Foram encontradas 50 questões.
Analise a expressão a seguir.
\( \left \{ [sen ({ \large \pi \over 2} + x). cos ({ \large 3\pi \over 2} - x)] + { \large sen (2\pi - x) . cos(\pi - x) \over tg( { \large \pi \over 2} + x) . cotg ({ \large 3\pi \over 2} - x)}\right\} \)
A simplificação dessa expressão está corretamente representada em qual das opções abaixo?
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Texto 01
Para que serve a literatura
Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial, quando chegaram num campo de concentração que contava com inúmeros prisioneiros inocentes, os soldados de uma das divisões das tropas aliadas surpreenderam alguns de seus inimigos nazistas sentados e calmamente lendo uma das obras mais importantes e humanistas da literatura universal: nada menos do que Fausto, de Goethe.
A leitura daquele livro não tornava seus leitores menos culpados pelo horror que estava sendo cometido por eles próprios. Também não impedia que cada um daqueles soldados literatos cumprissem com suas atribuições de prender, torturar e matar seus semelhantes como nenhum outro animal além do humano é capaz de fazer.
Nada mais desconfortante para os defensores da literatura como forma de humanização do que a ideia de que o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e funesta.
Apesar disso, como nos ensina o critico literário Antônio Cândido, a literatura contribui para que se confirmem em cada um de nós " ... aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor".
A literatura serve, por certo, para dar prazer e satisfação para todos, mas só os bons levam a sério suas mensagens humanistas: os demais permanecem indiferentes. Bons livros não convencem uma pessoa má a melhorar. Pode-se supor que alguém que tenha sido pago para assassinar, na sua infância, tenha sido um leitor assíduo de Monteiro Lobato.
Sabe-se que as mensagens humanistas dos livros só atingem as pessoas predispostas para sua recepção. É provável que os romancistas estejam condenados a "pregar aos convertidos", a convencer aos convencidos, como tinha o costume de escrever o sociólogo Pierre Bourdieu.
Mesmo assim, um pioneiro investigador dos segredos humanos com Freud não prescindia dos conhecimentos propiciados pela literatura. Para o fundador da psicanálise, " ... os poetas e romancistas são aliados preciosos, e seu testemunho deve ser tido em alta estima, pois eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas com as quais nossa sabedoria escolar não poderia sequer sonhar. Eles são para nós, que não passamos de homens vulgares, mestres do conhecimento da alma, pois se banham em fontes que ainda não se tornaram acessíveis à ciência".
Com tudo isso, não deixo de pensar que após a leitura de um livro como Levantado do Chão, de Saramago, que descreve o sofrimento e a luta dos trabalhadores rurais portugueses, nenhum dirigente do Fundo Monetário Internacional deixará de impor aos países devedores as medidas econômicas que levam a fome e o sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo.
Talvez a literatura sirva mesmo é para convencer os convencidos a permanecerem contra todas as formas de opressão do humano. Se servem para tanto, isso já é um grande bem, pois, embora aqueles que não praticam o bem continuem difundindo o mal, não conseguirão jamais impor a ideia de que ser humano é ser apenas como são.
PRAXEDES, Walter Lúcio de Alencar. Para que serve a literatura. Revista
Espaço Acadêmico, Brasília, ano II, n.15, ago, 2008. Disponível em:
«http://www.espacoacademico.com.br/015/15wlap.htm».
Acesso em 10 de março de 2023. Texto adaptado.
Com base no texto 01, assinale a opção correta.
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Texto 01
Para que serve a literatura
Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial, quando chegaram num campo de concentração que contava com inúmeros prisioneiros inocentes, os soldados de uma das divisões das tropas aliadas surpreenderam alguns de seus inimigos nazistas sentados e calmamente lendo uma das obras mais importantes e humanistas da literatura universal: nada menos do que Fausto, de Goethe.
A leitura daquele livro não tornava seus leitores menos culpados pelo horror que estava sendo cometido por eles próprios. Também não impedia que cada um daqueles soldados literatos cumprissem com suas atribuições de prender, torturar e matar seus semelhantes como nenhum outro animal além do humano é capaz de fazer.
Nada mais desconfortante para os defensores da literatura como forma de humanização do que a ideia de que o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e funesta.
