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Na frase “Juros dos EUA sobem pela quinta vez no ano; taxa é a maior desde 2008.” (g1, 21/09/2022), há uma palavra que apresenta, respectivamente, um ditongo oral e um hiato. Tal palavra é:
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“Entre as grávidas, fisioterapia pélvica não é um assunto totalmente desconhecido. Afinal, a série de exercícios que prepara a gestante para as mudanças corporais típicas do período, assim como o parto, é cada vez mais indicada.
A recomendação, , não é exclusiva para as futuras mães: qualquer mulher pode - e até deve - fazê-la. Existem indicações médicas por trás da fisioterapia pélvica, comuns em casos de disfunção da musculatura, como: incontinências urinárias e fecais, dores na hora de sexo ou provenientes do estreitamento do canal vaginal na menopausa e até cólicas, incluindo as provocadas por endometriose. [...]”
GASPARETTO, Glau; AIDAR, Thaís Lopes. Não é só pra grávida e melhora vida sexual: conheça a fisioterapia pélvica. Universa, 21 de setembro de 2022. Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao /2022/09/21/nao-e-so-pra-gravida-e-melhora-vida-sexual conheca-a-fisioterapia-pelvica.htm. Acesso em: 21 set. 2022.
Tendo em vista a relação entre as informações apresentadas no primeiro e no segundo parágrafos, a lacuna acima NÃO pode ser preenchida pela seguinte conjunção:
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Leia a tirinha a seguir.

GOMES, Sara. Eu tenho a força. Bichinhos de jardim, 01 de junho de 2022. Disponível em: http://bichinhosdejardim.com/wp-content/uploads/2022/06/bdj-220510-web.png. Acesso em: 19 set. 2022.
Na tirinha acima, foi feita uma concordância verbal que pode também se apresentar em outra pessoa do discurso. Assinale a alternativa que indica a oração em que, de acordo com o contexto, tal concordância pode ocorrer.
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Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas de acordo com a ortografia oficial da língua portuguesa.
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“A maior parte das empresas do Reino Unido que participam de um projeto para testar a semana de trabalho de 4 dias disseram que manterão o esquema de trabalho após o fim da fase experimental.
Mais de 70 empresas estão participando do projeto, em que os funcionários trabalharam 80% de suas horas normais de trabalho mantendo a mesma remuneração. Iniciado há três meses, o projeto deve durar mais três.
Dados preliminares mostram que, até agora, a produtividade foi mantida ou melhorada na maioria das empresas.”
SEMANA de trabalho de 4 dias 'passa no teste' e deve ser mantida por empresas no Reino Unido. BBC Brasil, 21 de setembro de 2022. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62963112. Acesso em: 21 set. 2022.
Observando-se a sintaxe de cada uma das orações em destaque no excerto acima, pode-se afirmar que o conectivo QUE presente em ambas:
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Político taiwanês desiste de eleição por plágio em dissertações
O político e administrador de empresas Lin Chih-chien, de 47 anos, desistiu de disputar as eleições para a prefeitura de Taoyuan, a quinta cidade mais populosa de Taiwan, com mais de 2 milhões de habitantes. O anúncio foi feito em agosto, depois que ele perdeu dois títulos de mestre sob acusação de plágio. Um dos títulos havia sido obtido em 2008 na Universidade Chung Hua, em Hinschu, mas se comprovou que a dissertação apresentada por Chih-chien trazia cópias de trechos de um relatório científico feito por dois professores da instituição, reproduzindo até os mesmos erros gramaticais. O segundo título havia sido concedido em 2017 pela Universidade Nacional de Taiwan (NTU), em Taipei. Nesse caso, descobriu-se que 40% do conteúdo de sua dissertação reproduzia trechos e dados do trabalho de um colega da mesma universidade, apresentado um ano antes.
O político disputava o pleito pelo Partido Democrático Progressista (DPP) e liderava as pesquisas de intenções de voto. A eleição será em novembro. Entre 2014 e 2022, Chih-chien comandara a prefeitura de uma outra cidade taiwanesa, Hsinchu, de 450 mil habitantes. A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, que também preside o DPP, expressou apoio a Chih-chien em uma rede social, destacando sua capacidade de liderança e classificando a decisão da NTU de tendenciosa.
Chen Ming-tong, professor-adjunto da NTU e ex-orientador de Chih-chien, saiu em defesa do político. Alegou ter inadvertidamente fornecido os mesmos rascunhos e dados de pesquisa a vários alunos e argumentou que o ex-aluno não teve intenção de plagiar. Políticos de oposição pressionam para que o professor deixe a função na NTU e renuncie ao cargo que ocupa no alto escalão do governo de Taiwan, o de diretor-geral do Departamento de Segurança Nacional do país. Em comunicado divulgado em 16 de agosto, a NTU afirmou que ele permanece na instituição.
