O EIA tem como princípio a avaliação dos impactos dentro
da sua área de influência, mas geralmente tem sido
desenvolvido com profundidade limitada quanto aos aspectos
integradores de cada tipo de projeto. Por exemplo: (a) a
aprovação de um projeto de drenagem ou de um efluente não
envolve a avaliação de todos os impactos existentes a
montante e a jusante daquele local, mas os elementos que
individualizam o projeto; (b) o EIA de uma hidrelétrica
geralmente não considera os efeitos sinérgicos de toda a
bacia quanto aos empreendimentos atuais e futuros
previstos.A limitação da avaliação individual dos projetos e os
efeitos potencializados dos impactos ambientais
intersetoriais têm levado à necessidade de avaliar o impacto
ambiental dentro de uma visão integradora tanto no espaço
como intersetorial, visando, principalmente:
Existe uma vazão de um rio que é aquela que deve ficar a
jusante dos empreendimentos hidráulicos, de modo a
satisfazer a todos os usos previstos pela Política Nacional de
Recursos Hídricos, ou seja, a vazão remanescente deve
satisfazer as seguintes demandas: sanitária, ecológica
(vazão ecológica), abastecimento humano e industrial,
dessedentação de animais, geração de energia elétrica,
irrigação, navegação, lazer, dentre outras, e é conhecida
como vazão:
A Gestão Ambiental é o processo de articulação das
ações dos diferentes agentes sociais que interagem em um
dado espaço com vistas a garantir a adequação dos meios de
exploração dos recursos ambientais - naturais, econômicos e
socioculturais - às especificidades do meio ambiente, com
base em princípios e diretrizes previamente acordados ou
definidos. Isto torna a Gestão Ambiental uma atividade
política voltada à formulação de princípios e diretrizes, à
estruturação de sistemas gerenciais e à tomada de decisões
que têm por objetivo final promover, de forma coordenada, o
inventário, uso, controle, proteção e conservação do
ambiente, visando a atingir o objetivo estratégico do
desenvolvimento sustentável. Fazem parte da Gestão
Ambiental: a Política Ambiental, o Planejamento Ambiental, o
Gerenciamento Ambiental, o Modelo de Gerenciamento
Ambiental e o Sistema de Gerenciamento Ambiental. Com
relação ao PlanejamentoAmbiental, ele é definido como:
Os processos hidrológicos na bacia hidrográfica possuem duas direções predominantes de fluxo na bacia: vertical e o longitudinal. O vertical é representado pelos processos de precipitação, evapotranspiração, umidade e fluxo no solo; enquanto que o longitudinal, pelo escoamento na direção dos gradientes da superfície (escoamento superficial e rios) e do subsolo (escoamento subterrâneo), conforme observado nas figuras abaixo. O balanço de volumes na bacia depende inicialmente dos processos verticais. Nas figuras pode-se observar que, da radiação solar que atinge a superfície da terra, parte é refletida e parte é absorvida.Aproporção entre a energia refletida e a total é o albedo, que depende do tipo de superfície, podendo variar sazonalmente ao longo do ano e dentro do dia. Por exemplo, o albedo de uma superfície líquida é da ordem de 5-7%; para pasto e uso agrícola, está entre 15 e 20%, enquanto que de uma superfície como uma floresta tropical é cerca de:
Aexecução dos levantamentos da capacidade de uso da
terra, normalmente, é feita diretamente no campo, podendo,
em certos casos, ser feita no escritório, por interpretação das
fotografias aéreas e por compilação de levantamentos vários
já existentes na área em cogitação. De acordo com a escala e
o detalhamento dos levantamentos para classificação da
capacidade de uso da terra agrícola, podem-se distinguir seis
classes de levantamento. Estes são levantamentos de base,
visando primordialmente a planejamentos para o
desenvolvimento integrado. Nesses levantamentos, os
limites entre as unidades levantadas são locados no mapa,
mediante observação feita sobre o terreno a intervalos,
relativamente grandes, fazendo-se o desenho por
interpolação para completar as delimitações, e utilizando
escala entre 1:50.000 e 1:250.000. Esta classe é conhecida
como levantamentos:
Na camada mais superficial do solo se desenvolvem as
raízes das plantas, aproveitando-se de sua maior porosidade,
devido à matéria orgânica aí presente, e da sua riqueza em
elementos nutritivos. Este é o horizonte A, também chamado
solo agrícola, e tem espessura entre: