Foram encontradas 390 questões.
Os níveis de linguagem, também conhecidos como
níveis de fala, correspondem aos diferentes registros
usados pelos falantes, os quais são definidos por
diversos fatores de influência.
Em relação as diferenças existentes entre elas, identifique a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA:
Em relação as diferenças existentes entre elas, identifique a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA:
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Durante o planejamento de uma viagem de avião, é
comum surgirem algumas dúvidas quanto à arrumação
das malas, como o que não pode levar na mala de mão.
Na bagagem de mão é proibido levar armas de fogo e
armas brancas (inclusive réplicas). A única exceção a
essa regra é em casos de agentes públicos que
precisam estar portando esse objeto para cumprimento
do seu trabalho. Situações de escolta são um exemplo
disso.
Ferramentas e utensílios também são proibidos na mala de mão. As únicas exceções são os saca-rolhas e os canivetes com lâmina de até 6 cm. Objetos inflamáveis e explosivos não podem estar nessa bagagem, exceto isqueiros de até 8 cm e pacotes com até 40 fósforos transportados junto ao corpo do passageiro.
(https://www.rioquente.com.br/blog/entenda-o-que-no-pode-levarem-viagem-de-avio-nacional adaptado)
As funções da linguagem são recursos de comunicação que se ajustam ao objetivo do emissor, destacando a mensagem transmitida e considerando o contexto em que ocorre a interação.
No trecho acima a função da linguagem predominante é:
Ferramentas e utensílios também são proibidos na mala de mão. As únicas exceções são os saca-rolhas e os canivetes com lâmina de até 6 cm. Objetos inflamáveis e explosivos não podem estar nessa bagagem, exceto isqueiros de até 8 cm e pacotes com até 40 fósforos transportados junto ao corpo do passageiro.
(https://www.rioquente.com.br/blog/entenda-o-que-no-pode-levarem-viagem-de-avio-nacional adaptado)
As funções da linguagem são recursos de comunicação que se ajustam ao objetivo do emissor, destacando a mensagem transmitida e considerando o contexto em que ocorre a interação.
No trecho acima a função da linguagem predominante é:
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A descrição é um tipo textual que tem como objetivo
expor, detalhar e especificar as características (de uma
pessoa, de um objeto, de uma situação etc.) a fim de
construir no leitor uma espécie de imagem mental. Ela é
comumente encontrada em textos narrativos, científicos
ou mesmo informativos devido a sua capacidade ampla
de tratar de uma diversidade de elementos.
(https://brasilescola.uol.com.br/redacao/descricao-.htm)
Algumas particularidades diferenciam o texto descritivo dos demais, conforme demonstrado nas alternativas abaixo, EXCETO:
(https://brasilescola.uol.com.br/redacao/descricao-.htm)
Algumas particularidades diferenciam o texto descritivo dos demais, conforme demonstrado nas alternativas abaixo, EXCETO:
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De acordo com Evanildo Bechara, as figuras de
linguagem são recursos expressivos que se revelam pelo
modo não convencional com que as palavras são
trabalhadas. Por motivos variados, ultrapassam o limite
de sua primitiva 'esfera semântica' e assumem valores
novos.
Com base nessas informações, analise as frases abaixo:
"Uma mentira fria e amarga, capaz de corroer a confiança e deixar cicatrizes profundas."
"O cheiro doce e verde do capim trazia recordações da fazenda."
"Um doce abraço indicava que o pai desculpara o filho."
A figura de linguagem que está presente em todas as frases é:
Com base nessas informações, analise as frases abaixo:
"Uma mentira fria e amarga, capaz de corroer a confiança e deixar cicatrizes profundas."
"O cheiro doce e verde do capim trazia recordações da fazenda."
"Um doce abraço indicava que o pai desculpara o filho."
A figura de linguagem que está presente em todas as frases é:
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"A semântica é o estudo do significado nos mais diversos
níveis do discurso, estudando como a estrutura de sons,
sílabas, palavras e enunciados impacta em seu
significado e em sua compreensão. É por meio da
semântica que se desenvolvem conceitos como o de
palavras sinônimas, antônimas ou parônimas, de
conotação e denotação, de ambiguidade e polissemia,
entre outros."
(https://brasilescola.uol.com.br/portugues/semantica.htm)
Tendo isso como referência, analise as afirmativas a seguir:
I.Homonímia é a propriedade de duas ou mais formas, inteiramente distintas pela significação ou função, terem a mesma estrutura fonológica, os mesmos fonemas, dispostos na mesma ordem e subordinados ao mesmo tipo de acentuação, como no exemplo: "Os supermercados precisam apreçar as mercadorias" e "É preciso apressar a noiva."