POLÍTICO taiwanês desiste de eleição por plágio em dissertações. Pesquisa Fapesp, 19 de setembro de 2022. Boas práticas. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/politico-taiwanes-desiste-de-eleicao-por-plagio-em-dissertacoes/. Acesso em: 19 set. 2022.
De acordo com o que foi explicitado nesse texto,
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Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo
Pesquisa mostra que depressão e estresse comprimem ou dilatam o tempo
Claudio L. Lottenberg
2 de junho de 2022
O tempo é objeto de fantasias e especulações humanas desde que a história passou a ser registrada. Seja como tema de investigação científica, inspiração para a criação artística ou de reverência religiosa, entender o que são passado, presente e futuro, suas relações e mesmo como sentimos sua passagem sempre fez mentes brilhantes trabalharem em busca de respostas.
Do ponto de vista médico, condições como depressão e ansiedade afetam diretamente o sistema cerebral – e tendem a sentir o tempo arrastar-se. Ao passo que, em estados de euforia, o tempo parece voar. A covid-19 fez com que isso ficasse mais evidente, e essa conclusão é relatada no estudo “Time experience during social distancing: A longitudinal study during the first months of COVID-19 pandemic in Brazil” (“Experiência temporal durante o distanciamento social: um estudo longitudinal durante os primeiros meses da pandemia de COVID-19 no Brasil”, em tradução livre), publicado no portal da revista Science Advances.
A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo os pesquisadores, as pessoas entrevistadas responderam questionários por 15 semanas a partir de 6 de maio de 2020 (60 dias após o início do distanciamento social no Brasil). O estudo mostrou que a consciência do tempo – o sentimento no início era de um tempo expandido, dilatado (que levou alguns respondentes a se identificarem com declarações do tipo “Eu me sinto frequentemente entediado”) – sofreu forte influência de fatores psicológicos, como solidão, estresse e emoções positivas. As emoções são, sim, um aspecto crucial de como o tempo é sentido, diz o estudo.
A pesquisa destaca estudos semelhantes feitos na França, na Itália e no Reino Unido, lugares onde se observou que os respondentes, nos dois primeiros países, relataram principalmente a sensação de passagem mais lenta do tempo, enquanto no terceiro houve uma divisão mais equilibrada entre quem sentia o tempo mais arrastado ou mais acelerado. Nos três, no entanto, os relatos apontam altos níveis de estresse, tédio, tristeza, depressão e insatisfação com as interações sociais.
Além disso, essa sensação de tempo passando mais lentamente foi sentida em pessoas mais jovens: o efeito é mais perceptível, segundo o estudo, em pessoas de até 40 anos de idade – a partir daí, a idade não mais se mostrava um fator relevante. A conclusão a que chegaram os pesquisadores foi de que houve uma distorção relevante da percepção da passagem do tempo durante o distanciamento social, sendo que a sensação de tempo dilatado esteve mais associada a emoções e sensações de isolamento, enquanto a de tempo pressionado (“Sinto que o tempo está acabando” foi a declaração comum entre os que responderam nesse sentido) foi mais associada a estresse.
A pesquisa abre espaço para trazer à discussão, por exemplo, os dados sobre saúde mental que se tem registrado após mais de dois anos de pandemia. Um, recente, divulgado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), mostrou um aumento de 25% na prevalência global de ansiedade e depressão no mundo todo. No Brasil, dados de 2021 da Previdência Social mostraram que mais de 75 mil brasileiros foram afastados do trabalho com quadros de depressão (que representa cerca de 37% das licenças médicas pedidas por transtorno mental no país).
Situações como a que mundo todo sofreu com a pandemia e suas inúmeras restrições afetou o modo como cada um de nós olhará para o mundo a partir de agora. Dois anos vividos em semi-isolamento certamente têm um peso. Buscar ajuda, no caso dos que sofrem qualquer das condições apontadas no estudo como ligadas à percepção distorcida da passagem temporal, é fundamental. A pandemia ainda não acabou, mas já avançamos um longo caminho rumo a uma certa “normalização” da vida e da realidade. Que em breve possamos deixar a covid-19 e seus trágicos efeitos no passado, focar nossas forças no presente e estender um olhar otimista ao futuro.
Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.
LOTTENBERG, Claudio. Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo. Forbes Brasil, 02 de junho de 2022. Forbes Saúde. Disponível em: https://forbes.com.br/forbessaude/2022/06/claudio-lottenberg-emocoes-afetam-nossa-sensacao-da-passagem-do-tempo/. Acesso em: 18 set. 2022.
O último período do texto apresentado é formado por um tipo de frase
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Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo
Pesquisa mostra que depressão e estresse comprimem ou dilatam o tempo
Claudio L. Lottenberg
2 de junho de 2022
O tempo é objeto de fantasias e especulações humanas desde que a história passou a ser registrada. Seja como tema de investigação científica, inspiração para a criação artística ou de reverência religiosa, entender o que são passado, presente e futuro, suas relações e mesmo como sentimos sua passagem sempre fez mentes brilhantes trabalharem em busca de respostas.
Do ponto de vista médico, condições como depressão e ansiedade afetam diretamente o sistema cerebral – e tendem a sentir o tempo arrastar-se. Ao passo que, em estados de euforia, o tempo parece voar. A covid-19 fez com que isso ficasse mais evidente, e essa conclusão é relatada no estudo “Time experience during social distancing: A longitudinal study during the first months of COVID-19 pandemic in Brazil” (“Experiência temporal durante o distanciamento social: um estudo longitudinal durante os primeiros meses da pandemia de COVID-19 no Brasil”, em tradução livre), publicado no portal da revista Science Advances.
A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo os pesquisadores, as pessoas entrevistadas responderam questionários por 15 semanas a partir de 6 de maio de 2020 (60 dias após o início do distanciamento social no Brasil). O estudo mostrou que a consciência do tempo – o sentimento no início era de um tempo expandido, dilatado (que levou alguns respondentes a se identificarem com declarações do tipo “Eu me sinto frequentemente entediado”) – sofreu forte influência de fatores psicológicos, como solidão, estresse e emoções positivas. As emoções são, sim, um aspecto crucial de como o tempo é sentido, diz o estudo.
A pesquisa destaca estudos semelhantes feitos na França, na Itália e no Reino Unido, lugares onde se observou que os respondentes, nos dois primeiros países, relataram principalmente a sensação de passagem mais lenta do tempo, enquanto no terceiro houve uma divisão mais equilibrada entre quem sentia o tempo mais arrastado ou mais acelerado. Nos três, no entanto, os relatos apontam altos níveis de estresse, tédio, tristeza, depressão e insatisfação com as interações sociais.
Além disso, essa sensação de tempo passando mais lentamente foi sentida em pessoas mais jovens: o efeito é mais perceptível, segundo o estudo, em pessoas de até 40 anos de idade – a partir daí, a idade não mais se mostrava um fator relevante. A conclusão a que chegaram os pesquisadores foi de que houve uma distorção relevante da percepção da passagem do tempo durante o distanciamento social, sendo que a sensação de tempo dilatado esteve mais associada a emoções e sensações de isolamento, enquanto a de tempo pressionado (“Sinto que o tempo está acabando” foi a declaração comum entre os que responderam nesse sentido) foi mais associada a estresse.
A pesquisa abre espaço para trazer à discussão, por exemplo, os dados sobre saúde mental que se tem registrado após mais de dois anos de pandemia. Um, recente, divulgado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), mostrou um aumento de 25% na prevalência global de ansiedade e depressão no mundo todo. No Brasil, dados de 2021 da Previdência Social mostraram que mais de 75 mil brasileiros foram afastados do trabalho com quadros de depressão (que representa cerca de 37% das licenças médicas pedidas por transtorno mental no país).
Situações como a que mundo todo sofreu com a pandemia e suas inúmeras restrições afetou o modo como cada um de nós olhará para o mundo a partir de agora. Dois anos vividos em semi-isolamento certamente têm um peso. Buscar ajuda, no caso dos que sofrem qualquer das condições apontadas no estudo como ligadas à percepção distorcida da passagem temporal, é fundamental. A pandemia ainda não acabou, mas já avançamos um longo caminho rumo a uma certa “normalização” da vida e da realidade. Que em breve possamos deixar a covid-19 e seus trágicos efeitos no passado, focar nossas forças no presente e estender um olhar otimista ao futuro.
Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.
LOTTENBERG, Claudio. Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo. Forbes Brasil, 02 de junho de 2022. Forbes Saúde. Disponível em: https://forbes.com.br/forbessaude/2022/06/claudio-lottenberg-emocoes-afetam-nossa-sensacao-da-passagem-do-tempo/. Acesso em: 18 set. 2022.