Apesar disso, como nos ensina o critico literário Antônio Cândido, a literatura contribui para que se confirmem em cada um de nós " ... aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor".
A literatura serve, por certo, para dar prazer e satisfação para todos, mas só os bons levam a sério suas mensagens humanistas: os demais permanecem indiferentes. Bons livros não convencem uma pessoa má a melhorar. Pode-se supor que alguém que tenha sido pago para assassinar, na sua infância, tenha sido um leitor assíduo de Monteiro Lobato.
Sabe-se que as mensagens humanistas dos livros só atingem as pessoas predispostas para sua recepção. É provável que os romancistas estejam condenados a "pregar aos convertidos", a convencer aos convencidos, como tinha o costume de escrever o sociólogo Pierre Bourdieu.
Mesmo assim, um pioneiro investigador dos segredos humanos com Freud não prescindia dos conhecimentos propiciados pela literatura. Para o fundador da psicanálise, " ... os poetas e romancistas são aliados preciosos, e seu testemunho deve ser tido em alta estima, pois eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas com as quais nossa sabedoria escolar não poderia sequer sonhar. Eles são para nós, que não passamos de homens vulgares, mestres do conhecimento da alma, pois se banham em fontes que ainda não se tornaram acessíveis à ciência".
Com tudo isso, não deixo de pensar que após a leitura de um livro como Levantado do Chão, de Saramago, que descreve o sofrimento e a luta dos trabalhadores rurais portugueses, nenhum dirigente do Fundo Monetário Internacional deixará de impor aos países devedores as medidas econômicas que levam a fome e o sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo.
Talvez a literatura sirva mesmo é para convencer os convencidos a permanecerem contra todas as formas de opressão do humano. Se servem para tanto, isso já é um grande bem, pois, embora aqueles que não praticam o bem continuem difundindo o mal, não conseguirão jamais impor a ideia de que ser humano é ser apenas como são.
PRAXEDES, Walter Lúcio de Alencar. Para que serve a literatura. Revista
Espaço Acadêmico, Brasília, ano II, n.15, ago, 2008. Disponível em:
«http://www.espacoacademico.com.br/015/15wlap.htm».
Acesso em 10 de março de 2023. Texto adaptado.
No trecho "Sabe-se que as mensagens humanistas dos livros só atingem [...]" (6°§), qual é a correta classificação sintática do termo destacado?
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Texto 01
Para que serve a literatura
Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial, quando chegaram num campo de concentração que contava com inúmeros prisioneiros inocentes, os soldados de uma das divisões das tropas aliadas surpreenderam alguns de seus inimigos nazistas sentados e calmamente lendo uma das obras mais importantes e humanistas da literatura universal: nada menos do que Fausto, de Goethe.
A leitura daquele livro não tornava seus leitores menos culpados pelo horror que estava sendo cometido por eles próprios. Também não impedia que cada um daqueles soldados literatos cumprissem com suas atribuições de prender, torturar e matar seus semelhantes como nenhum outro animal além do humano é capaz de fazer.
Nada mais desconfortante para os defensores da literatura como forma de humanização do que a ideia de que o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e funesta.
Apesar disso, como nos ensina o critico literário Antônio Cândido, a literatura contribui para que se confirmem em cada um de nós " ... aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor".
A literatura serve, por certo, para dar prazer e satisfação para todos, mas só os bons levam a sério suas mensagens humanistas: os demais permanecem indiferentes. Bons livros não convencem uma pessoa má a melhorar. Pode-se supor que alguém que tenha sido pago para assassinar, na sua infância, tenha sido um leitor assíduo de Monteiro Lobato.
Sabe-se que as mensagens humanistas dos livros só atingem as pessoas predispostas para sua recepção. É provável que os romancistas estejam condenados a "pregar aos convertidos", a convencer aos convencidos, como tinha o costume de escrever o sociólogo Pierre Bourdieu.
Mesmo assim, um pioneiro investigador dos segredos humanos com Freud não prescindia dos conhecimentos propiciados pela literatura. Para o fundador da psicanálise, " ... os poetas e romancistas são aliados preciosos, e seu testemunho deve ser tido em alta estima, pois eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas com as quais nossa sabedoria escolar não poderia sequer sonhar. Eles são para nós, que não passamos de homens vulgares, mestres do conhecimento da alma, pois se banham em fontes que ainda não se tornaram acessíveis à ciência".
