Foram encontradas 233 questões.
rejeição do “equilíbrio de poder”.
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o papel de “profetas da nova ordem internacional”.
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O Japão se beneficiou mais do que a Inglaterra com a inédita aliança bilateral estabelecida em 1902.
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Ao saírem de seu isolamento, os Estados Unidos da América (EUA) dirigiram sua expansão para o Pacífico, tendo criado uma esquadra autônoma para aquela zona.
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Texto – para a questão
A poesia ao meu alcance só podia ser a humilde nota individual; mas, como eu disse, não encontrei em mim a tecla do verso, cuja ressonância interior não se confunde com a de nenhum timbre artificial. Quando mesmo, porém, eu tivesse recebido o dom do verso, teria naufragado, porque não nasci artista. Acredito ter recebido como escritor, tudo é relativo, um pouco de sentimento, um pouco de pensamento, um pouco de poesia, o que tudo junto pode dar, em quem não teve o verso, uma certa medida de prosa rítmica; mas da arte não recebi senão a aspiração por ela, a sensação do órgão incompleto e não formado, o pesar de que a natureza me esquecesse no seu coro, o vácuo da inspiração que me falta... Ustedes me entienden. “O artista — disse Novalis — deve querer e poder representar tudo”. Dessa faculdade de representar, de criar a menor representação das coisas — quanto mais uma realidade mais alta do que a realidade, como queria Goethe — fui inteiramente privado. Nem todos os que têm o dom do verso são por natureza artistas, e nem todos os artistas têm o dom do verso; a prosa os possui como a poesia; a mim, porém, não coube em partilha nem o verso nem a arte.
É singular como, entre nós, se distribui o título de artista. Muitas vezes, tenho lido e ouvido falar de Rui Barbosa como de um artista, pelo modo por que escreve a prosa. No mesmo sentido, poder-se-ia chamar a Krupp artista: a fundição é, de alguma forma, uma arte, uma arte ciclópica, e de Rui Barbosa não é exagerado dizer, pelos blocos de ideias uns sobre os outros e pelos raios que funde, que é verdadeiramente um ciclope intelectual. Mas o artista? Existirá nele a camada da arte? Se existe, e é bem natural, ainda jaz desconhecida dele mesmo por baixo das superposições da erudição e das leituras. Eu mesmo já insinuei uma vez: ninguém sabe o diamante que ele nos revelaria, se tivesse a coragem de cortar, sem piedade, a montanha de luz, cuja grandeza tem ofuscado a República, e de reduzi-la a uma pedra.
Joaquim Nabuco. Minha formação. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981, p. 64-65.
Assinale a opção que apresenta o trecho do texto em que foi empregada apenas linguagem denotativa.
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Texto – para a questão
É uma tecla muito batida pelos que procuram estudar o caráter dos brasileiros o gosto que estes revelam pela improvisação em todos os ramos de atividade. A cada passo, se verifica o pendor deles para as tarefas improvisadas, de que, não raro, se saem com brilho e galhardia. Isso de se preparar longa e pacientemente para resolver os problemas próprios a uma especialidade não vai muito com eles. Improvisam-se os nossos sociólogos, improvisam-se os nossos estadistas, improvisam-se os nossos linguistas.
Os nossos grandes poetas podem se contar pelos dedos, e nenhum tivemos até hoje capaz de uma destas obras de fôlego, como a Divina Comédia, o Fausto ou Os Lusíadas, onde, escolhido o tema capital, o seu autor põe, ao lado das ideias-mestras da cultura do seu tempo, toda a sua inteligência e toda a sua sensibilidade. Agora, abancai ao zinco de um bar em dias de carnaval e, aparecendo um violão, vereis com que facilidade o malandro mais desprovido de letras inventa um despotismo de quadrinhas de desafio ou de embolada. Isso na cidade. No sertão, então, nem se fala. Para os matutos do Nordeste, “poeta” só é o sujeito capaz de improvisar na boca da viola. Não sei quem foi o literato que, de uma feita, recitou para uns cantadores do sertão algumas poesias de Bilac. Os homens ouviram calados, mas depois indagaram se Bilac era “poeta” mesmo. — Como poeta mesmo? — Nós queremo sabê se ele é capaz mêmo de improvisá na viola...
Manuel Bandeira. O dedo de Deus, o dedo do alemão e o dedo do brasileiro. In: Crônicas inéditas II, 1930-1944. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p.16.
Com relação ao texto, julgue C ou E.
No texto, os traços da cultura brasileira destacados servem de contraponto à apologia do pendor literário dos estrangeiros, sustentada nas premissas de que estes são mais sensíveis que os autores brasileiros e de que empenham plenamente sua inteligência na produção de suas obras.
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A Doutrina Truman demonstrava preocupação imediata com a situação na Grécia e na Turquia, países estrategicamente importantes para a política externa dos EUA.
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O FMI e o BIRD emanaram da Carta de Havana (1947). Por sua vez, o GATT foi criado pelo Acordo de Bretton Woods (1944), tendo sido o Brasil um dos 23 signatários originais.
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A publicação do Manifesto Comunista, de Marx e Engels, tornou-se, rapidamente, a referência ideológica do movimento revolucionário em toda a Europa.
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Texto – para a questão
A poesia ao meu alcance só podia ser a humilde nota individual; mas, como eu disse, não encontrei em mim a tecla do verso, cuja ressonância interior não se confunde com a de nenhum timbre artificial. Quando mesmo, porém, eu tivesse recebido o dom do verso, teria naufragado, porque não nasci artista. Acredito ter recebido como escritor, tudo é relativo, um pouco de sentimento, um pouco de pensamento, um pouco de poesia, o que tudo junto pode dar, em quem não teve o verso, uma certa medida de prosa rítmica; mas da arte não recebi senão a aspiração por ela, a sensação do órgão incompleto e não formado, o pesar de que a natureza me esquecesse no seu coro, o vácuo da inspiração que me falta... Ustedes me entienden. “O artista — disse Novalis — deve querer e poder representar tudo”. Dessa faculdade de representar, de criar a menor representação das coisas — quanto mais uma realidade mais alta do que a realidade, como queria Goethe — fui inteiramente privado. Nem todos os que têm o dom do verso são por natureza artistas, e nem todos os artistas têm o dom do verso; a prosa os possui como a poesia; a mim, porém, não coube em partilha nem o verso nem a arte.
É singular como, entre nós, se distribui o título de artista. Muitas vezes, tenho lido e ouvido falar de Rui Barbosa como de um artista, pelo modo por que escreve a prosa. No mesmo sentido, poder-se-ia chamar a Krupp artista: a fundição é, de alguma forma, uma arte, uma arte ciclópica, e de Rui Barbosa não é exagerado dizer, pelos blocos de ideias uns sobre os outros e pelos raios que funde, que é verdadeiramente um ciclope intelectual. Mas o artista? Existirá nele a camada da arte? Se existe, e é bem natural, ainda jaz desconhecida dele mesmo por baixo das superposições da erudição e das leituras. Eu mesmo já insinuei uma vez: ninguém sabe o diamante que ele nos revelaria, se tivesse a coragem de cortar, sem piedade, a montanha de luz, cuja grandeza tem ofuscado a República, e de reduzi-la a uma pedra.
Joaquim Nabuco. Minha formação. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981, p. 64-65.
Com relação ao texto, julgue C ou E.
Segundo o escritor, a arte e o dom do verso são aptidões inatas, como evidencia o emprego, entre outros, do verbo receber, nas linhas 2, 3 e 4, e da expressão “órgão incompleto e não formado” (l.5).
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