O tipo de formação de palavras presente em “UFABC” (3º parágrafo) e em “Opas” (6º parágrafo) é chamado de
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Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo
Pesquisa mostra que depressão e estresse comprimem ou dilatam o tempo
Claudio L. Lottenberg
2 de junho de 2022
O tempo é objeto de fantasias e especulações humanas desde que a história passou a ser registrada. Seja como tema de investigação científica, inspiração para a criação artística ou de reverência religiosa, entender o que são passado, presente e futuro, suas relações e mesmo como sentimos sua passagem sempre fez mentes brilhantes trabalharem em busca de respostas.
Do ponto de vista médico, condições como depressão e ansiedade afetam diretamente o sistema cerebral – e tendem a sentir o tempo arrastar-se. Ao passo que, em estados de euforia, o tempo parece voar. A covid-19 fez com que isso ficasse mais evidente, e essa conclusão é relatada no estudo “Time experience during social distancing: A longitudinal study during the first months of COVID-19 pandemic in Brazil” (“Experiência temporal durante o distanciamento social: um estudo longitudinal durante os primeiros meses da pandemia de COVID-19 no Brasil”, em tradução livre), publicado no portal da revista Science Advances.
A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo os pesquisadores, as pessoas entrevistadas responderam questionários por 15 semanas a partir de 6 de maio de 2020 (60 dias após o início do distanciamento social no Brasil). O estudo mostrou que a consciência do tempo – o sentimento no início era de um tempo expandido, dilatado (que levou alguns respondentes a se identificarem com declarações do tipo “Eu me sinto frequentemente entediado”) – sofreu forte influência de fatores psicológicos, como solidão, estresse e emoções positivas. As emoções são, sim, um aspecto crucial de como o tempo é sentido, diz o estudo.
A pesquisa destaca estudos semelhantes feitos na França, na Itália e no Reino Unido, lugares onde se observou que os respondentes, nos dois primeiros países, relataram principalmente a sensação de passagem mais lenta do tempo, enquanto no terceiro houve uma divisão mais equilibrada entre quem sentia o tempo mais arrastado ou mais acelerado. Nos três, no entanto, os relatos apontam altos níveis de estresse, tédio, tristeza, depressão e insatisfação com as interações sociais.
Além disso, essa sensação de tempo passando mais lentamente foi sentida em pessoas mais jovens: o efeito é mais perceptível, segundo o estudo, em pessoas de até 40 anos de idade – a partir daí, a idade não mais se mostrava um fator relevante. A conclusão a que chegaram os pesquisadores foi de que houve uma distorção relevante da percepção da passagem do tempo durante o distanciamento social, sendo que a sensação de tempo dilatado esteve mais associada a emoções e sensações de isolamento, enquanto a de tempo pressionado (“Sinto que o tempo está acabando” foi a declaração comum entre os que responderam nesse sentido) foi mais associada a estresse.
A pesquisa abre espaço para trazer à discussão, por exemplo, os dados sobre saúde mental que se tem registrado após mais de dois anos de pandemia. Um, recente, divulgado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), mostrou um aumento de 25% na prevalência global de ansiedade e depressão no mundo todo. No Brasil, dados de 2021 da Previdência Social mostraram que mais de 75 mil brasileiros foram afastados do trabalho com quadros de depressão (que representa cerca de 37% das licenças médicas pedidas por transtorno mental no país).
Situações como a que mundo todo sofreu com a pandemia e suas inúmeras restrições afetou o modo como cada um de nós olhará para o mundo a partir de agora. Dois anos vividos em semi-isolamento certamente têm um peso. Buscar ajuda, no caso dos que sofrem qualquer das condições apontadas no estudo como ligadas à percepção distorcida da passagem temporal, é fundamental. A pandemia ainda não acabou, mas já avançamos um longo caminho rumo a uma certa “normalização” da vida e da realidade. Que em breve possamos deixar a covid-19 e seus trágicos efeitos no passado, focar nossas forças no presente e estender um olhar otimista ao futuro.
Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.
LOTTENBERG, Claudio. Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo. Forbes Brasil, 02 de junho de 2022. Forbes Saúde. Disponível em: https://forbes.com.br/forbessaude/2022/06/claudio-lottenberg-emocoes-afetam-nossa-sensacao-da-passagem-do-tempo/. Acesso em: 18 set. 2022.
Analise as proposições a seguir de acordo com as informações explicitadas no texto de Lottenberg.
I. Os cientistas detectaram o estresse como uma das emoções que suscitaram a percepção de tempo em iminente término.
II. Ao afirmarem que as emoções são aspectos cruciais na percepção da passagem do tempo, os cientistas querem dizer que as emoções são dispensáveis quando se trata de pesquisas sobre o tempo.