Com tudo isso, não deixo de pensar que após a leitura de um livro como Levantado do Chão, de Saramago, que descreve o sofrimento e a luta dos trabalhadores rurais portugueses, nenhum dirigente do Fundo Monetário Internacional deixará de impor aos países devedores as medidas econômicas que levam a fome e o sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo.
Talvez a literatura sirva mesmo é para convencer os convencidos a permanecerem contra todas as formas de opressão do humano. Se servem para tanto, isso já é um grande bem, pois, embora aqueles que não praticam o bem continuem difundindo o mal, não conseguirão jamais impor a ideia de que ser humano é ser apenas como são.
PRAXEDES, Walter Lúcio de Alencar. Para que serve a literatura. Revista
Espaço Acadêmico, Brasília, ano II, n.15, ago, 2008. Disponível em:
«http://www.espacoacademico.com.br/015/15wlap.htm».
Acesso em 10 de março de 2023. Texto adaptado.
Leia as afirmativas abaixo.
I- Um problema à toa atrapalhou o funcionamento do serviço.
II- Ela sempre fazia alusão à palavras de seu chefe preferido.
III- O Oficial de Serviço entrou à bordo do Navio Patrulha.
IV- O aluno se reportou àquele livro de Machado de Assis.
V- O Sargento chegou à tempo de assumir o serviço.
De acordo com a norma culta padrão da Língua Portuguesa, em quais afirmativas apresentadas o acento grave foi corretamente empregado?
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Texto 01
Para que serve a literatura
Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial, quando chegaram num campo de concentração que contava com inúmeros prisioneiros inocentes, os soldados de uma das divisões das tropas aliadas surpreenderam alguns de seus inimigos nazistas sentados e calmamente lendo uma das obras mais importantes e humanistas da literatura universal: nada menos do que Fausto, de Goethe.
A leitura daquele livro não tornava seus leitores menos culpados pelo horror que estava sendo cometido por eles próprios. Também não impedia que cada um daqueles soldados literatos cumprissem com suas atribuições de prender, torturar e matar seus semelhantes como nenhum outro animal além do humano é capaz de fazer.
Nada mais desconfortante para os defensores da literatura como forma de humanização do que a ideia de que o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e funesta.
Apesar disso, como nos ensina o critico literário Antônio Cândido, a literatura contribui para que se confirmem em cada um de nós " ... aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor".
A literatura serve, por certo, para dar prazer e satisfação para todos, mas só os bons levam a sério suas mensagens humanistas: os demais permanecem indiferentes. Bons livros não convencem uma pessoa má a melhorar. Pode-se supor que alguém que tenha sido pago para assassinar, na sua infância, tenha sido um leitor assíduo de Monteiro Lobato.
Sabe-se que as mensagens humanistas dos livros só atingem as pessoas predispostas para sua recepção. É provável que os romancistas estejam condenados a "pregar aos convertidos", a convencer aos convencidos, como tinha o costume de escrever o sociólogo Pierre Bourdieu.
Mesmo assim, um pioneiro investigador dos segredos humanos com Freud não prescindia dos conhecimentos propiciados pela literatura. Para o fundador da psicanálise, " ... os poetas e romancistas são aliados preciosos, e seu testemunho deve ser tido em alta estima, pois eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas com as quais nossa sabedoria escolar não poderia sequer sonhar. Eles são para nós, que não passamos de homens vulgares, mestres do conhecimento da alma, pois se banham em fontes que ainda não se tornaram acessíveis à ciência".
Com tudo isso, não deixo de pensar que após a leitura de um livro como Levantado do Chão, de Saramago, que descreve o sofrimento e a luta dos trabalhadores rurais portugueses, nenhum dirigente do Fundo Monetário Internacional deixará de impor aos países devedores as medidas econômicas que levam a fome e o sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo.
Talvez a literatura sirva mesmo é para convencer os convencidos a permanecerem contra todas as formas de opressão do humano. Se servem para tanto, isso já é um grande bem, pois, embora aqueles que não praticam o bem continuem difundindo o mal, não conseguirão jamais impor a ideia de que ser humano é ser apenas como são.
