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3220033 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

TEXTO I

Amor de viajante

O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram ... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.

Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caia e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.

"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera e amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.

"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar ... " Começou a me dizer.

"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".

De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:

"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."

A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.

"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."

E nessa mistura de amor, aventura, ilusão e doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, a seu lado.

SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.

Assinale a opção em que o verbo é intransitivo.

 

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3220032 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

TEXTO I

Amor de viajante

O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram ... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.

Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caia e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.

"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera e amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.

"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar ... " Começou a me dizer.

"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".

De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:

"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."

A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.

"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."

E nessa mistura de amor, aventura, ilusão e doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, a seu lado.

SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.

Assinale a opção em que a classe do termo sublinhado difere das demais.

 

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3220031 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

TEXTO I

Amor de viajante

O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram ... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.

Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caia e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.

"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera e amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.

"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar ... " Começou a me dizer.

"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".

De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:

"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."

A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.

"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."

E nessa mistura de amor, aventura, ilusão e doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, a seu lado.

SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.

Sobre o uso dos pronomes no 7° parágrafo do texto I, analise as afirmativas abaixo.

I- "E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caiam nas costas ( ... )"- "lhe" pode ser substituído por "dela", sem alteração de significado.

II- "( ... ) me fizeram esquecê-la" - "la" retoma "uma menina".

III- "Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula." - "la" pode ser substituído por "ela", respeitando a norma culta da língua.

Assinale a opção correta.

 

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3220030 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

TEXTO I

Amor de viajante

O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram ... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.

Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caia e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.

"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera e amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.

"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar ... " Começou a me dizer.

"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".

De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:

"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."

A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.

"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."

E nessa mistura de amor, aventura, ilusão e doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, a seu lado.

SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.

Qual opção apresenta uma palavra formada por um processo diferente das demais?

 

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3220029 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

TEXTO I

Amor de viajante

O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram ... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.

Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caia e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.

"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera e amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.

"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar ... " Começou a me dizer.

"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".

De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:

"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."

A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.

"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."

E nessa mistura de amor, aventura, ilusão e doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, a seu lado.

SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.

Assinale a opção em que o trecho sublinhado apresenta um adjunto adverbial.

 

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3220028 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

TEXTO I

Amor de viajante

O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram ... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.

Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caia e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.

"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera e amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.

"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar ... " Começou a me dizer.

"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".

De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:

"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."

A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.

"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."

E nessa mistura de amor, aventura, ilusão e doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, a seu lado.

SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.

Assinale a opção que apresenta um encontro consonantal e um dígrafo, respectivamente.

 

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3220127 Ano: 2024
Disciplina: Legislação Militar
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

A preparação dos navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros navais para combale e sua conduta durante o esse combate serão regidas por uma Organização:

Questão Anulada

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3220090 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Assinale a opção que apresenta APENAS eventos relativos à atuação da Marinha na Guerra da Triplice Aliança contra o governo do Paraguai, de acordo com Bittencourt (2006), em Introdução à História Marítima Brasileira.

Questão Anulada

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3220077 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

TEXTO I

Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?

Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada hã pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

Não há limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre o centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

As respostas. em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema cu conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no minimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

O que é ruim para a área de educação - pelo estimulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos - não é bom também para questões como ética e direito autoral, O Chat GPT nasceu com o “vício crônico” de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia - fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. OU seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta, Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. À inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraida de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnológia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.

Félix Alberto. Disponivel em: <<hitps:/fimirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>.Acesso em 10/10/2023. Adaptado.

Assinale a opção que apresenta corretamente duas figuras de linguagem empregadas no trecho abaixo.

"A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais [...].” (8º §)

Questão Anulada

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3220076 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

TEXTO I

Amor de viajante

O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram ... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.

Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caia e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.

"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera e amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.

"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar ... " Começou a me dizer.

"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".

De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:

"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."

A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.

"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."

E nessa mistura de amor, aventura, ilusão e doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, a seu lado.

SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.

O termo sublinhado no trecho a seguir foi escrito corretamente: "o sol já ia se escondendo atrás das montanhas". Qual alternativa também está correta?

Questão Anulada

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