III. As emoções provocadas pela pandemia de covid-19 serviram para demonstrar que há, de fato, uma relação entre o que se sente e como o tempo é visto a partir do que é sentido.
Está(ão) CORRETA(S):
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Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo
Pesquisa mostra que depressão e estresse comprimem ou dilatam o tempo
Claudio L. Lottenberg
2 de junho de 2022
O tempo é objeto de fantasias e especulações humanas desde que a história passou a ser registrada. Seja como tema de investigação científica, inspiração para a criação artística ou de reverência religiosa, entender o que são passado, presente e futuro, suas relações e mesmo como sentimos sua passagem sempre fez mentes brilhantes trabalharem em busca de respostas.
Do ponto de vista médico, condições como depressão e ansiedade afetam diretamente o sistema cerebral – e tendem a sentir o tempo arrastar-se. Ao passo que, em estados de euforia, o tempo parece voar. A covid-19 fez com que isso ficasse mais evidente, e essa conclusão é relatada no estudo “Time experience during social distancing: A longitudinal study during the first months of COVID-19 pandemic in Brazil” (“Experiência temporal durante o distanciamento social: um estudo longitudinal durante os primeiros meses da pandemia de COVID-19 no Brasil”, em tradução livre), publicado no portal da revista Science Advances.
A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo os pesquisadores, as pessoas entrevistadas responderam questionários por 15 semanas a partir de 6 de maio de 2020 (60 dias após o início do distanciamento social no Brasil). O estudo mostrou que a consciência do tempo – o sentimento no início era de um tempo expandido, dilatado (que levou alguns respondentes a se identificarem com declarações do tipo “Eu me sinto frequentemente entediado”) – sofreu forte influência de fatores psicológicos, como solidão, estresse e emoções positivas. As emoções são, sim, um aspecto crucial de como o tempo é sentido, diz o estudo.
A pesquisa destaca estudos semelhantes feitos na França, na Itália e no Reino Unido, lugares onde se observou que os respondentes, nos dois primeiros países, relataram principalmente a sensação de passagem mais lenta do tempo, enquanto no terceiro houve uma divisão mais equilibrada entre quem sentia o tempo mais arrastado ou mais acelerado. Nos três, no entanto, os relatos apontam altos níveis de estresse, tédio, tristeza, depressão e insatisfação com as interações sociais.
Além disso, essa sensação de tempo passando mais lentamente foi sentida em pessoas mais jovens: o efeito é mais perceptível, segundo o estudo, em pessoas de até 40 anos de idade – a partir daí, a idade não mais se mostrava um fator relevante. A conclusão a que chegaram os pesquisadores foi de que houve uma distorção relevante da percepção da passagem do tempo durante o distanciamento social, sendo que a sensação de tempo dilatado esteve mais associada a emoções e sensações de isolamento, enquanto a de tempo pressionado (“Sinto que o tempo está acabando” foi a declaração comum entre os que responderam nesse sentido) foi mais associada a estresse.
A pesquisa abre espaço para trazer à discussão, por exemplo, os dados sobre saúde mental que se tem registrado após mais de dois anos de pandemia. Um, recente, divulgado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), mostrou um aumento de 25% na prevalência global de ansiedade e depressão no mundo todo. No Brasil, dados de 2021 da Previdência Social mostraram que mais de 75 mil brasileiros foram afastados do trabalho com quadros de depressão (que representa cerca de 37% das licenças médicas pedidas por transtorno mental no país).
Situações como a que mundo todo sofreu com a pandemia e suas inúmeras restrições afetou o modo como cada um de nós olhará para o mundo a partir de agora. Dois anos vividos em semi-isolamento certamente têm um peso. Buscar ajuda, no caso dos que sofrem qualquer das condições apontadas no estudo como ligadas à percepção distorcida da passagem temporal, é fundamental. A pandemia ainda não acabou, mas já avançamos um longo caminho rumo a uma certa “normalização” da vida e da realidade. Que em breve possamos deixar a covid-19 e seus trágicos efeitos no passado, focar nossas forças no presente e estender um olhar otimista ao futuro.
Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.
LOTTENBERG, Claudio. Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo. Forbes Brasil, 02 de junho de 2022. Forbes Saúde. Disponível em: https://forbes.com.br/forbessaude/2022/06/claudio-lottenberg-emocoes-afetam-nossa-sensacao-da-passagem-do-tempo/. Acesso em: 18 set. 2022.
Qual das alternativas a seguir exprime adequadamente o tema do artigo de Claudio Lottenberg?
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