PRAXEDES, Walter Lúcio de Alencar. Para que serve a literatura. Revista
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Acesso em 10 de março de 2023. Texto adaptado.
No trecho "[...] o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e funesta." (3°§), a ortografia da palavra em destaque foi empregada corretamente. Assim, assinale a opção em que a palavra apresentada também foi escrita da forma correta.
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Texto 01
Para que serve a literatura
Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial, quando chegaram num campo de concentração que contava com inúmeros prisioneiros inocentes, os soldados de uma das divisões das tropas aliadas surpreenderam alguns de seus inimigos nazistas sentados e calmamente lendo uma das obras mais importantes e humanistas da literatura universal: nada menos do que Fausto, de Goethe.
A leitura daquele livro não tornava seus leitores menos culpados pelo horror que estava sendo cometido por eles próprios. Também não impedia que cada um daqueles soldados literatos cumprissem com suas atribuições de prender, torturar e matar seus semelhantes como nenhum outro animal além do humano é capaz de fazer.
Nada mais desconfortante para os defensores da literatura como forma de humanização do que a ideia de que o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e funesta.
Apesar disso, como nos ensina o critico literário Antônio Cândido, a literatura contribui para que se confirmem em cada um de nós " ... aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor".
A literatura serve, por certo, para dar prazer e satisfação para todos, mas só os bons levam a sério suas mensagens humanistas: os demais permanecem indiferentes. Bons livros não convencem uma pessoa má a melhorar. Pode-se supor que alguém que tenha sido pago para assassinar, na sua infância, tenha sido um leitor assíduo de Monteiro Lobato.
Sabe-se que as mensagens humanistas dos livros só atingem as pessoas predispostas para sua recepção. É provável que os romancistas estejam condenados a "pregar aos convertidos", a convencer aos convencidos, como tinha o costume de escrever o sociólogo Pierre Bourdieu.
Mesmo assim, um pioneiro investigador dos segredos humanos com Freud não prescindia dos conhecimentos propiciados pela literatura. Para o fundador da psicanálise, " ... os poetas e romancistas são aliados preciosos, e seu testemunho deve ser tido em alta estima, pois eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas com as quais nossa sabedoria escolar não poderia sequer sonhar. Eles são para nós, que não passamos de homens vulgares, mestres do conhecimento da alma, pois se banham em fontes que ainda não se tornaram acessíveis à ciência".
Com tudo isso, não deixo de pensar que após a leitura de um livro como Levantado do Chão, de Saramago, que descreve o sofrimento e a luta dos trabalhadores rurais portugueses, nenhum dirigente do Fundo Monetário Internacional deixará de impor aos países devedores as medidas econômicas que levam a fome e o sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo.
Talvez a literatura sirva mesmo é para convencer os convencidos a permanecerem contra todas as formas de opressão do humano. Se servem para tanto, isso já é um grande bem, pois, embora aqueles que não praticam o bem continuem difundindo o mal, não conseguirão jamais impor a ideia de que ser humano é ser apenas como são.
PRAXEDES, Walter Lúcio de Alencar. Para que serve a literatura. Revista
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«http://www.espacoacademico.com.br/015/15wlap.htm».
Acesso em 10 de março de 2023. Texto adaptado.
A coesão textual pode ser definida como o fenômeno por meio do qual alguns mecanismos realizam a tessitura do texto. Entre tais mecanismos está a referência, constituída por elementos que dependem de outros itens do discurso para serem interpretados corretamente. Assim, assinale a opção que NÃO apresenta um exemplo de referência.
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Texto 01
Para que serve a literatura
Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial, quando chegaram num campo de concentração que contava com inúmeros prisioneiros inocentes, os soldados de uma das divisões das tropas aliadas surpreenderam alguns de seus inimigos nazistas sentados e calmamente lendo uma das obras mais importantes e humanistas da literatura universal: nada menos do que Fausto, de Goethe.
A leitura daquele livro não tornava seus leitores menos culpados pelo horror que estava sendo cometido por eles próprios. Também não impedia que cada um daqueles soldados literatos cumprissem com suas atribuições de prender, torturar e matar seus semelhantes como nenhum outro animal além do humano é capaz de fazer.
Nada mais desconfortante para os defensores da literatura como forma de humanização do que a ideia de que o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e funesta.
Apesar disso, como nos ensina o critico literário Antônio Cândido, a literatura contribui para que se confirmem em cada um de nós " ... aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor".
A literatura serve, por certo, para dar prazer e satisfação para todos, mas só os bons levam a sério suas mensagens humanistas: os demais permanecem indiferentes. Bons livros não convencem uma pessoa má a melhorar. Pode-se supor que alguém que tenha sido pago para assassinar, na sua infância, tenha sido um leitor assíduo de Monteiro Lobato.
Sabe-se que as mensagens humanistas dos livros só atingem as pessoas predispostas para sua recepção. É provável que os romancistas estejam condenados a "pregar aos convertidos", a convencer aos convencidos, como tinha o costume de escrever o sociólogo Pierre Bourdieu.
Mesmo assim, um pioneiro investigador dos segredos humanos com Freud não prescindia dos conhecimentos propiciados pela literatura. Para o fundador da psicanálise, " ... os poetas e romancistas são aliados preciosos, e seu testemunho deve ser tido em alta estima, pois eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas com as quais nossa sabedoria escolar não poderia sequer sonhar. Eles são para nós, que não passamos de homens vulgares, mestres do conhecimento da alma, pois se banham em fontes que ainda não se tornaram acessíveis à ciência".
Com tudo isso, não deixo de pensar que após a leitura de um livro como Levantado do Chão, de Saramago, que descreve o sofrimento e a luta dos trabalhadores rurais portugueses, nenhum dirigente do Fundo Monetário Internacional deixará de impor aos países devedores as medidas econômicas que levam a fome e o sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo.
Talvez a literatura sirva mesmo é para convencer os convencidos a permanecerem contra todas as formas de opressão do humano. Se servem para tanto, isso já é um grande bem, pois, embora aqueles que não praticam o bem continuem difundindo o mal, não conseguirão jamais impor a ideia de que ser humano é ser apenas como são.
PRAXEDES, Walter Lúcio de Alencar. Para que serve a literatura. Revista
Espaço Acadêmico, Brasília, ano II, n.15, ago, 2008. Disponível em:
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Acesso em 10 de março de 2023. Texto adaptado.
No trecho "Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial [...]" (1°§), a colocação do pronome oblíquo átono foi feita corretamente. Assinale a opção em que ocorre desvio da norma culta, em relação à colocação pronominal destacada.
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Texto 01
Para que serve a literatura
Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial, quando chegaram num campo de concentração que contava com inúmeros prisioneiros inocentes, os soldados de uma das divisões das tropas aliadas surpreenderam alguns de seus inimigos nazistas sentados e calmamente lendo uma das obras mais importantes e humanistas da literatura universal: nada menos do que Fausto, de Goethe.
A leitura daquele livro não tornava seus leitores menos culpados pelo horror que estava sendo cometido por eles próprios. Também não impedia que cada um daqueles soldados literatos cumprissem com suas atribuições de prender, torturar e matar seus semelhantes como nenhum outro animal além do humano é capaz de fazer.
Nada mais desconfortante para os defensores da literatura como forma de humanização do que a ideia de que o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e funesta.
Apesar disso, como nos ensina o critico literário Antônio Cândido, a literatura contribui para que se confirmem em cada um de nós " ... aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor".
A literatura serve, por certo, para dar prazer e satisfação para todos, mas só os bons levam a sério suas mensagens humanistas: os demais permanecem indiferentes. Bons livros não convencem uma pessoa má a melhorar. Pode-se supor que alguém que tenha sido pago para assassinar, na sua infância, tenha sido um leitor assíduo de Monteiro Lobato.
Sabe-se que as mensagens humanistas dos livros só atingem as pessoas predispostas para sua recepção. É provável que os romancistas estejam condenados a "pregar aos convertidos", a convencer aos convencidos, como tinha o costume de escrever o sociólogo Pierre Bourdieu.
Mesmo assim, um pioneiro investigador dos segredos humanos com Freud não prescindia dos conhecimentos propiciados pela literatura. Para o fundador da psicanálise, " ... os poetas e romancistas são aliados preciosos, e seu testemunho deve ser tido em alta estima, pois eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas com as quais nossa sabedoria escolar não poderia sequer sonhar. Eles são para nós, que não passamos de homens vulgares, mestres do conhecimento da alma, pois se banham em fontes que ainda não se tornaram acessíveis à ciência".