II.Em " A pesquisa ainda está muito incipiente ", o vocábulo 'incipiente' é um exemplo de palavra parônima que foi empregada corretamente.
III.Os vocábulos: 'gelado', 'glacial', 'tépido', 'morno' e 'fresco' pertencem ao mesmo campo léxico.
Estão corretas:
(https://brasilescola.uol.com.br/portugues/semantica.htm)
Tendo isso como referência, analise as afirmativas a seguir:
I.Homonímia é a propriedade de duas ou mais formas, inteiramente distintas pela significação ou função, terem a mesma estrutura fonológica, os mesmos fonemas, dispostos na mesma ordem e subordinados ao mesmo tipo de acentuação, como no exemplo: "Os supermercados precisam apreçar as mercadorias" e "É preciso apressar a noiva."
II.Em " A pesquisa ainda está muito incipiente ", o vocábulo 'incipiente' é um exemplo de palavra parônima que foi empregada corretamente.
III.Os vocábulos: 'gelado', 'glacial', 'tépido', 'morno' e 'fresco' pertencem ao mesmo campo léxico.
Estão corretas:
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A compreensão e interpretação de texto são duas ações
que estão relacionadas, uma vez que quando se
compreende corretamente um texto e seu propósito
comunicativo chegamos a determinadas conclusões
(interpretação).
(https://www.todamateria.com.br/compreensao-e-interpretacao-de-textos/)
Diante dessas informações, numere a 1ª relação de acordo com a 2ª:
Coluna 1
(1)Compreensão de texto. (2)Interpretação de texto.
Coluna 2
(__)É a análise do que está escrito no texto, a análise das frases e ideias presentes.
(__)Envolve a capacidade de chegar a determinadas conclusões após fazer a leitura de algum tipo de texto (visual, auditivo, escrito, oral).
(__)É algo subjetivo e que pode variar de leitor para leitor.
(__)Trabalha com a objetividade, com as frases e palavras que estão escritas no texto.
A sequência numérica que completa os espaços corretamente é:
(https://www.todamateria.com.br/compreensao-e-interpretacao-de-textos/)
Diante dessas informações, numere a 1ª relação de acordo com a 2ª:
Coluna 1
(1)Compreensão de texto. (2)Interpretação de texto.
Coluna 2
(__)É a análise do que está escrito no texto, a análise das frases e ideias presentes.
(__)Envolve a capacidade de chegar a determinadas conclusões após fazer a leitura de algum tipo de texto (visual, auditivo, escrito, oral).
(__)É algo subjetivo e que pode variar de leitor para leitor.
(__)Trabalha com a objetividade, com as frases e palavras que estão escritas no texto.
A sequência numérica que completa os espaços corretamente é:
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Quanto à ambiguidade e à polissemia, analise as
afirmativas a seguir e identifique a que apresenta uma
informação INCORRETA:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ruth Rocha, de 'Marcelo, Marmelo, Martelo', fecha
contrato até 108 anos: 'Não aguento fazer muita
coisa, mas gosto muito de escrever'
Obra atravessada pela ditadura e pela covid-19
Em dezembro de 2023, Ruth lançou O Grande Livro dos
Macacos, com curiosidades sobre esses animais e sobre
a Teoria da Evolução de Charles Darwin.
Foi, diz a filha Mariana, uma forma de se contrapor ao
negacionismo da ciência que angustiava a escritora
durante a pandemia de covid-19 — ela dedicou o livro
aos cientistas.
Duas das páginas trazem desenhos de Miguel, neto de
Ruth, que é designer. "Ele não faz esse tipo de desenho,
fez porque eu pedi", diz a avó, orgulhosa.
A indignação com questões políticas e sociais foi ponto
de partida para as histórias de Ruth em outros momentos
de sua carreira.
Livros como O Reizinho Mandão, por exemplo,
criticavam o autoritarismo em plena ditadura militar, mas
não chamavam a atenção dos órgãos de censura.
"Ninguém levava muito a sério literatura infantil, achavam
que era bobagem", diz Ruth.
Ela lembra de quando, ainda na ditadura, recebeu um
prêmio diretamente das mãos de um ministro da
Educação por outra obra que tocava em assuntos como
poder e democracia: O rei que não sabia de nada.
Se os livros sobre governantes autoritários enganaram
os censores, não passaram batido pelas crianças.
Ruth conta que em uma ocasião, após contar a história
de O Reizinho Mandão, um pequeno leitor disse a ela:
"Mas esse é o presidente da República!".
Ela tentou disfarçar. "Eu falei: 'Não, imagina, é um irmão
mandão, um pai mandão'. Aí ele perguntou: 'Você não
tem medo da polícia?' Respondi que sim, tinha muito
medo."
Formada em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de
Sociologia e Política de São Paulo, Ruth começou a
escrever histórias infantis a pedido de uma amiga, Sonia
Robatto, diretora da Recreio — revista da editora Abril
que a própria Ruth dirigiu posteriormente.
A sugestão de Sonia foi bastante veemente.
"Ela queria que eu fizesse uma história. Eu falava: eu
conto histórias para a Mariana, mas eu não sei contar
outras histórias. Ela ficava: conta, conta, conta, conta.
Até que um dia, ela me trancou na casa dela. E eu sentei
e escrevi", lembra Ruth.
Essa primeira história que Ruth publicou, até hoje muito
conhecida dos leitores, é sua versão do clássico Romeu
e Julieta com duas borboletas como personagens: uma azul e uma amarela, que não podiam brincar juntas por
terem cores diferentes.
Era, segundo ela, uma forma de abordar o preconceito
sem perder a fantasia e a ludicidade de uma boa história
infantil, característica que acompanhou a escrita da
autora ao longo de sua carreira.
"Os livros dela agradam demais aos professores, são
adotados em massa pelas escolas e às vezes as
pessoas querem colocar como educativo", diz Mariana.
"É um trabalho que inspira conhecimento e
transformação, mas ela sempre fala: minha obra não é
didática."
Ruth afirma que sua intenção é despertar nas crianças o
mesmo prazer pela literatura que ela tem desde sua
infância, quando ouvia histórias contadas por seus pais e
avós e pegava livros emprestados toda semana em uma
biblioteca.
"A vida inteira eu tinha muitas ideias. Eu estava
escrevendo uma história e já saía com três ideias para
escrever, ficava com aquilo na cabeça", conta.
De suas 218 obras, ela diz que não tem uma favorita,
mas admite que algumas são especiais, citando Marcelo,
Marmelo, Martelo, Quando eu comecei a crescer e Um
cantinho só pra mim.
Esses dois últimos têm um forte teor autobiográfico,
segundo Mariana.
"Minha mãe é muito faladeira e sociável, mas ela curte
muito também ficar sozinha, ter momentos de quietude,
no mundo dela, pensando na vida", aponta a filha de
Ruth.
"Acho que isso também propiciou a criação, a imersão
no mundo da Imaginação."
Mariana conta que recebe muitas manifestações de
carinho de leitores de diferentes gerações.
"Minha mãe fez parte da infância e do crescimento de
muita gente. Pessoas falam que a literatura dela
transformou suas vidas, porque mostrou uma amplitude
de possibilidades para o ser humano se desenvolver",
diz Mariana.
"Tem gente que chora e eu choro junto. É muito bonito."
Apesar das mudanças trazidas pela velhice, Ruth
continua escrevendo — à mão, em pranchetas.
Ela acabou de terminar uma obra que chamou de
Histórias pequeninas de gente pequenina e está
trabalhando em um texto com uma nova versão do conto
de Cinderela.
"Não aguento fazer muita coisa, mas eu gosto muito [de
escrever]. É a minha vida."
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd6ve1zv5n1o)
Quanto à acentuação dos vocábulos retirados do texto, analise as afirmativas a seguir e identifique aquela que apresenta uma informação INCORRETA:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ruth Rocha, de 'Marcelo, Marmelo, Martelo', fecha
contrato até 108 anos: 'Não aguento fazer muita
coisa, mas gosto muito de escrever'
Obra atravessada pela ditadura e pela covid-19
Em dezembro de 2023, Ruth lançou O Grande Livro dos
Macacos, com curiosidades sobre esses animais e sobre
a Teoria da Evolução de Charles Darwin.
Foi, diz a filha Mariana, uma forma de se contrapor ao
negacionismo da ciência que angustiava a escritora
durante a pandemia de covid-19 — ela dedicou o livro
aos cientistas.
Duas das páginas trazem desenhos de Miguel, neto de
Ruth, que é designer. "Ele não faz esse tipo de desenho,
fez porque eu pedi", diz a avó, orgulhosa.
A indignação com questões políticas e sociais foi ponto
de partida para as histórias de Ruth em outros momentos
de sua carreira.
