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Texto 7
Géneros Textuales y Producción
Según Marcuschi en una Conferencia realizada en la Academia
Pernambucana de Letras, “é impossível não se comunicar
verbalmente por algum gênero, assim como é impossível não
se comunicar verbalmente por algum texto”. Pero, ¿qué es un
texto? De acuerdo con Beaugrande, el texto “é um evento
comunicativo em que convergem ações linguísticas, cognitivas
e sociais”. Para Gerd Antos, “os textos são linguística,
conceptual e perceptualmente formas de cognição social” y su
papel, en la evolución del conhecimento, “é o de constituir-se
em ponto de partida e de chegada para a ancoragem da
Linguística Textual no quadro de una teoria da evolução
cultural”.
Delante de esas concepciones de textos es posible concluir que
es a través de los textos que es establecida la comunicación
humana; ellos representan cognitivamente el conocimiento que
se vehicula en la sociedad en la que los interactantes están
insertados. Sin embargo, es preciso considerar que el alumno
de lengua extranjera debe tener la oportunidad de conocer y
producir textos de diversos géneros. Por ello, al considerar la
existencia de los géneros textuales, se observa la importancia
de que el profesor sea capaz de elaborar estrategias
comunicativas que posibiliten la circulación de esos géneros en
el ámbito del aula. Hay que señalar, que la circulación de esos
géneros no es suficiente; es necesario que se realicen
producciones textuales a partir del estudio de determinado
género. Bronckart afirma que “a apropriação dos gêneros
textuais é um mecanismo fundamental de socialização, de
inserção prática nas atividades humanas”. Al observar esa
afirmación, se entiende que es a través de la manipulación de
diversos textos que el alumno de ELE estará preparado para
expresarse en la lengua escrita en diferentes situaciones
discursivas.
SILVA, Flávia Conceição Ferreira da. Géneros Textuales en las clases de
Español como Lengua Extranjera. In: CONGRESO BRASILENO DE
HISPANISTAS, 2., 2002, São Paulo. Proceedings online... Associação
Brasileira de Hispanistas. Disponível em: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC0000
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Leia o texto a seguir.
O trabalho com o gênero dissertação escolar no ensino médio da educação básica brasileira: construções e possibilidades
A dissertação escolar se situa no grupo dos gêneros secundários, considerando a complexidade de sua constituição. Um dado relevante que aponta para essa definição é o fato de os candidatos que realizam as provas do ENEM obterem médias consideradas baixas na prova de Redação. Diante desse fato, os professores precisam adotar referenciais diversos para trabalhar o gênero com os estudantes. As categorias da metafunção textual podem ser utilizadas como recurso linguístico que promove novas reflexões acerca da constituição do tópico frasal, no qual podemos identificar a ocorrência de tema e rema.
SÁ, Cícera Alves Agostinho de. O trabalho com o gênero dissertação escolar no ensino médio da educação básica brasileira: construções e possibilidades. In: BRUNEL MATIAS, Richard (Org.). Géneros textuales/discursivos y enseñanza/aprendizaje de lenguas en múltiples contextos. X SIGET - Simposio Internacional de Estudios sobre Géneros Textuales: géneros textuales/discursivos, prácticas de lenguaje y voces del sur en diálogo. Córdoba : Fl copias, 2020. Disponível em:<https://rdu.unc.edu.ar/bitstream/handle/11086/16803/X-SIGET%20- %20003.pdf?sequence=6&isAllowed=y> . Acesso em: 26 mai. 2024.
O texto é o início das considerações finais de uma pesquisa que objetivou analisar os recursos adotados na construção do tópico frasal de textos do gênero dissertação escolar. A autora, ao aplicar as categorias da metafunção textual para refletir acerca da constituição do tópico frasal,
O trabalho com o gênero dissertação escolar no ensino médio da educação básica brasileira: construções e possibilidades
A dissertação escolar se situa no grupo dos gêneros secundários, considerando a complexidade de sua constituição. Um dado relevante que aponta para essa definição é o fato de os candidatos que realizam as provas do ENEM obterem médias consideradas baixas na prova de Redação. Diante desse fato, os professores precisam adotar referenciais diversos para trabalhar o gênero com os estudantes. As categorias da metafunção textual podem ser utilizadas como recurso linguístico que promove novas reflexões acerca da constituição do tópico frasal, no qual podemos identificar a ocorrência de tema e rema.
SÁ, Cícera Alves Agostinho de. O trabalho com o gênero dissertação escolar no ensino médio da educação básica brasileira: construções e possibilidades. In: BRUNEL MATIAS, Richard (Org.). Géneros textuales/discursivos y enseñanza/aprendizaje de lenguas en múltiples contextos. X SIGET - Simposio Internacional de Estudios sobre Géneros Textuales: géneros textuales/discursivos, prácticas de lenguaje y voces del sur en diálogo. Córdoba : Fl copias, 2020. Disponível em:<https://rdu.unc.edu.ar/bitstream/handle/11086/16803/X-SIGET%20- %20003.pdf?sequence=6&isAllowed=y> . Acesso em: 26 mai. 2024.
O texto é o início das considerações finais de uma pesquisa que objetivou analisar os recursos adotados na construção do tópico frasal de textos do gênero dissertação escolar. A autora, ao aplicar as categorias da metafunção textual para refletir acerca da constituição do tópico frasal,
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Texto 6
La función de la literatura en el mundo globalizado
Es en la razón poética donde reside la función de la literatura.
Es la razón poética la que llevará al texto literario una auténtica
“globalización”, ya que describe el acontecimiento y humaniza
la vida, puesto que la vida no es una mercancía. La razón
poética no niega a la razón, no es irracional, explica la vida para
delinear la dimensión planetaria del hombre, cuya ética-estética
dignifica lo humano. Es la razón poética la que propone una
ética crítico-creativa del arte que sea el refugio de la memoria.
Es la “Metáfora que piensa”, diría Milán Kundera. Cabe aquí
anticipar que en la metáfora existe el enigma. Por añadidura, el
acto poético hace visible lo invisible, es eso que permanece, lo
importante y significativo de la literatura. El término enigma
tiene su origen en el latín, aenigma, lo cual se esboza como eso
que se deja entrever. En consecuencia, es el enigma el principio
de la razón poética. Se podría aseverar, con palabras de
Heidegger, que en la obra artística la existencia refiere al objeto
literario y en esa existencia se manifiesta la esencia, por lo
tanto, lo humano del existenciario. La esencia, además, es la
verdad que permanece en el texto.
GONZÁLEZ FLORES, José Reyes. La función de la literatura en el mundo
globalizado. Sincronía, Universidad de Guadalajara, n. 69, p. 282-303, 2016.
Disponível em: <https://www.redalyc.org/journal/5138/513852378022/html/>.
Acesso em: 26 mai. 2024.
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Texto 6
La función de la literatura en el mundo globalizado
Es en la razón poética donde reside la función de la literatura.
Es la razón poética la que llevará al texto literario una auténtica
“globalización”, ya que describe el acontecimiento y humaniza
la vida, puesto que la vida no es una mercancía. La razón
poética no niega a la razón, no es irracional, explica la vida para
delinear la dimensión planetaria del hombre, cuya ética-estética
dignifica lo humano. Es la razón poética la que propone una
ética crítico-creativa del arte que sea el refugio de la memoria.
Es la “Metáfora que piensa”, diría Milán Kundera. Cabe aquí
anticipar que en la metáfora existe el enigma. Por añadidura, el
acto poético hace visible lo invisible, es eso que permanece, lo
importante y significativo de la literatura. El término enigma
tiene su origen en el latín, aenigma, lo cual se esboza como eso
que se deja entrever. En consecuencia, es el enigma el principio
de la razón poética. Se podría aseverar, con palabras de
Heidegger, que en la obra artística la existencia refiere al objeto
literario y en esa existencia se manifiesta la esencia, por lo
tanto, lo humano del existenciario. La esencia, además, es la
verdad que permanece en el texto.
GONZÁLEZ FLORES, José Reyes. La función de la literatura en el mundo
globalizado. Sincronía, Universidad de Guadalajara, n. 69, p. 282-303, 2016.
Disponível em: <https://www.redalyc.org/journal/5138/513852378022/html/>.
Acesso em: 26 mai. 2024.
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Texto 5
Contribuições da Sociolínguistica Educacional para o
processo de ensino-aprendizagem e ampliação da
competência comunicativa de alunos do Ensino Médio
Para trabalhar na perspectiva da Sociolinguística Educacional,
é necessário partir do pressuposto de que a língua é viva e
mutável, podendo assim variar de acordo com a idade, grau de
escolarização, o meio em que o falante está inserido ou
situação. Assim se estabelece a importância de tomar a
variação linguística como princípio do desenvolvimento dessas
atividades, a fim de que nelas se perceba a preocupação em
orientar o aluno a refletir, identificar, conscientizar, respeitar as
diferentes formas em que a língua se realiza, considerando,
desse modo, as três possibilidades de uso da linguagem:
regional, social e situacional.
EFFGEN DE AGUIAR, André; MARTINS BARBOSA, Samanta. Contribuições
da Sociolínguistica Educacional para o processo de ensino-aprendizagem e
ampliação da competência comunicativa de alunos do Ensino Médio.
PERcursos Linguísticos, [S. l.], v. 11, n. 28, p. 64–87, 2021. Disponível em:
<https://periodicos.ufes.br/percursos/article/view/35143>. Acesso em: 26 mai.
2024.
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Texto 5
Contribuições da Sociolínguistica Educacional para o
processo de ensino-aprendizagem e ampliação da
competência comunicativa de alunos do Ensino Médio
Para trabalhar na perspectiva da Sociolinguística Educacional,
é necessário partir do pressuposto de que a língua é viva e
mutável, podendo assim variar de acordo com a idade, grau de
escolarização, o meio em que o falante está inserido ou
situação. Assim se estabelece a importância de tomar a
variação linguística como princípio do desenvolvimento dessas
atividades, a fim de que nelas se perceba a preocupação em
orientar o aluno a refletir, identificar, conscientizar, respeitar as
diferentes formas em que a língua se realiza, considerando,
desse modo, as três possibilidades de uso da linguagem:
regional, social e situacional.
EFFGEN DE AGUIAR, André; MARTINS BARBOSA, Samanta. Contribuições
da Sociolínguistica Educacional para o processo de ensino-aprendizagem e
ampliação da competência comunicativa de alunos do Ensino Médio.
PERcursos Linguísticos, [S. l.], v. 11, n. 28, p. 64–87, 2021. Disponível em:
<https://periodicos.ufes.br/percursos/article/view/35143>. Acesso em: 26 mai.
2024.
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Leia o texto a seguir.
Diversidad lingüístico-cultural e interculturalismo en la escuela andaluza: Un análisis de políticas educativas
Ello es así también en el caso de Andalucía, de España, en lo relativo a esta cuestión: redactados de leyes, políticas y planes recogen unas definiciones de “Educación Intercultural” acordes con la idea de un intercambio igualitario entre los distintos grupos implicados que no segrega, pero no llegan a implementarse como tal. Y el profesorado lleva tiempo demandando mayores recursos y formación para atender de manera adecuada la realidad a la que se enfrenta todos los días. Los objetivos propuestos por las instancias gubernamentales del contexto estudiado son bastante ambiciosos, loables si se quiere, justos si tomamos conciencia de la composición actual de población. Pero, como se ha mostrado a lo largo del texto, no basta con la formulación teórica de unos objetivos si la traducción práctica de los mismos apunta justamente en dirección contraria; o si no se consideran de manera adecuada las demandas de quienes, en definitiva, están atendiendo en la escuela día a día estas diversidades. Es necesario por ello impulsar proyectos educativos verdaderamente plurilingües – asentados en un conocimiento efectivo de la diversidad en términos lingüísticos, pero que no olvide las otras dimensiones de la misma – que den respuesta a los contextos concretos en los que se aplican y a las heterogeneidades específicas que estos albergan.
OLMOS ALCARAZ, Antonia. Diversidad lingüístico-cultural e interculturalismo en la escuela andaluza: un análisis de políticas educativas. RELIEVE - Revista Electrónica de Investigación y Evaluación Educativa, v. 22, n. 2, 2016. Disponível em: <https://doi.org/10.7203/relieve.22.2.6832> . Acesso em: 26 mai. 2024.
O parágrafo faz parte de um artigo que mostra a diversidade linguística dos estudantes na escola andaluza, produto dos movimentos migratórios internacionais. No parágrafo, ao se comentar a legislação e as políticas da Educação Intercultural frisa-se que elas
Diversidad lingüístico-cultural e interculturalismo en la escuela andaluza: Un análisis de políticas educativas
Ello es así también en el caso de Andalucía, de España, en lo relativo a esta cuestión: redactados de leyes, políticas y planes recogen unas definiciones de “Educación Intercultural” acordes con la idea de un intercambio igualitario entre los distintos grupos implicados que no segrega, pero no llegan a implementarse como tal. Y el profesorado lleva tiempo demandando mayores recursos y formación para atender de manera adecuada la realidad a la que se enfrenta todos los días. Los objetivos propuestos por las instancias gubernamentales del contexto estudiado son bastante ambiciosos, loables si se quiere, justos si tomamos conciencia de la composición actual de población. Pero, como se ha mostrado a lo largo del texto, no basta con la formulación teórica de unos objetivos si la traducción práctica de los mismos apunta justamente en dirección contraria; o si no se consideran de manera adecuada las demandas de quienes, en definitiva, están atendiendo en la escuela día a día estas diversidades. Es necesario por ello impulsar proyectos educativos verdaderamente plurilingües – asentados en un conocimiento efectivo de la diversidad en términos lingüísticos, pero que no olvide las otras dimensiones de la misma – que den respuesta a los contextos concretos en los que se aplican y a las heterogeneidades específicas que estos albergan.
OLMOS ALCARAZ, Antonia. Diversidad lingüístico-cultural e interculturalismo en la escuela andaluza: un análisis de políticas educativas. RELIEVE - Revista Electrónica de Investigación y Evaluación Educativa, v. 22, n. 2, 2016. Disponível em: <https://doi.org/10.7203/relieve.22.2.6832> . Acesso em: 26 mai. 2024.
O parágrafo faz parte de um artigo que mostra a diversidade linguística dos estudantes na escola andaluza, produto dos movimentos migratórios internacionais. No parágrafo, ao se comentar a legislação e as políticas da Educação Intercultural frisa-se que elas
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Leia o texto a seguir.
Educación bilingüe de frontera y políticas lingüísticas en Uruguay
Las razones y motivaciones para la introducción del portugués en la educación fronteriza deben distinguirse de otro tipo de justificaciones vinculadas a la integración regional y los compromisos asumidos en el marco del MERCOSUR Educativo. Sin perjuicio de su importancia, estas últimas se refieren al portugués como lengua oficial de Brasil y en ese sentido, se oponen a la justificación para la educación bilingüe de frontera, cuyo centro definitorio es la inclusión del portugués en tanto lengua del Uruguay.
BROVETTO, Claudia. Educación bilingüe de frontera y políticas lingüísticas en Uruguay. Pro-Posições, v. 21, n. 3, p. 25-43, set. 2010. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-73072010000300003>. Acesso em: 25 mai. 2024.
O Uruguai não é uma sociedade linguisticamente homogénea falante de espanhol. A respeito, o texto faz parte das conclusões de um artigo sobre a questão da língua em uma ampla zona do nordeste desse país. Nesse parágrafo, salienta-se que a justificativa do ensino do português no Uruguai deve-se fundamentar
Educación bilingüe de frontera y políticas lingüísticas en Uruguay
Las razones y motivaciones para la introducción del portugués en la educación fronteriza deben distinguirse de otro tipo de justificaciones vinculadas a la integración regional y los compromisos asumidos en el marco del MERCOSUR Educativo. Sin perjuicio de su importancia, estas últimas se refieren al portugués como lengua oficial de Brasil y en ese sentido, se oponen a la justificación para la educación bilingüe de frontera, cuyo centro definitorio es la inclusión del portugués en tanto lengua del Uruguay.
BROVETTO, Claudia. Educación bilingüe de frontera y políticas lingüísticas en Uruguay. Pro-Posições, v. 21, n. 3, p. 25-43, set. 2010. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-73072010000300003>. Acesso em: 25 mai. 2024.
O Uruguai não é uma sociedade linguisticamente homogénea falante de espanhol. A respeito, o texto faz parte das conclusões de um artigo sobre a questão da língua em uma ampla zona do nordeste desse país. Nesse parágrafo, salienta-se que a justificativa do ensino do português no Uruguai deve-se fundamentar
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Texto 4
Livro notável prova que a língua portuguesa nasceu do
galego
Assim Nasceu uma Língua, longo ensaio histórico sobre as
origens de nosso idioma que o linguista português Fernando
Venâncio lançou em 2019, está saindo finalmente no Brasil.
Fornece munição valiosa aos falantes brasileiros que se sentem
inferiorizados diante deste argumento brandido por
portugueses xenófobos: “A língua não é de vocês, é nossa, pois
a criamos”. Não, não criaram. Quando nasceu, ela se chamava
galego, idioma falado na região espanhola da Galiza.
Esse nascimento, garante Venâncio, não se deu no século 12,
quando surgiu o reino de Portugal, mas cerca de seis séculos
antes, na região que os romanos tinham batizado de Galécia
(Gallaecia), correspondente às atuais porções norte de
Portugal, acima do rio Douro, e noroeste da Espanha.
Preservada da invasão árabe que por séculos dominou a
Península Ibérica, foi dela que, na chamada Reconquista, partiu
a onda destinada a repovoar de linguagem as terras do sul,
Lisboa obviamente incluída. Ali se falava àquela altura um
moçárabe com poucos vestígios românicos.
O que Assim Nasceu uma Língua traz de novo ao debate é a
solidez de um painel histórico montado com base na datação
de palavras, incontáveis palavras, e nos padrões que desse
modo podem ser discernidos em seus conjuntos. Etimologia
posta a serviço da história social.
O galego se tornou um estorvo para o país vizinho: como
conceber um idioma que, sendo já igual ao português, existisse
antes de Portugal? Escreve Venâncio: “E é um facto: os
portugueses continuam a imaginar a história anterior a eles
como se o mundo tivesse vivido na expectativa de que um
Portugal surgisse, como se o aparecimento de um Portugal
viesse duma necessidade intrínseca à história mundial”.
Séculos mais tarde, gramáticos lusos incomodados com esse
desencaixe histórico tentariam resolver o problema criando o
conceito do galego-português, língua arcaica da qual teriam
brotado duas. O truque convence muita gente até hoje, mas
Assim Nasceu uma Língua denuncia seu anacronismo, “no
próprio momento em que se inicia a sua escrita, a língua que
Portugal herdou da Galiza apresenta-se gramaticalmente
consolidada, coerente, funcionando em pleno”.
RODRIGUES, Sérgio. Livro notável prova que a língua portuguesa nasceu do
galego. Folha de S. Paulo, São Paulo, 4 maio 2024 Ilustríssima. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2024/05/livro-notavel-prova-quelingua-portuguesa-nasceu-do-galego.shtml> . Acesso em: 24 mai. 2024.
[Adaptado].
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Texto 4
Livro notável prova que a língua portuguesa nasceu do
galego
Assim Nasceu uma Língua, longo ensaio histórico sobre as
origens de nosso idioma que o linguista português Fernando
Venâncio lançou em 2019, está saindo finalmente no Brasil.
Fornece munição valiosa aos falantes brasileiros que se sentem
inferiorizados diante deste argumento brandido por
portugueses xenófobos: “A língua não é de vocês, é nossa, pois
a criamos”. Não, não criaram. Quando nasceu, ela se chamava
galego, idioma falado na região espanhola da Galiza.
Esse nascimento, garante Venâncio, não se deu no século 12,
quando surgiu o reino de Portugal, mas cerca de seis séculos
antes, na região que os romanos tinham batizado de Galécia
(Gallaecia), correspondente às atuais porções norte de
Portugal, acima do rio Douro, e noroeste da Espanha.
Preservada da invasão árabe que por séculos dominou a
Península Ibérica, foi dela que, na chamada Reconquista, partiu
a onda destinada a repovoar de linguagem as terras do sul,
Lisboa obviamente incluída. Ali se falava àquela altura um
moçárabe com poucos vestígios românicos.
O que Assim Nasceu uma Língua traz de novo ao debate é a
solidez de um painel histórico montado com base na datação
de palavras, incontáveis palavras, e nos padrões que desse
modo podem ser discernidos em seus conjuntos. Etimologia
posta a serviço da história social.
O galego se tornou um estorvo para o país vizinho: como
conceber um idioma que, sendo já igual ao português, existisse
antes de Portugal? Escreve Venâncio: “E é um facto: os
portugueses continuam a imaginar a história anterior a eles
como se o mundo tivesse vivido na expectativa de que um
Portugal surgisse, como se o aparecimento de um Portugal
viesse duma necessidade intrínseca à história mundial”.
Séculos mais tarde, gramáticos lusos incomodados com esse
desencaixe histórico tentariam resolver o problema criando o
conceito do galego-português, língua arcaica da qual teriam
brotado duas. O truque convence muita gente até hoje, mas
Assim Nasceu uma Língua denuncia seu anacronismo, “no
próprio momento em que se inicia a sua escrita, a língua que
Portugal herdou da Galiza apresenta-se gramaticalmente
consolidada, coerente, funcionando em pleno”.
RODRIGUES, Sérgio. Livro notável prova que a língua portuguesa nasceu do
galego. Folha de S. Paulo, São Paulo, 4 maio 2024 Ilustríssima. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2024/05/livro-notavel-prova-quelingua-portuguesa-nasceu-do-galego.shtml> . Acesso em: 24 mai. 2024.
[Adaptado].
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