Com tudo isso, não deixo de pensar que após a leitura de um livro como Levantado do Chão, de Saramago, que descreve o sofrimento e a luta dos trabalhadores rurais portugueses, nenhum dirigente do Fundo Monetário Internacional deixará de impor aos países devedores as medidas econômicas que levam a fome e o sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo.
Talvez a literatura sirva mesmo é para convencer os convencidos a permanecerem contra todas as formas de opressão do humano. Se servem para tanto, isso já é um grande bem, pois, embora aqueles que não praticam o bem continuem difundindo o mal, não conseguirão jamais impor a ideia de que ser humano é ser apenas como são.
PRAXEDES, Walter Lúcio de Alencar. Para que serve a literatura. Revista
Espaço Acadêmico, Brasília, ano II, n.15, ago, 2008. Disponível em:
«http://www.espacoacademico.com.br/015/15wlap.htm».
Acesso em 10 de março de 2023. Texto adaptado.
Assinale a opção em que a palavra destacada no trecho possa ser substituída, sem alteração de sentido, pelo sinônimo apresentado.
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Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial, quando chegaram num campo de concentração que contava com inúmeros prisioneiros inocentes, os soldados de uma das divisões das tropas aliadas surpreenderam alguns de seus inimigos nazistas sentados e calmamente lendo uma das obras mais importantes e humanistas da literatura universal: nada menos do que Fausto, de Goethe.
A leitura daquele livro não tornava seus leitores menos culpados pelo horror que estava sendo cometido por eles próprios. Também não impedia que cada um daqueles soldados literatos cumprissem com suas atribuições de prender, torturar e matar seus semelhantes como nenhum outro animal além do humano é capaz de fazer.
Nada mais desconfortante para os defensores da literatura como forma de humanização do que a ideia de que o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e funesta.
Apesar disso, como nos ensina o critico literário Antônio Cândido, a literatura contribui para que se confirmem em cada um de nós " ... aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor".
A literatura serve, por certo, para dar prazer e satisfação para todos, mas só os bons levam a sério suas mensagens humanistas: os demais permanecem indiferentes. Bons livros não convencem uma pessoa má a melhorar. Pode-se supor que alguém que tenha sido pago para assassinar, na sua infância, tenha sido um leitor assíduo de Monteiro Lobato.
Sabe-se que as mensagens humanistas dos livros só atingem as pessoas predispostas para sua recepção. É provável que os romancistas estejam condenados a "pregar aos convertidos", a convencer aos convencidos, como tinha o costume de escrever o sociólogo Pierre Bourdieu.
Mesmo assim, um pioneiro investigador dos segredos humanos com Freud não prescindia dos conhecimentos propiciados pela literatura. Para o fundador da psicanálise, " ... os poetas e romancistas são aliados preciosos, e seu testemunho deve ser tido em alta estima, pois eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas com as quais nossa sabedoria escolar não poderia sequer sonhar. Eles são para nós, que não passamos de homens vulgares, mestres do conhecimento da alma, pois se banham em fontes que ainda não se tornaram acessíveis à ciência".
Com tudo isso, não deixo de pensar que após a leitura de um livro como Levantado do Chão, de Saramago, que descreve o sofrimento e a luta dos trabalhadores rurais portugueses, nenhum dirigente do Fundo Monetário Internacional deixará de impor aos países devedores as medidas econômicas que levam a fome e o sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo.
Talvez a literatura sirva mesmo é para convencer os convencidos a permanecerem contra todas as formas de opressão do humano. Se servem para tanto, isso já é um grande bem, pois, embora aqueles que não praticam o bem continuem difundindo o mal, não conseguirão jamais impor a ideia de que ser humano é ser apenas como são.
PRAXEDES, Walter Lúcio de Alencar. Para que serve a literatura. Revista
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Acesso em 10 de março de 2023. Texto adaptado.
Assinale a opção em que há uso de objeto indireto.
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Assinale a opção que justifica o uso de arma de fogo em uma situação de controle de distúrbio.
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