Adaptado].
O texto relativiza a outra interpretação da história brasileira que
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O que eram as famílias mistas do Brasil colonial?
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Leia o texto a seguir.
Mas o que vejo? É um sonho!... A barbaria
Erguer-se neste século, à luz do dia.
Sem pejo se ostentar.
E a escravidão – nojento crocodilo
Da onda turva expulso lá do Nilo –
Vir aqui se abrigar!...
Oh! Deus! não ouves dentre a imensa orquestra
Que a natureza virgem manda em festa
Soberba, senhoril,
Um grito que soluça aflito, vivo,
O retinir dos ferros do cativo,
Um som discorde e vil?
ALVES, Castro. Obra Completa. Rio de Janeiro, Editora Nova Aguilar S. A, 1997, p. 216. [Adaptado].
O que nesse poema incomodava a elite brasileira do século XIX?
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Durante o período imperial brasileiro, em 1835, ocorreu uma revolta no nordeste brasileiro. Boa parte dos envolvidos eram muçulmanos, mas muitos também eram adeptos de religiões de matriz africana. A perseguição religiosa era um dos motes da revolução, que surgiu com o ideal de libertação do povo negro e o objetivo de matar os opressores brancos e quem mais se colocasse contra, especialmente os traidores. Tal revolta ficou conhecida por
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Observe a Imagem 1 para responder às questões 36 e 37.
Imagem 1

BURGOS, Monleon. Sem título. Sociedad Benéfica de Historiadores Aficionados y Creadores. Cartelistas republicanos de la Guerra Civil española. Disponível em: <http://www.arte.sbhac.net/Carteles/Cartelistas/Monleon/Monleon.htm>. Acesso em: 29 mai. 2024.
A divisão da imagem entre a parte superior e a inferior tratase de um recurso para demarcar sua posição ideológica. Tal divisão expressa qual sentido?
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Observe a Imagem 1 para responder às questões 36 e 37.
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BURGOS, Monleon. Sem título. Sociedad Benéfica de Historiadores Aficionados y Creadores. Cartelistas republicanos de la Guerra Civil española. Disponível em: <http://www.arte.sbhac.net/Carteles/Cartelistas/Monleon/Monleon.htm>. Acesso em: 29 mai. 2024.
Manuel Monleon Burgos nasceu em 1904 e faleceu em 1976. Durante a Guerra Civil Espanhola de 1936, ele produziu diversos cartazes como o apresentado. No cartaz em questão, as pessoas em nudez remetem à qual conceito adotado por uma das doutrinas que entraram em conflito naquela guerra?
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Leia o texto a seguir.
A individualidade assim descrita nada tem em comum com as diversas concepções do individualismo e, sobretudo, com aquele que denominarei “individualismo de direita, à americana”, que é tão-somente uma tentativa disfarçada de coagir e vencer o indivíduo em sua singularidade. Esse pretenso individualismo, que sugere fórmulas como “livre empresa”, arrivismo e sociedade liberal, é o laisser-faire econômico e social: a exploração das massas pelas classes dominantes com a ajuda da velhacaria legal; a degradação espiritual e o doutrinamento sistemático do espírito servil, processo conhecido sob o nome de “educação”. Essa forma de “individualismo” corrompido e viciado, verdadeira camisa de força da individualidade, reduz a vida a uma corrida degradante aos bens materiais, ao prestígio social; sua sabedoria suprema exprime-se numa frase: “Cada um por si e maldito seja o último”.
GOLDMAN, Emma. O indivíduo, a sociedade e o Estado, e outros ensaios. São Paulo: Editora Hedra, 2007, p. 32. [Adaptado].
Qual conceito sintetizaria a descrição do parágrafo?
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Leia o texto a seguir.
Alguns escritores confundiram sociedade e governo de tal forma que restou entre essas duas partes pouca ou nenhuma diferença. Contudo, elas não apenas são diferentes como também possuem origens diversas. A sociedade é produto das nossas necessidades, e o governo, da nossa maldade; a sociedade promove a nossa felicidade de modo positivo, unindo nossas afeições, e o governo faz isso de modo negativo, cerceando os nossos excessos. Uma encoraja a agregação, o outro cria distinções. Uma é padroeira, o outro é punidor.
PAINE, Thomas. O bom senso. São Paulo, Faro Editorial. 2022, p. 11. [Adaptado].
Embora nascido na Inglaterra, Thomas Paine (1737-1809) foi um dos intelectuais mais importantes para a Independência dos Estados Unidos. Inclusive, sua participação resultou na honraria de ser considerado um dos Founding Fathers of the United States (Pais Fundadores dos Estados Unidos). O texto demonstra sua aproximação com qual teoria política?
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Leia o texto a seguir.
Na Bolívia, logo após o problema criado pelas medidas do governo Melgarejo, relativas à apropriação de terrenos e propriedades indígenas, o governo do presidente Frias (1874- 1876) em consonância com a Assembleia Nacional promulgou a lei de “exvinculación”. A lei de exvinculación teve um efeito devastador para os índios. De um lado quebrava-se a histórica vinculação dos mesmos com a terra da comunidade e, por outro, se acelerava o processo de expropriações em favor do Estado, que uma vez consolidadas passavam a ser leiloadas. Isto intensificou o surgimento de grandes latifúndios no altiplano e vales. A lei reconhecia a propriedade soberana e pessoal dos índios sobre sua terra, mas a desvinculava da comunidade, por isso o termo “ex-vinculação”, porque fraturava a base de uma relação secular do índio com a terra. A “sayaña” dentro do “ayllu” formava uma unidade de propriedade comunitária indivisível. A lei foi na contramão da essência comunal e representou, sobretudo, uma visão ideológica e modernizadora que não respeitava e ou não entendia a realidade histórica e cultural dos povos indígenas.
HASSLOCHER-MORENO, Alejandro Marcel. Bolívia e a questão indígena: da escravidão à cidadania plena. Revista Campo da História, v. 7, n. 1, 2022, p. 344. [Adaptado].
Qual conceito foi a base pelo próprio governo para a formulação desta disposição legal?
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