Livros como O Reizinho Mandão, por exemplo,
criticavam o autoritarismo em plena ditadura militar, mas
não chamavam a atenção dos órgãos de censura.
"Ninguém levava muito a sério literatura infantil, achavam
que era bobagem", diz Ruth.
Ela lembra de quando, ainda na ditadura, recebeu um
prêmio diretamente das mãos de um ministro da
Educação por outra obra que tocava em assuntos como
poder e democracia: O rei que não sabia de nada.
Se os livros sobre governantes autoritários enganaram
os censores, não passaram batido pelas crianças.
Ruth conta que em uma ocasião, após contar a história
de O Reizinho Mandão, um pequeno leitor disse a ela:
"Mas esse é o presidente da República!".
Ela tentou disfarçar. "Eu falei: 'Não, imagina, é um irmão
mandão, um pai mandão'. Aí ele perguntou: 'Você não
tem medo da polícia?' Respondi que sim, tinha muito
medo."
Formada em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de
Sociologia e Política de São Paulo, Ruth começou a
escrever histórias infantis a pedido de uma amiga, Sonia
Robatto, diretora da Recreio — revista da editora Abril
que a própria Ruth dirigiu posteriormente.
A sugestão de Sonia foi bastante veemente.
"Ela queria que eu fizesse uma história. Eu falava: eu
conto histórias para a Mariana, mas eu não sei contar
outras histórias. Ela ficava: conta, conta, conta, conta.
Até que um dia, ela me trancou na casa dela. E eu sentei
e escrevi", lembra Ruth.
Essa primeira história que Ruth publicou, até hoje muito
conhecida dos leitores, é sua versão do clássico Romeu
e Julieta com duas borboletas como personagens: uma azul e uma amarela, que não podiam brincar juntas por
terem cores diferentes.
Era, segundo ela, uma forma de abordar o preconceito
sem perder a fantasia e a ludicidade de uma boa história
infantil, característica que acompanhou a escrita da
autora ao longo de sua carreira.
"Os livros dela agradam demais aos professores, são
adotados em massa pelas escolas e às vezes as
pessoas querem colocar como educativo", diz Mariana.
"É um trabalho que inspira conhecimento e
transformação, mas ela sempre fala: minha obra não é
didática."
Ruth afirma que sua intenção é despertar nas crianças o
mesmo prazer pela literatura que ela tem desde sua
infância, quando ouvia histórias contadas por seus pais e
avós e pegava livros emprestados toda semana em uma
biblioteca.
"A vida inteira eu tinha muitas ideias. Eu estava
escrevendo uma história e já saía com três ideias para
escrever, ficava com aquilo na cabeça", conta.
De suas 218 obras, ela diz que não tem uma favorita,
mas admite que algumas são especiais, citando Marcelo,
Marmelo, Martelo, Quando eu comecei a crescer e Um
cantinho só pra mim.
Esses dois últimos têm um forte teor autobiográfico,
segundo Mariana.
"Minha mãe é muito faladeira e sociável, mas ela curte
muito também ficar sozinha, ter momentos de quietude,
no mundo dela, pensando na vida", aponta a filha de
Ruth.
"Acho que isso também propiciou a criação, a imersão
no mundo da Imaginação."
Mariana conta que recebe muitas manifestações de
carinho de leitores de diferentes gerações.
"Minha mãe fez parte da infância e do crescimento de
muita gente. Pessoas falam que a literatura dela
transformou suas vidas, porque mostrou uma amplitude
de possibilidades para o ser humano se desenvolver",
diz Mariana.
"Tem gente que chora e eu choro junto. É muito bonito."
Apesar das mudanças trazidas pela velhice, Ruth
continua escrevendo — à mão, em pranchetas.
Ela acabou de terminar uma obra que chamou de
Histórias pequeninas de gente pequenina e está
trabalhando em um texto com uma nova versão do conto
de Cinderela.
"Não aguento fazer muita coisa, mas eu gosto muito [de
escrever]. É a minha vida."
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd6ve1zv5n1o)
O vocábulo 'bastante' no trecho possui a mesma função sintática do destacado em:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ruth Rocha, de 'Marcelo, Marmelo, Martelo', fecha
contrato até 108 anos: 'Não aguento fazer muita
coisa, mas gosto muito de escrever'
Obra atravessada pela ditadura e pela covid-19
Em dezembro de 2023, Ruth lançou O Grande Livro dos
Macacos, com curiosidades sobre esses animais e sobre
a Teoria da Evolução de Charles Darwin.
Foi, diz a filha Mariana, uma forma de se contrapor ao
negacionismo da ciência que angustiava a escritora
durante a pandemia de covid-19 — ela dedicou o livro
aos cientistas.
Duas das páginas trazem desenhos de Miguel, neto de
Ruth, que é designer. "Ele não faz esse tipo de desenho,
fez porque eu pedi", diz a avó, orgulhosa.
A indignação com questões políticas e sociais foi ponto
de partida para as histórias de Ruth em outros momentos
de sua carreira.
Livros como O Reizinho Mandão, por exemplo,
criticavam o autoritarismo em plena ditadura militar, mas
não chamavam a atenção dos órgãos de censura.
"Ninguém levava muito a sério literatura infantil, achavam
que era bobagem", diz Ruth.
Ela lembra de quando, ainda na ditadura, recebeu um
prêmio diretamente das mãos de um ministro da
Educação por outra obra que tocava em assuntos como
poder e democracia: O rei que não sabia de nada.
Se os livros sobre governantes autoritários enganaram
os censores, não passaram batido pelas crianças.
Ruth conta que em uma ocasião, após contar a história
de O Reizinho Mandão, um pequeno leitor disse a ela:
"Mas esse é o presidente da República!".
Ela tentou disfarçar. "Eu falei: 'Não, imagina, é um irmão
mandão, um pai mandão'. Aí ele perguntou: 'Você não
tem medo da polícia?' Respondi que sim, tinha muito
medo."
Formada em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de
Sociologia e Política de São Paulo, Ruth começou a
escrever histórias infantis a pedido de uma amiga, Sonia
Robatto, diretora da Recreio — revista da editora Abril
que a própria Ruth dirigiu posteriormente.
A sugestão de Sonia foi bastante veemente.
"Ela queria que eu fizesse uma história. Eu falava: eu
conto histórias para a Mariana, mas eu não sei contar
outras histórias. Ela ficava: conta, conta, conta, conta.
Até que um dia, ela me trancou na casa dela. E eu sentei
e escrevi", lembra Ruth.
Essa primeira história que Ruth publicou, até hoje muito
conhecida dos leitores, é sua versão do clássico Romeu
e Julieta com duas borboletas como personagens: uma azul e uma amarela, que não podiam brincar juntas por
terem cores diferentes.
Era, segundo ela, uma forma de abordar o preconceito
sem perder a fantasia e a ludicidade de uma boa história
infantil, característica que acompanhou a escrita da
autora ao longo de sua carreira.
"Os livros dela agradam demais aos professores, são
adotados em massa pelas escolas e às vezes as
pessoas querem colocar como educativo", diz Mariana.
"É um trabalho que inspira conhecimento e
transformação, mas ela sempre fala: minha obra não é
didática."
Ruth afirma que sua intenção é despertar nas crianças o
mesmo prazer pela literatura que ela tem desde sua
infância, quando ouvia histórias contadas por seus pais e
avós e pegava livros emprestados toda semana em uma
biblioteca.
"A vida inteira eu tinha muitas ideias. Eu estava
escrevendo uma história e já saía com três ideias para
escrever, ficava com aquilo na cabeça", conta.
De suas 218 obras, ela diz que não tem uma favorita,
mas admite que algumas são especiais, citando Marcelo,
Marmelo, Martelo, Quando eu comecei a crescer e Um
cantinho só pra mim.
Esses dois últimos têm um forte teor autobiográfico,
segundo Mariana.
"Minha mãe é muito faladeira e sociável, mas ela curte
muito também ficar sozinha, ter momentos de quietude,
no mundo dela, pensando na vida", aponta a filha de
Ruth.
"Acho que isso também propiciou a criação, a imersão
no mundo da Imaginação."
Mariana conta que recebe muitas manifestações de
carinho de leitores de diferentes gerações.
"Minha mãe fez parte da infância e do crescimento de
muita gente. Pessoas falam que a literatura dela
transformou suas vidas, porque mostrou uma amplitude
de possibilidades para o ser humano se desenvolver",
diz Mariana.
"Tem gente que chora e eu choro junto. É muito bonito."
Apesar das mudanças trazidas pela velhice, Ruth
continua escrevendo — à mão, em pranchetas.
Ela acabou de terminar uma obra que chamou de
Histórias pequeninas de gente pequenina e está
trabalhando em um texto com uma nova versão do conto
de Cinderela.
"Não aguento fazer muita coisa, mas eu gosto muito [de
escrever]. É a minha vida."
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd6ve1zv5n1o)
Em relação ao período acima, é INCORRETO afirmar que:
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